sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

LULA - Um líder, o cara!

Um mito


Hoje é o último dia de mandato do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deixa o poder, depois de oito anos, como uma espécie de líder noir. Lula é duro na queda, encara qualquer parada e cuidou dos mais fracos e desvalidos. Em síntese, um homem comum que fez coisas extraordinárias, como ele mesmo gosta de proclamar.

É mais ou menos esse o tipo de carisma que Lula exerce desde quando liderou as greves dos metalúrgicos de ABC no fim da década de 1970, em plena ditadura militar. Esse carisma cimentou a fundação do PT e a criação da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Em 2002, levou-o à Presidência da República. Porém, não foi corroído pelo exercício do poder, nem mesmo na crise do mensalão, muito pelo contrário. Lula descerá a rampa do Palácio do Planalto como um mito político.

Assim como foi Getúlio Vargas, Lula é um líder político em contato direto com as massas, que já não depende da mediação do seu partido nem dos sindicatos para fazer política. Por isso, que a oposição não se iluda: Lula continuará exercendo enorme influência, mesmo fora do poder, não somente porque foi o artífice da eleição da presidente Dilma Rousseff, mas também porque seu carisma sobreviverá na planície. Para 87% da população, segundo as pesquisas de opinião, fez um ótimo governo.

Mídia

Não deixa de ser irônico. Getúlio Vargas construiu seu carisma em parte por causa da forma como soube utilizar o rádio. Do ponto de vista da comunicação, revolucionou a forma de atuar na política. Lula só aprendeu a lidar com a televisão depois de três derrotas eleitorais. No segundo mandato, usou e abusou da tevê aberta para se relacionar com o povo. Resultado: deixa o governo batendo recordes de popularidade.Correio

Lula termina embalado por políticas sociais, economia e carisma

Luiz Inácio Lula da Silva deixa o comando do Brasil como o presidente mais bem avaliado da história. As políticas sociais despontam como o grande combustível para a aprovação recorde, mas a fala simples do Presidente Lula e o contato direto constante com o público também ajudaram para manter a maioria da população ao seu lado.

Nas contas oficiais, sob Lula, cerca de 36 milhões de brasileiros ingressaram na classe média. Ao mesmo tempo, mais de 28 milhões de pessoas deixaram a pobreza extrema, beneficiadas pelas políticas sociais do governo, em especial pelo programa Bolsa Família.

Em oito anos, as políticas sociais e os impulsos econômicos e fiscais dados à produção geraram mais de 14 milhões de empregos formais. Embalados, os brasileiros aumentaram seu apetite por crédito e o setor financeiro registrou recordes seguidos de aumento nos financiamentos. Mesmo quando a crise global chegou, o Brasil foi melhor que a maioria dos países.

No front político, logo no início Lula enfrentou o descontentamento de amplos setores de sua base eleitoral: as centrais sindicais criticaram o aumento do salário mínimo em 2003 e o funcionalismo ficou insatisfeito com as mudanças no regime previdenciário.

Além disso, o ex-metalúrgico e sindicalista teve que enfrentar a desconfiança e o receio em relação ao que seria seu governo logo que assumiu. Em tom de desabafo, a poucos dias de deixar o cargo, disse que teve que provar ser capaz de governar igual ou melhor do que todos os outros que passaram pela Presidência.

"Nenhum presidente da República teve que provar qualquer coisa neste país, e eu sabia que eu tinha que provar a cada dia", afirmou.

Governo

Na educação, houve mais recursos com o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, o Fundeb. E o Ministério da Educação criou o Programa Universidade para Todos (Prouni), que permitiu o ingresso de pouco mais de 700 mil jovens em universidades privadas por meio de bolsas de estudo.

Internacional

Sob a batuta do Presidente Lula e do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e beneficiado pelo bom momento econômico, o Brasil ganhou peso no cenário internacional.

Priorizou as chamadas relações Sul-Sul, aproximando-se mais dos países emergentes e dos parceiros regionais, e buscou uma atuação mais efetiva junto a países mais pobres, especialmente na África. E atuou sem timidez nos fóruns internacionais, como o G20, das maiores economias do mundo.

Além de uma maior aproximação com os demais países do chamado Bric -China, Índia e Rússia-, o país teve papel-chave nos acordos comerciais internacionais envolvendo o Mercosul.

Carisma

A melhora de vida de milhões de pessoas e o crescimento da economia explicam parte disso. Mas muito também se deve ao carisma de Lula e ao seu jeito de falar ao público em geral, usando uma linguagem direta, fazendo metáforas futebolísticas.

Lula imprimiu na Presidência e aos costumes do Estado uma forte marca pessoal, que demorará para ser apagada

Empregos cresceram 14,4%

A construção civil foi o setor que mais se destacou na geração de empregos em 2010. Proporcionalmente, foi a área que mais cresceu, com 14,4% de aumento no número de postos entre janeiro e novembro. Em números absolutos, porém, os setores de serviços, comércio e indústria de transformação continuam criando o maior número de postos de trabalho. De janeiro a novembro de 2010, os três setores criaram pouco mais de 2 milhões dos 2,5 milhões de empregos gerados.

O setor de serviços empregou, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, 939,4 mil trabalhadores até novembro. A indústria de transformação vem em segundo, com 638 mil empregos seguido do comércio com 505 mil postos. A construção civil ficou em quarto com 333 mil vagas criadas em 2010, sem contar ainda os números de dezembro.
 
Do Blog "Os amigos do presidente Lula"

Efraim Morais deixa o Senado como o 2º maior empregador do Congresso

ABUSO -Parlamentar mantém 66 comissionados. 52 deles estão lotados fora de Brasília.



O senador Efraim Morais (DEM) está deixando o Senado Federal em fevereiro, mas continua sendo destaque da imprensa nacional. Nesta semana, o portal Congresso em Foco publicou um estudo mostrando quem são os parlamentares que mais mantém funcionários comissionados e o paraibano figura em segundo lugar (primeiro quando o quesito é “funcionários mantidos fora de Brasília”).

