quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Marisa Leticia Lula da Silva: as palavras que precisavam ser ditas


Foram oito anos de bombardeio intenso, tiroteio de deboches, ofensas de todo jeito, ridicularia, referências mordazes, críticas cruéis, calúnias até. E sem o conforto das contrapartidas. Jamais foi chamada de "a Cara" por ninguém, nem teve a imprensa internacional a lhe tecer elogios, muito menos admiradores políticos e partidários fizeram sua defesa. À "companheira" número 1 da República, muito osso, afagos poucos. Ah, dirão os de sempre, e as mordomias? As facilidades? O vidão? E eu rebaterei: E o fim da privacidade? A imprensa sempre de olho, botando lente de aumento pra encontrar defeito? E as hostilidades públicas? E as desfeitas? E a maneira desrespeitosa com que foi constantemente tratada, sem a menor cerimônia, por grande parte da mídia? Arremedando-a, desfeiteando-a, diminuindo-a? E as frequentes provas de desconfiança, daqui e dali? E - pior de tudo - os boatos infundados e maldosos, com o fim exclusivo e único de desagregar o casal, a família? Ah, meus queridos, Marisa Letícia Lula da Silva precisou ter coragem e estômago para suportar esses oito anos de maledicências e ataques. E ela teve.


Começaram criticando-a por estar sempre ao lado do marido nas solenidades. Como se acompanhar o parceiro não fosse o papel tradicional da mulher mãe de família em nossa sociedade. Depois, implicaram com o silêncio dela, a "mudez", a maneira quieta de ser. Na verdade, uma prova mais do que evidente de sua sabedoria. Falar o quê, quando, todos sabem, primeira-dama não é cargo, não é emprego, não é profissão? Ah, mas tudo que "eles" queriam era ver dona Marisa Letícia se atrapalhar com as palavras para, mais uma vez, com aquela crueldade venenosa que lhes é peculiar, compará-la à antecessora, Ruth Cardoso, com seu colar poderoso de doutorados e mestrados. Agora, me digam, quantas mulheres neste grande e pujante país podem se vangloriar de ter um doutorado? Assim como, por outro lado, não são tantas as mulheres no Brasil que conseguem manter em harmonia uma família discreta e reservada, como tem Marisa Letícia. E não são também em grande número aquelas que contam, durante e depois de tantos anos de casamento, com o respeito implícito e explícito do marido, as boas ausências sempre feitas por Luís Inácio Lula da Silva a ela, o carinho frequentemente manifestado por ele. E isso não é um mérito? Não é um exemplo bom?
 
Leia matéria completa .::aqui::. é excelente, vale a pena.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Dilma convoca reunião ministerial para debater economia e governo

