sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O GRANDE BANCO DOS BRASILEIROS


Os homens que cultivam a terra e fazem do agronegócio uma das faces do país vitorioso do século XXI; nossos empreendedores que ousam e investem em todos os setores da economia nacional; os empresários que ultrapassam nossas fronteiras e conquistam mercados nos cinco continentes; o pequeno, médio ou grande comércio, os serviços e a indústria, além de todo aquele que acredite em nosso país e em suas potencialidades, ou, simplesmente, a cidadã ou cidadão que necessite de apoio à suas necessidades mais urgentes de financiamento básico, sabem com quem podem contar.
Há exatos 202 anos, os brasileiros têm uma das mais antigas, sólidas e competentes instituições de crédito, financiamento à produção e fomento social, de todo o mundo. O Banco do Brasil foi fundado em 1808 por iniciativa de Dom João VI, que, logo após, determinou o lançamento de uma oferta pública de ações, buscando junto aos brasileiros os recursos necessários para a capitalização daquela que viria a ser uma das maiores e mais poderosas instituições financeiras do mundo. A Bolsa de Valores, criada em 1819 e inaugurada dois anos depois, nasceu do apoio integral do BB, que financiou a construção de sua sede e iniciou uma parceria sólida e duradoura com o nascente capitalismo brasileiro, que se estende até os dias de hoje e gerou excelentes frutos para a livre iniciativa e o desenvolvimento de nosso país.
A indústria ainda incipiente, o comércio fervilhante e a forte agricultura encontraram na primeira instituição bancária oficial o apoio indispensável para que enfrentassem as turbulências políticas da primeira metade daquele século. Já no limiar da fundação de nosso maior banco, algumas características se firmaram e o distinguiriam pelos séculos adiante: uma identificação total com o Brasil e os brasileiros, absoluto conhecimento de nosso território, seus problemas e potencialidades e, também, a formação de um corpo funcional de altíssima categoria e excelente formação técnica, comprometido com a instituição, seus valores e uma visão generosa de participação efetiva na vida dos brasileiros e na alavancagem do desenvolvimento social e econômico do Brasil.
Quando, em 1822, Dom Pedro I proclama nossa independência, é o Banco do Brasil quem financia a construção de escolas e hospitais, além de equipar a frota de nossa Marinha para que enfrentasse as últimas resistências lusitanas e consolidasse a libertação da colônia explorada que se transformava em grande Nação. Logo em seguida, a mais extraordinária figura da história de nosso capitalismo, o genial Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, lança um “novo” Banco do Brasil, com impressionante aporte de recursos, em subscrição jamais vista para os padrões da época, e planta as bases para a moderna e pujante instituição que continuaria a fazer história. Por essa época institui-se a meritocracia no banco, com concursos públicos para o preenchimento de vagas, além dos planos de carreira, algo absolutamente inédito. Diante das centenas de outros bancos já existentes, o BB se destacava pela solidez, modernidade e comprometimento com o Brasil e sua gente.
Poderia enumerar diversos episódios em que a participação efetiva e determinante do BB foi fundamental e absolutamente indispensável, como no governo do presidente Getúlio Vargas, na “Marcha para o Oeste”, onde financiou a compra de milhares de hectares de terras para que fossem incorporados ao processo produtivo. Ou o papel impressionante da Carteira de Crédito Agrícola e Industrial, que durante décadas foi a mola propulsora de nosso desenvolvimento, operando transformações impressionantes no cenário econômico-social, com a criação de milhões de empregos e o fortalecimento do processo produtivo em todas as suas etapas e nos mais diversos segmentos. Ou ainda o que significado da CACEX, a carteira de exportação, instrumento efetivo de apoio ao empresariado na conquista de mercados mundo afora quando isso ainda era uma epopéia e longe das facilidades dos dias de hoje, os da globalização. E mais: o Banco do Brasil teve um papel importantíssimo como fomentador de políticas de desenvolvimento, denominadas de “anticíclicas”, que foram fundamentais para que o Brasil fosse o último país a ser afetado pela crise econômica mundial de 2008. Pouco sofremos se comparados a outras economias de igual porte. Naquela ocasião o presidente Lula antecipou os acontecimentos descrevendo-os como uma “marolinha”. Choveram críticas da oposição e dos colunistas econômicos. Porém, mais uma vez a história deu razão ao Estadista. O BB atendeu de pronto o chamamento do presidente Lula, e, enquanto os bancos privados encolheram o crédito em 2008, o grande e secular banco dos brasileiros prontamente disponibilizou volumosos recursos para manter o ritmo de crescimento econômico do Brasil. O tsunami que arrasou as economias norte-americana e européia foi mesmo uma marolinha no Brasil, e o BB teve grande responsabilidade nesse excelente resultado…

