segunda-feira, 28 de março de 2011

Projeto que obriga escolas públicas a oferecerem acesso à internet pode ir a voto

A obrigatoriedade da universalização do acesso a redes digitais de informação em escolas de todo o país até 2013. Isso é o que prevê o PL 1481/07, que poderá ser votado pelo plenário da Câmara na próxima semana, em sessão extraordinária, segundo acordo firmado entre os líderes partidários.

A proposta, do ex-senador do PT e atual ministro da Ciência e Tecnologia, Aloízio Mercadante, autoriza o uso dos recursos do Fundo de Universalização das Telecomunicações (Fust) para a expansão dos serviços de internet no país e obriga as escolas públicas a fornecerem o acesso à internet com conexão de banda larga. O plenário já aprovou a urgência para a votação do projeto, que tem apoio da bancada petista.

Outros itens - Ainda segundo acordo entre os líderes partidários, o plenário poderá apreciar também outros itens em sessão extraordinária na próxima semana: PL 4361/04, que disciplina o funcionamento das lans houses no Brasil. A matéria já foi discutida e aprovada em comissão especial, presidida pelo deputado Paulo Teixeira (PT-SP). De acordo com ele, a proposta garante segurança à sociedade e também aos proprietários quanto aos conteúdos acessados, além de adicionar componentes pedagógicos à atividade.

Também pode ir a voto o PL 4208/01, do Poder Executivo, que altera dispositivo do Código de Processo Penal e trata sobre prisão especial, medidas cautelares e liberdade. A proposta foi sugerida ao Colégio de Líderes pelo líder do PT na Câmara, deputado Paulo Teixeira.

O Projeto de Decreto Legislativo (PDC 1669/09) que aprova a adesão do Brasil ao Tratado Constitutivo da União das Nações Sul-Americanas (Unasul); e o PDC 2600/10, que altera os valores que o Brasil repassa ao Paraguai pelo uso da energia excedente da usina hidrelétrica de Itaipu estão também previstos na pauta.

Gizele Benitz

Aos vinte anos, Mercosul é um dos blocos mais importantes do mundo, diz Rosinha

O Tratado de Assunção, que deu origem ao Mercosul, que completou vinte anos no último sábado. O deputado Dr. Rosinha (PT-PR) avaliou que o bloco, que é composto por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, consolidou-se, sobretudo nos últimos cinco anos, como um dos blocos econômicas mais importante e estratégicos do mundo.

Ele observou que o bloco hoje é reconhecido no mundo inteiro e já negociou, de forma soberana, acordos comerciais importantes com países do continente africano, Israel e ,mais recentemente, com a União Europeia. A Venezuela encontra-se em processo de adesão ao grupo.

"Nos últimos cinco, o Mercosul ganhou maturidade e conquistou o respeito do mercado financeiro mundial. Por iniciativa do presidente Lula, o bloco deixou de ser simplesmente comercial e aberto para o mundo, adotando uma política de inserção maior entre seus membros, a partir da criação de um fundo de convergência, que tem orçamento anual de U$ 100 milhões", destacou Dr. Rosinha.

Outro avanço estratégico para o bloco, destacou Rosinha, foi a criação do Parlasul. A adoção de um parlamento comum para o Mercosul, explicou o petista, deu ao bloco mais unidade e abriu novas possibilidades para o fortalecimento econômico e social comum. "Esse é um diferencial para esse grupo de países", disse, ressaltando que o Parlasul foi criado em 2003, já no governo do presidente Lula.

Mercosul - O Tratado de Assunção, que oficializou a criação do bloco, foi assinado em 26 de março de 1991. Nesse período, a economia brasileira quintuplicou de tamanho-o Produto Interno Bruto (PIB) saltou de US$ 386,2 bilhões em 1991, para US$ 2,07 trilhões no ano passado. A inflação, que chegou a bater 1.476% no final de 1990, hoje está na casa dos 6%. O comércio exterior deu um salto: as exportação cresceram 542,7%, saindo de US$ 31,6 bilhões em 1991 para US$ 201 bilhões em 2010 - com alta de 88% no superávit comercial.

A Argentina, que tem o segundo maior PIB do bloco, teve um crescimento, no mesmo período, de 52%. Já o Paraguai e Uruguai tiveram, respectivamente, expansão de 26% e 20%. Somados, os PIB dos três representam apenas 17% do brasileiro.

Com agências

Câmara reforça compromisso contra discriminação racial

vicentinho_dest2Numa iniciativa dos deputados petistas Janete Rocha Pietá (SP) e Vicentinho (SP) a Câmara realizou na última sexta-feira (25) sessão solene em homenagem ao Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial.

