sexta-feira, 25 de março de 2011

Cara de Pau!

Sobrinho do ex-governador Zé Maranhão e filho da atual prefeita da cidade de Araruna na Paraíba, Benjamim Maranhão, o mesmo que teve que desistir de sua candidatura à reeleição em 2006 por conta do escândalo dos sanguessuga, voltou, ele voltou novamente, só que agora com idéias de miolo de pote.
Esse parlamentar agora prega a união das oposições em torno de uma única candidatura, mas sabem em torno de que partido e de qual nome?
Cara de pau! Ele acha que o nome dele tem forte indicativo para ser esse herói a querer enfrentar o atual prefeito Luciano Agra, se a eficiência que ele e sua família, que dirigem os destinos do sofrido município de Araruna no interior da Paraíba servir de experiência para agregar em torno do PMDB os partidos de oposição, é bom lembrar ao jovem Benjamin que o PT em João Pessoa é aliado e participa do governo municipal onde ocupa algumas secretarias.
Vamos aguardar os fatos, o DM do PT em João Pessoa se reúne amanhã, 26/03 para deliberar sobre vários assuntos e entre esses pode ter o da candidatura em 2012.

O voto de Fux, apesar de bem intencionado, liberou uma fauna de mais de 30 fichas sujas no pasto

Nos bastidores que antecederam a sessão de quarta-feira no STF,  muita dúvida rolou de um lado para outro.
A principal delas era: quantos fichas sujas seriam beneficiados com uma decisão contrária a aplicação do Ficha Limpa a partir de 2010?
Todos sabem que vários interesses estavam em jogo, mas ao final o que prevaleceu foi a interpretação de um único homem desempatando a votação e liberando uma fauna de mais de 30 políticos suspeitos e condenados a voltarem acena política, quando muitos acreditavam que estavam de fenestrados por oitos anos da vida pública.
Veja essa notinha que o Dércio pinsou do Blog do Josias, colunista da Folha de São Paulo.
Ao anular a aplicação da Lei da Ficha Limpa para a eleição de 2010, o STF abriu o caminho para a ressurreição de cerca de 30 'fichas-sujas'.
Durante o julgamento, a ministra Ellen Gracie perguntou ao colega Ricardo Lewandowski quantos são os recursos pendentes de julgamento.
Além de ocupar uma cadeira no STF, Lewandowski é presidente do TSE. Ele respondeu a Gracie: "Trinta e poucos".
É essa a quantidade de políticos que, barrados pela nova lei, foram às urnas de 2010 escorados em recursos judiciais.
Elegeram-se, mas não puderam assumir os mandatos. O Supremo devolveu-os ao jogo.
Entre os fichas-sujas que retornam à cena, o mais célebre é Jáder Barbalho (PMDB-PA). Ele vai voltar para o Senado.
A mesma Casa da qual saíra fugido. Envolto em acusações de malfeitos, teve de renunciar à presidência do Senado e ao mandato para esquivar-se da cassação.
Reteve os direitos políticos e, na eleição seguinte, elegeu-se deputado federal. No ano passado, Jader concorreu ao Senado. 
Em um podcast na RádioFolha,Josias disse que a decisão do STF foi um tapa na cara  do eleitor brasileiro. Clique aqui para ouvir
 Digo mais: essa decisão do STF equivale a um elefante cagando em via pública.

Do blog do Dércio

VOZ ISOLADA

Luiz Couto é o único da bancada paraibana a assinar CPI da CBFApenas um dos 12 deputados paraibanos defende investigação.

 O deputado federal Luiz Couto (PT) assinou a CPI da CBF e agora é o único deputado federal da bancada paraibana a apoiar uma ampla investigação contra a Confederação Brasileira de Futebol e o seu presidente Ricardo Teixeira.


Teixeira é acusado de se beneficiar economicamente com a realização da Copa do Mundo de Futebol de 2014. Diante das denúncias, o deputado federal fluminense Anthony Garotinho (PR) propôs a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito.

O curioso é que o deputado federal paraibano Ruy Carneiro (PSDB) é um dos principais responsáveis pelo lobby pró-Ricardo Teixeira, que nos últimos dias vem pressionando parlamentares que já tinham assinado a CPI para retirarem seus nomes.

São necessárias 171 assinaturas para que a Comissão seja instalada, mas o número ainda está distante de ser alcançado. Os outros dez parlamentares paraibanos ainda não se pronunciaram.

A paraibana Luiza Erundina (PSB) também assinou a CPI, mas como ela foi eleita por São Paulo não entra na cota da bancada paraibana, mas na da bancada paulista.