Agora, novamente, o mundo está às portas de um período de recessão. Empurrado pela crise da brutal dívida dos EUA e a crise na Zona do Euro, vislumbramos tempos difíceis. Assim como em 2008, o Banco do Brasil irá ter papel ímpar para blindar a economia brasileira, fortalecendo nosso mercado interno, através da experiência adquirida em fomentar nossas empresas, acreditar em nossos empreendedores, apoiar nossos cidadãos.
Este papel tende a se fortalecer e multiplicar com a recente aquisição do Banco Postal, que a partir de janeiro de 2012 coloca o Banco do Brasil em todas as cidades brasileiras atuando em conjunto com a Empresa Brasileira de Correios e Telegrafo (ECT). Ou seja, o BB adquire mais capilaridade para agir tanto no micro-crédito, quanto como agente bancário e proporcionar a inclusão ao sistema financeiro nacional de milhões de pequenos correntistas, pequenos poupadores, micro e pequenos empresários e os que labutam na economia informal.
O Banco do Brasil completou 90 anos de atuação no meu Estado de Goiás. Os números são impressionantes! Mais de R$ 5 bilhões contratados em carteira, agregando imenso valor para a economia do Estado. Mais de 96 mil empregos diretos e indiretos gerados. Um total de 17.649 contratos dos 35.550 celebrados nos Estados do Centro-Oeste, totalizando 49,65% do volume de investimentos. Baixíssima inadimplência: 1,25% nos contratos do FCO, contra 4,33% (DF), 2,09% (MS), 3,78% (MT).
O Projeto de Desenvolvimento Sustentável Regional (DRS), implementado pelo BB em Goiás, garante práticas sustentáveis e de grande responsabilidade social. São 141 projetos em meu Estado, totalizando R$ 385 milhões já investidos e que beneficiam 38 mil famílias. Destaque para a da lucrativa cultura do açafrão no Município de Mara Rosa, na região norte, onde centenas de famílias estão envolvidas neste vitorioso experimento produtivo que transformou a cidade na Capital do Açafrão na América Latina.
Na Agricultura Familiar, o BB disponibilizou R$ 830 milhões no Estado, com 50 mil famílias beneficiadas. A Fundação BB investiu R$ 40 milhões na construção de 70 Telecentros, levando a inclusão digital para centenas de milhares de crianças e adultos, sendo que outros 130 estão em fase de instalação. O Projeto “AABB Comunidade” proporciona lazer, esporte e educação em música, artes plásticas e cênicas a mais de 3 mil crianças goianas, descobrindo talentos e incentivando vocações artísticas de nossa gente mais simples.
Os números do Banco do Brasil em Goiás são impressionantes: 1,16 milhões de correntistas; 70 mil contas empresariais; carteira agrícola com R$ 7 bilhões exclusivamente destinados ao investimento na produção goiana; 2 mil funcionários; 418 pontos de atendimento; presença em 141 Municípios e caminhando para atendimento nos 246 restantes, através da parceria com os Correios no Banco Postal.
Houve um tempo em que se privatizou a preço de banana o patrimônio público. Algumas das melhores e maiores empresas nacionais, que custaram muito aos brasileiros, foram doadas por menos dinheiro do que havia no próprio caixa. Impossível esquecê-lo. Mas nem os que cometeram tal desatino, ousaram tocar num patrimônio histórico, secular e que orgulha os brasileiros. Mais que uma instituição financeira, o Banco do Brasil é um dos sinônimos de competência, trabalho e grandeza do povo brasileiro.
(*) Delúbio Soares é professor

