quarta-feira, 1 de setembro de 2010
PT DA PARAÍBA DA O TOM DESTA CAMPANHA
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Fim da dúvida: Lula transfere voto sim
Isso tudo teremos uma excelente oportunidade de conferir com as pesquisas desse mês e do próximo. O que conta - e tenho externado isso aqui - é que além dessas vantagens Dilma tem uma amplo leque alianças; palanques mais fortes nos Estados; mais tempo de campanha no rádio e TV; e mais militância - as aguerridas militâncias do PT e dos aliados, já que elas não integram "partido de holerite" como é hoje o PSDB, e nem coligação que é um mero ajuntamento de interesses como a da oposição constituída pelo PSDB-DEM-PPS.
Fora o fato de que nossa candidata conta com muito maior apoio que o acumulado pelo adversário de deputados e senadores, governadores, prefeitos e vereadores. E tem a obra do governo Lula e do PT, tem programa e propostas, além de outro fator preponderante e decisivo: a comparação entre o seu governo, o que ela integrou e o dos tucanos, os oito anos de administração da dupla FHC/Serra.
Tudo isso se casa à tendência do país de não querer mudar de rumo - ou melhor, querer a continuidade de um governo que tem programa, propostas, projeto nacional e imprime um rumo ao Brasil.
Foto: Roberto Stuckert Filho/Dilma na Web
Ex-presidente volta a atacar
Nada diferente do que ele e o tucanato fazem desde que foi descoberto o petróleo da camada marítima e o governo Lula começou a preparar sua exploração criando, inclusive, um novo marco regulatório para o setor.
FHC reaparece agora na disputa eleitoral para dar prosseguimento à campanha que a oposição, PSDB à frente, move contra o pré-sal e sua regulamentação. Ele já esteve atuante nos últimos dias na tentativa de contornar a trapalhada ocorrida com a escolha do nome do vice-presidente de seu candidato ao Planalto, José Serra (PSDB-DEM-PPS).
Desde a primeira hora, eles sempre foram contra o controle de nosso principal recurso natural e contra a apropriação pelo Estado de uma renda gerada pelo pré-sal muito maior do que a obtida com o petróleo até agora. Uma política, aliás, seguida em todo o mundo, o que dá bem uma ideia de como os tucanos em sua ânsia pelo poder são hoje a vanguarda do atraso.
Claro, preferem as políticas de privatização, seguidas nos governos FHC/José Serra (1995-2002), em que tentaram privatizar tudo, inclusive a Petrobras, naquele processo que um jornalista brasileiro denominou de privataria.
Nova pesquisa IBOPE dá vantagens a Dilma
A pesquisa confirma outras sondagens divulgadas nas últimas semanas (uma do IBOPE, outra do Vox Populi) nas quais Dilma está na frente do adversário no levantamento espontâneo (22% para ela, 17% para ele); na crença do eleitorado nacional de que ela ganhará a eleição (43% contra 34%); na preferência e voto do eleitorado masculino (41% a 34%); e está empatada com Serra no 1º (39% cada um) e no 2º turnos (43% ambos).
A sondagem, como a própria mídia ressalta, foi feita após a veiculação de 20 anúncios de 30 s do PSDB (inserções partidárias). Essa publicidade pode ter levado à alteração nos percentuais, o que não havia acontecido antes quando os mais recentes lvantamentos não refletiram efeitos da maciça propaganda paga pelo governo de São Paulo - pelos contribuintes paulistas.
Ela foi feita desde o início do ano em redes de rádio e TV e nas cadeias nacionais de propaganda partidária (que terminaram de propaganda política e eleitoral do candidato) do PSDB, PTB, PPS e DEM, maciçamente ocupadas por Serra. Por esse IBOPE, na espontânea Dilma continua ganhando: os eleitores dão 22% para ela; 17% para Serra; e 12% para o presidente Lula que não pode ser candidato - voto, portanto, para sua candidata.
Por região, no IBOPE anterior, Serra perdia no Norte e no Centro-Oeste por 40% a 34%; e agora ganha de 43% a 35%. Já no Nordeste Dilma tem 50% da preferência do eleitorado contra 30% dele. De acordo com a pesquisa, no eleitorado feminino, Serra voltou a ter vantagem de 46% contra 39%. No eleitorado masculino, ela tem a vantagem - 41% contra 34% dele (leia a nota seguinte).
