quinta-feira, 21 de junho de 2007

Destaque para Rodrigo Soares do PT da Paraíba.



Na contra mão da ética, da moralidade, líder do governo Cássio na Assembléia Legislativa da Paraíba, apresentou proposta com o fim de ampliar o recesso para os deputados, de 55 para 70 dias, é mole!

Se não bastasse esse governo, leniente, perrengue e abananado do menino de papai, que até agora não disse pra o que veio, aparece esse líder e quer levar junto com seu desgoverno alguns deputados, que ainda prezam pelo compromisso com seus eleitores, com a sociedade e com a Paraíba.

Deixo aqui registrado meu mais profundo orgulho, por saber que veio de um representante do Partido dos Trabalhadores, a mais critica e severa posição contraria a mais esse absurdo, parabéns jovem deputado Rodrigo Soares, a sociedade paraibana sabe que pode contar com seu mandato para denunciar, lutar, enfrentar esses poderosos de plantão e acabar com mais uma farra, que seria patrocinada com o dinheiro do povo.

As férias de 70 dias foram pro ralo seu líder, e tenho dito.

Nego Zhim, petista, observador bem atento e também colunista deste blog.

HOMOFOBIA DISFARÇADA - Justiça manda retirar outdoors das ruas de CG

A juíza da 1ª Vara Civil de Campina Grande, Maria Emília Neiva de Oliveira, determinou ontem a retirada dos outdoors com mensagens homofóbicas espalhados na cidade pela Visão da Nova Consciência Cristã (Vinacc) e suspendeu o manifesto contra o homossexualismo que seria realizado pela entidade amanhã, na Praça da Bandeira. A decisão da magistrada foi em atendimento a Ação Cautelar e Nominada, com pedido de liminar, impetrada pela Rede Nacional de Pessoas Vivendo e Convivendo o HIV/Aids (RNP Campina Grande), com o apoio de várias entidades que defendem os direitos dos homossexuais na cidade.
As entidades decidiram recorrer à Justiça por se sentirem ofendidas com a campanha promovida pela Vinacc, que além de espalhar 10 outdoors com a frase “Homossexualismo! E fez Deus o homem e a mulher e viu que era bom”, citando um texto bíblico de Gênesis, também vinha distribuindo panfletos e divulgando material contra os homossexuais no site da entidade. Todos os mecanismos utilizados na campanha, segundo a juíza, estão proibidos e os representantes da Vinacc que encabeçaram a manifestação serão citados e informados da decisão hoje.
Maria Emília disse que a determinação em favor da liminar foi tomada com base no Artigo 5º da Constituição Federal, o qual declara que as pessoas são iguais, independente da raça, religião ou opção sexual. Para ela, a ação da Vinacc pode ser interpretada como preconceito contra os homossexuais. “A retirada dos outdoors deve ser imediata!”, falou a juíza. O presidente da Visão Nacional para a Consciência Cristã, pastor Euder Faber, disse que só iria se pronunciar sobre a decisão da Justiça quando fosse notificado. “Só depois de sermos citados formalmente, vamos tomar nossas providências”, adiantou.
Os outdoors com mensagens homofóbicas espalhados por Campina Grande causaram polêmica às entidades representantes da comunidade de homossexuais, que decidiram acionar a Justiça e entraram ontem pela manhã com uma Ação Cautelar, a qual foi apreciada no final da tarde pela juíza. De todas as petições feitas pelas entidades, apenas a de medida de reparação não pôde ser atendida pela magistrada, segundo ela, por não ser da competência da Vara Civil.
A mobilização contra a Vinacc contou com as entidades: Fórum GLBT, Rede Nacional de Pessoas Vivendo e Convivendo o HIV/Aids (RNP Campina Grande), Grupo de Apoio à Vida (GAV), Associação Campinense de Homossexuais, Centro de Proteção e Aconselhamento das Profissionais do Sexo (Cipmac), Centro da Mulher 8 de Março, Programa Sentinela.
O presidente da Associação de Homossexuais de Campina Grande, David Soares, disse que a decisão da Justiça foi mais do que acertada.
O pastor Faber esperava que a Justiça interpretasse a manifestação em defesa das famílias garantida na Constituição Federal e não como ato de preconceito.

PARTIDO DOS TRABALHADORES DA PARAÍBA
Rua Dom Pedro I, 120 - Centro
CEP: 58013-130 - João Pessoa - PB
Contatos: (83)8881-0361
Por uma Paraíba sem racismo,
machismo nem homofobia.

Rosângela Araújo e Francinete Silva


E vai ficar assim...

Os políticos chegaram do fim de semana nas bases eleitorais certos de que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), perdeu a batalha das ruas. O marco da derrocada foi o Jornal Nacional da última quinta-feira e que vem se prolongando durante a semana que levantou a suspeita de notas frias para explicar a comercialização de gado das fazendas do senador.Na perícia entregue ontem na câmara a Polícia Federal afirmou que os documentos não são falsificações. Foram analisados recibos, notas fiscais e guias de trânsito animal apresentados pelo senador Renan Calheiros, que justificariam seus rendimentos agropecuários.A Globo vai mais longe. Até derrubar Renan. Um aliado de Lula. Se a Globo não consegue derrubar Lula, vai mordendo pelas beiradas... Alguns fizeram até pesquisas para medir o grau de conhecimento da história e o apoio a Renan. Num estado do Sudeste, ele tem 1,5% de solidariedade. Por isso, muitos começam a tratar a situação de Renan como prá lá de difícil.