Ministros recebem reivindicações sobre reforma agrária e agricultura familiar

A Secretaria Agrária Nacional e o Núcleo Agrário da bancada do PT no Congresso Nacional realizaram essa semana uma série de reuniões com ministros do governo federal. Nas ocasiões os petistas colocaram seus pontos de vista sobre as temáticas agrárias. Também ouviram as informações sobre as ações e políticas que estão sendo preparadas pelo governo Dilma Roussef nas áreas de reforma agrária e de fortalecimento da agricultura familiar.

No dia 22 de março a reunião foi com o ministro Luiz Sérgio, das Relações Institucionais; no dia 23 ocorreu a reunião com o ministro secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho; e no dia 24, a Secretaria Agrária Nacional e o Núcleo Agrário da bancada do PT reuniram-se com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence.

Na pauta das reuniões os principais temas que estão em debate: o Programa de Combate à Pobreza Extrema; a reforma do Código Florestal; a política de reforma agrária; as políticas públicas de fortalecimento da agricultura familiar; a pesquisa agropecuária; a educação rural; habitação rural, entre outros.

De acordo com a secretaria agrária do PT, o objetivo das reuniões é colaborar para a unificação da ação política dos petistas no âmbito agrário, sugerir melhoramentos e defender as políticas do governo federal dos ataques das forças políticas de oposição, na sociedade e no Congresso Nacional.

Participaram das reuniões o secretário agrário nacional do PT, deputado Bohn Gass (RS); o coordenador do Núcleo Agrário da bancada do PT, deputado Beto Faro (PA); o presidente da Frente Parlamentar da Agricultura Familiar, deputado Assis do Couto (PR); membros do Coletivo da Secretaria Agrária; e os deputados e deputadas do Núcleo Agrário, Amauri Teixeira (BA), Valmir Assunção (BA), Domingos Dutra (MA), Padre João (MG), Marcon (RS), Zé Geraldo (PA), Jesus Rodrigues (PI), Padre Ton (RO), Luci Choinacki (SC) e Pedro Uczai (SC). O Núcleo Agrário da bancada do PT é formado por 24 deputadas e deputados.
(Fonte Secretaria Agrária do PT)

PF indicia tucano ex-presidente do BC

Ex-presidente do Banco Central (BC) em 1995, no governo tucano de Fernando Henrique Cardoso, e ex-dirigente do Opportunity Fund, Pérsio Arida, conforme noticia hoje a Folha de S.Paulo, e mais 42 aplicadores brasileiros estão indiciados pela Polícia Federal (PF), em um dos inquéritos Operação Satiagraha.

Concluído o inquérito, a PF indiciou Árida mediante a suspeita de que ele tenha atuado em gestão fraudulenta, evasão de divisas e formação de quadrilha quando dirigia o Opportunity Fund, fundo de aplicações do banqueiro Daniel Dantas, sediado no paraíso fiscal das Ilhas Cayman.

A legislação brasileira não permitia que investidores brasileiros aplicassem recursos em fundos no exterior, porque os rendimentos das aplicações estão isentos de pagamento de Imposto de Renda. A suspeita da PF é que os administradores do Opportunity Fund, Arida à frente, permitiram que brasileiros interessados em investir nesse fundo burlassem essa legislação.

Opportunity participou de privatizações

Entre 1996 a 1999, Arida dirigiu duas companhias gestoras deste fundo - o Opportunity Asset Management Inc. e a Opportunity Asset Management Ltda. O Opportunity Fund teve participação nas privatizações das estatais durante o governo FHC (1995-2002).

Em depoimentos à PF, ex-funcionários do Opportunity apontaram Arida como coordenador dessas operações ilegais - a polícia apurou que na direção da instituição Arida reportava-se diretamente à Daniel Dantas e a sua irmã Verônica, outra das dirigentes do Opportunity.

Os 42 cotistas indiciados aplicaram cada um mais de US$ 100 mil no fundo e foram descobertos, porque o Banco Central exige a declaração de depósitos no exterior acima deste valor e a aplicação fica em seus registros. Agora, cabe à Procuradoria do Ministério Público decidir se os indiciados serão acusados formalmente. Se o Judiciário aceitar as denúncias, eles passam a ser réus em ação criminal.

