quinta-feira, 3 de maio de 2012

Ditadura tentou matar Brizola e culpar Igreja Católica e Fidel Castro




O ex-delegado do DOPS (Departamento de Ordem Político Social) do Espírito Santo, Cláudio Antônio Guerra, revela no livro “Memórias de uma Guerra Suja” que se disfarçou de padre para tentar assassinar Leonel Brizola, fundador do PDT e um dos líderes da resistência contra a ditadura militar. O disfarce era uma estratégia para responsabilizar a Igreja Católica pelo atentado. 

Segundo Guerra, a operação foi comandada pelo coronel de Exército Freddie Perdigão (Serviço Nacional de Informações - SNI) e pelo comandante Antônio Vieira (Centro de Informações da Marinha - Cenimar). “Os militares também andavam muito aborrecidos com a Igreja Católica, que estava se alinhando à esquerda, pela abertura política”, afirma Guerra. Perdigão e Vieira também estavam à frente do atentado ao Riocentro.

Guerra levava também uma pasta com um revólver calibre 45. A arma era a preferida dos cubanos. A intenção também era ligar o governo de Fidel Castro ao assassinato. “Eu me lembro do boato de que Fidel Castro estava aborrecido por Brizola ter ficado com o dinheiro enviado por Cuba para financiar a guerrilha do Caparaó (o primeiro movimento de luta armada contra a ditadura militar). Os militares estimulavam esses boatos nos quartéis e entre nós”, revela Guerra. “Com o retorno de Brizola, os comentários sobre o dinheiro de Fidel apareciam aqui e ali”.

Durante um ano o governo Dilma Rousseff foi cauteloso. Desarmou bombas deixadas pelo caminho, baixou a fervura das disputas com a mídia, deu reconhecimento devido ao principal referencial da oposição, Fernando Henrique Cardoso, e ousou pouco.
Passou a impressão de ter se curvado aos excessos da realpolitik, da cautela.
Mas apenas seguia uma estratégia pensada, gradativa, mas sem perder de vista o objetivo final.
Passado o primeiro ano, consolidada a gestão, com índices altos de popularidade, Dilma deu início à segunda fase, a da ousadia. E colocou para fora seu lado desenvolvimentista, avançando contra dogmas de mercado, falsos.
O discurso de Dilma no 1º de maio é um divisor de águas, uma espécie de travessia de Rubicão, onde pela primeira vez estão explicitados os objetivos maiores do governo.
A lógica é direta.
O trabalhador ajuda a construir o país. E merece usufruir da riqueza do país, na forma de melhores empregos, salário digno e formação de qualidade.
Para poder lhe oferecer isso, o país necessita consolidar seu crescimento, equilibrar sua economia, diminuir as desigualdades, proteger a indústria e a agricultura, desenvolver novas tecnologias e ser competitivo e soberano no mundo.
“Não quero ser a presidenta que cuida apenas do desenvolvimento do país, mas das pessoas”, enfatizou Dilma. Significa lutar por saúde melhor para pobres e classe média, educação de qualidade em todos os níveis – inclusive técnico e universitário -, no Brasil e no exterior. A menina dos olhos da presidente é o programa “Brasil Sem Fronteiras”, que pretende conseguir bolsas para brasileiros nas principais universidades do mundo.
O objetivo é “enxergar o trabalhador com cidadão, e por isso plenos de direitos civis; e como consumidor, com condições de comprar todos bens e serviços que sua família precise para viver condignamente”.
E aí entrou no tem a juros.

Lula aplaude 'PAC' da África e critica arrocho na Europa - Leia a integra do magistral discurso de Lula, o grande timoneiro das transformações do terceiro mundo. MAGISTRAL.



O presidente Lula criticou nesta quinta-feira (3) as políticas de arrocho implantadas na Europa diante da crise, em vez de apostar mais em políticas anti-cíclicas, como faz o Brasil e os países africanos.

A declaração foi feita no Rio de Janeiro, durante o seminário “Investindo na África: Oportunidades, Desafios e Instrumentos para a Cooperação Econômica” organizado pelo BNDES. 

Lula elogiou o PIDA (Programa para o Desenvolvimento da Infraestrutura na África), dizento "apontar para uma África do século 21, nos moldes do que é o PAC, que começou em seu governo e hoje é ainda melhor gerenciado pela presidenta Dilma".


Lula fez o primeiro discurso longo após eliminar o tumor na garganta.