Foto: Roberto Stuckert Filho
Blog do Zé
quinta-feira, 1 de julho de 2010
SAIBA QUEM É SOCORRO BRITO, A DEPUTADA DO NAZA E DO PT.
Natural de Guarabira, formada em Letras e Direito, Socorro Brito se define como ativista nos Movimentos Sociais desde os 14 anos, quando ajudou na organização da Pastoral da Juventude da Diocese de sua cidade.
Militante das Comunidades Eclesiais de Base nos anos 80, nos anos 90 foi diretora administrativa do Serviço de Educação Popular (Sedup), onde por 11 anos desenvolveu projetos de alfabetização de jovens e adultos e capacitação de trabalhadores urbanos e rurais.
Sua atuação rendeu ao Sedup reconhecimento nacional com o Prêmio Paulo Freire de Educação Popular, oferecido pela Fundação Roberto Marinho. Atuou ainda no movimento comunitário e no Movimento das Mulheres Trabalhadoras do Brejo, tendo lutado ao lado de Margarida Maria Alves.
Filiada ao PT desde 1985, Socorro foi candidata a prefeita, vereadora e dirigiu o Diretório Municipal de Guarabira por dois mandatos. Foi da Executiva Estadual de 2007 a 2010. Atualmente é dirigente estadual e Secretária do Setorial Estadual de Mulheres.
Em 1984 ingressou no INSS através de concurso público e em abril de 2003 foi nomeada Gerente Executiva do órgão pelo presidente Lula. Atualmente afastada da função na condição de pré-candidata a deputada estadual, desde que assumiu como gestora executiva do INSS fixou residência em João Pessoa.
Por que quer ser candidata?
A decisão de lançar o nome para as próximas eleições veio do desejo de garantir um espaço político para as mulheres com candidaturas viáveis, fazendo frente ao embate com candidaturas já consolidadas.
Socorro acredita que por ter experiência na construção da democracia participativa, adquirida pelo seu ativismo nos movimentos sociais, tanto quanto como administradora executiva, já que trabalhou como gestora do INSS por sete anos, acrescenta valor especial ao seu projeto.
Socorro diz que muita coisa pela qual tem lutado só se transforma em lei quando homens e mulheres que se identificam com as lutas populares ocupam espaços no Poder Legislativo. Ela se sente qualificada para compor o ambiente da democracia representativa e quer conquistar um mandato de deputada estadual nas próximas eleições.
Acredita na vitória da pré-candidata a presidenta da República Dilma Rousself e quer contribuir em nível estadual com as mudanças necessárias para o avanço do projeto de sociedade iniciado pelo Governo Lula.
O que o projeto quer é o básico: casa, comida, escola, trabalho e lazer. Socorro sabe que o que se fez até agora não foi bastante para evitar a violência instrumentalizada pelas drogas, a morte de mulheres pela violência doméstica e pela falta de atenção à saúde integral, a dispensa arbitrária de trabalhadores e trabalhadoras, a exclusão de grande parte de mulheres e homens da proteção social.
Socorro tem consciência que pode mudar muito e, na simplicidade dos atos e palavras, agir firmemente em defesa dos direitos fundamentais da pessoa humana.
“A gente não quer muita coisa, a gente quer vida plena!”, exclama.
terça-feira, 29 de junho de 2010
Vox Populi mostra Dilma com 40% e Serra com 35%
A exposição na mídia do presidenciável José Serra, promovida em maio e junho pelo PSDB e pelos aliados DEM, PPS e PTB, não foi suficiente para alavancar a candidatura do tucano. É o que mostra pesquisa de intenções de voto realizada pelo Vox Populi e divulgada hoje pela Rede de TV Bandeirantes. Serra tem 35% no levantamento, mesmo número observado na pesquisa anterior, realizada em maio. A sua principal adversária, a candidata Dilma Rousseff (PT), oscilou de 38% em maio para 40% em junho. A pesquisa confirmou cenário traçado pela pesquisa CNI/Ibope, divulgada na semana passada, que mostrou Dilma com 40% e Serra com 35% das intenções de voto.
O levantamento Bandeirantes/VoxPopuli mostrou ainda a candidata do PV, Marina Silva, com 8% das intenções de voto, repetindo resultado apresentado no levantamento de maio. O total de votos brancos e nulos é de 5% e dos que disseram não saber em quem vai votar, 11%. Num eventual segundo turno, Dilma venceria Serra por 44% a 40%. No cenário espontâneo, em que os candidatos não foram apresentados aos eleitores, Dilma pontuou 26% e Serra teve 20%.
