sábado, 5 de março de 2011

Medidas reforçam investimentos

O BNDES disporá de um total de R$ 145 bi para financiar investimentos e programas em 2011, no 3º ano consecutivo que o governo faz aportes de recursos para que o banco cumpra seu papel de agência de fomento - foram R$ 100 bi em 2010 e R$ 80 bi em 2009.

A excelente notícia foi dada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, adiantando que o dinheiro virá da emissão de títulos da dívida pública. Com estes recursos, segundo o ministro da Fazenda, o governo vai bancar o Programa de Sustentação do Investimento (PSI) 3, por meio do qual serão concedidos empréstimos ao setor privado com taxas de juros subsidiadas.

O ministro negou haver contradição no fato de o governo liberar recursos para o BNDES ao mesmo tempo em que anuncia um corte de R$ 53,6 bi no orçamento de 2011: "uma coisa é gasto, outra é investimento. O BNDES não pressiona a inflação. Pelo contrário", justificou.

Ciclo de investimentos


A respeito da importância dos investimentos, recomendo a vocês a leitura da entrevista do economista-chefe do Bradesco, Octávio de Barros, publicada em O Globo de hoje sob o título "O Brasil vive um ciclo de investimentos" (para assinantes). Barros explica que "o crescimento do investimento foi notável. A taxa de investimento caminha para superar os 20% do PIB em 2011. O Brasil vive um ciclo de investimentos que, a rigor, começou em 2004 e vai continuar".

Vejam, portanto, que o anúncio da capitalização novamente do BNDES, do reajuste dos benefícios do Bolsa Família, da Rede Cegonha anunciada pela presidenta Dilma Rousseff nesta semana, das aplicações em educação e saúde são, na realidade, uma confirmação da política social e de investimento do governo nas atividades produtivas.

FHC e Clinton podem fazer palestras. Lula não

 Não é preciso ser nenhum "às" político para perceber a tentativa da mídia de desconstruir a imagem do ex-presidente Lula junto à opinião pública. A bola da vez contra ele, agora, é sua estréia como palestrante, a conferência que ele fez num evento da empresa coreana LG na última 4ª feira em São Paulo.

A matéria do Folhão, que registrou o fato, chamava o ex-presidente de "dublê de político e garoto-propaganda de eletrônicos". Os outros jornais não destoaram, foram na mesma linha. Os de ontem e os de hoje, e os ataques duros e o grande destaque, vieram mesmo em cima do fato de ser uma palestra remunerada. E de o ex-presidente ter falado - e bem - sobre seu governo.

Na concepção deles, no mínimo, o ex-presidente não pode dizer que seu governo superou os efeitos aqui da pior crise econômica global dos últimos 100 anos, criou 15 milhões de emprego com carteira assinada, 38 milhões de pessoas ingressaram na classe média... Estressados, mesmo, os jornalistas ficam por ter de registrar que isto fez com que o ex-presidente deixasse o governo com 86% de apoio e aprovação populares.

Puro preconceito


Queriam que ele falasse sobre o que se foi convidado exatamente para isto? Que falasse mal de sua administração? Por acaso os jornalistas que o criticam agora, boa parte deles, também não cobra por palestras e apresentação de eventos? Nestas palestras eles falam mal de si próprios?

Não me lembro dos jornais terem dado igual destaque, e com julgamento de valor, censura até, à palestras de outros ex-presidentes - do ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, que até tem uma fundação para administrar essa sua atividade, ao nosso ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que nunca fez segredo de que cobra, e quanto, por suas palestras.

Então, jornalistas, Clinton, FHC podem fazer e cobrar por palestras, o ex-presidente Lula não pode nem uma coisa nem outra? Quem decidiu, e dessa forma, sobre isto? Francamente, beiram o risível essas críticas, não fossem a expressão do velho e arraigado preconceito de nossas elites contra o presidente-operário, não acadêmico...

Dossiê: tucanato e Folha desmascarados

Vocês se lembram do tal "dossiê" sobre os gastos de Fernando Henrique Cardoso com cartões corporativos quando ele era presidente da República? Recordam-se o quanto o inexistente dossiê foi explorado à exaustão pela oposição na campanha eleitoral contra a presidenta Dilma Rousseff?

Lembram-se do estardalhaço que fizeram, então, com intuito eleitoreiro e oportunista? E das falas empoladas e indignadas dos caciques tucanos incensadas diariamente pela mídia que os apoiava com páginas e páginas sobre o suposto dossiê?