Eis a íntegra do discurso do presidente Lula:
Meus caros companheiros de mesa, autoridades, empresários, diplomatas, caros convidados, caros colaboradores do BNDES,

Minhas amigas, meus amigos,

quarta-feira, 2 de maio de 2012

O boicote aos anunciantes da Veja


Por Marco Aurélio Mello, no blogDoLaDoDeLá:

O boicote de consumidores ainda não é comum no Brasil, mas já é fato corriqueiro em países europeus e nos Estados Unidos, onde a nossa elite branca se inspira diga-se de passagem. Lembro-me das donas de casa da Suíça, que nos anos 80 inspiravam consumidores do mundo todo controlando preços com a boa e velha Lei da oferta e da procura. Bastavam os preços subirem para elas imediatamente deixarem de comprar determinado produto. Na semana seguinte tudo voltava ao normal.

Nos anos 90, com a crise da indústria automobilística americana, muitos deixaram de comprar veículos japoneses e coreanos para não exportar empregos e lucros o que, de alguma forma, ainda que mais modestamente, também funcionou. Portanto, considerei importante, não só o título da postagem, mas o comentário que segue abaixo, ambos do João Barbosa, que encontrei no Blog da Cidadania, do Parceiro Edu Guimarães. Ele fez um levantamento completo de todos os anunciantes da Veja desta semana e sugere:
"Somente boicotando os anunciantes estes caras do PIG vão diminuir (nunca acabar) o assédio golpista. Poderíamos eleger uns 10 anunciantes e durante um mês/ano, boicotar esses camaradas. Exemplos, no mês de maio o boicote seria a empresa: Nivea. Em, junho a empresa: Ponto Frio. Em julho, seria a vez de boicotarmos a empresa: Cacaushow e assim por diante….
Seria interessante de se ver….pois a grande pergunta é: Porque estas empresas se associaram ao crime organizado???

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Parar de consumir os produtos destas empresas……Isso sim, seria consumo consciente !!!"

João, você tem todo o meu apoio!

Por que a mídia quer obstruir a CPMI do Cachoeira?


Eu tenho uma tese: não existe jornalista-bandido. Ou o profissional é jornalista ou é bandido. Em todas as áreas é assim, existem os bons e maus profissionais. Com a mídia não é diferente.
Desde que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do caso Cachoeira foi requerida por mim originalmente em 20 de março deste ano, o que se lê em alguns veículos de comunicação é a tentativa autoritária de desqualificar a minha pessoa, procurando de forma quase cômica me vincular ao esquema do contraventor alvo da comissão, o senhor Carlos Cachoeira. E por qual motivo?
O que a imprensa não quer noticiar agora é que ela também será objeto de investigação. Quem teria o dever de denunciar de forma responsável agora será denunciado. Parece até que estamos na ditadura, quando alguns inomináveis veículos de imprensa preferiam silenciar-se em relação ao que deveria ser denunciado, de forma a enganar a Nação.
Não queremos “calar a mídia”, censurá-la ou algo do gênero. Este País preza pela democracia de forma irreversível. Mas o que o jornalismo espúrio não pode negar são as provas agora encontradas: um contraventor de Goiás abastecia famosos veículos jornalísticos com informações obtidas através de um esquema inedôneo de obtenção de dados.
Quando coordenei a Operação Satiagraha (2008), abri um capítulo especial sobre a mídia no relatório final da investigação. Já naquela época, ficou-se sabendo das quadrilhas de informações falsas ou contrabandeadas dos maus profissionais das palavras. Pela primeira vez ousou-se dizer o que muitos desconfiavam: existe bandidagem também nos veículos de comunicação.
Sim. Chegou a hora. A “bandidagem” vai ganhar nome e vai ser obrigada a esclarecer os fatos. A CPI do Cachoeira –que foi criada de forma mista, com integrantes da Câmara dos Deputados e Senado – terá entre seus depoentes conhecidos “ditos” jornalistas, maus “representantes” da mídia brasileira que, ao invés de revelar esquemas fraudulentos de seus políticos favoritos, usam as informações vindas de verdadeiros criminosos para promover ataques oposicionistas que em NADA contribuem para o engrandecimento do País.
O blog do Protógenes Queiroz

No primeiro dia da CPI, o repórter Gustavo Ribeiro, o mesmo que tentou invadir um quarto de hotel em Brasília, tenta investigar relações comerciais privadas entre um veículo de comunicação, o 247, e seus anunciantes; temor da Abril, comandada por Fábio Barbosa, diz respeito à convocação de Civita e Policarpo