A ausência de Lula - por Mino Carta

Modesta dissertação sobre a enésima confirmação dos delírios da mídia. Por Mino Carta. Foto: Luis Carlos Murauskas/Folhapress

O ausente foi mais presente do que os presentes. A frase não é minha, é do professor Delfim Netto, e diz respeito às reações da mídia nativa à ausência de Lula no almoço oferecido pela presidenta Dilma a Barack Obama. Os jornalões mergulharam no assunto em colunas e reportagens por três dias a fio, entregues com sofreguidão à tarefa de aduzir o porquê daquela cadeira vazia sem receio de provar pela enésima vez sua vocação onírica.
Neste espaço, o sonho midiático foi meu tema da semana passada, mas os especialistas em miragens insistem em mostrar a que vêm, sem contar o complexo de inferioridade tão explicitamente exposto com a visita do presidente americano apresentada como um celebrity show. As emissoras globais ficaram no ar 24 horas para contar todos os passos de Obama ou mesmo para esperar que ele os desse. A certa altura vimos um perdigueiro da informação aguardar no Galeão, por mais de uma hora, a chegada do avião que levava o visitante de Brasília ao Rio, em proveito exclusivo de uma visita instrutiva dos telespectadores a um aeroporto às moscas.
É o recalque do vira-lata, e esta definição também não é minha, já caiu da boca de Lula. Quanto à sua ausência no almoço de Brasília, li entre as versões que ele não apareceu para “não ofuscar” a anfitriã, a mostrar toda a sua pretensão, acompanhada pela dúvida de um colunista: “ao recusar o convite”, foi malandro ou zé mané? Textos de calibres diversos clamam contra “a descortesia”. Uma colunista do Estadão aventa a seguinte hipótese: o ex-presidente quis evitar o constrangimento “de ouvir sem compreender a conversa na mesa, da qual fazia parte Fernando Henrique Cardoso”. Ah, o príncipe dos sociólogos, este é um poliglota. E não falta quem convoque a inveja de Lula por Dilma, que recebe Obama em lugar dele, embora o tivesse convidado em 2008.
Segundo um colunista do Valor Econômico, o ex também foi descortês com Obama, que já o tratou tão bem. A Folha localizou “um amigo de Lula” disposto à revelação: ele está irritado “com os elogios excessivos da mídia a Dilma”. Uma colunista da Folha vislumbra na ausência de Lula a demonstração “do contraste de estilos” e até a torna mais evidente. Neste esforço concentrado no sentido de provocar algum desentendimento entre o ex e a atual, imbatível o editorial do Estadão de domingo 20, provavelmente escrito por um aluno de Maquiavel incapaz de entender a ironia do mestre.
Fala-se em “mudança de mentalidade que emana do Planalto”, “sobriedade em lugar de espalhafato”, “distanciamento das inevitáveis servidões” do ofício presidencial. Transparente demais a manobra. Não escapa, porém, ao ato falho, ao discordar da presidenta no que se refere à posição de Dilma quanto “ao atual surto inflacionário”, embora formulada a objeção com suave cautela, para aplaudir logo o propósito do governo de abrir os aeroportos à iniciativa privada em regime de concessão.
São teclas antigas de quem professa a religião do Deus Mercado e enxerga nas privatizações os caminhos da Graça. Os praticantes brasileiros dos jogos financeiros não estão sozinhos: de fato, para variar, trata-se de pontuais discípulos, ou imitadores. Os Estados Unidos ensinam, por lá os vilões do neoliberalismo, responsáveis pela crise mundial, continuam a postos para atiçar a doença. O exemplo seduz. Aí se origina a tentativa, levada adiante obviamente pela mídia, de derrubar o ministro Guido Mantega, representante da continuidade que a tigrada gostaria de ver interrompida de vez.
As consequências da aventura neoliberal, que deixaria o próprio Adam Smith em pânico, atingem inclusive o Brasil. No ano passado crescemos 7,5%, este ano a previsão fica bastante abaixo, entre 4% e 4,5%. Será um bom resultado no confronto com outros, mas dirá que ninguém está a salvo. CartaCapital confia na permanência de Mantega e na continuidade, ainda que, desde a posse, reconheça na presidenta a capacidade de imprimir à linha do governo características da sua personalidade.
É simplesmente tolo imaginar a ruptura almejada pela mídia, perfeita intérprete de um sentimento que sobe das entranhas de burgueses e burguesotes contra o metalúrgico nordestino eleito à Presidência duas vezes por larga maioria e destinado a passar à história como o melhor e mais amado desde a fundação da República. Pelo menos até hoje. Os senhores do Brazil zil zil ainda cultivam o ódio de classe. O mesmo Lula, que frequentemente mantém contatos com a sucessora, a qual, do seu lado, sabia previamente da ausência do antecessor ao almoço, observa: “Quando me elegi, me apresentaram como a continuidade de FHC, agora dizem que Dilma não dá continuidade ao meu governo”.
O ex-presidente tucano formula, aliás,- a sua hipótese sobre a ausência de Lula: inveja dele mesmo, FHC. Quem sabe o contrário se dê de fato quando, dentro de poucos dias, Lula receber o canudo honoris causa da Universidade de Coimbra.