A pesquisa foi realizada com 3.000 eleitores, entre os dias 24 e 26 de junho. O intervalo de confiança estimado é de 95% e a margem de erro é de 1,8 ponto porcentual para mais ou para menos. Esta pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o protocolo nº 16.944/2010.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Com uma negociação chancelada pelo presidente nacional do PT, Maranhão consegue fechar os últimos detalhes de sua estratégia. Rodrigo Soares colhe os
Primeiro, a repercussão que teve o anúncio, feito na abertura do encontro petista pelo próprio presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, o que foi antecedido por uma reunião entre Maranhão e dirigentes do PT que, ao que parece, não foi difícil já que ainda cedo todos os participantes chegaram sorridentes ao Hotel Caiçara, revelando que para Maranhão, que discursou efusivamente após Dutra, a indicação de Rodrigo Soares não tinha sido um sapo que ele deveria engolir. Toda imprensa estava lá para registrar o anúncio da decisão;
Segundo, José Maranhão não ia entregar a vice ao PT sem um compromisso mais claro da direção nacional do partido em relação ao palanque da candidata a presidente de Lula, Dilma Rousseff, na Paraíba. Como uma minoria cada vez menos expressiva continuava defendendo não apenas que o PT, mas também que Rousseff tivesse dois palanques no estado, Maranhão cuidou logo de cortar as asas de Ricardo Coutinho nesse ponto.
Com a chancela do presidente nacional do PT, que não viria à Paraíba caso o problema da indicação da vice não tivesse sido criado, segundo suas próprias palavras no discurso que fez durante o encontro, Maranhão assegurou que Dilma Rousseff virá à Paraíba para pedir votos apenas em cima do seu palanque. Ricardo Coutinho que se contente com Cássio Cunha Lima e Efraim Moraes, num palanque sem presidenciável. Ou então, que peça votos para José Serra, loucura que ele não vai fazer.
Ou seja, Ricardo Coutinho vai ficando cada vez mais acuado e isolado à direita, o que inviabiliza seu discurso de renovação. Enquanto isso, Maranhão vai conseguindo senão unir, mas construir uma amplíssima maioria dentro do PT em seu favor, além de isolar e neutralizar a minoria petista que ameaçava se rebelar. Agora, nenhum petista ousará subir no palanque do PSB.
Terceiro, com o acordo José Maranhão negociou com clareza o papel de Veneziano Vital na eleição. Diante do "prejuízo" de não ter nenhum campinense na chapa, Maranhão assegurou que a campanha na Rainha da Borborema tenha Veneziano como o principal protagonista, não se justificando a partir de agora, por exemplo, o discurso de que uma expressiva derrota, se acontecer – que é tudo que Maranhão deseja evitar, – será por conta do bairrismo campinense.
Se o candidato a governador peemedebista perder por pouco em Campina Grande terá atingido o objetivo eleitoral; se vencer, Veneziano terá reafirmado sua força na cidade; se vencer por muito (20 mil votos, digamos) tornaria a futura candidatura a governador do atual prefeito de Campina Grande em 2014 um fato consumado. E se Maranhão olhar apenas para sua reeleição, esse discurso – o de que Veneziano Vital será seu candidato a governado caso vença em Campina – tenderá a ser um poderoso atrativo para convencer os eleitorado campinense.
Portanto, longe de sair fragilizado por não ter conseguido "impor" sua vontade na definição da chapa majoritária, José Maranhão soube reverter a pressão dos aliados em seu favor. Diante da reação da direção do PT e de Veneziano Vital ao "anúncio" de uma chapa com Vital Filho na vice, Maranhão conseguiu fechar os detalhes que realmente importavam para colocar sua estratégia eleitoral em ação.
Como bom jogador, não pagou para ver diante dos riscos envolvidos. "Jogou verde" para tentar criar o fato consumado, mas sabia desde o início onde ele podia chegar. Sem dúvida que ele achava que o melhor para sua chapa era ter um vice de Campina, mas sabia das dificuldades e soube jogar com elas. E acabou atingindo seus objetivos na negociação.