Ao abrir a sessão, o deputado Vicentinho leu uma mensagem do presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS) onde ele reforça o compromisso com a defesa da igualdade e "o firme combate" à discriminação racial. "A Câmara deve estar permanentemente atenta aos justos reclames da justiça e à causa da igualdade entre cidadãos, homens e mulheres, livres do preconceito", disse Marco Maia.

O deputado Vicentinho afirmou que não se pode desistir do combate contra o racismo ou da esperança de o vencer . "A educação e a sensibilização, leis e políticas nacionais eficientes, meios de comunicação social imparciais, todos esses elementos podem ajudar a fomentar a cultura de tolerância e de paz. Com o compromisso conjunto dos defensores dos Direitos Humanos, dos Governos, dos tribunais, dos Parlamentos, das organizações não governamentais, podemos e devemos vencer esta batalha", ressaltou.

Neste ano, acrescentou o parlamentar petista, "o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial está consagrado a combater a discriminação de que são objeto os afrodescendentes. A ONU elegeu esse tema para refletir sobre a proclamação da Assembleia Geral das Nações Unidas, definindo o ano de 2011 como o Ano Internacional dos Afrodescendentes", disse Vicentinho.

Durante a homenagem a deputada Erika Kokay (PT-DF) destacou que "é preciso que caminhemos todos e todas na construção de um país onde caiba todo mundo, porque, enfim, queremos a plena liberdade".

O deputado João Paulo Lima (PT-PE) afirmou que é necessário continuar na luta, "pois é o único instrumento capaz de erradicar a discriminação contra os pobres, contra o povo, contra os negros do nosso Brasil e do mundo".

Também participaram da homenagem representantes da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República e do Coletivo de Entidades Negras.

Gizele Benitz

Bancadas do PT promovem seminário sobre reforma política na terça-feira (29)

As bancadas do PT na Câmara e no Senado promovem seminário na próxima terça-feira (29), em Brasília, para dar seqüência às discussões sobre a reforma política. O encontro será realizado na sede do centro de Treinamento da Câmara dos Deputados (Cefor), das 10 às 16 horas. O encontro foi articulado pelos líderes do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP), e no Senado , Humberto Costa (PE).

Ambos os líderes já definiram que o PT vai defender, nas duas Casas as deliberações sobre a reforma política aprovadas no 3º Congresso Nacional do partido, em 2007. Como lembra o líder Paulo Teixeira, entre as propostas do partido incluem-se o financiamento público e exclusivo de campanha; o voto em lista pré-ordenada; a fidelidade partidária e o fim das coligações proporcionais com a adoção das federações partidárias.

No seminário de terça-feira, pela bancada do PT na Câmara falará o deputado Rubens Otoni (GO), relator em exercício da Comissão Especial da Reforma Política. O presidente da Fundação Perseu Abramo, Nilmário Miranda, também abordará o assunto, bem como um membro da Executiva Nacional do PT. O senador Humberto Costa vai indicar um membro da bancada do PT no Senado para tratar do tema.

A reforma política é um dos principais temas da pauta do Congresso neste ano, conforme frisa o líder Paulo Teixeira. Ele observa que o PT irá buscar o apoio da sociedade civil organizada. "O PT manterá diálogo com os movimentos sociais e as entidades da sociedade civil organizada, além de outros partidos políticos, para viabilizar a reforma que vai revigorar o sistema político brasileiro", diz.

O deputado Rubens Otoni diz que já é possível verificar nos debates consenso em torno do financiamento público de campanha e do voto em lista preordenada. Segundo ele, já se pode perceber, entre os diferentes partidos, que há um entendimento cada vez maior sobre a importância do fortalecimento da agremiações partidárias. Ele aponta a necessidade do voto em lista preordenada e o fortalecimento dos mecanismos de democracia direta, como plebiscitos e referendos, a exemplo do que ocorre nas democracias mais avançadas.

O tema tem sido discutido também pelas fundações ligadas às agremiações partidárias. As fundações partidárias do PT (Fundação Perseu Abramo), PCdoB (Fundação Maurício Grabois), PSB (Fundação João Mangabeira), PSOL (Fundação Lauro Campos), PDT (Fundação Leonel Brizola - Alberto Pasqualini) e a Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma Política realizam nova reunião na última sexta-feira (25) para dar sequência ao debate sobre reforma política iniciado no dia 26 de janeiro, na sede da FPA.