Pois bem, agora o Ministério Público Federal do Distrito Federal (MPF-DF) arquivou o inquérito que apurou o "dossiê" que a oposição dizia ter sido produzido na Casa Civil durante o governo Lula. Simplesmente, porque o documento elaborado era uma planilha de custos, não continha nenhuma informação sigilosa. Não era dossiê coisa nenhuma. Simples assim, meus caros.

É o começo do fim da panacéia?

Foi uma tempestade em copo d'água produzida pelos tucanos para utilização oportunista - claro, ajudado pela mídia que cumpriu direitinho sua função de porta-voz e linha auxiliar do tucanato e aliados e de sua campanha eleitoral. Confirma-se, agora, com o arquivamento, o que eu sempre escrevi aqui: tudo não passava de mais um factóide criado pelos oposicionistas.

Desmacarados, portanto, o tucanato e a Folha (um dos jornais que mais entraram nessa história) que desde 2008 transmitem à opinião pública a falsa ideia a respeito do tal dossiê. Quiseram transformar um documento de rotina, uma planilha de custos, de elaboração comum no serviço público em dossiê que investigava gastos do governo FHC.

Tudo para queimar a candidatura presidencial de Dilma Rousseff - ela era, na época, a ministra-chefe da Casa Civil. Mas, a Folha, agora, não dá o braço a torcer e diz hoje: "Caberá à Justiça Federal acatar o pedido do Ministério Público que continua investigando, em outra ação, se houve mobilização da estrutura da Casa Civil para fins políticos - o que configuraria improbidade administrativa".

A presidenta Dilma já repetiu inúmeras vezes que nunca se tratou de um dossiê, mas sim de uma planilha de dados. Será que o arquivamento do inquérito é o começo do fim desta panacéia?

sexta-feira, 4 de março de 2011

STF facilita a corrupção, diz ministro da CGU

Na posse de Luiz Fux como novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro-chefe da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage, acusou a Corte de, indiretamente, acabar por beneficiar criminosos de colarinho branco.

"O STF tem alguns entendimentos a meu ver extremamente conservadores na linha de um garantismo exagerado que facilita a vida dos réus de colarinho branco. Espero que o STF evolua em alguns entendimentos, especialmente naqueles relacionados ao princípio da presunção da inocência... Não pode ser a presunção da inocência a presunção da versão do réu. Depois de duas versões dadas pelo Poder Judiciário (...) ainda assim prevalece a versão do réu"

Hage deposita esperança em Fux, como defensor da diminuição de recursos e sobre a celeridade em condenações judiciais:

"É um magistrado de carreira que sabe da importância de se reduzirem os obstáculos para os processos chegarem ao final para que os corruptos possam afinal ir para a cadeia", declarou.

Gilmar Mendes destoa e diz que tribunal é "garantista" com os corruptos

"Sempre há esse juízo sobre tal ou qual tema. Não estou seguro que o Tribunal seja bonzinho com o réu de colarinho branco. O Tribunal é garantista. O Tribunal não permite terrorismo, não permite um Estado policial" - disse Gilmar Mendes, na contra-mão das críticas.

Mendes foi "garantista" ao extremo quando fez cerão até meia-noite no STF para garantir, no mesmo dia, um habeas-corpus de soltura do banqueiro Daniel Dantas da prisão. (Com informações do Terra)