A primeira reunião ministerial do governo da presidente Dilma Rousseff será no próximo dia 14, sexta-feira, no Palácio do Planalto. A decisão foi tomada na noite da segunda-feira (3) durante a reunião da coordenação política do governo. O tema principal será a economia. Também se discutirá sobre normas e procedimentos de governo.
De acordo com o ministro de Relações Institucionais, Luiz Sérgio, o encontro servirá para situar o primeiro escalão do governo sobre a conjuntura econômica mundial e interna. Dilma pediu ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, que prepare uma exposição sobre o tema.
Quando foi anunciado no cargo, Mantega adiantou que os primeiros anos do governo Dilma Rousseff terão um caráter mais sóbrio, economicamente. O responsável pelas contas do governo anunciou corte de gastos e uma política anti-cíclica que prevê maior contenção. No dia da posse, Mantega desenhou um cenário internacional com um crescimento menor das economias emergentes.
Luiz Sérgio disse que a reunião ministerial servirá também para que os novos ministros possam se conhecer e tomar ciência das normas e procedimentos do cargo. “Vamos unificar o time”, resumiu. “Há muitos ministros que ainda não se conhecem”.
Na reunião desta segunda não houve discussão sobre as medidas de contenção de gastos que deverão ser adotadas pelo governo ou cortes no Orçamento. Segundo Luiz Sérgio, esses assuntos serão tratados somente após a reunião ministerial. “O pessoal do Planejamento é muito competente, mas apenas um dia de trabalho não é suficiente para definir esse assunto”, disse.
A eficiência do setor público, fator que a presidente tem defendido como um dos mecanismos responsáveis pelo desenvolvimento social, deverá, por sua vez, ser discutida em uma reunião ainda esta semana, quando Dilma convocará os ministros da área social para traçar metas específicas. Nesta pauta, é possível que já sejam analisados os mecanismos para um reajuste do programa Bolsa Família ainda neste semestre, conforme anunciado pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior.
Em relação à discussão sobre a divisão de cargos no segundo escalão do governo, Luiz Sérgio negou que haja crise entre o PT e o PMDB. De acordo com ele, a relação dos dois partidos “é muito tranquila”. “Não estamos vendo o que alguns órgãos estão noticiando. Não existe crise. A relação está muito tranquila. O PMDB é parte importante desse projeto, que está colocando o Brasil em outro patamar. Esse debate sobre cargos vai se dar de forma muito tranquila. A relação com o PMDB está muito boa”, afirmou o ministro.
Perguntado se já tinha agendado algum encontro, como ministro das Relações Institucionais, com algum líder do PMDB, Luiz Sérgio disse apenas que as conversas vêm acontecendo, mas citou apenas o vice-presidente Michel Temer, ex-presidente do PMDB.
Da reunião da coordenação política, participaram além de Luiz Sérgio, os ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral), Helena Chagas (Secretaria de Comunicação), Guido Mantega (Fazenda), Miriam Belchior (Planejamento), José Eduardo Cardozo (Justiça), Antonio Palocci (Casa Civil) e o chefe-de-gabinete de Dilma, Gilles Carriconde Azevedo.
Durante a tarde, Dilma recebeu, em audiências separadas, para conversas institucionais, os chefes dos demais poderes da República: o presidente do Congresso, José Sarney (PMDB-AP); e o do Supremo Tribunal Federal, César Peluso, além de Marco Maia, que exerce a Presidência da Câmara dos Deputados e é candidato a permanecer no cargo por força de um acordo entre o PT e o PMDB.

Site Vermelho

Argentina será o primeiro país visitado por Dilma Rousseff

A Argentina será o primeiro país visitado pela presidenta Dilma Rousseff, confirmou o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota. Ainda em janeiro, o país será representado pelo próprio Patriota, em visita agendada para o próximo dia 10 e, na sequência, no dia 16, pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim.
“Conversei com a presidente Dilma Rousseff e ela tem intenção de ir a Buenos Aires logo no início do ano, antes da Cúpula América do Sul Países Árabes”, afirmou Patriota. A cúpula ocorrerá em Lima, no Peru, em meados de fevereiro. Segundo o chanceler argentino, Héctor Timerman, a data da visita de Dilma ainda está em negociação porque a presidenta argentina, Cristina Kirschner, tem uma viagem programada para o Oriente Médio

Mais cedo, o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia havia dito que, além da Argentina, outros países que deverão ser visitados em breve por Dilma Rousseff são o Uruguai, os Estados Unidos e a China. Patriota e Timerman lembraram que a boa relação de ambos vem desde os tempos em que foram embaixadores nos Estados Unidos. “Vou com a satisfação de saber que a amizade entre mim e Antonio é a mesma amizade entre o Brasil e a Argentina, países que caminham juntos e integrados”, destacou Timerman

 - Guerrilheiros Virtuais

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

LULA - Um líder, o cara!

Um mito


Hoje é o último dia de mandato do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deixa o poder, depois de oito anos, como uma espécie de líder noir. Lula é duro na queda, encara qualquer parada e cuidou dos mais fracos e desvalidos. Em síntese, um homem comum que fez coisas extraordinárias, como ele mesmo gosta de proclamar.