Segundo a reportagem, Efraim ainda mantém 66 servidores comissionados sob seu comando, sendo que 52 destes estão lotados na Paraíba (nos chamados escritórios de apoio) e, portanto, longe do seu gabinete em Brasília.

Efraim só perde em número de comissionados para seu colega de partido, o também nordestino Heráclito Fortes (PI), que tem 68. Heráclito, no entanto, tem “apenas” 25 fora de Brasília. Depois de Heráclito e Efraim, a lista continua com Mão Santa (PSC-PI), que tem 62 comissionados, sendo 33 lotados no Piauí. O curioso é que os três maiores empregadores do Senado na atualidade foram derrotados nas urnas e não conseguiram se reeleger.

A reportagem lembra, inclusive, que o senador paraibano é alvo de investigações devido a servidores fantasmas lotados em seu gabinete, e destaca que o alto número de servidores trabalhando no estado natal é mais uma fonte de suspeitas, porque lá “há menos controle sobre a lista de frequência dos servidores”.

Outra informação lembrada pelo Congresso em Foco é sobre o fato de que mesmo fora do Senado, o paraibano, ex-primeiro-secretário do Senado, continuará a ter subordinados no serviço público, já que ele foi anunciado como secretário de Infraestrutura pelo governador eleito da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB).

Phelipe Caldas - MaisPB

Seis governadores do PSDB irão à posse de Dilma

Governadores eleitos mudam horário da própria posse para prestigiar presidenta eleita em Brasília

Nara Alves, iG

Ao menos seis governadores eleitos pelo PSDB estarão na posse da presidenta eleita, Dilma Rousseff, do PT, no sábado, dia 1º de janeiro. Dos partidos que fazem oposição ao governo federal, apenas tucanos confirmaram presença em Brasília. Os governadores eleitos pelo DEM já recusaram o convite da Presidência para a cerimônia.

As lideranças tucanas Geraldo Alckmin (São Paulo), Beto Richa (Paraná), Marconi Perillo (Goiás), Tetônio Vilela (Alagoas), Anchieta Júnior (Roraima) e Siqueira Campos (Tocantins) confirmaram que participarão do evento. Simão Jatene (Pará) não confirmou presença e Antonio Anastasia (Minas Gerais) foi o único governador tucano eleito que avisou que estará ausente.

Siqueira Campos chegou a alterar o horário de sua própria posse para conseguir estar em Brasília a tempo da cerimônia no Palácio do Itamaraty. O PSDB solicitou a antecipação da posse do governador do Tocantins das 9h para as 8h. Tudo para que ele pudesse estar, às 11h, embarcando para o Distrito Federal.”
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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Presidente eleita convidou 11 ex-companheiras de cela para a posse

Entre as convidadas, que também estarão no coquetel no Itamaraty, está a economista Maria Lúcia Urban, que, na época, chegou grávida ao presídio e recebeu todos os cuidados de Dilma.
- A Maria Lúcia e a Dilma tinham uma relação muito forte, que se manteve - disse a socióloga Lenira Machado, outra integrante do grupo e responsável pelo convite da posse às outras colegas do Tiradentes.
Maria Lúcia hoje é diretora do Centro de Formação Estatística do Paraná. Lenira trabalha com projetos e programas do Ministério do Turismo.
Dilma ficou presa, foi condenada e passou três anos na cadeia. Antes de seguir para o Tiradentes, foi torturada durante 22 dias seguidos. A chegada da companheira à Presidência da República é motivo de orgulho para as colegas de militância política, ainda que atuassem em grupos de esquerda distintos e com pensamentos diferentes sobre como enfrentar o regime militar.
- Éramos de diferentes organizações, mas ocupávamos o mesmo espaço. Se não fosse a cadeia, jamais teríamos nos encontrado. Essa coisa nos unia - disse Rita Sipahi, que atuou na Ação Popular.
Dilma era da Var-Palmares. Rita é advogada e integra a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça.

Os grupos de esquerda divergiam em especial sobre a adesão ou não à luta armada. Lenira e Dilma tinham uma posição idêntica e defendiam o confronto com os militares.
- Eu e ela concordávamos com a luta armada, embasada na formação de quadros. Não para ser uma simples aventura - disse Lenira, que foi torturada no DOI-Codi e, em 2008, reconheceu seu torturador e o denunciou publicamente.

Dilma gostava de "Chico mineiro" e de crochê

Ela comemora a eleição de Dilma.
- Não tenho postura feminista, mas é uma vitória ter uma mulher presidente. E nem em sonho imaginava que alguém da luta armada chegaria um dia a esse posto - disse Lenira.
A jornalista Rose Nogueira, que também estará na festa da posse, ficou alguns meses no presídio e tem muitas lembranças de Dilma. Ela se recorda do apego da petista aos livros. De todos os tipos, de teorias da economia aos clássicos da literatura universal. Nos trabalhos manuais na cela, Dilma tinha predileção, segundo Rose, pelo crochê. Fazia bordados em pano.
- Naquela época, Dilma já tinha uma presença forte. Era naturalmente uma líder e muito solidária. Quando a vi num cargo importante no governo Lula, não tinha dúvida que chegaria a presidente do Brasil - disse Rose, que lembrou ainda do gosto de Dilma pela música.
- Ela gostava de cantar "Chico mineiro" - contou Rose, citando uma música caipira que fez sucesso com a dupla Tonico e Tinoco.
As outras colegas de cela que estarão na posse são: a arquiteta Maristela Scofield; a uruguaia Maria Cristina de Castro, que trabalha no Ministério das Minas e Energia; a psicóloga Lúcia Maria Salvia Coelho; a arquiteta Ivone Macedo; Francisca Eugênia Soares e as irmãs Iara de Seixas Benichio e Ieda de Seixas, de uma família que atuou na oposição aos militares.
Leia mais:

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Lula explica porque continua trabalhando como nunca até o último dia do mandato

 
Durante o lançamento da pedra fundamental da fábrica da Fiat em Pernambuco, o presidente Lula explicou porque continua trabalhando como nunca antes neste país um presidente trabalhou até o último dia do mandato. 

OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

Novo emprego de Efraim Morais, no governo Ricardo Coutinho é destaque nacional



efraimm.jpgDepois de parte da imprensa local repercutir o “emprego” que Ricardo Coutinho (PSB), ofereceu ao ainda senador Efraim Morais (DEM), agora é a imprensa nacional que também está repercutindo o fato, a exemplo do Portal Terra. A materia pauta a derrota imposta pelos eleitores paraibanos, as denuncias de contratação de funcionarios fantasmas, e o novo emprego do ainda senador paraibano.
Leia a íntegra da materia do Portal Terra.
O senador Efraim Morais (DEM-PB) já tem novo emprego após não ser reeleito no último pleito, em outubro: o parlamentar vai assumir a Secretaria de Infraestrutura no próximo governo da Paraíba, comandado pelo socialista Ricardo Coutinho(PSB). Efraim foi acusado neste ano de contratar funcionários fantasmas para o seu gabinete em Brasília.
O anúncio foi feito pelo próprio governador eleito, em sua página na rede de microblogs Twitter, na tarde de segunda-feira, e depois confirmado em entrevista coletiva. A repercussão do anúncio foi negativa na própria rede e logo se tornou um dos assuntos mais comentados. A presença no DEM no governo do PSB já era esperada, já que os dois partidos e mais o PSDB se coligaram durante a campanha.
As denúncias de contratação de funcionários fantasmas pelo gabinete do parlamentar surgiram em maio, quando as irmãs Kelriany e Kelly Nascimento da Silva procuraram a Polícia Federal. As duas alegaram pensar que recebiam uma bolsa de estudos mensal de R$ 100, paga pela Universidade de Brasília (UnB), mas descobriram que tinham emprego no gabinete de Efraim ao tentar abrir uma conta bancária. O salário que recebiam era de quase R$ 4 mil por mês, mas o valor seria sacado por outras funcionárias do senador. Na época, a assessoria de Efraim negou que ele tenha responsabilidade no caso.
Em janeiro de 2011, Efraim Moraes completa 28 anos de mandatos consecutivos e já se despediu do cargo no Senado. Ele foi duas vezes deputado estadual, três vezes deputado federal e senador por oito anos. Na Câmara dos Deputados foi presidente, vice-presidente e quarto secretário. No Senado, onde foi líder da minoria e primeiro secretário por duas vezes.
Nas eleições deste ano, Efraim tentou a reeleição, mas não obteve sucesso. Como presidente do Diretório Estadual do DEM na Paraíba, foi um defensor da coligação com o PSB para eleger Ricardo Coutinho na disputa contra o peemedebista e atual governador do Estado, José Maranhão.

A família Bento Morais.

Joácio Morais terá que devolver verbas desviadas

Ex-secretário de Saúde do Estado, Joácio Morais, que também foi prefeito de São Mamede terá que devolver R$ 79.800,00 por irregularidades na compra de medicamentos excepcionais, além de ter que devolver esse dinheiro o TCE ainda manteve também a multa de R$ 2.805,10.
O processo trata de maruagem, ardilosa, perigosa, escamoteada, medonha e malina , promovida pela Secretaria de Saúde da Paraíba, cujo objeto foi a compra de medicamento Micofenolato Mofetil- Cellcept, da responsabilidade do ex-secretário responsável pela pasta da saúde.
E só pra lembrar, esse exemplo de gestor é irmão do senador Efraim Morais, outro singular exemplo, que com a sabedoria do povo não foi reeleito, mas teve a gratidão do governador eleito e será o futuro secretário da infra-estrutura. É a raposa tomando conta do galinheiro.
Conheça um pouco mais do clã dos Morais, clique aqui, em excelente matéria postada no blog do Robson Medeiros – “Em declínio, “Reinado dos (i)Morais” pode está perto do fim

Para ser presidente, é preciso conhecer o Brasil e sua gente

O governador Eduardo Campos (PE) entrega ao presidente Lula a faixa da Ordem do Mérito Guararapes, em evento realizado no Marco Zero, em Recife (PE). Foto: Ricardo Stuckert/PR
Num discurso emocionado diante de cerca 40 mil pessoas que lotaram aontem a noite o Marco Zero de Recife (PE), em seu último ato público em Pernambuco (seu estado natal) como presidente da República, o presidente Lula agradeceu a Deus e à população pelo apoio que sempre dedicaram a ele e a seu governo, nos bons e maus momentos. O presidente fez uma pequena retrospectiva de sua luta política para chegar até a Presidência da República durante a cerimônia, que deu ordem de início às obras do Memorial Luiz Gonzaga e entregou um terreno para a Orquestra Criança Cidadã Meninos do Coque, e lembrou com carinho de personalidades com o ex-governador Miguel Arraes, que emocionou o neto Eduardo Campos, atual governador de Pernambuco, e sua esposa, presentes ao evento.
Lula afirmou que sempre procurou viajar muito pelo Brasil para poder conhecer as pessoas, conversar com elas, olhando nos olhos e tocando, porque como disse “não há possibilidade do ser humano interagir se não houver um toque de mão, um abraço, um beijo, um carinho, um olhar olho no olho”. Disse ainda que aprendeu muito com as três derrotas que sofreu em eleições presidenciais (em 1989, 1994 e 1998). A lição principal: não é possível governar bem o País sem conhecer sua terra e sua gente:
“Era preciso que o presidente tivesse um olhar total do seu País, para conhecer o seu povo, e poder governar distribuindo possibilidades para que todos tivessem condições de participar do desenvolvimento desse País. Foi a partir da descoberta das eleições de 1989, em que eu descobri que era falsa a disputa eleitoral, que um presidente da República pegar um avião em São Paulo, descer no aeroporto de Recife, subir num palanque, voltar para o aeroporto e voltar para São Paulo não lhe permitia o povo pernambucano, era preciso que ele conhecesse um pouco mais. (…) Foi a partir daí que resolvi fazer as caravanas da cidadania. E comecei fazendo a primeira caravana percorrendo o trajeto que a minha mãe percorreu com oito filhos, saindo de Caetés até a cidade de Santos, em São Paulo. Parando em cada cidade, conversando com as pessoas. Depois eu percorri 91 mil km de carro, de trem, de ônibus, de barco. Para conhecer a cara, o jeito, o contar da piada, da graça, o cantar do povo pernambucano, o sofrimento do povo brasileiro. E isso me deu uma dimensão do Brasil que eu queria governar.”
O presidente se emocionou ao contar a história da mulher que lhe explicou porque não dava seu voto a ele. Veja o vídeo:

Ao se despedir, Lula ainda ganhou um carinhoso abraço a distância do escritor Ariano Suassuna:
 

O Nordeste depois de Lula


O Nordeste chega ao fim do governo Lula em meio a um inédito ciclo de mudanças. Baseado em documentos, estudos, entrevistas e apuração feita em viagem de 4.500 quilômetros pela região, este caderno especial revela o impacto das transformações na vida do nordestino. Faz um relato objetivo do que mudou e do que não saiu do lugar. E contextualiza o novo momento com um levantamento da ação dos presidentes no Nordeste ao longo dos 121 anos da República.

Por Vandeck Santiago


Confira a excelente matéria aqui e veja porque Lula é tão festejado, tão aplaudido, tão querido por estas paragens.Só os idiotas não enxergam isso.

Nordestinos vivem clima de otimismo após era Lula

Região onde nasceu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Nordeste experimentou durante os oito anos de seu mandato uma melhoria nas condições de vida de seus habitantes e vê antigos migrantes voltando para casa, embora a pobreza ainda seja uma realidade para muitos.

Paulo Cabral, BBC Brasil

Depois de morar em São Paulo por 17 anos, fugindo da pobreza extrema, o empresário Francisco de Souza voltou para sua cidade natal de Tianguá, no Ceará.

"Quando eu fui para São Paulo, eu nem tinha sapatos para calçar", ele lembra. "Agora estou de volta para casa como dono de três casas, com meu carro, com dinheiro para começar um pequeno negócio e com uma bela família".

Ele vê semelhança entre a sua trajetória e a do presidente. "Nós dois começamos sem nada e conseguimos muito nas nossas vidas", afirma.

Souza afirma que seu plano sempre foi voltar a Tianguá. Ele pretende abrir a primeira loja de suplementos alimentares para atletas em sua cidade.

Shopping em Garanhuns

Já a cidade de Garanhuns, em Pernambuco, de onde a família de Lula saiu nos anos 1950 devido à falta de oportunidades, está prestes a ganhar o seu primeiro shopping center.

"O novo shopping é a prova de que a nossa região está se desenvolvendo e que investidores acreditam que o crescimento econômico veio para ficar", afirma o secretário de Desenvolvimento de Garanhuns, Ornilo Lundgren Filho.

Na feira de Garanhuns, onde agricultores e moradores se reúnem todo sábado para fazer negócios e conversar, o clima é de otimismo.
"Eu tenho 66 anos e lhe digo que o governo de Lula é o melhor que eu vi na vida, e eu não digo isto só porque nós somos da mesma cidade. Houve mudanças em todo o país", diz Luis Silva, natural de Caetés (PE).

Caetés era um distrito de Garanhuns quando Lula nasceu, mas ganhou sua emancipação anos depois. Hoje, as duas cidades reivindicam o título de cidade-natal do presidente.”
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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Lula descerá rampa ao som da música da vitória de Ayrton Senna

O Presidente Lula descerá a rampa do Palácio do Planalto pela última vez, ao se despedir do cargo, ao som do Tema da Vitória, música de Eduardo Souto Neto tradicionalmente associada às corridas da Fórmula 1 na vitória de Ayrton Senna. Ontem, durante o ensaio geral da posse de Dilma Rousseff, o tema foi testado e aprovado pela banda dos Dragões da Independência, o regimento da guarda presidencial.

A escolha foi feita pelo 1º tenente Almeida Machado, regente da banda dos Dragões. Indagado se essa seria a música do Presidente, o tenente respondeu: “E tem música mais apropriada?”. O ensaio envolveu pessoal das Forças Armadas, Polícia Federal, Polícia Militar do Distrito Federal, Itamaraty, Palácio do Planalto e Congresso. Agentes da PF que farão a segurança do cortejo correram ao lado do Rolls Royce presidencial e do Cadillac que o vice-presidente vai usar.

Ao lado do carro que servirá Dilma estavam 10 agentes mulheres da PF. Em cima de alguns dos ministérios e em outros pontos, atiradores de elite acompanhavam o cortejo simulado.

Todas as etapas foram testadas, com os cenários de sol e chuva. Juliana Rebelo, secretária de Relações Públicas do Senado, foi de novo a dublê de Dilma. Ela fez o trajeto até o Congresso. Também foi testada a salva de tiros de canhão.
 

Presidente Lula entrega casas do 'Minha Casa, Minha Vida' em Salvador

Desde que assumiu a Presidência, em 2003, esta será a 36ª vez que Lula visita a Bahia e a 21ª que vem a Salvador para compromissos oficiais.