A agenda que o país quer e aprovou na eleição

É a do crescimento, confirmada pelos dados do IBGE... Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) relativos ao crescimento econômico de 2010 - agora é oficial, crescemos 7,5% no ano passado - mostram que o Brasil voltou a se desenvolver em marcha forçada, acelerando como precisam os países continentais com pobreza, grandes desigualdades regionais e sociais, e ao mesmo tempo, detentores de extraordinários recursos naturais e humanos.
Os países que ficaram estagnados nos 20 anos em que o neoliberalismo dominou o mundo - e o Brasil, no reinado do tucanato - vão à forra. Eles ainda não fizeram a revolução que tem de ser feita, tecnológica, educacional e social, mas querem e podem vir a ser grandes, a jogar um papel no mundo, a ocupar e a dar um lugar digno a seu povo.
Os dados do nosso crescimento no ano passado situam o Brasil aí, no ponto de deslanche dessa revolução e a caminho de conquistar o espaço a que tem direito por suas dimensões e potencialidades. Os dados revelam um robusto crescimento e apontam que devemos prosseguir nessa linha.
Não podemos perder rumo e modelo de desenvolvimento
Daí já estarmos adotando as medidas para evitar qualquer risco inflacionário. Estamos nos protegendo da crise mundial de 2008-2009 e de suas consequências. Mas não podemos perder o rumo e nem o modelo do projeto de desenvolvimento nacional que está certo e precisa ser aprofundado.
O que há a fazer agora é mais do que nunca apoiar nosso crescimento no mercado interno e na distribuição de renda. Daí os gastos sociais, o salário mínimo (com a adoção de política para esta área), o cuidado e o revigoramento adotado em relação à Previdência Social, à Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS), o Bolsa Família (reajustado há dois dias), e a oferta de crédito para consumo e investimento.
Paralelamente, temos que manter a presença do Estado, o cumprimento do seu papel, e empenhar-nos na integração da América do Sul. O rumo, agora, é sustentar estabilidade e fazer as reformas necessárias para o país superar os pontos de estrangulamento ao nosso desenvolvimento.
Como consolidaremos os objetivos nacionais

Para tanto, não tem erro: chegaremos lá se ganharmos produtividade e competitividade, mantivermos os investimentos em infraestrutura, inovação e educação, reduzirmos os custos tributários e financeiros das empresas, os juros a decentes níveis internacionais, melhorarmos a gestão pública, e fizermos a reforma política.

É esta a agenda do Brasil, aprovada em três eleições sucessivas, as duas do presidente Lula e a que elegeu agora a presidenta Dilma Rousseff. É a que o país precisa e quer, e não a da oposição ou do FMI (leiam, também, o post abaixo).

FMI e oposição, juntos e na contramão

Gasto público, inflação, juros, nada tão alto quanto na era FHC... Os dados divulgados pelo IBGE sobre o nosso crescimento econômico no ano passado (leiam nota acima) mostram que é necessário analisar com todo cuidado os conselhos do diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn. Em visita ao país ele manifestou preocupação com a inflação e o câmbio e recomendou-nos desacelerar a economia, crescer menos, fazê-lo em marcha lenta, quase a passo de tartaruga.
Ainda bem que mr. Dominique reconheceu o nosso crescimento e elogiou os programas sociais implementados pelo nosso governo, em especial o Bolsa Família. Já a oposição - pasmem! - lhe fez coro na parte alarmista e pessismista. Ela criticou o salário mínimo (junto com o reajuste deste ano veio, também, uma politica salarial para o país), mas pediu rigor fiscal.
Atacou a gastança, o aumento dos juros, o endividamenteo das famílias e a inflação, numa completa contradição porque, por eemplo, nem de longe existe inflação nos índices que havia quando o governo Lula, o PT e aliados assumiram o governo em 2003.
Gasto público, inflação, juros, nada tão alto quanto na era FHC
Tampouco os juros estão tão altos quanto os recebemos naquele ano e nem o câmbio está fora de controle como veio na herança maldita que nos deixaram. Eles já se esqueceram disso? Hoje temos um crescimento estável, sustentável, seguro, com reservas externas e crédito público, distribuição de renda e a presença saudável do Estado na vida do país e dos seus cidadãos, cumprindo o seu papel e não sendo desmontado para se tornar o Estado mínimo que eles buscam.
Vejam, a contradição: a oposição grita de novo contra os gastos públicos e o tamanho do Estado, quer novamente o Estado mínimo, na contramão do que é aprovado pelo país que reelegeu pela 2ª vez - agora com a presidenta Dilma Rousseff - o projeto nacional que o PT e o presidente Lula lideraram.
Assim, os conselhos do diretor-gerente do FMI são vozes do passado. O Brasil não precisa deles. Quer é mudanças no sistema financeiro e no comércio globais, no próprio FMI e no Banco Mundial (BIRD), que tragam uma política global para o comércio e o câmbio.