É mais ou menos esse o tipo de carisma que Lula exerce desde quando liderou as greves dos metalúrgicos de ABC no fim da década de 1970, em plena ditadura militar. Esse carisma cimentou a fundação do PT e a criação da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Em 2002, levou-o à Presidência da República. Porém, não foi corroído pelo exercício do poder, nem mesmo na crise do mensalão, muito pelo contrário. Lula descerá a rampa do Palácio do Planalto como um mito político.

Assim como foi Getúlio Vargas, Lula é um líder político em contato direto com as massas, que já não depende da mediação do seu partido nem dos sindicatos para fazer política. Por isso, que a oposição não se iluda: Lula continuará exercendo enorme influência, mesmo fora do poder, não somente porque foi o artífice da eleição da presidente Dilma Rousseff, mas também porque seu carisma sobreviverá na planície. Para 87% da população, segundo as pesquisas de opinião, fez um ótimo governo.

Mídia

Não deixa de ser irônico. Getúlio Vargas construiu seu carisma em parte por causa da forma como soube utilizar o rádio. Do ponto de vista da comunicação, revolucionou a forma de atuar na política. Lula só aprendeu a lidar com a televisão depois de três derrotas eleitorais. No segundo mandato, usou e abusou da tevê aberta para se relacionar com o povo. Resultado: deixa o governo batendo recordes de popularidade.Correio

Lula termina embalado por políticas sociais, economia e carisma

Luiz Inácio Lula da Silva deixa o comando do Brasil como o presidente mais bem avaliado da história. As políticas sociais despontam como o grande combustível para a aprovação recorde, mas a fala simples do Presidente Lula e o contato direto constante com o público também ajudaram para manter a maioria da população ao seu lado.

Nas contas oficiais, sob Lula, cerca de 36 milhões de brasileiros ingressaram na classe média. Ao mesmo tempo, mais de 28 milhões de pessoas deixaram a pobreza extrema, beneficiadas pelas políticas sociais do governo, em especial pelo programa Bolsa Família.

Em oito anos, as políticas sociais e os impulsos econômicos e fiscais dados à produção geraram mais de 14 milhões de empregos formais. Embalados, os brasileiros aumentaram seu apetite por crédito e o setor financeiro registrou recordes seguidos de aumento nos financiamentos. Mesmo quando a crise global chegou, o Brasil foi melhor que a maioria dos países.

No front político, logo no início Lula enfrentou o descontentamento de amplos setores de sua base eleitoral: as centrais sindicais criticaram o aumento do salário mínimo em 2003 e o funcionalismo ficou insatisfeito com as mudanças no regime previdenciário.

Além disso, o ex-metalúrgico e sindicalista teve que enfrentar a desconfiança e o receio em relação ao que seria seu governo logo que assumiu. Em tom de desabafo, a poucos dias de deixar o cargo, disse que teve que provar ser capaz de governar igual ou melhor do que todos os outros que passaram pela Presidência.

"Nenhum presidente da República teve que provar qualquer coisa neste país, e eu sabia que eu tinha que provar a cada dia", afirmou.

Governo

Na educação, houve mais recursos com o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, o Fundeb. E o Ministério da Educação criou o Programa Universidade para Todos (Prouni), que permitiu o ingresso de pouco mais de 700 mil jovens em universidades privadas por meio de bolsas de estudo.

Internacional

Sob a batuta do Presidente Lula e do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e beneficiado pelo bom momento econômico, o Brasil ganhou peso no cenário internacional.

Priorizou as chamadas relações Sul-Sul, aproximando-se mais dos países emergentes e dos parceiros regionais, e buscou uma atuação mais efetiva junto a países mais pobres, especialmente na África. E atuou sem timidez nos fóruns internacionais, como o G20, das maiores economias do mundo.

Além de uma maior aproximação com os demais países do chamado Bric -China, Índia e Rússia-, o país teve papel-chave nos acordos comerciais internacionais envolvendo o Mercosul.

Carisma

A melhora de vida de milhões de pessoas e o crescimento da economia explicam parte disso. Mas muito também se deve ao carisma de Lula e ao seu jeito de falar ao público em geral, usando uma linguagem direta, fazendo metáforas futebolísticas.