Claro adere ao PNBL e anuncia banda larga a R$ 29,90 por mês


A Claro aderiu ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) do governo federal e anunciou hoje (24/8) um pacote de 3G popular por 29,90 reais por mês, já com impostos incluídos. O serviço terá velocidade de  1 Megabit por segundo (Mbps).
A oferta foi anunciada após encontro na tarde de hoje entre o presidente da empresa, Carlos Zenteno e o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. De acordo com Zenteno, o serviço estará disponível pelo mesmo preço em todas as cidades onde a Claro está presente.
O acesso ao plano especial da Claro para o PNBL será via modem, que terá de ser adquirido separadamente. Segundo Carlos Zenteno, a Claro já atende 515 municípios com acesso 3G e a empresa assumiu o compromisso de estender o serviço para 1017 cidades até o fim deste ano.
Em julho, a empresa TIM também fechou uma parceria para oferecer banda larga popular a partir de setembro. O acesso com velocidade de 1 Mbps a 35 reais por mês será oferecido primeiramente às localidades de Samambaia e Recanto das Emas, no Distrito Federal, e de Águas Lindas e Santo Antônio do Descoberto, em Goiás.
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Agência de risco eleva perspectiva de nota do Brasil para positiva


A agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) afirmou hoje que revisou a perspectiva para a nota (rating) do Brasil em moeda local para positiva, de estável. A perspectiva em moeda estrangeira foi mantida em positiva.
O rating de longo prazo em moeda estrangeira foi reafirmado em BBB-, e de curto prazo em A-3. A nota de longo prazo em moeda local foi mantido em BBB+, e de curto prazo em A-2. A avaliação de transferência e conversibilidade foi mantida em BBB+ e o rating em escala nacional foi reafirmado em brAAA.
Segundo a S&P, a revisão da perspectiva se deve a uma mudança na metodologia. A agência lembra que revisou a perspectiva em moeda estrangeira de estável para positiva em maio, quando manteve a perspectiva estável em moeda local.
Conforme a agência, de acordo com a nova metodologia para ratings soberanos, a diferença de dois graus entre os ratings em moeda local e estrangeira reflete o nível de independência operacional da política monetária, a amplitude do mercado de capital em moeda local e o regime de taxa de câmbio flutuante do banco central.
“Na nossa visão, esses fatores dão suporte a hipótese que um default (não pagamento) nas dívidas em moeda local do Brasil permanece menos provável do que um default nas dívidas em moeda estrangeira”, diz o comunicado divulgado pela agência.Agência Estado
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

INSS inicia pagamento do 13º salário dos aposentados

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começa hoje a pagar a primeira parcela do 13º salário a cerca de 24,6 milhões de beneficiários. Na maioria dos casos, o segurado recebe 50% do valor do benefício. A exceção é para quem passou a receber o benefício depois de janeiro. Neste caso, o valor será calculado proporcionalmente. Os segurados que estão em auxílio-doença também recebem uma parcela menor que os 50%. Como esse benefício é temporário, o INSS calcula a antecipação proporcional ao período.

Por lei, não têm direito ao 13º salário os seguintes benefícios: amparo previdenciário do trabalhador rural, renda mensal vitalícia, amparo assistencial ao idoso e ao deficiente, auxílio-suplementar por acidente de trabalho, pensão mensal vitalícia, abono de permanência em serviço, vantagem do servidor aposentado pela autarquia empregadora e salário-família.

Reajuste do teto do benefício
Uma parcela dos segurados que têm direito à revisão do teto terão seus benefícios corrigidos na folha de agosto. São 107.352 beneficiários em todo o país que já recebem a mensalidade reajustada. Outros 11 mil benefícios ainda estão em análise e devem ter os valores incluídos no próximo mês.