Luiz Couto (PT-PB) volta a ser ameaçado por grupos de extermínio

O deputado Luiz Couto (PT-PB) revelou em pronunciamento no plenário que pediu ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo providências para conter a ação de um grupo de extermínio que age no estado da Paraíba.
Luiz Couto voltou a ser ameaçado de morte por envolvidos no assassinato do advogado e ex-vereador do PT, Manoel Mattos, ocorrido há dois anos na Paraíba.
"Uma testemunha do caso Manoel Mattos foi seguida na noite desta quarta-feira (2) por dois motoqueiros e anunciou que eu seria a próxima vítima do grupo de extermínio. Já expus a situação para o ministro Cardozo que garantiu a presença da Polícia Federal na Paraíba para desbaratar esse grupo de extermínio", disse o parlamentar petista.
De acordo com Luiz Couto, "como houve a federalização desse crime, tanto a Polícia Federal quanto o Ministério Público e a Justiça Federal vão entrar nas investigações. Com isso, as testemunhas estão sendo ameaçadas e os mandantes e executores estão desesperados. Agora, querem executar também todas as testemunhas ou todos aqueles que estão querendo que esse crime seja revelado e seus autores punidos. No entanto, sempre digo que entrego a minha vida nas mãos de Deus e, com a sua graça, ele vai permitir que eu continue exercendo essa missão", destacou o deputado Luiz Couto.
www.ptnacamara.org.br

Vereador Nino propõe audiência para discutir moradia popular em Bayeux

Quinta feira dia 11 de março A Câmara de Vereadores realizará uma audiência Pública a partir das 14:30hs, com o objetivo de discutir  o andamento dos Programas Habitacionais do Município,  como também sobre o funcionamento do Conselho Municipal de Habitação.

Audiência foi mais uma das proposituras do vereador Nino do PT, que desde o inicio do seu mandato tem se preocupado em reunir famílias e organizações para debater sobre este assunto de grande demanda na cidade.

Para esta audiência estão sendo convidados representantes das Secretarias de Planejamento, Infra-estrutura e Ação Social do Município, como também representantes da Companhia Estadual de Habitação Popular - Cehap, orgão do Governo do Governo do Estado, Secretaria do Patrimônio da União e também representantes das entidades civis e das famílias.

Desde o ano passado, foi discutida a possibilidade da construção de mais de duas mil unidades habitacionais pela Prefeitura Municipal de Bayeux em parceria com os Governos do Estado e Federal, na perspectiva de contemplar diversas famílias cadastradas há vários anos, inclusive partes delas que moram de aluguéis. Infelizmente, até o presente momento não se tem informações concretas em relação ao procedimento deste referido projeto.

Em vários momentos, em conjunto com várias organizações comunitárias o vereador Nino tem discutido a importância da implementação do Conselho Municipal de Habitação, aprovado desde 2006. Depois de vários debates e reivindicações, por fim, os conselheiros foram convidados a participar de uma primeira reunião no segundo semestre do ano passado, inclusive nesta reunião houveram vários encaminhamentos e um dos tratava das informações da situação do cadastramento das famílias a serem comtempladas.

Vale ressaltar que, no ano passado foram veiculadas informações que o município de Bayeux receberia recursos do PAC no valor de 21 mil para elaboração de estudos e projetos para urbanização – assentamento precário, como também poderia ser contemplado com mais 80 mil do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social, para ação  de Apoio à Elaboração dos Planos Locais de Habitação de Interesse Social (PLHIS).

Diante da falta de informações e reivindicação das várias famílias sem teto e, das organizações populares sobre o tema, é que o Vereador Nino do PT, através do Mandato da Participação Popular, decidiu retomar este debate, na esperança de saber dos últimos encaminhamentos e ao mesmo tempo cobrar o funcionamento do Conselho Municipal de Habitação.