Lula imprimiu na Presidência e aos costumes do Estado uma forte marca pessoal, que demorará para ser apagada

Empregos cresceram 14,4%

A construção civil foi o setor que mais se destacou na geração de empregos em 2010. Proporcionalmente, foi a área que mais cresceu, com 14,4% de aumento no número de postos entre janeiro e novembro. Em números absolutos, porém, os setores de serviços, comércio e indústria de transformação continuam criando o maior número de postos de trabalho. De janeiro a novembro de 2010, os três setores criaram pouco mais de 2 milhões dos 2,5 milhões de empregos gerados.

O setor de serviços empregou, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, 939,4 mil trabalhadores até novembro. A indústria de transformação vem em segundo, com 638 mil empregos seguido do comércio com 505 mil postos. A construção civil ficou em quarto com 333 mil vagas criadas em 2010, sem contar ainda os números de dezembro.
 
Do Blog "Os amigos do presidente Lula"

Efraim Morais deixa o Senado como o 2º maior empregador do Congresso

ABUSO -Parlamentar mantém 66 comissionados. 52 deles estão lotados fora de Brasília.



O senador Efraim Morais (DEM) está deixando o Senado Federal em fevereiro, mas continua sendo destaque da imprensa nacional. Nesta semana, o portal Congresso em Foco publicou um estudo mostrando quem são os parlamentares que mais mantém funcionários comissionados e o paraibano figura em segundo lugar (primeiro quando o quesito é “funcionários mantidos fora de Brasília”).

Segundo a reportagem, Efraim ainda mantém 66 servidores comissionados sob seu comando, sendo que 52 destes estão lotados na Paraíba (nos chamados escritórios de apoio) e, portanto, longe do seu gabinete em Brasília.

Efraim só perde em número de comissionados para seu colega de partido, o também nordestino Heráclito Fortes (PI), que tem 68. Heráclito, no entanto, tem “apenas” 25 fora de Brasília. Depois de Heráclito e Efraim, a lista continua com Mão Santa (PSC-PI), que tem 62 comissionados, sendo 33 lotados no Piauí. O curioso é que os três maiores empregadores do Senado na atualidade foram derrotados nas urnas e não conseguiram se reeleger.

A reportagem lembra, inclusive, que o senador paraibano é alvo de investigações devido a servidores fantasmas lotados em seu gabinete, e destaca que o alto número de servidores trabalhando no estado natal é mais uma fonte de suspeitas, porque lá “há menos controle sobre a lista de frequência dos servidores”.

Outra informação lembrada pelo Congresso em Foco é sobre o fato de que mesmo fora do Senado, o paraibano, ex-primeiro-secretário do Senado, continuará a ter subordinados no serviço público, já que ele foi anunciado como secretário de Infraestrutura pelo governador eleito da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB).

Phelipe Caldas - MaisPB

Seis governadores do PSDB irão à posse de Dilma

Governadores eleitos mudam horário da própria posse para prestigiar presidenta eleita em Brasília

Nara Alves, iG

Ao menos seis governadores eleitos pelo PSDB estarão na posse da presidenta eleita, Dilma Rousseff, do PT, no sábado, dia 1º de janeiro. Dos partidos que fazem oposição ao governo federal, apenas tucanos confirmaram presença em Brasília. Os governadores eleitos pelo DEM já recusaram o convite da Presidência para a cerimônia.

As lideranças tucanas Geraldo Alckmin (São Paulo), Beto Richa (Paraná), Marconi Perillo (Goiás), Tetônio Vilela (Alagoas), Anchieta Júnior (Roraima) e Siqueira Campos (Tocantins) confirmaram que participarão do evento. Simão Jatene (Pará) não confirmou presença e Antonio Anastasia (Minas Gerais) foi o único governador tucano eleito que avisou que estará ausente.