Teste final: se Lula fosse ao almoço, qO ausente foi mais presente do que os presentes. A frase não é minha, é do professor Delfim Netto, e diz respeito às reações da mídia nativa à ausência de Lula no almoço oferecido pela presidenta Dilma a Barack Obama. Os jornalões mergulharam no assunto em colunas e reportagens por três dias a fio, entregues com sofreguidão à tarefa de aduzir o porquê daquela cadeira vazia sem receio de provar pela enésima vez sua vocação onírica.
Neste espaço, o sonho midiático foi meu tema da semana passada, mas os especialistas em miragens insistem em mostrar a que vêm, sem contar o complexo de inferioridade tão explicitamente exposto com a visita do presidente americano apresentada como um celebrity show. As emissoras globais ficaram no ar 24 horas para contar todos os passos de Obama ou mesmo para esperar que ele os desse. A certa altura vimos um perdigueiro da informação aguardar no Galeão, por mais de uma hora, a chegada do avião que levava o visitante de Brasília ao Rio, em proveito exclusivo de uma visita instrutiva dos telespectadores a um aeroporto às moscas.
É o recalque do vira-lata, e esta definição também não é minha, já caiu da boca de Lula. Quanto à sua ausência no almoço de Brasília, li entre as versões que ele não apareceu para “não ofuscar” a anfitriã, a mostrar toda a sua pretensão, acompanhada pela dúvida de um colunista: “ao recusar o convite”, foi malandro ou zé mané? Textos de calibres diversos clamam contra “a descortesia”. Uma colunista do Estadão aventa a seguinte hipótese: o ex-presidente quis evitar o constrangimento “de ouvir sem compreender a conversa na mesa, da qual fazia parte Fernando Henrique Cardoso”. Ah, o príncipe dos sociólogos, este é um poliglota. E não falta quem convoque a inveja de Lula por Dilma, que recebe Obama em lugar dele, embora o tivesse convidado em 2008.
Segundo um colunista do Valor Econômico, o ex também foi descortês com Obama, que já o tratou tão bem. A Folha localizou “um amigo de Lula” disposto à revelação: ele está irritado “com os elogios excessivos da mídia a Dilma”. Uma colunista da Folha vislumbra na ausência de Lula a demonstração “do contraste de estilos” e até a torna mais evidente. Neste esforço concentrado no sentido de provocar algum desentendimento entre o ex e a atual, imbatível o editorial do Estadão de domingo 20, provavelmente escrito por um aluno de Maquiavel incapaz de entender a ironia do mestre.
Fala-se em “mudança de mentalidade que emana do Planalto”, “sobriedade em lugar de espalhafato”, “distanciamento das inevitáveis servidões” do ofício presidencial. Transparente demais a manobra. Não escapa, porém, ao ato falho, ao discordar da presidenta no que se refere à posição de Dilma quanto “ao atual surto inflacionário”, embora formulada a objeção com suave cautela, para aplaudir logo o propósito do governo de abrir os aeroportos à iniciativa privada em regime de concessão.
São teclas antigas de quem professa a religião do Deus Mercado e enxerga nas privatizações os caminhos da Graça. Os praticantes brasileiros dos jogos financeiros não estão sozinhos: de fato, para variar, trata-se de pontuais discípulos, ou imitadores. Os Estados Unidos ensinam, por lá os vilões do neoliberalismo, responsáveis pela crise mundial, continuam a postos para atiçar a doença. O exemplo seduz. Aí se origina a tentativa, levada adiante obviamente pela mídia, de derrubar o ministro Guido Mantega, representante da continuidade que a tigrada gostaria de ver interrompida de vez.
As consequências da aventura neoliberal, que deixaria o próprio Adam Smith em pânico, atingem inclusive o Brasil. No ano passado crescemos 7,5%, este ano a previsão fica bastante abaixo, entre 4% e 4,5%. Será um bom resultado no confronto com outros, mas dirá que ninguém está a salvo. CartaCapital confia na permanência de Mantega e na continuidade, ainda que, desde a posse, reconheça na presidenta a capacidade de imprimir à linha do governo características da sua personalidade.
É simplesmente tolo imaginar a ruptura almejada pela mídia, perfeita intérprete de um sentimento que sobe das entranhas de burgueses e burguesotes contra o metalúrgico nordestino eleito à Presidência duas vezes por larga maioria e destinado a passar à história como o melhor e mais amado desde a fundação da República. Pelo menos até hoje. Os senhores do Brazil zil zil ainda cultivam o ódio de classe. O mesmo Lula, que frequentemente mantém contatos com a sucessora, a qual, do seu lado, sabia previamente da ausência do antecessor ao almoço, observa: “Quando me elegi, me apresentaram como a continuidade de FHC, agora dizem que Dilma não dá continuidade ao meu governo”.
O ex-presidente tucano formula, aliás,- a sua hipótese sobre a ausência de Lula: inveja dele mesmo, FHC. Quem sabe o contrário se dê de fato quando, dentro de poucos dias, Lula receber o canudo honoris causa da Universidade de Coimbra.
Teste final: se Lula fosse ao almoço, que diria a mídia? Foi para: A. Não ficar atrás de FHC; B. Pronunciar um discurso de improviso em louvor a Chávez, Fidel e Ahmadinejad. C. Ofuscar Dilma.