Da assessoria

Aprovação a Dilma supera a de Lula em 2003 e 2007

Foi pouco divulgado, mas já foi feita a primeira pesquisa sobre a popularidade da presidenta Dilma Rousseff, após os primeiros 45 dias de mandato. Foram feitas mil entrevistas pelo Instituto Análise, do sociólogo Carlos Alberto de Almeida, autor de “A Cabeça do Eleitor”, que versa, inclusive, sobre o efeito das pesquisas de opinião sobre a vontade do eleitorado.
Dilma aparece, nessa pesquisa, com 50% de bom e ótimo. Esse índice supera os índices de aprovação do ex-presidente Lula no limiar tanto do primeiro mandato (2003) quanto do segundo (2007), apesar de os índices daqueles anos, com os quais está sendo feita a comparação, serem de outro instituto, o Datafolha.
Contudo, a comparação é útil para se ter uma base para avaliar o patamar de aprovação da presidenta neste momento, após os primeiros movimentos de seu governo. Essa comparação deixa ver situação mais confortável de Dilma.
Em 2003 – melhor base de comparação, pois Lula ainda era uma incógnita –, o ex-presidente detinha 43% de aprovação pessoal, segundo o Datafolha; em 2007, após uma eleição difícil por conta do remanescente escândalo do mensalão, paradoxalmente Lula teve maior aprovação, de 48%. Aqui, salta aos olhos um fenômeno que se consolidaria nos anos seguintes.
A guerra que a mídia declarou a Lula durante seus oito anos, diferentemente do que se poderia imaginar não conseguiu impedir que, entre abril de 2003 e dezembro de 2010, sua aprovação pessoal praticamente dobrasse, chegando a 83% no último ano de seu governo.
Contudo, os índices mais altos de Lula foram auferidos a partir do segundo mandato. O ex-presidente chegou a dezembro de 2006, logo após derrotar Geraldo Alckmin, com 52% de aprovação, que caiu a 48% mais ou menos nesta época, há quatro anos, em março de 2007.
A série histórica do Datafolha revela que a guerra midiática contra Lula começou já em fevereiro de 2004, com o escândalo Waldomiro Diniz, o que fez com que a aprovação do ex-presidente caísse dos 43% do início de seu governo para 38%. Os índices iguais ou inferiores a  50% persistiram por todo o primeiro mandato.
A partir de 2007, apesar de a artilharia midiática contra Lula ter aumentado, os resultados na economia certamente respondem por boa parte de sua popularidade. O Brasil, em 2002, era a 14ª economia do mundo; hoje, os jornais informam que já é a 7ª. Contudo, tais resultados não explicam totalmente a disparada da aprovação pessoal de Lula.
Duas premissas sobre a melhora do bem-estar social foram bombardeadas incessantemente pela mídia, a de que a melhora da economia se devia a Fernando Henrique Cardoso e a de que tal melhora se devia à conjuntura internacional favorável. Enquanto isso, a mídia foi tentando construir, entre a opinião pública, uma imagem de corrupto para o governo Lula.
É perfeitamente plausível afirmar, portanto, que a quase totalidade dos brasileiros descreu dos meios de comunicação e dos partidos de oposição, sobretudo do ex-governador José Serra, que liderou a ofensiva conservadora no Brasil durante a década passada.
Neste mês de março, devem começar a surgir pesquisas de opinião dos grandes institutos. Apesar de ter sido indicada por Lula e de ter chegado ao poder graças a ele, Dilma certamente ainda terá que construir seus índices de popularidade, o que explica a relação que está construindo com os algozes de seu antecessor.
Ano de ressaca após a fuzarca econômica de 2010, que gerou um “pibão” de 7,5%, 2011 certamente produzirá um “feel god factor” decrescente, não só pelo aumento do salário mínimo abaixo da inflação como pela política monetária que vai se tornando progressivamente restritiva.
Fica fácil entender, portanto, que a continuidade da guerra midiática teria efeitos imprevisíveis sobre a sustentação do novo governo. Lula, porém, ao enfrentar essa questão, ingeriu uma espécie de antídoto contra a mídia que impediu que seus ataques fizessem efeito mesmo durante a crise de 2008/2009, quando o bem-estar social reduziu-se perceptivelmente.
A estratégia de coexistência pacífica com a mídia é mais confortável do que a de enfrentamento dela por Lula. Resta saber se pode ser sustentada até que a sensação de bem-estar se recupere, pois a economia pode pesar mais para a sociedade do que o que a mídia disser sobre o governo, ainda que em direção contrária.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Brasil mantém empenho em ajudar o Timor Leste a fortalecer sua democracia

Cerimonia oficial de chegada do primeiro-ministro do Timor Leste, Xanana Gusmao. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
O povo e o governo brasileiros estão solidários na tarefa de construção e desenvolvimento do Timor Leste, afirmou a presidenta Dilma Rousseff nesta quinta-feira (3/3), no Palácio do Planalto, em declaração à imprensa após assinatura de atos com o primeiro-ministro Xanana Gusmão, que realiza visita oficial ao Brasil.
“Desde sua independência e enfrentando enormes dificuldades, o Timor tem seguido trajetória vitoriosa de consolidação institucional, com inclusão social e fortalecimento da democracia (…). Que essa particularidade do primeiro chefe estrangeiro que eu recebo simbolize a renovação do compromisso do Timor-Leste e do Brasil na construção de um futuro comum, baseado em laços firmes de cooperação e de amizade”, disse.
Na cerimônia de chegada ao Palácio do Planalto, o primeiro-ministro e a presidenta Dilma foram saudados por 82 alunos da escola classe 206 de Santa Maria, cidade do Distrito Federal. Após reunião privada no gabinete da presidenta Dilma, eles assinaram atos de cooperação bilateral nas áreas de educação, segurança pública, inclusão social, entre outros. 