Siqueira Campos chegou a alterar o horário de sua própria posse para conseguir estar em Brasília a tempo da cerimônia no Palácio do Itamaraty. O PSDB solicitou a antecipação da posse do governador do Tocantins das 9h para as 8h. Tudo para que ele pudesse estar, às 11h, embarcando para o Distrito Federal.”
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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Presidente eleita convidou 11 ex-companheiras de cela para a posse

Entre as convidadas, que também estarão no coquetel no Itamaraty, está a economista Maria Lúcia Urban, que, na época, chegou grávida ao presídio e recebeu todos os cuidados de Dilma.
- A Maria Lúcia e a Dilma tinham uma relação muito forte, que se manteve - disse a socióloga Lenira Machado, outra integrante do grupo e responsável pelo convite da posse às outras colegas do Tiradentes.
Maria Lúcia hoje é diretora do Centro de Formação Estatística do Paraná. Lenira trabalha com projetos e programas do Ministério do Turismo.
Dilma ficou presa, foi condenada e passou três anos na cadeia. Antes de seguir para o Tiradentes, foi torturada durante 22 dias seguidos. A chegada da companheira à Presidência da República é motivo de orgulho para as colegas de militância política, ainda que atuassem em grupos de esquerda distintos e com pensamentos diferentes sobre como enfrentar o regime militar.
- Éramos de diferentes organizações, mas ocupávamos o mesmo espaço. Se não fosse a cadeia, jamais teríamos nos encontrado. Essa coisa nos unia - disse Rita Sipahi, que atuou na Ação Popular.
Dilma era da Var-Palmares. Rita é advogada e integra a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça.

Os grupos de esquerda divergiam em especial sobre a adesão ou não à luta armada. Lenira e Dilma tinham uma posição idêntica e defendiam o confronto com os militares.
- Eu e ela concordávamos com a luta armada, embasada na formação de quadros. Não para ser uma simples aventura - disse Lenira, que foi torturada no DOI-Codi e, em 2008, reconheceu seu torturador e o denunciou publicamente.

Dilma gostava de "Chico mineiro" e de crochê

Ela comemora a eleição de Dilma.
- Não tenho postura feminista, mas é uma vitória ter uma mulher presidente. E nem em sonho imaginava que alguém da luta armada chegaria um dia a esse posto - disse Lenira.
A jornalista Rose Nogueira, que também estará na festa da posse, ficou alguns meses no presídio e tem muitas lembranças de Dilma. Ela se recorda do apego da petista aos livros. De todos os tipos, de teorias da economia aos clássicos da literatura universal. Nos trabalhos manuais na cela, Dilma tinha predileção, segundo Rose, pelo crochê. Fazia bordados em pano.
- Naquela época, Dilma já tinha uma presença forte. Era naturalmente uma líder e muito solidária. Quando a vi num cargo importante no governo Lula, não tinha dúvida que chegaria a presidente do Brasil - disse Rose, que lembrou ainda do gosto de Dilma pela música.
- Ela gostava de cantar "Chico mineiro" - contou Rose, citando uma música caipira que fez sucesso com a dupla Tonico e Tinoco.
As outras colegas de cela que estarão na posse são: a arquiteta Maristela Scofield; a uruguaia Maria Cristina de Castro, que trabalha no Ministério das Minas e Energia; a psicóloga Lúcia Maria Salvia Coelho; a arquiteta Ivone Macedo; Francisca Eugênia Soares e as irmãs Iara de Seixas Benichio e Ieda de Seixas, de uma família que atuou na oposição aos militares.
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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Lula explica porque continua trabalhando como nunca até o último dia do mandato

 
Durante o lançamento da pedra fundamental da fábrica da Fiat em Pernambuco, o presidente Lula explicou porque continua trabalhando como nunca antes neste país um presidente trabalhou até o último dia do mandato. 

OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

Novo emprego de Efraim Morais, no governo Ricardo Coutinho é destaque nacional



efraimm.jpgDepois de parte da imprensa local repercutir o “emprego” que Ricardo Coutinho (PSB), ofereceu ao ainda senador Efraim Morais (DEM), agora é a imprensa nacional que também está repercutindo o fato, a exemplo do Portal Terra. A materia pauta a derrota imposta pelos eleitores paraibanos, as denuncias de contratação de funcionarios fantasmas, e o novo emprego do ainda senador paraibano.
Leia a íntegra da materia do Portal Terra.
O senador Efraim Morais (DEM-PB) já tem novo emprego após não ser reeleito no último pleito, em outubro: o parlamentar vai assumir a Secretaria de Infraestrutura no próximo governo da Paraíba, comandado pelo socialista Ricardo Coutinho(PSB). Efraim foi acusado neste ano de contratar funcionários fantasmas para o seu gabinete em Brasília.
O anúncio foi feito pelo próprio governador eleito, em sua página na rede de microblogs Twitter, na tarde de segunda-feira, e depois confirmado em entrevista coletiva. A repercussão do anúncio foi negativa na própria rede e logo se tornou um dos assuntos mais comentados. A presença no DEM no governo do PSB já era esperada, já que os dois partidos e mais o PSDB se coligaram durante a campanha.
As denúncias de contratação de funcionários fantasmas pelo gabinete do parlamentar surgiram em maio, quando as irmãs Kelriany e Kelly Nascimento da Silva procuraram a Polícia Federal. As duas alegaram pensar que recebiam uma bolsa de estudos mensal de R$ 100, paga pela Universidade de Brasília (UnB), mas descobriram que tinham emprego no gabinete de Efraim ao tentar abrir uma conta bancária. O salário que recebiam era de quase R$ 4 mil por mês, mas o valor seria sacado por outras funcionárias do senador. Na época, a assessoria de Efraim negou que ele tenha responsabilidade no caso.
Em janeiro de 2011, Efraim Moraes completa 28 anos de mandatos consecutivos e já se despediu do cargo no Senado. Ele foi duas vezes deputado estadual, três vezes deputado federal e senador por oito anos. Na Câmara dos Deputados foi presidente, vice-presidente e quarto secretário. No Senado, onde foi líder da minoria e primeiro secretário por duas vezes.
Nas eleições deste ano, Efraim tentou a reeleição, mas não obteve sucesso. Como presidente do Diretório Estadual do DEM na Paraíba, foi um defensor da coligação com o PSB para eleger Ricardo Coutinho na disputa contra o peemedebista e atual governador do Estado, José Maranhão.

A família Bento Morais.

Joácio Morais terá que devolver verbas desviadas

Ex-secretário de Saúde do Estado, Joácio Morais, que também foi prefeito de São Mamede terá que devolver R$ 79.800,00 por irregularidades na compra de medicamentos excepcionais, além de ter que devolver esse dinheiro o TCE ainda manteve também a multa de R$ 2.805,10.
O processo trata de maruagem, ardilosa, perigosa, escamoteada, medonha e malina , promovida pela Secretaria de Saúde da Paraíba, cujo objeto foi a compra de medicamento Micofenolato Mofetil- Cellcept, da responsabilidade do ex-secretário responsável pela pasta da saúde.
E só pra lembrar, esse exemplo de gestor é irmão do senador Efraim Morais, outro singular exemplo, que com a sabedoria do povo não foi reeleito, mas teve a gratidão do governador eleito e será o futuro secretário da infra-estrutura. É a raposa tomando conta do galinheiro.
Conheça um pouco mais do clã dos Morais, clique aqui, em excelente matéria postada no blog do Robson Medeiros – “Em declínio, “Reinado dos (i)Morais” pode está perto do fim