Chávez e a mídia oligárquica

Artigo publicado originalmente no site da Agência Carta Maior:

Será mesmo que Chávez cometeu um erro de cálculo ao não renovar a concessão da RTCV, como diz o jornalista Teodoro Petkoff, na sua entrevista a Gilberto Maringoni, nesta Carta Maior? Pode ser. Mas sugiro que se inverta a questão. Que se discuta em primeiro lugar a vocação golpista da mídia latino-americana. E por que isso? Porque não é normal grandes jornais ou emissoras de tevê promoverem golpes para derrubar governos. Já as recaídas autoritárias de governantes fazem parte da normalidade política, mesmo na democracia. Kennedy, por exemplo, impediu o New York Times de revelar os preparativos de invasão de Cuba. Um Chávez mandão é o normal na esfera política. Uma mídia golpista é o patológico na esfera da comunicação jornalística. Essa é a aberração que nos cabe discutir. Essa é a nossa agenda. A mídia golpista prefere, é claro, a agenda “Chávez, o autoritário”.

A grande mídia já foi colaboracionista, como se viu na França durante a ocupação nazista, é quase sempre chauvinista em momentos de guerra, fechou os olhos a violações de direitos humanos por necessidades do imperialismo, como fez o New York Times com as atrocidades dos militares em El Salvador, e como faz a CNN agora no Iraque. Foi leniente com as ditaduras latino-americanas na época da Guerra Fria, mesmo as mais atrozes.

A grande mídia levou Nixon à renúncia, no escândalo Watergate. Mas quem estava tramando um golpe ali era Nixon, e não a mídia. Nesse episódio, a mídia americana demonstrou uma notável vocação antigolpista, isso sim. Frustrou uma tentativa de golpe. A grande mídia Ocidental não articula a derrubada de seus próprios governos, democraticamente eleitos. A grande imprensa Ocidental pode ser em geral conservadora e sem dúvida se constitui no grande mecanismo de domínio pela persuasão. Mas desempenha esse papel de modo contraditório, com altos e baixos, também informa bastante, é critica, e freqüentemente se rebela, passando a exercer uma função contra-hegemônica, como na cobertura da guerra do Vietnã.

Isso de golpe pela mídia só mesmo na América Latina. O conceito nem se aplica à mídia européia ou americana. Mas aconteceu no Chile, em 1973, no Brasil, em 1954, e na Venezuela de Chávez, além de tentativas mal-sucedidas, como o golpe da Globo contra Brizola na eleição para o governo do Rio de Janeiro, e os episódios “paragolpistas” da edição de debate Collor-Lula pela Globo na nossa primeira eleição direta para presidente depois da ditadura.

E por que a grande imprensa latino-americana é golpista? Porque é uma mídia de grandes famílias, originalmente os grandes proprietários de terras. Eles e seus sucessores dominam o aparelho de Estado, definem as políticas públicas, ora repartindo o poder com os bancos, ora com uma incipiente burguesia industrial, mas são sempre eles. Não por acaso, a maior bancada do Congresso Nacional é a bancada ruralista.

Essa elite nutre uma visão de mundo composta por três elementos principais: subserviência ao poder maior, que é o poder dos norte-americanos na região, como forma até mesmo de auto-proteção; 2) resistência a todo e qualquer projeto nacional; 3) desprezo pelo povo. Essa é a burguesia que nos coube na divisão do mundo promovida pelos Europeus durante a expansão mercantil e colonização do Novo Mundo. É a burguesia de uma economia dependente. Atavicamente antinacional e elitista.

Sua imprensa tem função muito mais ideológica do que informativa. Quando surge um governo com propostas de desenvolvimento autônomo e distribuição de renda, faz de tudo para derrubá-lo. Instala-se uma guerra. Primeiro tenta evitar que seja eleito. Daí o forte engajamento nas campanhas eleitorais contra os candidatos nacionalistas ou portadores de propostas transformadoras. Depois parte para o pau em conluio com militares golpistas. Foi assim com Getúlio, Allende. Até Juscelino, que deu um chega-pra-lá no FMI e tinha um projeto de país, foi bombardeado pela grande imprensa. O que ela quer são governos que privatizam, desnacionalizam, entregam, são entreguistas. Não por caso, combate ferozmente a política externa de Lula. Preferem a Alca. Chama isso de realismo político, mas é apenas subserviência. Necessidade de ser dependente. Tem pavor de projetos de autonomia nacional e mais ainda de propostas de unidade latino-americana. Nem o Mercosul engoliram.