Carta Capital

I Encontro de Blogueiros do Ceará

Que acontecerá nos dias 28 e 29 de maio desse ano em Fortaleza e já conta com a confirmação de figuras de destaque da mídia progressista e blogueiros "Sujos", O tema principal do evento será o Marco Regulatório da Mídia, e para debater esse assunto, serão convidados Fábio Konder Comparato(advogado, escritor e jurista brasileiro, formado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo) e Franklin de Sousa Martins (jornalista político brasileiro, foi ministro da Comunicação Social do governo de Luiz Inácio Lula da Silva até Dezembro de 2010).
É nesse espirito participativo que procuro apoio para realizarmos aqui na Paraíba o nosso encontro, mas como de costume para certas coisas a omissão é muito grande e se não for através de iniciativas arrojadas de companheiros que trilham o bom jornalismo, desatrelado do PIG (Partido da Imprensa Golpista), mais uma vez a Paraíba vai se ver a reboque de outros estados, sem nenhuma participação nos destinos de um seguimento muito importante.


Nego Zhim

quarta-feira, 23 de março de 2011

Fidel critica Obama por não apoiar Brasil no Conselho de Segurança

O líder cubano Fidel Castro considerou inoportuna uma guerra na Líbia e criticou a viagem do presidente Barack Obama pela América Latina, segundo artigo publicado nesta segunda-feira (21) pela imprensa oficial. Ele criticou o fato de Obama não ter se comprometido a apoiar a aspiração do Brasil em ter uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU.

"Depois de um suntuoso banquete, os líderes da Otan ordernaram o ataque contra a Líbia. Uma guerra que é algo mais inoportuno que poderia ocorrer neste momento", escreveu Fidel, ao referir-se à operação "Odisseia da Alvorada" lançada pela coalizão internacional.

Em um comunicado da chancelaria difundido na noite de domingo, Cuba expressou sua "mais enérgica condenação à intervenção estrangeira" na Líbia e pediu que o conflito seja resolvido através do "diálogo e da negociação".

Por outra parte, o ex-presidente cubano afirmou que a viagem de Obama pelo Brasil, Chile e El Salvador passou para um segundo plano. Além disso, no domingo diz que ficaram evidenciadas as "contradições" com o governo de Dilma Rousseff.

"Obama quis congraçar-se com o gigante sul-americano elogiando sua economia, mas não se comprometeu no mínimo em apoiar o Brasil como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU", enfatizou.

Fidel também comentou que Obama chegará ao Chile em meio a manifestações de rejeição ao acordo de cooperação em energia nuclear fassinado na sexta-feira entre Santiago e Washington, e alertou que, depois do que aconteceu no Japão, crescerá no mundo a resistência às centrais nucleares.

O líder comunista criticou a "aliança igualitária" proposta por Obama na América Latina, ao assinalar que ela recorda a "Aliança para o Progresso", lançada por John Kennedy e que "precedeu a expedição mercenária da Praia Girón" de 1961, invasão anticastrista organizada pela CIA.