O pagamento dos atrasados para aqueles que têm direito será realizado em quatro datas diferentes: 31/10/2011 para os que têm direito a receber até R$ 6 mil; 31/05/2012 para quem é credor de um valor na faixa entre R$ 6.000,01 até R$ 15 mil; 30/11/2012 para os valores entre R$ 15.000,01 e R$ 19 mil; e 31/01/2013 para os créditos superiores a R$ 19 mil.

Reajuste pela inflação
Segurados que ganham acima do mínimo recebem, ainda, a diferença de 0,06 ponto percentual, retroativa a janeiro, creditada na folha de agosto. A diferença é relativa ao INPC de 2010, utilizado no reajuste anual dos benefícios, que havia sido estimado 0,06 ponto percentual menor que o INPC efetivamente apurado.

Dúvidas sobre as datas do pagamento podem ser esclarecidas por meio da Central 135. A ligação é gratuita, a partir de telefones fixos ou públicos e tem custo de chamada local, quando feita de celular.

iG

Desemprego fecha julho em 6%, a menor taxa para o mês desde 2002


Rio de Janeiro - A taxa de desemprego em julho nas seis principais regiões metropolitanas do país ficou em 6%, atingindo o menor resultado para o mês desde o início da série da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), em março de 2002. Em relação a junho (6,2%), o indicador ficou praticamente estável e, na comparação com o mesmo período de 2010 (6,9%), houve queda de 0,9 ponto percentual.
De acordo com dados divulgados hoje (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o contingente de trabalhadores desocupados totalizou 1,4 milhão de pessoas e ficou estável na passagem de um mês para o outro. Na comparação com julho do ano passado, no entanto, houve queda de 12,1%, o que significa que havia, em julho de 2011, 200 mil pessoas a menos a procura de trabalho. A população ocupada, que somou 22,5 milhões de trabalhadores, não variou em relação a junho e aumentou 2,1% ante o mesmo período do ano passado, representando um adicional de 456 mil ocupados.
O número de trabalhadores com Carteira de Trabalho assinada (10,9 milhões) registrou alta de 1,2% na comparação com junho e de 7,1% em relação a julho de 2010, com um adicional de 726 mil postos de trabalho formais.
Já o rendimento médio dos trabalhadores fechou julho com alta de 2,2% em relação a junho e atingiu R$ 1.612,90, o valor mais alto para o mês desde 2002. Na comparação com julho de 2010, houve acréscimo de 4,0%.
A PME avalia a situação do mercado de trabalho nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, de São Paulo, de Belo Horizonte, de Salvador, de Recife e de Porto Alegre.


Fonte: Thais Leitão/ABr

“Aqui não é a Roma Antiga”, dispara Dilma


A presidente Dilma Rousseff disse ontem que seu governo não é “Roma antiga” – época na qual os cristãos eram jogados aos leões no Coliseu – e que não aceita a criação de um “ranking” de demitidos entre ministros. Aos jornalistas, ela demonstrou irritação com o termo “faxina” e com a ideia de que responde a denúncias da mídia demitindo ministros.

“Essa pauta de demissões, [em] que fazem ranking, não é adequada para um governo. Essa pauta eu não vou jamais assumir. Não se demite nem se faz escala de demissão, nem sequer demissão todos os dias. Isso [aqui] não é de fato Roma antiga”, disse a presidente após um evento no Palácio do Planalto. As afirmações da presidente são uma reação a reportagens e declarações de aliados de que ela promove uma “faxina” no governo ao demitir ministros.

Desde o início do governo, quatro ministros deixaram a Esplanada por causa de denúncias de irregularidades ou devido a declarações que desagradaram o Planalto: Antonio Palocci (Casa Civil) e Alfredo Nascimento (Transportes) em junho; Nelson Jobim (Defesa) e Wagner Rossi (Agricultura) em agosto. Agora, pelo menos outros dois ministros encontram-se “na linha de tiro”.