247 – Veículos de comunicação, em todos os países livres, são mantidos por receita publicitária, tanto pública, como privada. É o caso do Brasil 247, primeiro jornal brasileiro desenvolvido para o iPad, e também da revista Veja. No nosso caso, a participação privada na receita total é substancialmente maior do que a oriunda de agentes públicos. Veja, além da receita publicitária tradicional, pública e privada, conta ainda com vendas de assinaturas para governos, em todas as esferas. A Abril, que edita Veja, também comercializa livros didáticos.
Nesta tarde, dia da primeira sessão da CPI instalada para investigar as atividades do bicheiro Carlos Cachoeira, o repórter Gustavo Ribeiro, o mesmo que tentou invadir um quarto de hotel em Brasília, numa reportagem produzida a partir de vídeos entregues pela quadrilha investigada pela CPI, foi escalado para realizar mais um trabalho sujo. Subordinado ao jornalista Policarpo Júnior, Ribeiro tentou constranger anunciantes públicos e privados do 247 a fornecer informações protegidas por sigilo comercial.

Fernando Collor: “diretor de revista semanal coabitava com criminoso”


SENADOR ALAGOANO DIZ QUE CPI TEM QUE RESPEITAR SEGREDO DE JUSTIÇA, MAS FAZ PRIMEIRO DISPARO CONTRA A IMPRENSA; PAULO TEIXEIRA CITA O 247 E DIZ QUE INQUÉRITO JÁ VAZOU

247 – No primeiro dia da CPI do Cachoeira, o senador Fernando Collor tem sido um dos parlamentares mais ativos. Em suas falas e apartes, tem lutado para fazer com que a CPI cumpra a determinação judicial e proteja o segredo de Justiça do inquérito enviado pelo Supremo Tribunal Federal ao Congresso. “Do contrário, estaríamos conspirando contra o Estado de Direito”, disse o senador.
Collor, no entanto, foi o primeiro a criticar, ainda que veladamente, a imprensa. “Como jornalista, nunca vi um diretor de uma revista semanal coabitar durante tanto tempo com um contraventor”, disse ele. Embora não tenha citado nomes, o ex-presidente aparentemente se referiu a Policarpo Júnior, da revista Veja.
Em seguida, o deputado Paulo Teixeira (PT/SP) falou sobre a impossibilidade de preservar o sigilo. “O inquérito já está em dois endereços eletrônicos: Brasil 247 e Lei dos Homens”, disse ele.

terça-feira, 1 de maio de 2012

“O trabalhador tem o direito de usufruir tudo que o seu país produz”, diz Dilma Rousseff

A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (30), em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, que todo trabalhador tem o direito de usufruir de tudo que o seu país produz. Na véspera do feriado de 1º de maio, Dia do Trabalhador, a presidenta Dilma disse que não quer ser apenas a presidenta que cuida do desenvolvimento do país, mas ser a que cuida, especialmente, do desenvolvimento das pessoas.

“Não quero ser a presidenta que cuida apenas do desenvolvimento do país, mas aquela que cuida, em especial, do desenvolvimento das pessoas. Cuidar do desenvolvimento das pessoas significa lutar por uma saúde melhor para os brasileiros pobres e de classe média; significa prover educação de qualidade em todos os níveis. (…) Cuidar do desenvolvimento das pessoas significa lutar incessantemente para acabar a pobreza extrema em todas as regiões do país; significa enxergar o trabalhador como cidadão e, por isso, pleno de direitos civis; enxergá-lo também como consumidor, com condição de comprar todos os bens e serviços que sua família precise para viver de maneira cômoda e feliz”.
Dilma Rousseff iniciou o pronunciamento oficial enfatizando que 1º de Maio “é um bom dia para refletirmos sobre uma verdade nem sempre lembrada”, disse ela. E completou: “tudo que um país produz é fruto do esforço do trabalhador e, por isso, todo trabalhador tem o direito de usufruir de tudo que o seu país produz”.

Charge do Bessinha


Brizola Neto no Min. do Trabalho: trabalhadores e blogs progressistas comemoram


Os blogs "sujos", como este nosso, e todas as centrais sindicais saudaram a escolha do deputado Brizola Neto (PDT/RJ) como Ministro do Trabalho.

Risível é o noticiário do PIG (Partido da Imprensa Golpista) que está cada dia pior na manipulação da notícia, e procurou dar ênfase a rusgas partidárias dentro do PDT, como se não fosse um processo normal na política interna dos partidos.