Para ser presidente, é preciso conhecer o Brasil e sua gente

O governador Eduardo Campos (PE) entrega ao presidente Lula a faixa da Ordem do Mérito Guararapes, em evento realizado no Marco Zero, em Recife (PE). Foto: Ricardo Stuckert/PR
Num discurso emocionado diante de cerca 40 mil pessoas que lotaram aontem a noite o Marco Zero de Recife (PE), em seu último ato público em Pernambuco (seu estado natal) como presidente da República, o presidente Lula agradeceu a Deus e à população pelo apoio que sempre dedicaram a ele e a seu governo, nos bons e maus momentos. O presidente fez uma pequena retrospectiva de sua luta política para chegar até a Presidência da República durante a cerimônia, que deu ordem de início às obras do Memorial Luiz Gonzaga e entregou um terreno para a Orquestra Criança Cidadã Meninos do Coque, e lembrou com carinho de personalidades com o ex-governador Miguel Arraes, que emocionou o neto Eduardo Campos, atual governador de Pernambuco, e sua esposa, presentes ao evento.
Lula afirmou que sempre procurou viajar muito pelo Brasil para poder conhecer as pessoas, conversar com elas, olhando nos olhos e tocando, porque como disse “não há possibilidade do ser humano interagir se não houver um toque de mão, um abraço, um beijo, um carinho, um olhar olho no olho”. Disse ainda que aprendeu muito com as três derrotas que sofreu em eleições presidenciais (em 1989, 1994 e 1998). A lição principal: não é possível governar bem o País sem conhecer sua terra e sua gente:
“Era preciso que o presidente tivesse um olhar total do seu País, para conhecer o seu povo, e poder governar distribuindo possibilidades para que todos tivessem condições de participar do desenvolvimento desse País. Foi a partir da descoberta das eleições de 1989, em que eu descobri que era falsa a disputa eleitoral, que um presidente da República pegar um avião em São Paulo, descer no aeroporto de Recife, subir num palanque, voltar para o aeroporto e voltar para São Paulo não lhe permitia o povo pernambucano, era preciso que ele conhecesse um pouco mais. (…) Foi a partir daí que resolvi fazer as caravanas da cidadania. E comecei fazendo a primeira caravana percorrendo o trajeto que a minha mãe percorreu com oito filhos, saindo de Caetés até a cidade de Santos, em São Paulo. Parando em cada cidade, conversando com as pessoas. Depois eu percorri 91 mil km de carro, de trem, de ônibus, de barco. Para conhecer a cara, o jeito, o contar da piada, da graça, o cantar do povo pernambucano, o sofrimento do povo brasileiro. E isso me deu uma dimensão do Brasil que eu queria governar.”
O presidente se emocionou ao contar a história da mulher que lhe explicou porque não dava seu voto a ele. Veja o vídeo:

Ao se despedir, Lula ainda ganhou um carinhoso abraço a distância do escritor Ariano Suassuna:
 

O Nordeste depois de Lula


O Nordeste chega ao fim do governo Lula em meio a um inédito ciclo de mudanças. Baseado em documentos, estudos, entrevistas e apuração feita em viagem de 4.500 quilômetros pela região, este caderno especial revela o impacto das transformações na vida do nordestino. Faz um relato objetivo do que mudou e do que não saiu do lugar. E contextualiza o novo momento com um levantamento da ação dos presidentes no Nordeste ao longo dos 121 anos da República.

Por Vandeck Santiago


Confira a excelente matéria aqui e veja porque Lula é tão festejado, tão aplaudido, tão querido por estas paragens.Só os idiotas não enxergam isso.

Nordestinos vivem clima de otimismo após era Lula

Região onde nasceu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Nordeste experimentou durante os oito anos de seu mandato uma melhoria nas condições de vida de seus habitantes e vê antigos migrantes voltando para casa, embora a pobreza ainda seja uma realidade para muitos.

Paulo Cabral, BBC Brasil

Depois de morar em São Paulo por 17 anos, fugindo da pobreza extrema, o empresário Francisco de Souza voltou para sua cidade natal de Tianguá, no Ceará.

"Quando eu fui para São Paulo, eu nem tinha sapatos para calçar", ele lembra. "Agora estou de volta para casa como dono de três casas, com meu carro, com dinheiro para começar um pequeno negócio e com uma bela família".

Ele vê semelhança entre a sua trajetória e a do presidente. "Nós dois começamos sem nada e conseguimos muito nas nossas vidas", afirma.

Souza afirma que seu plano sempre foi voltar a Tianguá. Ele pretende abrir a primeira loja de suplementos alimentares para atletas em sua cidade.