Priscila Chammas | Redação CORREIO
 
Luiz Inácio Lula da Silva chega amanhã a Salvador para seu último compromisso oficial como presidente do Brasil. Vindo de Fortaleza, no início da tarde ele desembarca na capital baiana, onde vai participar da cerimônia de entrega de 680 casas populares, do programa Minha Casa Minha Vida, no Residencial Bosque das Bromélias, na Estrada do CIA. A princípio, o evento está marcado para  14h, mas poderá sofrer atraso.
Desde que assumiu a Presidência, em 2003, esta será a 36ª vez que Lula visita a Bahia e a 21ª que vem a Salvador para compromissos oficiais. Só este ano, o presidente cumpriu agenda no estado sete vezes. O convite foi feito pelo governador Jaques Wagner, quando Lula esteve na capital baiana, no último dia 10, para participar da cerimônia de formatura do programa Todos Pela Alfabetização (Topa).
Esta é a primeira etapa de um empreendimento que pretende entregar 2.400 casas para famílias com renda mensal de zero a três salários mínimos, até o final de 2011. São unidades habitacionais com 41,36 m², que começaram a ser construídas em janeiro deste ano e terão um custo total de R$ 100 milhões aos cofres federais.
A construtora responsável é a Bairro Novo Empreendimentos, marca da Odebrecht voltada para famílias com renda mensal de zero a dez salários mínimos.

Até logo, Lula:O legado de Lula

Na manchete da Folha, o chororô;Governo Lula põe propaganda em 8.094 órgãos de imprensa...Desde 2003, aumento é de 1.522% em rádio, televisão, jornal, revista e blog atendidos

É natural que um governo que fez tanto pelo Brasil, possa informar a população tudo o que foi e está sendo feito.E para isso, o governo busca espaço na mídia alternativa, já que os grandes meios de comunicações escondem as boas notícias vindas do Planalto.

Nunca antes na história deste país um Presidente deixou o poder com índice de aprovação de 87%, taxa de crescimento acima de 7%, desemprego na casa dos 6%, inflação controlada. Em balanço recente apresentado pelo Banco Central está a confirmação de que a economia brasileira vai bem, está estabilizada, cria empregos e aumenta a renda.

De 2003 até setembro último, foram geradas 14,7 milhões de vagas formais, por exemplo.

No governo Lula a crise financeira mundial, graças à expansão do crédito e a incentivos setorizados, virou marolinha com a economia sendo puxada e influenciada por segmentos como construção, indústria automobilística e de eletrodomésticos.

Nos oito anos de mandato, o número de pessoas que contraíram empréstimo acima de R$ 5 mil passou de 9 milhões, em 2005, para 25,5 milhões em 2010. A classe média recebeu a inclusão de 35,7 milhões de brasileiros e o consumo se expandiu ainda mais com o reforço de 20,5 milhões de pessoas que, literalmente, deixaram a chamada linha da pobreza. No entanto, a imprensa não viu esses números. Não divulgou.

Além da popularidade de Lula, há a aprovação do governo federal, com 87%, segundo o último levantamento do Ibope.

Dilma

O desafio da presidente Dilma Rousseff será manter esse ritmo. Caso consiga, a política econômica e social poderá até 2014 ampliar a classe média em 36 milhões de brasileiros e outros 14,5 milhões de pessoas serão tiradas da pobreza absoluta. Essa é a expectativa de 62% das pessoas, de acordo com a última pesquisa do Ibope, de que ela toque no mesmo diapasão de Lula e dê sequência ao que tem sido feito. É sem dúvida um porcentual de apoio expressivo, um voto de confiança igualmente sem comparação na história do país, mas que faz crescer a responsabilidade da nova presidente.
 
Os Amigos do Presidente Lula

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Lula diz que Dilma será sua candidata à Presidência nas eleições de 2014

No último café da manhã com jornalistas durante sua gestão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou nesta segunda (27) que não pretende candidatar-se à Presidência da República em 2014 por considerar “justo”que a presidenta eleita Dilma Rousseff tente a reeleição. Para Lula, Dilma terá menos dificuldades do que ele ao assumir o governo por conhecer os “atores” e a administração pública.
“A Dilma será minha candidata em 2014. Só existe uma possibilidade de ela não ser minha candidata: ela não querer. Para mim, é líquido e certo que ela será candidata”, afirmou o presidente. De acordo com Lula, é “justo” que aquele que faz “um bom governo” tente a reeleição.
Bem-humorado e descontraído no café da manhã com setoristas da Presidência da República, Lula posou para fotos ao lado de repórteres, fotógrafos e cinegrafistas. O presidente brincou e fez piadas. Participaram do encontro, no Palácio do Planalto, o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, o secretário de Imprensa, Nelson Breve, o assessor internacional Carlos Villanova, entre outros assessores
Em meio à insistência sobre as expectativas para as eleições de 2014, o presidente foi enfático: “É muito cedo para discutir 2014”. Para Lula, é fundamental analisar o momento político atual e fez uma série de elogios às escolhas de Dilma.
“Estou confiante que Dilma montou um governo capaz. Para ela, não tem novidades. Ela [Dilma Rousseff] conhece o projeto [de governo] os atores, os governadores e alguns ministros. Ela vai ter uma vida mais facilitada do que tive em 2003, quando tudo era novidade. Ela tem uma vantagem extraordinária para ter sucesso”, disse ele.