Nunca aceitaram o Estado que chamam pejorativamente de “populista”. Isso ficou muito claro na Revolução de 30. Mesmo no bojo dessa revolução que deveria marcar o fim da hegemonia agrário-exportadora, Getúlio aplicou a censura prévia, rígida e abrangente, sobre todos os meios de comunicação e produção artística e cultural, a ainda teve a precaução de cooptar a maior cadeia de rádio e de jornais da época, a dos Diários Associados, de Assis Chateaubriand. Não foi o autoritarismo de Getúlio, assim como não é o de Chávez, que geram o antagonismo da mídia oligárquica. É o caráter nacional-desenvolvimentista de seus projetos políticos. Tanto é assim que, quando Getúlio voltou ao poder pelo voto, sofreu intenso bombardeio e, de novo, entendeu que o combate à mídia oligárquica era essencial á sua sobrevivência. Apenas mudou de tática. Estimulou Samuel Wainer a fundar a cadeia Última Hora. O fato é que a grande imprensa tem sido arma recorrente dos golpistas. Usa o pretexto principal da luta contra a corrupção, seduzindo com isso a classe média recalcada, mas seu verdadeiro objetivo tem sido sempre o de derrubar o estado nacional-desenvolvimentista.

Quando toda a região abandona o Consenso de Washington em busca de um novo modelo que alie desenvolvimento com redistribuição de renda, agora com o reforço da unidade continental, a vocação golpista da mídia latino-americana torna-se um dos problemas centrais da democracia.

Chávez deve ter feito esse diagnóstico. E partiu para a guerra. Com as armas que tinha, no contexto atual, dentro das regras do jogo. Dividiu a oligarquia da imprensa, cooptando Cisneros, dono do maior conglomerado de mídia e, não renovando a concessão da RCTV, como que sinalizou aos demais o que lhes pode acontecer se saíram da linha.

Resolveu o seu problema, ou talvez só tenha ganhado tempo. Nós continuamos com o problema maior, permanente, da vocação golpista da mídia latino-americana e o grande risco que isso representa para a democracia. Essa é nossa agenda.

Bernardo Kucinski é jornalista e professor da Universidade de São Paulo.


A matéria é um pouco longa pra ser publicada em um blog, concordo, porém seria um desperdício colar uma parte e pedir pra você leitor ir para outra página.

Mas o que me faz entrar nessa discussão é simplesmente para mostrar aos mais céticos, àqueles que não acreditam que a grande mídia brasileira (leia-se aqui: Organizações Globo, Editora Abril, Grupo Folha, Estadão e ect.) que sejam capazes de promover um golpe no Brasil, eu também não acreditava, veja o exemplo:


LISTA DE FURNAS


Quem se lembra de alguma coisa publicada a respeito dessa lista em algum jornal, revista ou se ao menos uma emissora de TV fez menção ao fato?

Resposta: Se você tomou conhecimento dessa lista, foi através da independência dos blogs, que denunciaram e, que até hoje não sai de nossas memórias.


Arthur Virgílio do Carmo Ribeiro Neto, mais conhecido como senador caixa dois


Isso mesmo leitor, é o mesmo senador que dava chiliques nas várias CPIs na legislatura passada, o mesmo que gritava da tribuna do senado, ofendendo o presidente da república, com palavras de baixo calão, o mesmo cujo filho, derrotado nas eleições municipais de 2004, quando lançou-se candidato pela direita obtusa à prefeitura de Manaus.

Sabem o que ele fez?

Algum jornalão, revista ou TVs noticiaram alguma coisa?


Resposta: Atentado ao pudor. Bêbado, expôs sua bunda para umas moças que não lhe deram cartaz, foi preso e ainda assim desacatou a autoridade policial, tudo isso no Ceará. Mais uma vez, nada fora publicado, apenas os blogs tiveram a coragem e, pra completar, a cúpula TUCANA tratou de livra-lo de um processo e abafar tudo.



Enfim, existem muitas coisas, existem muitos interesses.


A quem interessa um Brasil mais justo?

A que interessa o combate à pobreza rural?

A que interessa a criação de mais de 900 mil empregos, só de janeiro a maio?


Vamos condenar o Vavá, esse sim é o verdadeiro vilão, ninguém mandou ser irmão do Lula, já, democraticamente condenamos o Zé Dirceu mesmo.


Nego Zhim.

Recorde: País gerou mais de 900 mil empregos de janeiro a maio de 2007

O Brasil gerou, em maio deste ano, 212.217 empregos com carteira assinada, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (20) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Luppi.


De acordo com o ministro, o acumulado nos cinco primeiros meses do ano atingiu 913.836 novos postos, o maior saldo registrado na série histórica para o período, apresentando elevação de 3,3%. Nos últimos 12 meses, a variação acumulada foi de 5,05%, ou seja, 1.374.179 de empregos.


O número ficou abaixo do resultado de abril, quando foram registrados 301,9 mil novos postos de trabalho, maior já registrado para um único mês em toda a série histórica do cadastro. Apesar da redução, o desempenho do mês passado, no entanto, é maior (0,75%) do que o verificado em maio de 2006, quando foram gerados 198.837 empregos.

A agropecuária foi o setor que mais gerou empregos. Foram registrados 80.340 novos postos no setor em maio. Contribuiu para esse resultado o cultivo do café e da cana-de-açúcar.