Shopping em Garanhuns

Já a cidade de Garanhuns, em Pernambuco, de onde a família de Lula saiu nos anos 1950 devido à falta de oportunidades, está prestes a ganhar o seu primeiro shopping center.

"O novo shopping é a prova de que a nossa região está se desenvolvendo e que investidores acreditam que o crescimento econômico veio para ficar", afirma o secretário de Desenvolvimento de Garanhuns, Ornilo Lundgren Filho.

Na feira de Garanhuns, onde agricultores e moradores se reúnem todo sábado para fazer negócios e conversar, o clima é de otimismo.
"Eu tenho 66 anos e lhe digo que o governo de Lula é o melhor que eu vi na vida, e eu não digo isto só porque nós somos da mesma cidade. Houve mudanças em todo o país", diz Luis Silva, natural de Caetés (PE).

Caetés era um distrito de Garanhuns quando Lula nasceu, mas ganhou sua emancipação anos depois. Hoje, as duas cidades reivindicam o título de cidade-natal do presidente.”
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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Lula descerá rampa ao som da música da vitória de Ayrton Senna

O Presidente Lula descerá a rampa do Palácio do Planalto pela última vez, ao se despedir do cargo, ao som do Tema da Vitória, música de Eduardo Souto Neto tradicionalmente associada às corridas da Fórmula 1 na vitória de Ayrton Senna. Ontem, durante o ensaio geral da posse de Dilma Rousseff, o tema foi testado e aprovado pela banda dos Dragões da Independência, o regimento da guarda presidencial.

A escolha foi feita pelo 1º tenente Almeida Machado, regente da banda dos Dragões. Indagado se essa seria a música do Presidente, o tenente respondeu: “E tem música mais apropriada?”. O ensaio envolveu pessoal das Forças Armadas, Polícia Federal, Polícia Militar do Distrito Federal, Itamaraty, Palácio do Planalto e Congresso. Agentes da PF que farão a segurança do cortejo correram ao lado do Rolls Royce presidencial e do Cadillac que o vice-presidente vai usar.

Ao lado do carro que servirá Dilma estavam 10 agentes mulheres da PF. Em cima de alguns dos ministérios e em outros pontos, atiradores de elite acompanhavam o cortejo simulado.

Todas as etapas foram testadas, com os cenários de sol e chuva. Juliana Rebelo, secretária de Relações Públicas do Senado, foi de novo a dublê de Dilma. Ela fez o trajeto até o Congresso. Também foi testada a salva de tiros de canhão.
 

Presidente Lula entrega casas do 'Minha Casa, Minha Vida' em Salvador

Desde que assumiu a Presidência, em 2003, esta será a 36ª vez que Lula visita a Bahia e a 21ª que vem a Salvador para compromissos oficiais.

Priscila Chammas | Redação CORREIO
 
Luiz Inácio Lula da Silva chega amanhã a Salvador para seu último compromisso oficial como presidente do Brasil. Vindo de Fortaleza, no início da tarde ele desembarca na capital baiana, onde vai participar da cerimônia de entrega de 680 casas populares, do programa Minha Casa Minha Vida, no Residencial Bosque das Bromélias, na Estrada do CIA. A princípio, o evento está marcado para  14h, mas poderá sofrer atraso.
Desde que assumiu a Presidência, em 2003, esta será a 36ª vez que Lula visita a Bahia e a 21ª que vem a Salvador para compromissos oficiais. Só este ano, o presidente cumpriu agenda no estado sete vezes. O convite foi feito pelo governador Jaques Wagner, quando Lula esteve na capital baiana, no último dia 10, para participar da cerimônia de formatura do programa Todos Pela Alfabetização (Topa).
Esta é a primeira etapa de um empreendimento que pretende entregar 2.400 casas para famílias com renda mensal de zero a três salários mínimos, até o final de 2011. São unidades habitacionais com 41,36 m², que começaram a ser construídas em janeiro deste ano e terão um custo total de R$ 100 milhões aos cofres federais.
A construtora responsável é a Bairro Novo Empreendimentos, marca da Odebrecht voltada para famílias com renda mensal de zero a dez salários mínimos.