Da Agência Brasil



Lula diz que terá agenda intensa na última semana como presidente

Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (27) que vai trabalhar de forma intensa esta semana, a última antes de passar o cargo à presidenta eleita Dilma Rousseff. Na agenda, estão previstas viagens a Pernambuco, ao Ceará e à Bahia, além de inaugurações em Brasília. Ele disse que vai trabalhar até o dia 30 e descansar no dia 31, "desligando o motor para esfriar e entregando para Dilma, no dia primeiro o cargo, para ela começar no dia 2 de janeiro a cem (quilômetros) por hora".
Ele afirmou que quebrou "um tabu porque todo mundo dizia que era difícil e complicado governar o Brasil". "Mas, concluí que não foi nada complicado, até achei gostoso e consegui provar que era possível fazer tudo acontecer e permitir a participação do povo", completou.
Lula pediu ao povo apoio à presidente eleita Dilma Rousseff, para ela "continuar na consolidação do processo econômico". A mensagem de Lula foi transmitida na última participação dele no programa Café com o Presidente, que foi ao ar 279 vezes nos últimos oito anos. “O país está vivendo uma fase muito importante de crescimento que vai levar à consolidação do processo econômico, para que de cinco a seis anos se tornar a quinta economia mundial."
O presidente lembrou que o país está se preparando para a Copa do Mundo de 2014 e para as Olimpíadas, em 2016. Antes disso, Dilma terá em sua agenda de trabalho o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) com obras de interesse de estados e municípios. Segundo ele, a presidenta eleita enfrentará quatro anos de trabalho intenso. "Já foi lançado o programa Minha Casa Minha Vida 2, que vai construir 2 milhões de casas, estão previstas ações de combate à pobreza, instalação de creches, nas áreas de segurança e saúde etc."
Lula agradeceu o apoio que recebeu durante seu mandato e sugeriu que Dilma Rousseff participe do programa Café com o Presidente. "(O programa) tem tido êxito extraordinário. A presidenta tem que usar ao máximo esse espaço" ressaltou. Ao final do programa, o presidente agradeceu o trabalho da equipe que o acompanhou nas gravações e divulgação do Café com o Presidente.

REDE BRASIL ATUAL

Lula diz que foi 'gostoso demais' ter governado o Brasil

No último 'Café com o presidente' de sua gestão, Lula garante que vai trabalhar até o fim e pede apoio a Dilma

BRASÍLIA - No último programa 'Café com o presidente' de sua gestão, que foi ao ar nesta segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse que 'foi gostoso demais ter governado o Brasil' e agradeceu a generosidade do povo. Lula garantiu que vai governar até o dia 30 de dezembro e pediu o apoio da população a Dilma Rousseff.
“Agradecer o carinho imenso que vocês tiveram comigo nesses oito anos, dizer que eu quebrei um tabu, porque todo mundo dizia que era muito difícil governar o Brasil, que era difícil, complicado. Eu não achei nada complicado, achei até gostoso demais. Provar que é possível fazer as coisas, fazer acontecer, permitir que o povo participe. Então, no fundo do coração, muito obrigado ao povo brasileiro, aos nossos ouvintes, a cada mulher, homem, criança que, nesses oito anos, me ajudaram a fazer do Brasil o que estamos colhendo agora. Sou muito grato. Sou um homem agradecido. Agradecido a vocês. Agradecido a Deus, que foi muito generoso comigo, me deu o que eu jamais imaginei ter, ou seja, a sorte de ser presidente desse país e de poder governar o Brasil com a dimensão que o povo brasileiro queria que governasse”, disse o presidente.
Lula afirmou também que só vai descansar no dia 31, para no dia seguinte entregar o governo a Dilma Rousseff. “Trabalhar até o último dia é um compromisso que assumimos com o povo brasileiro quando tomamos posse no dia 1º de janeiro de 2003 e, depois, tomamos posse, outra vez, dia 1º de janeiro de 2007. Para que o Brasil possa fazer aquilo que é necessário é preciso que a gente trabalhe do primeiro ao último dia. Não há nenhuma razão para a gente fraquejar, amolecer. Tenho compromissos com a administração. Até o dia 30 eu vou trabalhar. Ainda tenho que viajar para Pernambuco, Ceará, Bahia. E tem coisa para fazer em Brasília. Então, até o dia 30 eu trabalho. Dia 31 eu paro para descansar, desligo o motor, deixo o motor esfriar para poder entregar o motor para a Dilma, com manutenção feita, tudo direitinho para que ela possa começar dia 2 de janeiro, a 100 por hora”.
Lula também pediu apoio do povo ao futuro governo. “A mensagem que eu poderia dar para o povo brasileiro é a de pedir apoio para a presidente eleita, e apoio muito forte. O Brasil vai precisar de muita energia positiva. Dilma vai precisar de todo o apoio. E é isso que eu queria pedir para vocês”, concluiu.

Jornal do Brasil

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Tenho algo pra dizer. Muito obrigado.

Aos amigos e amigas leitores desse blog, das mais diversas cidades e nações, dos mais diversos credos, aos que concordam e que não concordam com o perfil do Naza.
A esses meus amigos e amigas desejo-lhes um bom natal, merry christmas, frohe weihnachten, Καλά Χριστούγεννα.
Obrigado por suas visitas. 

Um abraço fraterno do Naza, Nego Zhim e Observador do 13.

Lula vai às lágrimas com catadores de papel

Presidente leva Dilma e quase todo o seu ministério para a festa de Natal na capital paulistaEm festa. Catadores de papel agradecem a Lula: "O coração da população de rua está repleto de gratidão do senhor"


O Presidente Lula chorou ontem durante a festa de Natal com 2.200 catadores de papel em São Paulo - tradição que mantém desde o início de seu primeiro governo e que pretende seguir em 2011, no governo de sua sucessora Dilma Rousseff (PT). Ele se emocionou quando duas mulheres que vivem da coleta de material reciclável o agradeceram. "O coração da população de rua está repleto de gratidão ao senhor", declamou Maria Lúcia Santos Pereira, do Movimento Nacional dos Catadores de Rua.

A Dilma - chamada em música de "mulher guerreira", e ela respondeu dançando no palco -, o pessoal da rua pediu que dê continuidade ao programa de Lula. "Advogue essa causa, não nos deixe esquecidos", clamou Matilde Ramos da Silva, catadora no município de Ourinhos (SP). "Contem comigo", prometeu a presidente eleita.

Ela afirmou que "não vai descansar" enquanto não tirar os catadores dos lixões. Disse que se empenhará para o reconhecimento da profissão, para a organização de cooperativas e para que todos tenham renda suficiente para darem vida digna a seus filhos.