Com Agência Brasil

Emprego cresce mais no Brasil do que em países ricos, diz OCDE

Segundo dados divulgados pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), o grupo das 30 economias mais industrializadas do mundo, no Brasil foi gerada uma média de 2,7 milhões de novos postos de trabalho por ano, durante o período entre 2002 e 2005. O surgimento de tantas novas vagas se refletiu nas taxas de emprego brasileiras, que subiram entre 2000 e 2005, chegando a 70%, um número mais alto que a média da OCDE.

Brasil, Rússia, Índia e China, os chamados BRIC, geraram mais de 22 milhões de novos empregos por ano, em média, enquanto o grupo de países integrantes da organização criou apenas 3,7 milhões de empregos por ano.

O número é cinco vezes maior do que a geração de empregos de todos os países da OCDE juntos, segundo números da própria organização.

Apesar dos números animadores do Panorama do Emprego da OCDE, a taxa de desemprego no Brasil, em torno de 9%, ainda é considerada alta e o problema atinge principalmente as mulheres jovens no país.

Pobreza e salários

A geração de empregos foi acompanhada de uma queda nos índices de pobreza nos BRIC, mas a desigualdade de salários permanece alta no Brasil.

Segundo a OCDE, isso indica que, ao contrário do que dizem as teorias econômicas tradicionais, a integração internacional de países como o Brasil não foi associada a um aumento de salários para a mão-de-obra não-qualificada.

Outro desafio para os BRIC, de acordo com a entidade, é a redução da informalidade no mercado de trabalho.

No Brasil, por exemplo, o emprego no setor informal representa cerca de 45% de todo o mercado no país, o que mostra que o crescimento econômico mais acelerado não derrubou as barreiras que impedem a transição para o setor de emprego formal.

De acordo com a OCDE, esta transição seria um fator fundamental para fortalecer as perspectivas de crescimento em longo prazo para os BRIC.


Folha Online

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Tem que pedir mesmo, mas também tem que trabalhar.

Não sem tempo, apagadas as luzes da CPI DO FIM DO MUNDO, aquela cujo presidente foi o senador Efraim Morais (DEM/PB), muito bem, os primeiros quatro anos de seu mandato o único compromisso era o de apoiando-se na sede insana, que consumia o latifúndio midiático, o representante desse estado pobre, mas de pessoas dignas, probas e de condutas ilibadas, dizia aos quatro cantos, ”eu quero o presidente Lula”, os menos ligados, ficavam atônitos com tamanha obsessão, “ele quer destituir, caçar, ele quer a queda do maior e melhor presidente que essa nação teve o orgulho de eleger”.

Apagada as luzes da ribalta, ele voltou, dessa vez para na tribuna do senado solicitar ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão a liberação de verbas para a aquisição de aceleradores lineares, que são utilizados no combate a tumores cancerosos, é um pleito justo, mas ele só tomou conhecimento dessa necessidade agora?

As instituições que serão beneficiadas com o atendimento pelo ministro da Saúde, são: Hospital Laureano Napoleão em João Pessoa e a Fundação Assistencial da Paraíba - PAP, em Campina Grande, mas também devemos lembrar, que na Paraíba, nas últimas eleições, dinheiro da FAC foi amplamente distribuído, muito dinheiro jogado das janelas e mais dinheiro apreendido pela policia rodoviária federal, em plena campanha , de onde seria ou saiu essa dinheirama toda? De onde?

É o momento do senhor Efraim Morais, também se dirigir à tribuna do Senado para fazer chegar ao conhecimento do povo brasileiro e a seus pares, o estado de abandono em que se encontra o já sofrido povo paraibano e a Paraíba, que são vitimas desse governo capitaneado pelo PSDB e DEM.

Nego Zhim - colunista do blog Naza de olho nas feras.

Conferência Nacional de Comunicação: Democratização x latifúndio midiático

Começo minha avaliação sobre o caráter perversamente antidemocrático dos meios de comunicação, com a compreensão de que a liberdade de expressão deve ser um direito de todos e não uma benesse restrita a alguns poucos grupos privados.

A atuação irresponsável, leviana e golpista com que a chamada grande imprensa vem se comportando, tanto no caso venezuelano - onde chegou a tomar posse junto com os criminosos que assaltaram o poder constitucional em abril de 2002 -, como no caso brasileiro, onde tentou destituir o presidente Lula numa cruzada desinformativa jamais vista, nos episódios da crise política e das eleições de 2006, e, mais recentemente, com a criminalização dos movimentos sociais, é o motor que nos impulsiona a esta reflexão.

Quando seus cifrões são contrariados e sua concessão vitalícia não é renovada pois representam uma agressão à própria Constituição, como no caso da RCTV venezuelana, os feudos midiáticos rapidamente se unem, comportando-se não mais como quarto poder, mas como o primeiro. No dia 11 de abril de 2002, depois que o golpe contra o presidente Chávez teve aparentemente sucesso, o vice-Almirante Victor Ramírez Pérez declarou solenemente a Venevisión: "Temos uma arma mortal: a mídia. E agora que tenho a oportunidade, deixe me parabenizá-los".

Ditadura da mídia

Como alerta Emir Sader, para que o processo de transformação avance, um dos imperativos que se faz necessário é quebrar a coluna vertebral da ditadura da mídia em nosso país. Ditadura que, junto com a do capital financeiro, representa o principal obstáculo à afirmação de um projeto nacional, democrático e popular, que tenha o povo, e em particular a classe trabalhadora, como seu protagonista.