Aliás, dentro do PDT as disputas existem, mas estão longe de serem aquele arranca penas entre tucanos, cujas briga máxima é se vê entre serristas e aecistas.

Vamos dissecar a fábrica de intrigas dos jornalões e TV's, no caso do Ministério do Trabalho.

Haviam três candidatos a ministro do PDT. Enquanto a escolha não estava sacramentada é obvio que cada um, com seu grupo político, puxava a sardinha para sua brasa, fazendo pressão, declarações, etc. 

Qualquer um que fosse escolhido, se um jornal quisesse colher alguma declaração enviesada com conotação adversa, bastaria procurar um deputado do outro grupo não escolhido, e fazer as perguntas certas para obter a idéia de cizania. Foi o que os jornalões fizeram.

Mas na política partidária real, as coisas costumam ocorrer bem diferente do que inventam os jornalões.

Depois da escolha feita, o cenário político é outro, pois a disputa passa para outro patamar. Deixa de ser pelo cargo e passa a ser por espaço dentro do governo (ao contrário do que diz a velha imprensa, existem disputas legítimas, de quem quer participar do governo para influir nos rumos e nas políticas públicas que geram empregos e prosperidade para o trabalhador).

Assim, a maioria dos parlamentares passam a apoiar o Ministro escolhido, aderindo às políticas públicas do ministério, para mostrar serviço às suas bases. Um ou outro parlamentar pode estar se sentindo desprestigiado, e pode dizer que a escolha foi pessoal de Dilma e não do partido. Mas isso muda com um bom e velho diálogo entre o novo Ministro e estes parlamentares, para aparar as arestas.

Bom trabalho e boas lutas ao companheiro de blogosfera Brizola Neto.

domingo, 29 de abril de 2012

O triunfo da verdade põe #VejaGOLPISTA no TT


Neste sábado, a revista da Abril fez uma leitura particular do inquérito sobre a Operação Monte Carlo e seu julgou inocentada; nas redes sociais, a interpretação foi totalmente distinta; Roberto Civita tem um sério problema de credibilidade; fãsda revista reagem com #VejaNelles; batalha animada

Brasil 247

Desde a noite desta sexta-feira, quando o Brasil 247 publicou com exclusividade o inquérito relacionado à Operação Monte Carlo, internautas do Brasil inteiro começaram a garimpar informações ainda não divulgadas pela imprensa. Muitos se focaram nas relações entre o bicheiro Carlos Cachoeira e a revista Veja – cuja parceria editorial, com benefícios empresariais e políticos, fica evidenciada em vários trechos.

Neste sábado, Veja fez uma leitura bem particular do relatório. Por meio do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), noticiou que o documento esvazia a possibilidade de uma “CPI da mídia”. E, através do blogueiro Reinaldo Azevedo, que escreveu o texto “O Triunfo da Verdade”, defendeu a tese de que ratos, obscurantistas e inimigos da liberdade estariam combatendo o bom jornalismo investigativo praticado pela revista.

Pois, neste sábado, a hashtag #VejaGOLPISTA alcançou o topo dos assuntos mais comentados no Twitter global. Internautas do Brasil inteiro se mobilizaram para protestar contra os métodos utilizados pelo carro-chefe da Abril, empresa de Roberto Civita. Mais tarde, fãs da publicação reagiram com a hashtag #VejaNelles, que também entrou nos TTs. Porta-voz da publicação, Reinaldo Azevedo publicou novo texto acusando José Dirceu de comandar um movimento organizado nainternet contra a imprensa livre.

A batalha envolveu milhares de tuiteiros, mas o fato é que Veja se vê hoje diante de um problema sério de imagem. Ninguém é contra que Veja ou qualquer outro veículo de comunicação fiscalize o poder e faça jornalismo. O problema ocorre quando o jornalismo é colocado a serviço dos interesses de um contraventor.”
Matéria Completa, ::Aqui::

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Mais um tucano é denunciado por explorar trabalho escravo

O Ministério Público Federal (MPF) em Roraima denunciou, nesta quinta-feira, o ex-deputado federal do PSDB Urzeni da Rocha Freitas Filho, acusado de ter mantido 26 trabalhadores em regime de trabalho escravo, durante quase um ano, em uma fazenda de sua propriedade, localizada na zona roral do município de Cantá, no centro-leste do Estado. As informações foram divulgadas em nota para a imprensa.