Ressalte-se nesse episódio a firmeza da direção do PT. Desde Josenilton Feitosa, o secretário do PT, que, como sempre, foi corajoso ao se expor para expor o que o PT pensava a cada ataque que recebia, a Rodrigo Soares, que soube se movimentar com tranqüilidade num campo minado, foi firme quando teve que ser firme, e paciente para não se expor na hora errada.
Soube esperar e resistiu à tensão, coisa que, por exemplo, Luciano Cartaxo não conseguiu. Na hora H, Cartaxo tremeu nas bases e não agüentou a pressão. Fez o correto, pois viabilizou a superação de um aparente impasse. Mas mostrou não estar à altura da posição que ocupa, tanto no PT quanto na sociedade. Seguidamente, cometeu todos os erros que alguém em sua posição e com seus objetivos não poderia cometer.
Rodrigo Soares, por outro lado, teve tranqüilidade porque tinha clareza desde o início do que queria, que era se eleger deputado federal. Depois disso, o que caísse na rede seria peixe. Ninguém pode acusá-lo de deslealdade nem de oportunismo. Ainda consolidando sua posição como liderança interna do PT, Soares sabia de suas limitações nesse campo. Soube, por isso e antes de qualquer coisa, unir o PT em torno dele. E de quebra ainda pode dizer, sem que isso soe como uma insinceridade, que abandonou seu projeto pessoal para abraçar um projeto partidário, uma alfinetada em quem não foi capaz de fazer isso (quem?).
As portas da grande política estão abertas para Rodrigo Soares. E ele vai adentrá-las. Com O Príncipe, de Maquiavel, como livro de cabeceira (quem me conhece, sabe que isso é um elogio) e com um jovem professor que ainda tem cara de menino como principal conselheiro. Como me disse ontem por telefone outro importante assessor de outro grande político paraibano: "Esse rapaz vai longe".
Por Prof. Flávio Lúcio
PENSAMENTOS MÚLTIPLOS
domingo, 27 de junho de 2010
Fulgêncio vê coerência do PT em optar por Maranhão e considera Ricardo dominado por inimigos de Lula
Líder petista decide se incorporar à campanha, mesmo morando em Brasilia
O ex-presidente estadual do Partido dos Trabalhadores, Adalberto Fulgêncio, disse em entrevista que a opção consolidada com a candidatura à reeleição do governador José Maranhão significa postura de coerência e firmeza em favor dos que sempre estiveram com o projeto do Governo Lula, diferentemente do ex-prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho, que, segundo ele, está sendo dominado por lideranças inimigas de Lula.
Personagem responsável por importantes interlocuções entre o Diretório Nacional e lideranças do PT e de outros partidos na Paraíba, nos últimos tempos, Adalberto Fulgêncio admitiu que em setembro chega para se incorporar fisicamente com a campanha.
- É preciso reconhecer que o governador Maranhão sempre manteve postura de coerência na relação política com o Governo Lula e a campanha de Dilma, por isso a decisão tomada pelo PT neste sábado representa um instante de maturidade política e acertada – declarou.
Para Fulgencio, o pré- candidato do PSB se descaracterizou ao assumir convivência com a Direita e inimigos do presidente Lula.
Da Redação
WSCOM Online
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Pesquisa Ibope aponta Dilma com 40% e Serra com 35%
O cenário da pesquisa que apresentou esses resultados é o que inclui somente Dilma, Serra e Marina. No cenário que reúne 12 candidatos, Dilma soma 38,2%, Serra, 32,3% e Marina, 7%.
É a primeira vez que Dilma aparece à frente de Serra numa pesquisa de intenção de voto para presidente. Na pesquisa CNI/Ibope anterior, realizada em março, Serra tinha 38%, Dilma, 33% e Marina, 8%. No início de junho, em outro levantamento do Ibope, divulgado no último dia 5 e feito por encomenda da TV Globo e do jornal “O Estado de S.Paulo”, Dilma e Serra apareciam empatados com 37% das intenções de voto. Marina Silva acumulava 9%.
A margem de erro do levantamento divulgado nesta quarta é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Portanto, Dilma pode ter entre 38% e 42%; Serra, entre 33% e 37%; e Marina, entre 7% e 11%.
Disseram que votarão em branco ou nulo 6% dos entrevistados. Os que responderam que ainda não sabem em quem votar são 10%, segundo o Ibope.
A pesquisa é a primeira realizada após a oficialização das candidaturas de Dilma, Serra e Marina pelas convenções partidárias. O Ibope entrevistou 2.002 eleitores entre os dias 19 e 21 em 140 cidades. A pesquisa está registrada no TSE sob o número 16292/2010.