Em declaração a imprensa, a presidenta disse que os atos firmados entre os dois países demonstram o interesse do Brasil em “ajudar o Timor Leste a superar o desafio do desenvolvimento econômico e da democracia”. Dilma Rousseff lembrou que atualmente há, na área de cooperação técnica bilateral, 12 projetos em execução e 12 em negociação, nas mais diversas áreas, mas destacou o projeto que dá continuidade ao trabalho de formação de professores e ensino de português realizado por 50 professores brasileiros em Díli. Segundo ela, “reservamos à educação o papel central, reforçado por nossos laços linguísticos comuns”.
A presidenta lembrou, ainda, que “conscientes do caráter essencial da Justiça na conformação de um Estado de direito” foi assinado um ajuste complementar que permitirá treinamento especializado de timorenses em escolas brasileiras de formação jurídica. Nesta etapa de consolidação do Estado, disse Dilma, também foi assinado acordo de cooperação na formação da Polícia Militar timorense e no treinamento de militares em escolas brasileiras. Na ocasião, foi assinado ainda projeto relativo à “Casa Brasil”, destinado à ampliação da cidadania entre jovens de comunidades carentes.
“Junto com o Timor Leste, participamos de várias iniciativas que refletem nossa preocupação comum com a inclusão social. Estão em curso projetos de estruturação da cadeia produtiva pesqueira e de reforço da cadeia do leite. Também apoiamos programas de agricultura familiar para o abastecimento do sistema de merenda escolar e de fornecimento de medicamentos para portadores de HIV”, frisou.
A presidenta fez questão ainda de “honrar a memória do brasileiro Sérgio Vieira de Mello, que permanece forte elo entre nossas duas nações”, e disse que na arena internacional, o Brasil está disposto a ajudar o Timor Leste a continuar sendo objeto de atenção e apoio.
“Por isso, no mês passado, defendemos a manutenção de contingentes policiais adequados para superar seus desafios, durante a sessão do Conselho de Segurança que aprovou resolução prorrogando até 2012 o mandato da Missão Integrada das Nações Unidas em Timor-Leste, a UNMIT”, concluiu.
Xanana Gusmão agradeceu o empenho do Brasil no processo de construção de seu país. Segundo ele, o Timor Leste está mudando o conceito de país que, no passado, era apenas lembrado pelos conflitos da luta armada.

O Bolsa Família é um ótimo exemplo para o mundo

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, foi recebido pela presidenta Dilma Rousseff e pleo ministro Guido Mantega (Fazenda). Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A receita para o crescimento da economia passa também por ações de combate a pobreza. A avaliação foi feita pelo diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, após ter sido recebido em audiência pela presidenta Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, também participou da conversa. Numa entrevista, Strauss-Kahn explicou que o FMI passa por processo de reformulação que fará o organismo internacional ser bem diferente daquela entidade do século 20, que ditava regras aos países emergentes.
“Estamos lançando o FMI 3.0. Fiquei muito feliz em saber que a presidenta Dilma compartilha com o nosso ponto de vista”, disse conforme explicou um tradutor que o acompanhou na coletiva.
Strauss-Kahn explicou que durante a audiência abordou a perspectiva da economia naquilo que se refere ao crescimento global. Ele avaliou que em alguns países o crescimento da economia ainda apresenta algumas incertezas. Ele frisou também que “a discussão do crescimento por si só não é bastante” e completou: “usar o crescimento para tirar as pessoas da pobreza como o programa Bolsa Família, um ótimo exemplo para o resto do mundo”.
O diretor do FMI também fez elogios às determinações do governo brasileiro, como o contingenciamento de R$ 50 bilhões do orçamento geral da União. Ele lembrou também que o Brasil tem participação importante no âmbito do G20 e um dos 10 acionistas do FMI.