A denúncia foi recebida pela Justiça Federal e o processo de número 2243-39.2012.4.01.4200 tramita na 2ª Vara Federal da Seção Judiciária de Boa Vista. 
Consta que, no período de 30 de setembro de 2009 a 23 de outubro de 2010, Urzeni teria submetido 26 trabalhadores a regime de trabalho escravo. A denúncia diz que os trabalhadores foram sujeitos a condições degradantes de trabalho, e que a liberdade de locomoção dos mesmos foi comprometida, uma vez que eles foram mantidos na Fazenda Paraíso, um local isolado e de difícil acesso.

A situação teria tido fim apenas em outubro de 2010, quando auditores fiscais do trabalho, em conjunto com a Polícia Federal e o Ministério Público do Trabalho tomaram conhecimento dos fatos e fiscalizaram o local para verificar a situação.

CPI do Cachoeira: não se pega os ratos sem colocar o queijo na ratoeira

Tem muita gente reclamando da CPI do Cachoeira não entrar direto de sola na velha imprensa. Mas convenhamos que não seria inteligente, nem produtivo.

Seria apenas prato cheio para a oposição criar confusão e "melar" a CPI (o que estão tentando fazer), igual aconteceu quando o então senador tucano Antero Paes de Barros (MT) encerrou a CPI do Banestado sem concluí-la, e o PT naquela época não teve habilidade (ou não teve maioria), para conduzir a comissão até seu desfecho final.

Até agora o gesto do relator da CPI do Cachoeira, Odair Cunha (PT/MG), está perfeito. Só aprovou os requerimentos pedindo acesso compartilhado aos inquéritos das Operações Monte Carlo e Vegas.

A partir desse material é que se terá acesso, por exemplo, aos 200 telefonemas de Policarpo Júnior com Carlinhos Cachoeira, e sabe-se lá mais o quê. Uma análise destes telefonemas é que dará ideia do tamanho da encrenca em que a velha imprensa se meteu com a quadrilha de Cachoeira, e do encaminhamento a ser dado.

Charge do Bessinha

Nogueirajr.blogspot.com

O DIA DO TRABALHADOR


Abr 27, 2012

Desde que milhares de trabalhadores norte-americanos saíram às ruas de Chicago, em 1886, protestando contras as más condições de trabalho e exigindo uma jornada de oito horas contra o regime de quase servidão que os oprimia e os explorava, o 1º de maio tornou-se o “Dia do Trabalhador”. Em verdade, todos os dias devem ser consagrados aos que põe em movimento a máquina do mundo, aos trabalhadores dos campos, das cidades, do comércio, das indústrias, da educação, do serviço público. Nada jamais substituirá a força do trabalho.
No Brasil das primeiras décadas do século passado, o 1º de maio era comemorado nos sindicatos que nasciam nas grandes cidades, ainda sem nenhuma expressão, mas reclamando direitos num país onde sequer legislação trabalhista existia ou os direitos elementares dos trabalhadores eram respeitados pelo capital. Somente com o advento da revolução liberal de 1930 e a chegada de Getúlio Vargas ao poder e após derrotar o levante da elite reacionária paulista em 1932, configurou-se o quadro político-institucional que permitiu o reconhecimento dos direitos e garantias dos trabalhadores brasileiros.
Com Getúlio, a carteira assinada e a legislação trabalhista. Com Jango, o 13º salário. Com Lula, a emancipação social. Três grandes presidentes que trataram a classe trabalhadora com o respeito que ela merece.
Antes de Getúlio a massa trabalhadora era tratada com desdém e autoritarismo, num quadro desumano onde um trabalhador das fábricas, do comércio, da agricultura ou doméstico era demitido depois de décadas de trabalho e saia para a rua com as mãos abanando, vazias, sem qualquer indenização ou amparo, após labutar em regime assemelhado à escravidão. Os que criticam o saudoso Estadista, centram suas críticas na suposta inspiração de nossas leis trabalhistas na célebre ‘Carta del Lavoro’ da Itália de Mussolini. Mas omitem que o grande Ataturk, o fundador da rica e democrática Turquia de hoje, também nela se inspirou para modernizar as relações de trabalho em seu país. E no Portugal pré-Salazar, e na França democrática e em vários outros países do hemisfério norte, ela serviu de legislação trabalhista embrionária. Era, verdadeiramente, malgrado sua origem ideológica, um avanço para países onde os trabalhadores eram tratados (ou maltratados, melhor dizendo) de forma abusiva e sem o reconhecimento de qualquer direito, por mínimo que fosse.