Do G1/MaisPB

Civis e direitos humanos: "defesa" só na Líbia

Image
Tropas no Bahrein



 
Enquanto a Europa descobre o tamanho da enrascada em que se meteu , prossegue a ocupação militar do Bahrein pelas forças armadas da Arábia Saudita e do Qatar, com inteiro respaldo e apoio dos EUA.

Mas, esta invasão e a violenta repressão às manifestações de protesto e rebeliões no Iêmen e na Síria não encontram, nem na mídia nem nos governos ocidentais, o mesmo repúdio e apoio que a oposição teve na Líbia.

As oposições no Marrocos e na Argélia continuam lutando sozinhas e a repressão só aumenta com dezenas de mortos em todos esses países. A pergunta que mais ouvi aqui na Europa é: e agora? Mas, ninguém tem a resposta.

Sensação é de embarque em aventura militarista


Fica a sensação de que uma nova aventura militarista e geopolítica norte-americana foi iniciada sob o manto humanitário da defesa da população civil e dos direitos humanos, sem que as consequências tenham sido devidamente avaliadas.

E fica claro que os invasores só têm essa "preocupação" em relação à Líbia, governada por um inimigo dos EUA. Nenhuma potência preocupa-se em proteger as populações civis e os direitos humanos nos outros países conflagrados.

Na Líbia (e nos outros países árabes e do Oriente Médio) cada governo e país atuou segundo seus interesses - os dos EUA, derrubar o presidente Muamar Kaddhafi, empecilho a que eles assumam o controle do petróleo líbio.

Alguns destes países, inclusive, há anos vinham mantendo relações especiais com Kaddhafi. Nem vamos longe: são os casos da França, do presidente Nicolas Sarkozy; da Itália, do premiê Sílvio Berlusconi; e do próprio governo norte-americano, cuja secretária de Estado, Hillary Clinton, há não mais que dois anos declarava que Washington queria estreitar relações com o regime líbio.

Blog do Zé

Europa fecha com os EUA na Líbia e mete-se numa enrascada


Image
símbolo da ONU
A Europa mais uma vez acompanhou a diplomacia norte-americana e deu aval para a decisão do Conselho de Segurança da ONU (CS-ONU), que autorizou na 6ª feira pp. uma intervenção na guerra civil na Líbia.

O eufemismo "zona de exclusão aérea" não durou nem 12 horas. Na prática, o que assistimos a partir do sábado foi uma intervenção pura e simples dos Estados Unidos e de várias outras potências (França, Inglaterra, Itália, Canadá) no país.

Tanto é assim que, iniciada a ofensiva, agora sob o pretexto de fazer o governo Muamar Kaddhafi respeitar a intervenção adotada sob o pomposo nome de "zona de exclusão aérea", a Liga Árabe foi a 1ª a botar a boca no mundo e a protestar que o ataque à Líbia difere do que foi acordado e aprovado na ONU.

Países eram ingênuos, não sabiam o que os EUA queriam?


O texto, lembrou a Liga, diz que o objetivo da zona de exclusão aérea era proteger a população civil, e não bombardear mais objetivos civis. Mais do que isso, com exceção do Qatar, nenhum país árabe quer apoiar a aventura norte-americana e anglo-francesa.

Além da Liga, outros países do bloco chamado de "aliado" se rebelam contra a distorção do que foi aprovado no CS-ONU. Até parece que alguns deles eram ingênuos e não sabiam o que os EUA e as outras potências parceiras pretendiam...

Já que os EUA, pela voz de seu presidente, Barack Obama, apressa-se em querer passar o comando das operações para outra potência ou instituição, a Turquia, inclusive, impediu com seu veto que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) assumisse a coordenação dos ataques. Ela insiste em negociar diretamente com Kaddhafi (leiam o post "Civis e Direitos Humanos: defesa só na Líbia").

O lamentável episódio Jirau-Santo Antônio

Image
Trabalhadores da Usina Santo Antônio
A rebelião dos 20 mil trabalhadores na construção das usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, em Rondônia, é gravíssima e merece todo apoio e atenção do governo federal. O empreendimento está sendo tocado por um consórcio liderado pela construtora Camargo Corrêa e encontra-se paralisado deste a semana passada, após o levante contra as péssimas condições de trabalho a que estavam submetidos esses trabalhadores.

O problema começou semana passada, quando 8 mil trabalhadores rebelaram-se e incendiaram 60 ônibus e os alojamentos em Jirau (RO). A construtora afirmou que se tratava de um problema de salários que seria resolvido. Não foi. Chamada, a Polícia Militar não conseguiu conter o movimento e uma solução parcial foi levar milhares de trabalhadores para Porto Velho, para novos alojamentos da empreiteira, que também não agradaram os barragistas.