Segundo turno
Na simulação de segundo turno, Dilma teria 45% e Serra, 38%, segundo o Ibope. Na hipótese de segundo turno entre Dilma e Marina, a petista venceria por 53% a 19%. Serra ganharia de Marina por 49% a 22%.
Conhecimento
O Ibope mediu também o grau de conhecimento do candidato apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em março, 58% reconheciam Dilma como a candidata de Lula. Na pesquisa divulgada nesta quarta, o grau de conhecimento é de 73%.
Quando os pesquisadores perguntaram aos entrevistados o grau de conhecimento de cada um dos candidatos, 13% disseram conhecer "bem" Dilma; 32%, "mais ou menos" ; 28%, "pouco"; 23% "ouviram falar" e 4% disseram não conhecer.
O candidato tucano é "bem conhecido" por 24% dos entrevistados; "mais ou menos" por 39%; "pouco" por 22%; 13% só "ouviram falar". Ninguém respondeu que não conhece José Serra.
Segundo a pesquisa, Marina Silva é "bem" conhecida por 6%; "mais ou menos" por 21%; "pouco" por 26%; 33% "ouviram falar" e 13% disseram não conhecer a candidata do PV.
Rejeição
Dentre os entrevistados, 23% disseram que não votariam em hipótese nenhuma em Dilma Rousseff. Os que rejeitam Serra são 30% e os que nunca votariam em Marina somam 29%.
Influência de Lula
A capacidade de Lula influenciar no voto dos eleitores registrou uma leve redução entre os entrevistados pelo Ibope. Em março a preferência dos entrevistados por um candidato indicado por Lula era de 53%. Já no levantamento divulgado nesta quarta 48% dos entrevistados disseram votar no candidato do presidente.
A disposição de votar em um candidato de oposição foi manifestada por 10% dos entrevistado, mesmo cenário registrado em março.
Avaliação do governo
Segundo o levantamento, 75% consideram ótimo ou bom o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Já a avaliação pessoal do presidente atinge 85% de aprovação, recorde na série histórica da pesquisa CNI/Ibope.
O percentual dos que consideram o governo ruim ou péssimo é de 3%, segundo a pesquisa. Os que julgam o governo regular são 20%.
Na avaliação pessoal do presidente, 11% desaprovam Lula, o índice mais baixo já registrado pelo levantamento.
A pesquisa também mediu a confiança dos entrevistados no presidente Lula: 81% disseram confiar no presidente e 15% afirmaram que não confiam; 4% não responderam ou não souberam dizer.
G1
domingo, 20 de junho de 2010
A nova lição de Rodrigo Soares
Chama – se Rodrigo Soares o nome do personagem que, a cada dia, ensina aos mais velhos como se conduzir na política oferecendo-se com posição firme, com propostas claras, mas com serenidade suficiente para entender que sua vida política está dentro de uma engrenagem ética e propositiva, portanto, se necessário precisará construir o futuro adaptando-se ao que a história exige.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Cassaram o cassado Cássio.
Não seria adimissivel. O cara fez e tripudiou, brincou com a inteligência do povo paraibano, cometeu todos crimes eleitorais e ainda ia se candidatar ao senado?
Agora não vai mais não e gostaria de saber como deve estar neste momento o candidato do PSB ao governo paraibano Ricardo Coutinho, que apostou todas as suas fichas na popularidade e poder de mídia do menino levado de papai?
Incompetência demo-tucana no Morumbi
Constante da lista de estádios em que se desenvolveriam os jogos da Copa do Mundo de 2014, o Morumbi está fora, foi desaprovado pela FIFA e cortado pela CBF. Aí o governo e a prefeitura de São Paulo, um do PSDB, a outra do DEM-PSDB, por meio de nota oficial conjunta, dizem que não construirão novo estádio, mas mesmo assim, antecipam confiar que a capital paulista continuará como uma das sedes da Copa daquele ano.
É pouco. Nós também confiamos, até porque o presidente da CBF Ricardo Teixeira tem dito em entrevistas que o comitê organizador dos jogos espera o projeto de um novo estádio para que São Paulo faça parte da Copa. Mas, além dessa nota oficial, o que é que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM-PSDB) e o governador Alberto Goldman (PSDB) vão fazer de concreto para superar esse impasse?