Temos claro que os monopólios de comunicação são hoje a negação da democracia. Reduzidos ao tilintar dos cifrões dos seus patrocinadores, via de regra bancos e cartéis transnacionais, meia dúzia de famílias detentoras desses meios prostitui a informação, e a transforma em mercadoria, numa violação à verdadeira liberdade de imprensa. (continua)

Rosane Bertotti é secretária nacional de Comunicação da CUT.

Opinião do Nego Zhim, colunista desse blog.

Somente nos períodos negros de nossa história recente, nas ditaduras de Vargas e, a desaluminada e beócia confraria do militares, empossada após o golpe de 1964, os meios de comunicação conheceram verdadeiramente o que é censura domínio e opressão à liberdade de imprensa. Estou querendo falar só desses dois momentos negros e, que devemos esquecer, mas como esquecer?

Se quando vivemos em pleno gozo democrático, com liberdade de expressão assegurada, sem mordaças, sem receitas de bolo, pudins e outros quitutes para preencher o espaço onde uma informação importante deveria estar estampada?

Todos nós vimos e presenciamos o que é uma caça midiático, como eles são ferozes e como estão se comportando nos momentos atuais. Esse fortalecimento do latifúndio midiático, como bem disse, Rosane Bertotti (CUT – PONTO DE VISTA) tem que ser questionado, nós o povo podemos fazê-lo.

Quem lembra da farra das concessões de rádio e televisão, da vasta distribuição de presentes para deputados, senadores e seus apaniguados prosélitos, seguidores e aderentes à causa dos cinco anos de mandato para José Sarney?

Pois bem, muitos daqueles beneficiados estão por ai, usando o que lhes foi dado por concessão (pública), seja rádio ou televisão, para praticarem outra modalidade de assalto, o assalto à consciência da grande massa.

NEGO ZHIM


terça-feira, 19 de junho de 2007

Serra sonega repasse do ICMS para a USP, Unesp e Unicamp

Deputados denunciam que (des)governo tucano não repassa o aumento do ICMS às universidades, que perderam R$ 180 milhões nos últimos 4 anos. Só primeiro trimestre do ano, Serra sonegou ( acaçapou, amofumbou,solapou e pilhou) mais de R$ 32 milhões.



Em entrevista coletiva na quarta-feira (13), a bancada do PT na Assembléia Legislativa apresentou um estudo denunciando que o governo do Estado deixou de repassar às universidades públicas estaduais nos últimos 4 anos R$ 180 milhões. Somente no primeiro trimestre deste ano foram sonegados à USP, Unesp e Unicamp R$ 32,2 milhões.

Com isso, o governador José Serra (PSDB) está descumprindo a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) no tocante ao repasse do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) às três instituições. Pela Lei, o governo é obrigado a repassar mensalmente ao ensino superior público no Estado 9,57% da arrecadação total do imposto. O líder da bancada do PT na Assembléia, deputado Simão Pedro, explica que os sucessivos governos tucanos têm subestimado a arrecadação do ICMS, que tem aumentado progressivamente. “Sorrateiramente, o governo do Estado repassa apenas o percentual sobre o valor previsto no Orçamento”, diz. “O que ocorre”, prossegue o parlamentar, “é que o ICMS tem tido mensalmente uma arrecadação maior, ficando acima da previsão, e esse excedente não está sendo repassado”, denunciou.

Outra manobra utilizada por Serra para reter recursos para as universidades, segundo os deputados, é o não repasse de valores obtidos com a renegociação de dívidas do ICMS. O governo também não desconta dos repasses às instituições os incentivos e isenções fiscais concedidos.

Os parlamentares também criticam a falta de informações por parte do governo Serra acerca da aplicação dos recursos do Estado. “Há muita dificuldade em se obter os relatórios para acompanhamento da execução orçamentária. O governador Serra tem feito esse discurso em relação às universidades, de que quer transparência”, aponta o deputado Mário Reali. “Mas o que ele deveria colocar em transparência ele não coloca. Ele gosta de controlar os outros, mas não gosta que controlemos os seus gastos”.

“O que ele tem feito é maquiar, diminuir, o que demonstra que ele não tem qualquer compromisso com a expansão do ensino superior, com a melhoria da qualidade, com investimento em ciência e tecnologia, em pesquisa”, diz Simão Pedro.

Além disso, os deputados denunciam que o governo retém recursos, paralisando projetos prioritários. “O que aconteceu com os investimentos da Linha 4 do Metrô, da Linha 2, da duplicação da Rodovia dos Tamoios? Está tudo parado”, aponta Reali. “Eles fazem um caixa para depois usarem em ano eleitoral”.

Para o deputado Ênio Tatto, “quando você subestima a Receita, você dá margem para fazer uma série de articulações dentro do Orçamento”. Segundo ele, “não dá para admitir que no primeiro quadrimestre deste ano, se arrecada R$ 3,7 bilhões a mais e dentro disso você não projete um reajuste de salário para o funcionalismo público”.