Os protestos continuaram em Jirau (e em Porto Velho) e alastraram-se até o canteiro de obras da Usina Santo Antônio. O resultado foi uma rebelião de dimensões gigantescas: cerca de 20 mil operários estão paralisados e as duas obras também. Muito além do que lamentar pela paralisação das obras tão importantes para o país, temos que agir contra essa realidade inadimissível que se coloca relativa às condições de trabalho a que estavam submetidos estes trabalhadores.

Superexploração, falta de segurança e ameaças

Segundo nota do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), havia "informações de que os mais de 15 mil operários da obra estavam em situação de superexploração, com salários extremamente baixos, longas jornadas e péssimas condições de trabalho". O MAB também alerta para ausência de atendimento adequado de saúde, a péssima qualidade no transporte, além da "falta de segurança e que mais de 4.500 operários estão ameaçados de demissão".

Felizmente, o Ministério Público do Trabalho obteve liminar na Justiça para forçar o consórcio a atender uma série de reivindicações dos trabalhadores. O fato é que os recentes acontecimentos em Jirau alastraram-se às obras da usina de Santo Antônio também paralisada. O episódio revela que neste setor de construção de obras de infraestrutura e, em particular de barragens, o que vemos são relações trabalhistas dos tempos feudais. Absurdas no Brasil de hoje.

Uma saída que vejo é a formação de uma mesa tripartite governo-empreiteiras-trabalhadores, a exemplo da que foi montada contra o trabalho escravo na agroindústria, e que se firme também no setor de construção de infraestrutura, um pacto que impeça essas condições de trabalhos desumanas. O que não podemos é tolerar episódios como este.

Foto: site MAB 

Blog do Zé

A torcida contra a Petrobrás

Radialistas americanos protestam contra prospecção no Golfo... Nelson de Sá não tem nenhuma culpa, mas é no mínimo engraçada a nota em que ele, em sua coluna Toda Mídia, na Folha de S.Paulo, ontem, registra a bronca que deram no governo de Washington e a campanha que dois radialistas norte-americanos, Rush Limbaugh e Glenn Beck, movem contra a autorização dada a Petrobras para fazer prospecção "no nosso Golfo" - o Golfo do México.

O jornalista brasileiro conta que os radialistas questionam se a permissão seria legal e insinuam que ela teria sido dada, porque a Petrobras tem entre seus acionistas o megaespeculador George Soros, financiador de campanhas do Partido Democrata do presidente Barack Obama. Soros tinha. Seu site Media Matters, já respondeu garantindo que ele se desfez destas ações.

O colunista da Folha também conta que a revista Forbes desenterrou um editorial do The Wall Street Journal, de agosto de 2009, em que o jornalão diz que o governo do presidente Obama financiaria a prospecção da estatal também no mar brasileiro, "mas não nos EUA". Sá lembra que de tempos em tempos a Petrobras volta à mira.

Não se conformam nem aceitam sucesso da estatal


É pura verdade. Muitos setores não se conformam e não aceitam o sucesso da Petrobras. Muito menos reconhecem o lugar proeminente do Brasil no mundo, "como grande potência econômica e financeira", como disse o presidente Barack Obama no último sábado.

Obama, aliás, reforçou que o "petróleo e as energias renováveis serão o motor de uma nova e próspera relação econômica entre as duas nações". Todos disseram que era este o principal motivo de sua visita ao nosso país.

A essas declarações somam-se esta aprovação do governo americano à Petrobras para tocar este projeto de prospecção e produção de petróleo e gás nos campos de Cascade e Chinook, na parte norte-americana do Golfo do México.

Reconhecimento da tecnologia brasileira


Idiossincrasias, broncas e campanhas norte-americanas à parte, esta é a nossa Petrobras. A mesma que, também a mídia brasileira insiste em denegrir e minimizar as conquistas.

Nada a ver com Soros, viu radialistas americanos! Chegar aos campos norte-americanos, segundo o presidente da estatal, Sérgio Gabrielli, significa levar "pela primeira vez o sistema de produção de FPSO ao Golfo do México". E causar mais irritação à turma do contra.

Vejam que conseguimos todas as autorizações para o início próximo dessa produção. E mais -  e ainda nas palavras de Gabrielli publicadas no blog Fatos e Dados da Petrobras -  “seremos um grande produtor de petróleo e nossas descobertas serão as principais fontes adicionais da produção mundial nos próximos 10 anos.”  Queiram ou não os inimigos da Petrobrás...