Não eram só brasileiros na festa. Catadores peruanos, colombianos, argentinos e de outros países foram ao encontro na Vila Guilherme, zona norte da capital. Lula pediu a todos que orassem pelo vice-presidente José Alencar, que luta contra um câncer no abdome. Padre Júlio Lancellotti puxou o Pai Nosso. "O Zé Alencar disse que até mesmo em cadeira de rodas ele vai à posse da Dilma. Com essa energia positiva de vocês tenho certeza que ele vai poder cumprir seu desejo", disse Lula.

Foi um dos últimos compromissos públicos do Presidente antes do fim de seu mandato. Lula levou para a festa quase todo o seu ministério. Ele e Dilma autografaram camisetas e receberam mimos dos catadores, que se apresentaram com danças e cânticos "ao presidente "saínte" e à presidente entrante", nas palavras de Lula, que anunciou programas de ajuda aos catadores com recursos públicos e assinou decreto de regulamentação da política nacional de resíduos sólidos com engajamento de cooperativas.

Em seu pronunciamento, disse que "catar papel não pode ser mais vergonha". "Morador de rua não é caso perdido nem caso de polícia. É um caso de amor, de paixão e de políticas públicas, que não se trata com cassetete."

O presidente reprovou administradores que hesitam em firmar convênios com cooperativas de catadores. Citou Gilberto Kassab (DEM), prefeito de São Paulo. "Trata o pessoal da Granja Julieta com carinho Kassab, pelo amor de Deus."

Lula confirmou que serão entregues à cooperativa dos catadores 140 caminhões por meio de um programa com recursos do BNDES e do Banco do Brasil. "O senhor tem noção do que fez pela nossa vida? Só saí do lixão por causa das suas políticas públicas. Podemos ser reconhecidos como profissionais, como trabalhadores", afirmou Matilde.

Lula disse que no Natal do ano passado recomendou aos jornalistas reportagem sobre os catadores. "Para minha surpresa no outro dia eu li no jornal que fiz crítica à imprensa. Ao invés de dizerem que eu fiz uma sugestão alguns disseram que eu queria ensinar a fazer jornalismo. Vocês sabem qual é o problema do Brasil? É que muita gente continua agindo como agiam há 20 anos sem se dar conta que o mundo mudou."

Ao final, pediu. "Estou apenas deixando a Presidência, mas se vocês me convidarem no Natal do ano que vem eu estarei aqui outra vez."

Nunca antes neste país dois presidentes da República almoçaram com catadores e população de rua


Nunca antes na história deste país dois presidentes da República participaram de um almoço de natal confraternizando com catadores de recicláveis e com população em situação de rua, como fizeram o presidente Lula e a presidenta eleita Dilma Rousseff.

Lula já faz este almoço há anos, agora a presidenta eleita Dilma Rousseff o acompanhou, sinalizando a afinidade das políticas públicas e humanitária dos dois.

Dilma discursou primeiro. Na vez de Lula, antes de iniciar o discurso, ele pediu uma oração para o vice-presidente José Alencar, para que ele possa se restabelecer e cumprir o desejo de participar pessoalmente da posse de Dilma no dia 1º.

O presidente disse que, mesmo fora da presidência, estará presente no mesmo almoço, no Natal do ano que vem.

Lula assina ordem de serviço para obras da ferrovia norte-sul de Goiás até SP



O presidente Lula visitou nesta quinta-feira (23) à tarde, a cidade de Petrolina (GO), para assinar ordens de serviço para construção do trecho da Ferrovia Norte-Sul de Ouro Verde de Goiás (GO) até Estrela d’Oeste (SP).

O trecho ao norte que completará a ligação de Palmas (TO) a Anápolis (GO), está em obras, com 90% pronto, e com previsão para inaugurar em maio de 2011.

O Presidente, em seu discurso, incentivou o transporte ferroviário de passageiros e disse que a VALEC (empresa ferroviária estatal responsável) estuda incluir também o transporte de passageiros.

Lula se despede citando conquistas e pede ao povo apoio para Dilma


Em seu último pronunciamento em cadeia de rádio e TV como presidente da República, Lula se despediu do povo brasileiro, emocionado.

Ele lembrou do simbolismo do primeiro operário que chegou à presidência passar a faixa à primeira mulher eleita Presidenta.

Num geste de desprendimento, disse ao povo brasileiro para não questionar sobre seu futuro, mas se questionarem sobre o futuro do país.

Lula fez um breve balanço das conquista de seu governo e pediu ao povo que apoie a presidenta Dilma Rousseff. 


OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Natal dos catadores e população em situação de rua em SP e obras da Ferrovia Norte-Sul em Goiás

O presidente Lula viaja às 8 horas desta quinta-feira (23/12) para São Paulo (SP), onde participará de cerimônia de celebração do Natal dos catadores e da população em situação de rua a partir das 11 horas.
Às 13h20, viaja para Anápolis (GO), onde assinará ordem de início do trecho Ouro Verde de Goiás (GO)-Estrela d’Oeste (SP) da Ferrovia Norte-Sul.
O retorno a Brasília está previsto para as 18h30, com chegada à Base Aérea da capital às 19 horas.

Lula agradece ministros de seu governo e diz que popularidade é de todos

Em jantar de despedida no Palácio da Alvorada com atuais e ex-ministros, inclusive a presidente eleita, Dilma Rousseff, o presidente Lula agradeceu a todos pela conquista da popularidade ao longo de 8 anos de mandato.

Segundo o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, o presidente pediu ainda que todos - independentemente de estarem dentro ou fora do governo Dilma - "ajudem a continuar essa trilha". Amorim disse que Dilma, por sua vez, agradeceu em nome dos ex-ministros "a oportunidade de ter trabalhado no melhor governo da história do Brasil". 