A forma como os ministros saíram criou o temor entre seus aliados de que ela “jogaria aos leões” todos aqueles que tivessem denúncias divulgadas pela imprensa. Ontem Dilma disse que tomará providências “sempre que houver malfeitos”, mas que se guiará pela presunção da inocência: “Se combate o malfeito, não se faz disso meta do governo. Faxina no meu governo é faxina contra a pobreza, o resto são ossos do ofício da Presidência, e isso não se interrompe”, disse.



MAISPB.COM.BR

A incoerência de Álvaro Dias

Reproduzo importante matéria publicada no blog Com Texto Livre no último dia 22/08, a leitura é recomendada e para ser comentada.


O tucano Álvaro Dias é um caso curioso de política que se faz com o fígado. Ouví-lo falar no dia de hoje na rádio BandNews em Curitiba foi um exercício de paciência.

Quando FHC deu uma entrevista à BBC inglesa, pegou pela frente um jornalista independente. Naquela situação, quando ele desandava a falar suas tonterías dizendo que era santo e Lula era o próprio capeta, não raramente o entrevistador lhe interrompia e falava "ok, mas não tinha corrupção no governo do senhor? O senhor também não foi tolerante com a corrupção?". O jornalista dava até detalhes aqueles cujos quais, a mídia brasileira jamais levantava. Tivemos que ouvir uma entrevista feita na Europa pra saber o que aconteceu no Brasil na época de "ouro" da privataria e da corrupção tucana.

Mas isso é coisa de jornalismo inglês. Aqui no Brasil e notadamente em Curitiba a imprensa não se presta a colocar contra a parede um modelo que por ela é apoioado. A imprensa da suporte à direita e aos políticos da direita. A imprensa exige e dá resguardo a quem vende o país, especialmente se esta venda foi lesiva ao povo, porque assim é sabido, que ela e seus comparsas e amigos ganham muito mais. O motivo é o óbvio. O dinheiro no Brasil é um só. Se ele está na mão de uns, não poderá estar na mão de outros. Um corpo não ocupa dois lugares ao mesmo tempo é a lógica inamovível da física.

Então Álvaro usou o microfone da rádio para ripar impiedosamente o governo Federal. Trabalho dele, ok. É pra isso que ele é eleito pelos que o apoiam, para ser oposição. Interessante era ouvir a entrevistadora não o enfrentando e fazendo com que ele tivesse que explicar a corrupção do governo que ele apoiou e a as CPIs que seu partido impedia, dando gordas somas de dinheiro aos parlamentares. Na pior das hipóteses, do mesmo jeito que é feito atualmente. Mas nossa mídia não quer informar, ela quer conduzir.

Em uma coisa porém, Álvaro foi coerente. Disse que seu partido no Paraná é uma desgraça, que suborna (não usou essas palavras) políticos para obter apoio. Deixou muito subentendido que Beto Richa é seu inimigo e que se ele puder, não o apóia. Daí abriu uma dissidência no pensamento midiático porque é sabido até pelas "pedras do centro cívico" (como fala a entrevistadora) que a mídia é tucana e falar mal do PSDB, mesmo por um tucano, não é uma boa idéia.

O resumo da ópera é que Álvaro, claro, apesar de dizer o contrário, foi parcial. Defende CPI nacional pra investigar a corrupção, mas nem a menciona quando o assunto é o desvio grosseiro de dinheiro público em Curitiba pelo seu próprio partido. Aqui,ele diz que o Ministério Público é suficiente pra investigar. No plano federal, o MP não serve pra nada porque ora bolas, nada como uma boa CPI pra fazer carnaval.
É que Álvaro tem uma certa fidelidade partidária. Ele não quer comprometer a tucanagem mesmo dizendo nas entrelinhas que o governo de Beto Richa e da Prefeitura de Curitiba (atrelada a Beto) são corruptos até os ossos.

