segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Assentamento produz 40 tipos de hortaliças sem agrotóxicos

Após dois anos de trabalho na horta coletiva do pré-assentamento Emiliano Zapata, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o projeto “Fortalecimento da Agricultura Familiar Agroecológica”- coordenado pelo professor do Departamento de Agronomia da UEPG, Marcelo Romano, com o apoio da Universidades Sem Fronteiras e da Incubadora de Empreendimento Solidários (Iesol) – foi encerrado. A ideia é que a famílias participantes passam a cuidar sozinhas da organização, produção e comercialização dos produtos Chão e Vida.

Ao todo os moradores do pré-assentamento Emiliano Zapata, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), produzem mais de 40 tipos de hortaliças na horta coletiva, baseando-se nos princípios da agroecologia – livres de fertilizantes químicos e agrotóxicos, do projeto “Fortalecimento da Agricultura Familiar Agroecológica”.
As variedades são plantadas de acordo com a época do ano e entre os diferentes produtos cultivados estão: cenoura, brócolis, vagem, cebolinha, morango, entre outros.
Iniciativa coordenada pelo professor do Departamento de Agronomia da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Marcelo Romano, com o apoio da Universidades Sem Fronteiras e da Incubadora de Empreendimento Solidários (Iesol), o projeto foi encerrado em novembro passado.
No início do projeto, 35 famílias participavam da horta coletiva, mas agora no final do ano, apenas 17 continuam com o trabalho. A moradora do Emiliano Zapata, Kátia Fuji, explica que algumas famílias desistiram da horta coletiva, pois perceberam que o lucro demoraria a vir e assim optaram por trabalhar em suas hortas individuais.
“Nós trabalhamos mais de um ano na preparação da terra, para poder plantar. Precisávamos de tempo para vir trabalhar na horta e não ganhávamos de imediato com isso. Por isso alguns desistiram”, explica Katia.
A renda mensal das famílias dos moradores do Zapata varia em torno de 300 a 1.600 reais, dependendo do quanto é produzido na horta individual. Junto com os estagiários do projeto, os trabalhadores que produzem as hortaliças “Chão e Vida” – nome escolhido pelos produtores - conseguiram 14 pontos de venda para as hortaliças.
Entre restaurantes, supermercados e feiras da cidade, quatro são os pontos fixos – Campus da UEPG de Uvaranas, às terças-feiras; Feira São José, às quartas-férias; e Campus Central da UEPG, às quintas-feiras pela manhã; e Feira do Produtor, no bairro Santa Paula, às quintas-feiras à tarde.
Com o fluxo de comercialização dos produtos, o lucro dos trabalhadores gira em torno de 100 reais por mês para cada família. Com o término do projeto, o único vínculo que os produtores das hortaliças “Chão e Vida” terão com a universidade, serão os pontos de venda.
No entanto, uma das metas do projeto, a construção de uma unidade de processamento para as hortaliças, não foi alcançada. “Infelizmente um dos nossos objetivos, a unidade de processamento, teve os recursos liberados apenas recentemente devido à burocracia.
O processamento mínimo terá que vir com outro projeto, já que os recursos não são 100% suficientes para acabar a construção. Mas os recursos da venda podem completar a construção que foi iniciada”, explica o coordenador do projeto e professor do Departamento de Agronomia da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) Marcelo Romano.


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MST

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