“O Serra, assim como os governos tucanos, neoliberais que acreditam que o Estado tem que se retirar, que tem que ser pequeno, mínimo, para dar espaço para soluções de mercado, é porque não acreditam que o Estado precisa investir em educação, saúde precisa investir em desenvolvimento para o combate a pobreza e a melhoria das condições de vida”, defende Simão Pedro.

JOSI SOUSA - JORNAL HORA DO POVO








segunda-feira, 18 de junho de 2007

Comércio varejista cresce pelo quarto mês, aponta IBGE

O comércio varejista brasileiro cresceu 0,4% em volume no mês de abril, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta segunda-feira (18). Já a receita do setor cresceu 0,8%. As duas taxas são em relação a março de 2007, na comparação com ajuste sazonal. Com esse desempenho, o setor registrou a quarta alta mensal consecutiva.
Na comparação com abril de 2006, o volume de vendas registrou crescimento de 7,5%, enquanto a receita teve alta de 8,2%. No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, a alta foi de 9,2% no volume e 5,0% na receita. Já nos últimos 12 meses, a receita do setor cresceu 7,7%, enquanto o volume de vendas foi 7,3% maior.
Na relação entre meses de abril, todas as atividades do varejo obtiveram aumento no volume de vendas. Com maior influência no resultado global, o segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou expansão de 4,2% no volume de vendas em relação a abril de 2006, respondendo, assim, por aproximadamente 32% da taxa do varejo.
O segmento de móveis e eletrodomésticos exerceu, em abril, o segundo maior impacto no resultado do Comércio varejista, ao registrar variação de 13,1% no volume de vendas em relação a abril de 2006. A atividade de outros artigos de uso pessoal e doméstico, com o terceiro maior impacto na formação da taxa do varejo, obteve variação de 23,5% no volume de vendas em relação a abril de 2006.
O setor de combustíveis e lubrificantes registrou variação de 6,6% na relação entre abril 2007 e abril 2006 - o quarto resultado positivo após dois anos consecutivos de queda.

Portal G1

Reforma política: CUT defende participação popular e controle social do Estado

Pensar em reforma política deve significar considerar o conceito de democracia, a democracia como valor. Uma nação, um estado-nação, somente terá instituições políticas fortes se exercer a democracia em sua plenitude. O Estado democrático garante instituições democráticas, participação de todos os setores sociais. Fortalecer a democracia significa, sobretudo, garantir que o Estado e as políticas públicas estejam a serviço do bem comum da população.
Foi a partir do conceito acima que a CUT orientou sua intervenção no Seminário Reforma Política, realizado na última quinta-feira (14) pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), em Brasília. O presidente da Central, Artur Henrique, participou de uma das mesas do debate, a que tratava do aperfeiçoamento da democracia representativa. Artur salientou que a luta por uma reforma política deve ir além do aspecto político-eleitoral e deve consolidar a democracia direta, tal como definido em resolução do 9º Concut.
“A democracia direta pressupõe o fortalecimento de mecanismos como plebiscitos, referendos e projetos de iniciativa popular. Nesse sentido, a CUT também defende que o orçamento participativo seja adotado nas três esferas de governo, como forma de combater fraudes, corrupção, acabar com as emendas pessoais de parlamentares e garantir que os recursos tenham destinação social”, afirmou Artur.
O presidente da CUT insistiu que a mídia também precisa ser objeto de um processo amplo de reforma política: “Mais do que nunca há a necessidade de democratizar os meios de comunicação”. Artur também destacou que a democratização da sociedade, essencial para uma reforma política, passa pela democratização das relações de trabalho.
Ao tratar das medidas para reestruturação do sistema eleitoral defendidas pela CUT, Artur destacou o financiamento exclusivamente público das campanhas.

CUT

Lula: Brasil vive seu melhor momento econômico desde proclamação da República

O Brasil vive o seu melhor momento econômico desde que a República foi proclamada. A avaliação é do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, em seu programa de rádio Café com o Presidente desta segunda-feira, lembrou que "finalmente" o país conseguiu combinar estabilidade econômica com crescimento.
"Todo mundo está percebendo que nós conseguimos combinar crescimento com controle da inflação. E, mais importante, todo mundo conseguiu perceber que nós estamos fazendo o crescimento das exportações e o crescimento das importações e o crescimento do mercado interno", destacou.
O presidente Lula comentou o crescimento de 4,3% do PIB (Produto Interno Bruto, soma de todas as riquezas produzidas no país) no primeiro trimestre de 2007 em relação ao mesmo período de 2006. Segundo ele, o aumento demonstra a possibilidade de crescimento do PIB nos próximos trimestres deste ano.
"Indica uma melhor situação para a economia brasileira, o que me deixa acreditando que a gente vai ter mais crescimento econômico, mais geração de emprego, mais distribuição de renda, mais exportação, mais importação. Portanto, mais riqueza será produzida neste país para o bem de todo o povo brasileiro", afirmou.
De acordo com o presidente, o crédito no país cresceu 21% nos últimos 12 meses. "Em 2003, o crédito estava por volta de R$ 300 bilhões e agora estamos com crédito de R$ 757 bilhões", ressaltou. Com relação à agricultura, o presidente destacou os R$ 12 bilhões destinados pelo governo federal para a safra 2007/2008.
"Se você pegar, por exemplo, a agricultura, nós partimos de R$ 2 bilhões e meio, chegamos a liberar R$ 8,5 bilhões na safra 2006/2007, e agora estamos colocando 12 bilhões para a safra 2007/2008. E é isso que conta para fortalecer o crescimento da economia", disse.
"Eu posso hoje dizer ao povo brasileiro, com muita tranqüilidade, que mesmo aqueles que são pessimistas ou mesmo aqueles que querem torcer contra o governo - porque a verdade é que tem gente que gosta que as coisas não dêem certo para eles poderem dizer que têm razão - é que o Brasil vive o seu melhor momento desde que a República foi proclamada. Eu não tenho dúvida de dizer isso", destacou o presidente Lula.