Falta coerência ao querido Senador pelo Paraná, mesmo ele dizendo que é coerente. Em política, sabemos que falar não basta, tem que fazer. Seu partido e o modelo de governo que ele apóia venderam o Brasil de uma forma grosseira e irresponsável, mas Álvaro assume um quê de PSTU e vem na imprensa dizendo que é preciso "mudar tudo o que está aí". Diz que o país está na "m", mas "esquece" curiosamente como estava quando ele era governo. É uma "m" onde há pleno emprego e ocupa o posto de sétima economia mundial. Bem diferente dos 25% de desempregados nas regiões metropolitanas na época de seu governo, e de ser um país cujo Ministro das Relações Exteriores tinha que tirar o sapato para entrar nos EUA, tamanha a submissão daqueles mandatários.

Se embananou também quando falou sobre sua aposentadoria como ex-governador que Beto, seu inimigo, cancelou. Álvaro incrivelmente disse que devia continuar recebendo para "doar" o dinheiro. Como ele é bonzinho! Ora, Senador, a moralidade serve, como bem notamos, só para alguns, para outros, não, não é mesmo?

Patética a visão tucana do planeta num momento onde até mesmo os liberais do mundo estão revendo suas crenças. Álvaro é mesmo um dinossauro e está em extinção. Não pelo que ele prega e garganteia, que é a tal moralidade e decência, mas sim pelo fato de ter cada vez menos gente disposta a votar em políticos que enfiam o pé na jaca enquanto estão mamando nas tetas, mas ocupam as tribunas com revistas na mão para vociferar denúncias, muitas delas, jamais provadas, quando estão fora da mamata.

Corrupção é um câncer no Brasil mas nunca foi diferente. Cabe ao eleitor exigir que seus políticos tenham vergonha na cara, independente de qual partido esteja ocupando o poder. Álvaro, a maioria da mídia e boa parte dos polítcos insistem em dizer que não.

O jato do Aécio e o aparelhamento numa estatal mineira

Em tempo de denúncias sobre jatinhos, causa estranheza os jornais nada divulgarem sobre o dono do"AeroAécio"
Por: Helena Sthephanowitz, especial para a Rede Brasil Atual



A imprensa poderia investigar e divulgar a história do dono do jatinho do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que foi aparelhado na presidência da estatal do governo tucano em Minas Gerais.
O senador tucano voa no jato prefixo PT-GAF (foto), avaliado em R$ 24 milhões. A assessoria de imprensa do senador tucano explica que o "Aeroaécio" pertence à empresa de táxi aéreo da família do banqueiro Gilberto de Andrade Faria, ex-dono do Banco Bandeirantes e padrasto de Aécio, falecido há 2 anos. O jato compõe a frota da empresa Banjet Táxi Aéreo Ltda. Os donos da Banjet são Clemente de Faria (filho do ex-banqueiro) e Oswaldo Borges da Costa Filho.
A coisa complica quando o então governador Aécio nomeia um dos donos da Banjet, Oswaldo Borges da Costa Filho, para a presidência de uma estatal mineira: a Codemig (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais).
Para piorar, a Codemig atua também junto a mineradoras, e Oswaldo Borges da Costa Filho - empresário de mineração, laureado pelo governo do estado - foi diretor-presidente da Companhia Mineradora do Pirocloro de Araxá, e atualmente ocupa cargo similar na Companhia Mineradora de Minas Gerais.
Tem muita coisa errada aí... onde o governo tucano de Minas parece viver, não numa república, mas numa corte imperial, numa mistura de família com estado, com cargos e negócios para amigos, que emprestam bens, misturando o público com o privado?

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Movimento negro protesta contra programa de TV hipócrita do DEM


O movimento UNEafro Brasil (União de Núcleos de Educação Popular para Negras/os) lançou um vídeo em protesto contra o último programa eleitoral do DEM, veinculado na TV aberta neste mês de agosto, que usou da imagem e da boa fé de um jovem negro, morador da periferia de Salvador (BA), para tentar descredibilizar políticas de afirmação social, como as cotas e a bolsa família. Para o movimento, a propaganda é hipócrita e não corresponde à prática e ao histórico racista do DEM.



Na propaganda eleitoral do DEM o jovem diz que a "esquerda não é dona da juventude, nem de quem mora na periferia". O vídeo dos democratas soa como uma tentativa desastrada de tentar amenizar a crise pela qual o partido passa desde que deixou o poder em 2002, quando FHC perdeu a presidência da República para Lula.