Lei do Clima também "dançou"
Como envolve a Copa do Mundo, o futebol, paixão nacionais, o veto ao estádio do Morumbi ocupou amplo espaço na mídia, o que fez praticamente desaparecer outra notícia: a de que um ano após serem editadas na Lei do Clima na cidade de São Paulo, as principais metas prometidas pela gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM) não saíram do papel.
A lei prevê que, a cada ano, 10% dos novos ônibus paulistanos passem a trafegar movidos a álcool ou a biodiesel. A medida é considerada eficaz para a redução das emissões de dióxido de carbono. Mas, as notícias são que, até agora, nenhum veículo novo usa esse tipo de combustível.
Segundo matéria da Folha e S.Paulo, a instalação de ecopontos - locais para descarte de entulho - também patina. A lei prevê um ecoponto em cada um dos 96 distritos da capital até o meio do ano que vem. Quando a lei foi editada um ano atrás já existiam 38. De lá para cá só mais dois foram instalados.Nesse ritmo, é difícil que os outros 56 estejam montados até junho de 2011, né?
A Prefeitura admitiu à Folha que a implantação da Lei está atrasada, mas desculpou-se que tenta cumprí-la adotando medidas como o uso de um diesel menos poluente nos motores dos ônibus do sistema de transporte municipal. É pouco, mais uma vez.
Principalmente porque o prefeito Kassab, que não implementou a lei consegue praticamente todos os meses fazer cortes em todas as áreas do orçamento municipal enquanto, também mês a mês, aumenta quando não dobra as verbas de propaganda de seu governo desenvolvido em estreita parceria com os tucanos.
BLOG DO ZÉ
A paz fundada no paradigma do cuidado
Fatores de violência e de empecilhos à paz são, entre outros, a vontade de poder de um pais sobre outro, o patriarcalismo cultural que ainda marginaliza a mulher e a exploração da natureza em vista do benefício material. O patriarcalismo enfraqueceu a dimensão do feminino que nos faz a todos mais sensíveis, rebaixou a inteligência emocional, nicho do cuidado e da experiência ética e espiritual.
Essa parcialidade, negando a dimensão da anima (o feminino) não deixou de afetar fortemente a ética. O núcleo da moralidade clássica herdada dos gregos e aperfeiçoada por Kant, Habermas e Rorty tem por base inconsciente a experiência do animus (masculino). Por isso ela se funda sobre duas pilastras básicas: na justiça que se expressa nos direitos e nos deveres dos homens (deixando invisíveis as mulheres) e na autonomia do indivíduo, na idéia de que somente um ser livre pode ser um ser ético.
Ora, esta visão é parcial pois deixa de fora dimensões fundamentais, próprias mas não exclusivas do feminino (anima), como as relações afetivas que se dão na família, com os outros, com a natureza e com todos com os quais nos sentimos envolvidos. Sem tais relações a sociedade perde seu rosto humano. Aqui mais que a justiça vigora a categoria maior que é a do cuidado. O cuidado é um paradigma que se opõe ao da dominação. É aquela relação que se preocupa e se responsabiliza pelo outro, que se envolve e se deixa envolver com a vida em suas muitas formas, que mostra solidariedade e compaixão, que cura feridas passadas e previne feridas futuras.
A base empírica é a experiência, tão finamente analisada pelo psicanalista inglês D. Winnicott, de que todos necessitamos de ser cuidados, acolhidos, valorizados e amados e desejamos cuidar, acolher, valorizar e amar. As portadoras privilegiadas, mas não exclusivas, desta experiência são as mulheres. Elas estão ligadas diretamente à vida que precisa de cuidado como na maternidade, na alimentação, no desvelo na enfermidade, no acompanhamento da educação. Estas características são próprias do princípio feminino (anima) que se encontra também no homem e que as realiza a seu jeito.
No transfundo desta ética do cuidado há uma antropologia mais fecunda que aquela tradicional, base da ética dominante: parte do caráter relacional do ser humano. Ele é um ser, fundamentalmente, de afeto, portador de pathos, de capacidade de sentir e de afetar e de ser afetado. Além da razão intelectual (logos) vem dotado da razão emocional, sensiível e da razão espiritual. Ele é um ser-com-os-outros e para-os-outros no mundo. Ele não existe isolado em sua esplêndida autonomia, mas vive sempre dentro de redes de relações concretas e se encontra permanentemente conectado. Não precisa de um contrato social para poder viver-junto. Sua natureza consiste em viver comunitariamente.