Agência Brasil

CAPITANIAS HEREDITÁRIAS


Gustavo emalou. Abre aspas. Ou clique aqui.

EUA já revogaram 141 concessões de TV e rádio

A Administração Federal de Comunicações (FCC na sigla em inglês), um órgão do governo dos Estados Unidos, fechou 141 concessionárias de rádio e TV entre 1934 e 1987. Em 40 desses casos, a FCC nem esperou que acabasse o prazo da concessão.
Os dados foram levantados por Ernesto Carmona, presidente do Colégio de Jornalistas do Chile, no artigo intitulado "Salvador Allende se revolve em sua tumba: senadores socialistas comparam Chávez a Pinochet".
Casos citados pelo jornalista chileno: em julho de 1969 a FCC estadunidense revogou a concessão da WLBT-TV; em 1981, revogou a concessão da WLNS-T, em abril de 1999, a FCC Yanks Trinity License; em abril de 1998, revogou a concessão da rádio Daily Digest.
Só na década de 80 ocorreram dez casos de não renovação. E prossegue Carmona: "Na Inglaterra, o governo Margareth Thatcher cancelou a concessão de uma das maiores estações de TV do país, simplesmente por ter difundido notícias desagradáveis, embora absolutamente verídicas".
Argumentou, simplesmente, que "se tiveram a estação de TV por 30 anos, por que deveriam ter um monopólio?". Também no Reino Unido, a autoridade estatal decretou, em março de 1999, o fechamento temporário do MED TV, canal 22; em agosto de 2006, revogou a licença da ONE TV; em janeiro de 2004, a licença da Look 4 Love 2; em novembro de 2006, a da StarDate TV 24; e em dezembro de 2006, revogou o canal de televendas Auctionworld.
Do Canadá vem o exemplo da Country Music Television, que teve a concessão revogada em 1999. A Espanha revogou em julho de 2004 a concessão da TV Laciana (um canal a cabo) e, em abril de 2005, a das emissoras de rádio e TV de sinal aberto em Madri.
A seguir, em julho de 2005, determinou o fechamento da TV Católica. Na França, revogou a licença da TV& em fevereiro de 1987, e em dezembro de 2004 fez o mesmo com a Al Manar. Em dezembro de 2005, fechou a TF1, por ter colocado em dúvida a existência do Holocausto.
Já a Irlanda revogou em 1990 a licença para a TV3 iniciar suas transmissões. A Rússia, em agosto de 2000, fechou uma emissora de TV por divulgar publicidade subliminar. Já em março de 2006, fechou a TV6.
Carmona diz também que são muitos os exemplos que vêm de países do Terceiro Mundo, de Bangladesh à América Latina. No Peru, em abril passado, foram fechados dois canais de TV e três de rádio por não cumprimento da lei local.
O Uruguai revogou em dezembro de 2006 as concessões das emissoras de rádio 94.5 FM e Concierto FM, de Montevidéu. El Salvador fez o mesmo em julho de 2003 com a Salvador Network.
"E em nenhum destes países houve uma campanha como a da atual RCTV, cuja concessão durou 53 anos", ironiza Carmona.
Ele recorda ainda que "a União Internacional de Telecomunicações (UIT) reconhece em toda a sua amplitude o direito soberano de cada Estado a regulamentar suas telecomunicações, tendo em conta a importância crescente das telecomunicações para a salvaguarda da paz e do desenvolvimento econômico e social dos Estados".
Fecha aspas. É só o que eu tive tempo de fazer agora. Há braços...