Portal Vermelho

Imprensa não desiste da intriga Dilma x Lula


A velha mídia não toma jeito e não desiste. Continua firme em seu objetivo - a la Estadão com editorial ontem - de separar a presidenta Dilma Rousseff de seu antecessor Lula, dividir a base do governo e criar um clima de mar de lama no país, com a generalização de denúncias e acusações.

Na entrevista que concedeu ao O Globo, nesse domingo, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) não deixou de colocar sua colher no assunto da moda de nossa imprensa, no seu novo factóide (como foi o 3º mandato), essa história de que o ex-presidente Lula é candidato e está em campanha para voltar ao Palácio do Planalto em 2014.

O senador vai na mesmíssima linha do principal editorial do Estadão desse domingo "Dedicação exclusiva a 2014". Para variar é contra o ex-presidente. O jornalão da família Mesquita considera que fazendo política 24h por dia, ele deixa claro que é candidatíssimo a presidente da República em 2014. Qual o problema dele fazer política? Se fosse candidato mesmo, não pode? Para o Estadão, não.

Querem que o ex-presidente Lula fique em casa, ou viajando pelo exterior, enquanto todos os ex-presidentes, a começar por FHC, fazem politica dia e noite. Sonham com uma ruptura entre os presidentes Lula e Dilma. Torcem e apostam suas fichas nisso.

A busca de porta-vozes para a sua causa
Na entrevista ao O Globo, o senador Jarbas Vasconcelos faz malabarismos verbais impunemente e também entra no coro nacional dos derrotados três vezes pelo PT e pelo ex-presidente - em 2002, 2006 e 2010 quando ele elegeu sua candidata, a presidenta Dilma Rousseff.Vejam vocês, a mesma mídia que na campanha eleitoral do ano passado criou e sustentou, durante meses, o escândalo do vazamento de informações sigilosas da família de José Serra e de integrantes do PSDB, na semana passada e nas anteriores recentes, estimulou e aplaudiu o vazamento de informações sigilosas e silenciou frente à violência contra investigados.Quase aplaudiu, até, a publicação de suas fotos sem camisa e o uso arbitrário de algemas em prisões sem base legal, violadoras da lei e manifestamente um abuso de autoridade. Coerência, como se vê, passa mesmo longe de nossa imprensa. Leiam também o post " A moralidade de pé de barro de um novo Carlos Lacerda".

Foto: Campanha Dilma Rousseff.