Sem dúvida, para termos uma cultura da paz duradoura precisamos instituições justas. Mas o funcionamento delas não pode ser formal nem burocrático mas humano, cuidadoso e sensível aos contextos das pessoas e de suas situações. Mais que tudo, devemos nutrir uma cultura generalizada do cuidado para com a Terra, para com as pessoas, especialmente, as mais vulneráveis e nas relações entre os povos para evitar a guerra.
Ao invés do ganha-perde passa a funcionar o ganha-ganha. Com esta estratégia, se diminuem os fatores de tensão e de conflito. Para que se chegue à paz são relevantes as virtudes assumidas conscientemente, como a transparência, a disposição ao diálogo e à escuta, a acolhida calorosa do outro. Isso o presidente Lula o enfatizou ao abordar a questão do Irã sob ameaça da truculência norteamericana e de seus aliados por causa do enriquecimento do urânio para fins pacíficos (pretexto para controlar o petróleo e o gás).
Mas há uma dimensão subjetiva e espiritual que reforça a busca da paz. É a capacidade de perdão e de esquecimento de velhas rixas e conflitos. Hoje que as culturas se encontram, deixam manifestas as tensões históricas que separam os povos. O olhar deve ser dirigido para frente na construção da nova relação fundada numa aliança de cuidado entre todos.
Está dentro das possibilidades de nosso ser, viver esse tipo de humanismo necessário. É a condição da paz duradoura, vista já por Kant como o fundamento da República Mundial.
Leonardo Boff é autor de Tempo de Transcendência, 2009 (Vozes)
Manchete safada
Manchete de alto de página e matéria safadas essas publicadas hoje pela Folha de S.Paulo "TSE exige que Google revele autor de blog pró-Dilma". É a respeito da decisão do ministro Henrique Neves, da Corte Eleitoral. Atendendo a pedido do Ministério Público Eleitoral solicitou ao Google Brasil que informe quem é responsável pelo Blog da Dilma hospedado pelo portal e que ele seja retirado do ar.
O blog apoia a candidatura Dilma Rousseff (governo-PT-partidos aliados) a Presidência da República. Acontece que o mesmo ministro, do mesmo TSE fez idêntica solicitação ao Google Brasil sobre outro blog, o Eu quero Serra de apoio ao candidato da oposição à presidência da República, José Serra (PSDB-DEM-PPS).
Tudo igual ao pedido relacionado ao "Blog da Dilma". Acontece que a matéria do Folhão tem 60 linhas distribuídas em oito parágrafos, mas só 10 finais e o último parágrafo falam da medida relativa ao blog de apoio a Serra. Tampouco tem qualquer referência à sanção contra este blog nos textos que chamam para a matéria, todos recheados com informações só sobre a retirada do ar do blog de apoio a Dilma.
Pedir retirada de blog o ar não é censura?
É ou não é dois pesos e duas medidas permanentemente? Noticiar algo contra Dilma com títulos e textos enormes procurando atingir e desgastar sua candidatura, pode; contra Serra, escondem no final da matéria em pouquíssimas linhas, sem qualquer referência ou menção a ele nos textos do alto da página que remetem os leitores para a reportagem.
Aliás,o pedido de explicação do ministro sobre o "blog da Dilma" é inexplicável: seus autores e responsáveis, Daniel Bezerra (criador e editor-geral) e Jussara Bezerra (editora) assinam o site, inclusive a nota "A oposição quer calar o Blog da Dilma", publicada ontem, na qual explicam não ter vínculo partidário. "Não somos pagos pelo partido ou pelo governo", afirmam.
Já o Blog de apoio a Serra... Sobre seus criadores e autores o jornal não dá nenhuma explicação - embora o blog seja assinado - até porque não era mesmo seu propósito falar muito sobre algo que depõe contra o candidato da oposição. Agora, uma pergunta que fica no ar: essa decisão do ministro contra os dois blogs não caracteriza censura à informação não?
BLOG DO ZÉ
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Instituto de pesquisa DataVox antecipa o dia de finados.
O pré-candidato ao Senado pelo PMDB e irmão do prefeito de Campina Grande, aparece já empatado com Efraim, mais uma ou duas pesquisas e ele enlouquece de vez.
Fim de carreira seu Efraim.