(Da Ag. Estado)

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Em inauguração no Rio Grande do Sul, Lula diz que vai trabalhar intensamente até o dia 31

Priscilla Mazenotti
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou hoje (22) da cerimônia de entrega das obras de duplicação da BR-101. E disse que, apesar de o seu mandato já estar chegando ao fim, vai trabalhar intensamente até 31 de dezembro.
“Normalmente, nesta época do ano, um presidente que vai deixar a Presidência já está desacelerando o motor porque a Dilma [Rousseff] está esquentando o motor dela para entrar. Mas não temos o direito de parar antes de a gente completar a nossa obra que é governar até 31 de dezembro”, disse.
Lula visitou o canteiro de obras no segundo ano de seu primeiro mandato, em 2004. Para ele, a duplicação só foi concluída por conta da “teimosia” dos governantes. “Se não é a nossa teimosia a gente não faz. Neste país você tem um prefeito, um governo estadual, um governo federal e 300 coisas para evitar que aquela obra aconteça”, disse.
Para o presidente, a visita à obra é a conclusão de um compromisso assumido. “Queria atravessar o túnel a pé para dizer que eu não poderia deixar a Presidência sem me despedir de vocês.”
Durante a cerimônia, Lula aconselhou o governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, a fazer “coisas óbvias”. “A única coisa que fiz foi o óbvio, aquilo que todo mundo deveria ter feito, mas não fez”, comentou, acrescentando que o estado registra o menor índice de desemprego no país. “O Rio Grande do Sul que o Tarso Genro vai pegar em 1º de janeiro é muito diferente daquele que o Olívio Dutra pegou há 12 anos”, ressaltou.

Edição: Lílian Beraldo

Historiador e militante do PT na Bahia, Afonso Florence assume Desenvolvimento Agrário

Priscilla Mazenotti
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O novo ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, é considerado um militante histórico do PT na Bahia. É historiador, formado pela Universidade Federal da Bahia, onde iniciou sua militância política, presidindo o Diretório Central dos Estudantes (DCE). Ainda na universidade foi servidor público, pesquisador e diretor do Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO). Hoje, é professor licenciado da Universidade Católica de Salvador.
No governo estadual, exerceu o cargo de Secretário de Desenvolvimento Urbano durante a gestão de Jacques Wagner, quando coordenou o programa habitacional Casa da Gente. Trabalhou também na execução do programa Água para Todos no estado.
Florence é da tendência democrática socialista do PT. Nas eleições de outubro, foi eleito deputado federal.

Edição: Lílian Beraldo

PT insiste em punição a infiéis - Postado por Walter Santos em 22/12/10 as 05:43

Reproduzo matéria publicada no Blog WSCOM

BRASILIA – Longe dos holofotes da Mídia paraibana eis que o Partido dos Trabalhadores convive com alguns processos internos de punição a alguns lideres / filiados que, na eleição recém concluída, não acompanharam a decisão da legenda enquanto escolha de candidatos majoritários.
Ontem, na Capital Federal, tomamos conhecimento de que o Diretório Nacional acaba de receber e instruir procedimentos para, por exemplo, examinar a aplicação do Código de Ética contra o deputado federal reeleito Luiz Couto.
A instância processual de Luiz é Brasília, no âmbito nacional, porque entre outros fatores o parlamentar é membro da direção nacional. O argumento e instrução passa pelo apanhado de materiais apontando que Couto incorreu publicamente em infidelidade partidária ao apoiar o então candidato Ricardo Coutinho em detrimento do governador José Maranhão, conforme decisão partidária.
Há, segundo fomos informados, de inúmeros outros casos como o da prefeita de Pombal, Poliana.
Na prática, segundo os ensinamentos filosóficos dos teóricos do bairro da Torre, embora o PT aparente viver momentos de paz interna na Paraíba conceitualmente em torno das doutrinas partidárias muita coisa ainda haverá de acontecer de turbulência porque a premissa punitiva está posta para valer, seja qual for o entendimento externo à legenda.
A lista é maior do que se pensa.

Não fala

O presidente estadual do PT, Rodrigo Soares, esteve ontem em Brasília mas demorou pouco pois no período da tarde já retornara a João Pessoa, via Recife.
Ele não quis comentar os processos de punição interna na legenda.

Luis Inácio Lula da Silva - Brasileiro da década

No dia 1º de janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixará o Palácio do Planalto e entrará para a história do Brasil. Os oito anos de mandato de Lula foram marcados por realizações que mudaram a face do País. Graças aos programas de inserção social e ao forte crescimento da economia, quase 13 milhões de pessoas ultrapassaram a linha de pobreza absoluta. A renda per capita subiu para US$ 10 mil, aproximando-se do padrão de países desenvolvidos. Contingentes da população que integravam as faixas D e E ascenderam rapidamente para os grupos C e B. No governo de um ex-metalúrgico, a classe operária não chegou ao paraíso, mas pôde dar vida a seus sonhos. Não surpreende, portanto, que tenha obtido uma aprovação popular superior a 80%, índice jamais alcançado por qualquer de seus antecessores. Ao chegar ao poder em 2002, Lula disse que, na qualidade de primeiro cidadão de origem pobre e humilde a ocupar a Presidência, não tinha o direito de errar. Se errou, errou muito pouco. O balanço de sua gestão desfruta de reconhecimento nacional e internacional. Recebido com festa em suas viagens pelo País, Lula também é reverenciado por seus pares no Exterior. Deixou para trás o complexo de inferioridade de nossa diplomacia e ombreou o Brasil às grandes potências. Como faz nas noites quentes de Brasília, quando entra na piscina do Palácio da Alvorada, o presidente nadou de braçada no sucesso que acumulou. Sem maior dificuldade, fez sua sucessora, a ex-ministra Dilma Rousseff, cuja campanha se baseou exatamente na promessa de continuidade da era Lula. Fazendo justiça às suas conquistas, à comprovada sensibilidade política e à obsessão pelo desenvolvimento, Lula é mais do que merecedor do título de Brasileiro da Década.
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