Portanto, agora é hora de arregaçar as mangas e trabalhar. Como bem diz Gabrielli "o desenvolvimento das descobertas do pré-sal exigirá volume robusto de investimentos e mobilização da cadeia de fornecedores no Brasil, nos Estados Unidos e em diversos países no mundo".

Blog do Zé

Oposição nega e Lula ganha aprovação externa

Ex-presidente vai receber dois títulos na Europa no fim do mês...
Image
Lula
Enquanto a oposição passou os 8 anos de governo Lula - e continua nos últimos três meses, após ele transmitir o cargo - negando reconhecimento aos méritos do ex-presidente como governante, eles são reconhecidos pela comunidade internacional que continua a atribuir vários prêmios ao ex-chefe do Estado e do governo brasileiro.

E, vejam, o reconhecimento vem exatamente pela prioridade ao social com que o ex-presidente se desempenhou à frente do governo. Nos próximos dias 29 e 30, ele recebe duas comendas em Portugal, o Prêmio Norte-Sul, do Conselho da Europa; e o título de Doutor Honoris Causa da secular Universidade de Coimbra.

O prêmio Norte-Sul é concedido ao ex-presidente num reconhecimento internacional, mais do que justo, por sua incansável luta pela promoção do desenvolvimento econômico e a igualdade social durante os oito anos de seu governo (2003-2010).

Prêmio foi atribuído a Gorbachev no ano passado


O título da Universidade de Coimbra vem, também, em um justo reconhecimento à sua atenção dada aos "aos grandes problemas do mundo", além do seu trabalho no governo pela preservação da amizade entre Portugal e Brasil.

As duas cerimônias serão em Portugal. O Prêmio Norte-Sul, concedido anualmente, foi atribuído em 2010 ao ex-dirigente soviético Mikhail Gorbachev e à militante política, Rola Dashti, do Kuwait. Este ano ele será, de novo, conferido duplamente - a Lula e à ativista pelos direitos humanos no Canadá, Louise Arbour.

Como vocês podem ver e, apesar de toda a resistência e tentativas da oposição e da mídia de minimizarem o significado dos últimos oito anos no país sob a liderança do ex-presidente Lula, seu papel desempenhado aqui, de forma inegável, é reconhecido internacionalmente.


Blog do Zé

Charge do Sinfrônio

Altamiro Borges: a força e os limites da blogosfera

Em sua visita ao Brasil, o presidente do EUA, Barack Obama, havia programado um megaevento na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro, palco de históricos protestos em defesa da democracia e a soberania nacional. Na última hora, o show de pirotecnia foi cancelado. Segundo a própria mídia hegemônica, a razão foi que o serviço de inteligência do império, a famigerada CIA, alertou a diplomacia ianque sobre os "protestos convocados pelas redes sociais". Obama ficou com medo!


Altamiro Borges, Vermelho

Este episódio, uma vitória dos internautas progressistas do Brasil, comprova a força da internet. Num meio ainda não totalmente controlado pelas corporações capitalistas é possível desencadear ações contra-hegemônicas e quebrar o “pensamento único” emburrecedor da velha mídia. Desde Seattle, quando manifestações contra a rapina imperial foram convocadas basicamente pela internet, este fenômeno chama a atenção dos atores sociais. De lá para cá, o acesso à rede só se ampliou – no mundo e no Brasil.

Uma arma poderosa

Nas recentes convulsões populares no mundo árabe, que derrubaram os ditadores da Tunísia e do Egito – sempre tratados como “amigos do Ocidente” pela mídia tradicional – a internet foi uma arma poderosa. Ela não produziu as “revoluções”, mas ajudou a detoná-las. Agora mesmo, na Líbia, há uma guerra de informações da globosfera, acompanhada da real e sangrenta guerra dos mísseis. A internet faz parte hoje da guerra, virtual e real, que se trava nas sociedades. Não dá para desconhecer esta nova realidade.

Os meios tradicionais de comunicação, hegemonizados por poucas corporações – no máximo 40, segundo recentes estudos sobre a crescente monopolização da mídia mundial –, não detêm mais o monopólio da informação. Os avanços tecnológicos abriram brechas, mesmo que temporárias, nesta frente estratégia da luta de idéias. Jornais e revistas da oligarquia estão falindo devido ao maior acesso à internet. Mesmo as redes televisão sofrem com a migração para este novo meio, principalmente da juventude.”
Artigo Completo, ::Aqui::

NogueiraJr.Blogspot.com