Delúbio Soares (*)
No interior de Goiás, diante de meus olhos e com grande emoção, assisti o encontro de quarenta e quatro crianças com o futuro. Faz poucos dias, foi em Buriti Alegre, onde estudantes da rede municipal de ensino, do ensino fundamental, receberam computadores novos (Netbook) para serem utilizados em seus estudos.
Na Escola Municipal Juvercina Teixeira de Mendonça, colégio agrícola situado na zona rural de minha amada terra natal, vi os filhos de pais humildes, crianças pobres, mas cheias de alegria e de inquietações, sedentas de saber e com toda vida pela frente, receberem máquinas de última geração não como quem recebe um brinquedo ou um presente. Existia nas faces de cada um deles, nas expressões admiradas dos pais (majoritariamente analfabetos ou semi-alfabetizados) e no orgulho dos professores, a certeza de que nada será como antes. Que estranho e poderoso simbolismo aquele, o do futuro representado na imagem impressionante do pai lavrador de mãos calosas ao lado do filho que segurava com naturalidade o seu computador! Do cabo da enxada que sulcou a terra e alimentou a família ao teclado que vai abrir mais horizontes e alargará os caminhos do futuro para uma geração que não será intimidada pela pobreza nem renegada por um país que está assumindo seus filhos com responsabilidade e justiça social. Melhor imagem do Brasil de hoje, impossível.
Aquele momento mágico, que jamais sairá da memória, do coração e das retinas dos que tiveram a sorte de presenciá-lo se deveu a um homem austero, trabalhador e visionário. O prefeito João Alfredo (PT), meu companheiro de tantas lutas e amigo fiel, com recursos da própria prefeitura de Buriti Alegre tem investido na educação como poucos administradores públicos o fizeram em todo o Brasil em qualquer tempo. Não economizou recursos e nem criatividade. O governo petista de minha terra construiu várias novas unidades educacionais com dezenas de salas de aulas, melhorou substancialmente a situação do magistério local, a qualidade do material didático e da merenda escolar, além do transporte dos estudantes na zona rural de Buriti Alegre. Estamos fazendo a lição de casa na Educação. Agora, com recursos próprios, o computador é levado aos distritos mais distantes de um Município que tem crescido de forma impressionante em todos os setores.
Desde o início do governo do presidente Lula existe um programa de imenso alcance social e educativo, o UCA (“Um Computador por Aluno”). Ele adquire uma importância imensa a cada dia, pois é a ponte mais segura e viável na ligação entre nossos jovens e o amanhã. O lápis e a borracha foram substituídos pelas teclas, e a tela dos computadores faz com grande vantagem o papel antes destinado tanto ao quadro negro quanto aos livros dispostos cuidadosamente nas estantes de nossas bibliotecas públicas Brasil afora. Nessas máquinas fabulosas e a cada dia mais sofisticadas e, paradoxalmente, mais simples e baratas, está o universo do conhecimento a disposição dos que querem explorá-lo, dominá-lo, utilizá-lo. E o Estado brasileiro tem a obrigação de prover seu sistema público de ensino com o que de mais moderno e eficiente existir na tecnologia da informação, dotando tanto os professores quanto os estudantes das condições para contar com tão indispensável auxílio.
Se já alimentamos as legiões de irmãos que estavam aterrados pela miséria e submetidos pela fome, ao retirarmos de condições desumanas mais de 40 milhões de brasileiros, incluindo-os na nova e poderosa classe média que está girando a economia nacional e fortalecendo ainda mais nosso país, agora podemos e devemos investir em mais um programa de altíssimo alcance: o UCA.
Mesmo que os computadores de Buriti Alegre, por iniciativa de um prefeito trabalhador e competente, não façam parte de tal projeto, eles estão dentro do espírito que norteou o Ministério da Educação no governo Lula e, agora, no governo Dilma, a priorizar a informatização das escolas públicas em todo o nosso imenso território nacional, com banda larga de altíssima velocidade e computadores de última geração. Cuidemos dos problemas do presente, mas lancemos as sementes de um futuro extraordinário que está reservado ao nosso país.
Gostaria de repartir com todos a essência daquele momento, o sentimento que tomou-me por completo, a emoção que certamente dispensa palavras. Fiz uma viagem à infância, retornei aos anos já distantes em que, de pés descalços no solo generoso e fértil do meu Goiás, com meus irmãos andando léguas a pé até a escolinha distante da roça, carregando cadernos e livros reaproveitados, lápis apontados com esmero na ponta da gilete, a borracha pequena de tanto uso, a única régua… Depois a universidade, o magistério, a militância sindical, a fundação do PT, as lutas, minha vida política, tudo. E olhei aquelas crianças que seguravam seus computadores. Estavam felizes, mas não estavam deslumbradas. Incrivelmente, pareciam saber que não era um presente, mas o reconhecimento de um direito de cada uma delas. E num momento impressionante, num átimo de segundo, pude ter a certeza absoluta de que recebiam não como o fariam com um velocípede, uma bicicleta ou o pedido atendido por Papai Noel.
Nossos olhares se cruzavam e pude testemunhar, apesar de minha emoção, que aqueles pequenos e determinados filhos do povo, aquele gente miúda e extraordinária do Brasil profundo, segurava seus computadores com as duas mãos, com ar sereno e compenetrado, como quem segura o futuro melhor que os espera logo ali.  Confesso, seguro e feliz, que todo e qualquer sofrimento é menor, infinitamente menor, que a suprema alegria de ter participado daquele momento. Eu vi o Brasil de amanhã.
(*) Delúbio Soares é professor