Fonte: CARTEIRO DO POETA

Morre a cantora Núbia Lafayette


A cantora Núbia Lafayette faleceu às 13h30 desta segunda-feira (18). Núbia se encontrava hospitalizada desde o último dia 25 de maio no Hospital de Clínicas de Niterói (RJ) devido a um Acidente Vascular Cerebral (AVC).
Idenilde de Araújo Alves da Costa, nome verdadeiro de Núbia Lafayette, nasceu no município Açu (RN) em 21 de janeiro de 1937. Mudou-se para o Rio de Janeiro aos três anos de idade, com a mãe. Logo cedo demonstrou interesse pela música apresentando-se em programas infantis. Aos 12 anos, a pequena Idenilde Araújo fazia do cabo da vassoura um microfone para cantar as músicas de Vicente Celestino e Dalva de Oliveira - os maiores cantores da época.
A cantora potiguar desembarcou muito cedo no Rio de janeiro e começou sua carreira no fim dos anos 50, com o nome artístico de Nilde Araújo. Cantou em programas de calouros, foi crooner da boate Cave e estreou cantando Dalva de Oliveira.
Chegou a gravar um disco ainda como Nilde Araújo, e assumiu o nome definitivo de Núbia Lafayette em 1960, por sugestão do compositor Adelino Moreira, que a apresentou à gravadora RCA e encontrou em Núbia a intérprete ideal para suas canções.
Ainda em 1960, Núbia grava seu primeiro disco de carreira com a música "Devolvi" de Adelino Moreira, que logo passaria a tocar nas rádios de todo o País e exaustivamente no Nordeste, o que a projetou como uma cantora romântica e popular.
Fonte de inspiração - Nelson Gonçalves teve uma grande importância na carreira de Núbia Lafayette, tendo sido sua fonte de inspiração musical masculina e um grande professor. Nelson a ensinou como se comportar no palco.
Núbia, pela grande afinidade com o cantor, foi apontada por muitos de seus fãs como "Nelson Gonçalves de saia". Regravou muitos de seus sucessos, como 'Argumento' (Adelino Moreira), 'A volta do boêmio' (Adelino Moreira) e 'Fica comigo esta noite' (Nelson Gonçalves/Adelino Moreira). Logo vieram cair na boca do povo músicas como o bolero 'Seria tão diferente', 'Prece à lua' e 'Solidão'.
Nos anos 70, pela gravadora CBS, veio uma segunda fase de sucessos. Núbia volta às paradas com "Casa e Comida", de Rossini Pinto, que foi faixa título de um LP gravado em 1972. A música virou uma espécie de hino oficial das mulheres mal casadas e desprezadas pelo maridos infiéis - quase todas sabiam de cor o refrão "não é só casa e comida que faz a mulher feliz". Neste mesmo LP, 'Aliança com filete de prata' (Gloria Silva) também passou a fazer parte do seu repertório, como também as músicas que lançou nos anos seguintes, como 'Mata-me depressa' (Rossini Pinto), 'Quem eu quero não me quer' (Raul Sampaio/Benil Santos), 'Esta noite eu queria que o mundo acabasse' (Silvio Lima) e as recordistas de pedidos suplicantes nos eufóricos shows de Núbia Lafayette, a exemplol de 'Lama' (Aylce Chaves/Paulo Marques) e 'Fracasso' (Mario Lago), músicas que se tornaram célebres em sua voz.
Apesar dos modismos, Núbia sempre se manteve fiel ao romantismo das mágoas, da traição, do desconsolo e da fossa, que teve em Adelino Moreira seu grande profeta. Núbia ainda gravou outros especialistas da dor de cotovelo, como Lupcínio Rodrigues, Herivelto Martins, Raul Sampaio, Jair Amorim, Evaldo Gouveia e Othon Russo, dentre outros.
Muitos cantores que hoje fazem sucesso no cenário fonográfico nacional são confessadamente influenciados por essa musa do povo, que é Núbia Lafayette, a exemplo de Alcione, Fafá de Belém, Elymar Santos e Tânia Alves. Núbia cativou uma legião de fãs, dentro e fora do meio artístico. Cauby Peixoto, Adilson Ramos, Waldick Soriano, Cláudia Barroso, Paulo Gracindo, dentre outros, já puderam até exercitar sua tietagem, dividindo microfone com Núbia em gravações emocionadas, a exemplo de Alcione, Gonzaguinha, Nelson Gonçalves, Elymar Santos, Waldick Soriano, Noite Ilustrada, e Trio Irakitam.
Núbia morava em Maricá (RJ), onde também se dedicava ao gerenciamento do Centro Gastronômico Núbia Lafayette, além de fazer shows por todo o País.

Fonte: www.portalcorreio.com.br

Nesse momento de profunda dor, eu o Naza, que já não sou tão novo assim, sou um jovem meninão beirando os cinqüenta anos, tive o prazer de conhecer muitas de suas músicas, tive a grata satisfação de vê-la cantar e junto com tantos outros encher o coração de muita paz.
Por isso, em homenagem e um tributo a essa, que a meu ver, mesmo na grande viagem, é e sempre será a mais completa interprete do cancioneiro romântico e popular brasileiro, vou publicar a letra de uma das lindas canções que já ouvi em minha vida.

"Devolvi"

Núbia Lafayette

Composição: Adelino Moreira

Devolvi
O cordão e a medalha de ouro
E tudo que ele me presenteou
Devolvi suas cartas amorosas
E as juras mentirosas
Com que ele me enganou

Devolvi
A aliança e também seu retrato
Para não ver seu sorriso
No silêncio
Do meu quarto

Nada quis guardar como lembrança
Pra não aumentar meu padecer
Devolvi tudo
Só não pude devolver
A saudade cruciante
Que amargura meu viver

Também maravilhosamente interpretada pelo saudoso Nelson Gonçalves.

Sou o Naza, de volta, de casa nova e triste com essa perda.





Pesquisa APAVORA oposição 2

Ainda sobre a pesquisa recente feita pelo pesquisador tucano/pefelê/golpista.