Brasil já é a 7ª maior economia do mundo, diz Mantega

O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse, nesta quinta-feira que, segundo dados preliminares, a economia brasileira ultrapassou a da França e do Reino Unido em paridade de poder de compra e é agora a 7ª maior economia mundial. Antes, o país ocupava a 9ª posição na comparação em paridade de poder de compra.
Entre os países do G20, o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro foi o quinto maior, ficando atrás de China, Índia, Argentina e Turquia. 

Segundo informou hoje o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o PIB brasileiro cresceu 7,5% em 2010. De acordo com Mantega, esse crescimento não sinaliza um superaquecimento da economia. Para ele, os dados mostram que já há um desaquecimento no último trimestre.
Em valores correntes, o PIB alcançou R$ 3,675 trilhões em 2010. 


PIB brasileiro tem crescimento de 7,5% e registra a maior alta dos últimos 25 anos

A economia brasileira fechou o ano de 2010 com crescimento de 7,5%, registrando Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 3,675 trilhões, segundo dados do IBGE divulgados nesta quinta-feira (3/3). Essa foi a maior alta registrada nos últimos 25 anos e demonstra que o Brasil superou os efeitos da crise financeira internacional.
Segundo o IBGE, a variação de 7,5% é resultado do crescimento de 6,7% no valor adicionado e 12,5% nos impostos. Nessa comparação, a agropecuária (6,5%), a indústria (10,1%) e os serviços (5,4%) cresceram. O Instituto apontou, ainda, que entre 2001 e 2010, o crescimento anual médio foi de 3,6%, acima do registrado na década anterior – entre 1991 e 2000 –, quando o PIB a preços de mercado cresceu, em média, 2,6%.
Na comparação com o quarto trimestre de 2009, o PIB cresceu 5,0%, sendo que o valor adicionado a preços básicos aumentou 4,2%, e os impostos sobre produtos, 10,1%. Dentre as atividades econômicas, destacaram-se os serviços (4,6%) e a indústria (4,3%). A agropecuária (1,1%) também registrou crescimento. Já em comparação ao terceiro trimestre de 2010, o PIB do quarto trimestre do ano passado cresceu 0,7%, levando-se em consideração a série com ajuste sazonal. Os serviços registraram aumento (1,0%), enquanto indústria (-0,3%) e agropecuária (-0,8%) caíram.
Já o PIB per capita ficou em R$ 19.016, apresentando uma alta de 6,5% em relação a 2009, quando era de R$ 16.634. Na década encerrada em 2010, o PIB per capita registrou crescimento anual médio de 2,4%, acima da média dos anos 90, quando cresceu, em média, 1,1% ao ano. O PIB per capita é a divisão do valor corrente do PIB pela população residente no meio do ano.

Na comparação com 2009, destaque para serviços

Dentre as atividades que contribuíram para o crescimento de 5,0% na comparação do quarto trimestre de 2010 com o quarto trimestre de 2009 destaca-se o crescimento dos serviços (4,6%). O aumento de volume do Valor Adicionado da Indústria desacelerou, passando para 4,3%. A agropecuária, por sua vez, apresentou elevação de 1,1%.
A taxa da agropecuária (1,1%) pode ser explicada pelo aumento da produtividade e pelo desempenho de alguns produtos da lavoura que possuem safra relevante no trimestre, como por exemplo, cana (5,7%), trigo (20,1%) e laranja (4,1%), de acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola – LSPA.
Na atividade industrial (4,3%), as maiores expansões ocorreram na extrativa mineral (14,8%) e na construção civil (6,2%). Houve um aumento de 5,1% em eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana, seguida pela Indústria de transformação (2,4%). O resultado da Indústria da transformação foi influenciado, principalmente, pelo aumento da produção de máquinas e equipamentos; produtos de metal; minerais não metálicos e indústria automotiva.
Entre os serviços (4,6%), todas as atividades que o compõem registraram crescimento, com destaque para Intermediação financeira e seguros, com crescimento de 11,4%, comércio (atacadista e varejista), com expansão de 7,5%, e transporte, armazenagem e correio (que engloba transporte de carga e passageiros), que aumentou 5,3%. As demais variações foram: serviços de informação, 4,8%; outros serviços, 3,7%; serviços imobiliários e aluguel, 1,9%; e administração, saúde e educação pública, 1,5%.
Dentre os componentes da demanda interna, a despesa de consumo das famílias cresceu 7,5%, a 29ª variação positiva seguida nessa base de comparação, influenciada pelo aumento da massa salarial real e do crédito para as pessoas físicas. A despesa de consumo da administração pública cresceu 1,2% e a formação bruta de capital fixo aumentou 12,3%.
As exportações e as importações de bens e serviços apresentaram crescimento de 13,5% e 27,2%, respectivamente, no quarto trimestre de 2010, em relação ao mesmo período de 2009.

Charge do Benett

Em palesta na LG, Lula diz: pelo que conheço da companheira Dilma, ... a classe C logo vai para a classe B

Na palestra para a LG, Lula foi apresentado por um executivo da empresa afirmando que o bom momento da empresa devia-se ao resultado da política econômica conduzida por Lula em oito anos.

A palestra teve 15 minutos iniciais aberto à imprensa, quando Lula leu alguns números da empresa. Uma das exigências de Lula foi que os jornalistas não ficassem até o final sob o argumento de que só voltará aos holofotes depois do carnaval. Após a saída dos jornalistas, o presidente incluiu improvisos em sua palestra.

Ele recebeu um valor estimado de R$ 200 mil pela palesta (ninguém divulgou o valor exato).

Segue alguns trechos da fala de Lula:

Apoio e confiança em Dilma

“Esse é o país que nós queremos continuar construindo... Confio plenamente na integridade, no compromisso, na ideologia da companheira Dilma... E tenho certeza, pelo que conheço da companheira Dilma, esse país vai permitir que a classe C logo vá para a classe B.” - disse Lula.

Marolinha

"As pessoas diziam nos jornais: ‘Quero ver se o Lula agora vai conseguir governar com a crise’. O mundo até então estava crescendo, eles diziam que era sorte. Quando [então] veio a crise, eu disse que era uma marolinha. Por conta da marolinha, eu fui achincalhado, diziam que eu estava menosprezando a crise”, afirmou Lula.

Lula disse ainda que foi um ato de "coragem" ter feito em rede pública de televisão o que chamou de "apologia do consumo". "Eu fiz uma coisa que poucos políticos tiveram coragem de fazer. Quando começou essa história de que o povo estava com medo de comprar, eu chamei o Franklin (Martins, ex-ministro da Comunicação Social), e disse: 'Se prepara que eu vou à TV fazer pronunciamento fazendo apologia do consumo'."

Ele disse então que foi criticado dentro do próprio governo. "Tinha gente que não queria que eu fosse porque era arriscado. Mas eu acho que ajudou a resolver."

Para Lula, a política de “diminuição da desigualdade e distribuição de renda foram importantes para reduzir os impactos [da crise]. (...) Não foi por força de qualquer mágica que superamos a crise.”

História de bastidores da crise provoca risos na platéia

Lula relatou um momento durante a crise que arrancou risos da plateia. “Quando vi que as montadoras estavam entrando em crise, chamei o Banco do Brasil e disse: ‘Preciso que o banco financie carro’. Me disseram: ‘Mas o BB não tem expertise’. Falei: ‘Mas quanto tempo precisa para que a gente forme essa tal expertise?’. E me responderam que em uns dois anos. Eu falei: ‘Então vamos comprar essa tal expertise. E compramos o Votorantim.”

Acesso ao consumo de eletro-eletrônicos

Lula destacou a importância do crescimento econômico do país, a criação de 15 milhões de empregos com carteira assinada, os 20 milhões de pessoas saíram da pobreza, os 36 milhões entraram para a classe média, o Luz para todos, como indutores para a indústria eletrônica.

"É mais gente trabalhando e consumindo", disse, para defender o acesso de todos aos eletro-eletrônicos, como os da LG. "Não basta a gente ter um terço da população com acesso à tecnologia, é preciso que a gente tenha toda a população brasileira", afirmou.

Fim da submissão colonial demo-tucana

Lula disse também como era antes de seu governo (no governo FHC): "O Brasil sempre teve problema de autoestima. Havia quem dissesse que tinha complexo de inferioridade. Nelson Rodrigues dizia que tinha complexo de vira-lata... Como diz Chico Buarque, a gente não fala grosso com a Bolívia, mas também não fala com os Estados Unidos como os outros faziam. A gente fala manso e respeitosamente com todos”, completou.

Antes de encerrar, usou o slogan muito usado durante seu governo: “sou brasileiro e não desisto nunca”. (Com informações do Ig, G1, Ag. Estado)