Da reunião, participam também os representantes dos movimentos sociais como CUT, CTB, UNE, UBES, CONEN e as secretarias nacionais de Mobilização, Mulheres e Juventude do PT.

Rede Cegonha terá investimentos de R$ 9,4 bilhões em assistência à mãe e ao bebê


Helvécio Magalhães, Secretário de Atenção à Saúde, explicou em entrevista coletiva o programa Rede Cegonha que será lançado pela presidenta Dilma Rousseff, nesta segunda-feira, em Belo Horizonte (MG). Foto: Clauber Caetano/PR

A presidenta Dilma Rousseff lança amanhã (28/3), em Belo Horizonte (MG), a Rede Cegonha, composta por um conjunto de medidas para garantir a todas as brasileiras, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), atendimento adequado, seguro e humanizado desde a confirmação da gravidez, passando pelo pré-natal e o parto, até os dois primeiros anos de vida do bebê.

Coordenadas pelo Ministério da Saúde e executadas pelos estados e municípios, as medidas previstas na Rede Cegonha abrangem a assistência obstétrica (às mulheres) – com foco na gravidez, no parto e pós-parto – como também infantil (às crianças).

A Rede Cegonha contará com investimentos de R$ 9,4 bilhões do orçamento do Ministério da Saúde até 2014. Estes recursos serão aplicados na construção de uma rede de cuidados primários à mulher e à criança.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, “investiremos em toda a rede de serviços que devem assumir o cuidado à gestante e à criança, desde o pré-natal até os dois anos: começa pela unidade básica de saúde, passa pelos exames do pré-natal, pelo transporte seguro, até o parto nos leitos maternos do SUS “. Estimativas apontam que o Brasil tem cerca de três milhões de gestantes no momento, sendo que mais de dois milhões são assistidas exclusivamente pelo SUS.

A meta é implantar a Rede Cegonha em todo o Brasil. O cronograma de implantação da rede prioriza as regiões da Amazônia Legal e Nordeste, que tem os mais altos índices de Mortalidade Materna e Infantil, e as regiões metropolitanas, envolvendo a maior concentração do número de gestantes.

“O programa Rede Cegonha é uma resposta pela vida de que a atenção integral à saúde da mulher e da criança é prioridade absoluta no governo da primeira presidente mulher da história do Brasil”, disse o secretário de Atenção à Saúde do Ministério, Helvécio Magalhães, durante coletiva de imprensa realizada neste domingo (27) na capital mineira.

Gestantes – A Rede Cegonha terá atuação integrada com as demais iniciativas para a saúde da mulher no SUS, com foco nas cerca de 61 milhões de brasileiras em idade fértil. Nos postos de saúde, será introduzido o teste rápido de gravidez. Confirmado o resultado positivo, será garantido um mínimo de seis consultas durante o pré-natal, além de uma série de exames clínicos e laboratoriais. A introdução do teste rápido, inclusive para detectar HIV e sífilis, também será novidade para reforçar o diagnóstico precoce e adesão ao tratamento.

Desde a descoberta da gravidez até o parto, as gestantes terão acompanhamento da Rede Cegonha, tomando um posto de saúde como referência, e saberão, com antecedência, onde darão a luz. As grávidas receberão auxílio para se deslocarem até os postos de saúde para realizar o pré-natal e à maternidade na hora do parto, com vale-transporte e vale-táxi.

A Rede Cegonha também prevê a qualificação dos profissionais de saúde que darão a assistência adequada às gestantes e aos bebês. Serão capacitados os profissionais de saúde que atuam tanto na atenção primária como em serviços de urgências obstétricas.

Atenção Hospitalar – A qualificação da atenção compreenderá a criação de novas estruturas de assistência e acompanhamento das mulheres e reforço na rede hospitalar convencional, com o mote “Gestante não Peregrina”; ou seja, a garantia de sempre haver vaga para gestantes e recém-nascidos nas unidades de saúde.

Entre as novas estruturas estarão as Casas da Gestante e do Bebê, que darão acolhimento e assistência às gestantes de risco, e os Centros de Parto Normal, que funcionarão em conjunto com a maternidade para humanizar o nascimento.

A rede hospitalar obstétrica de alto risco também será fortalecida, com ampliação progressiva da quantidade de leitos na rede SUS, de acordo com as necessidades apresentadas pelos municípios.

Bebês – Nos primeiros dois anos de vida da criança, a Rede Cegonha compreenderá a atenção integral à saúde da criança, desde a promoção do aleitamento materno até a oferta de atendimento médico especializado para eventuais necessidades de cada criança.

Outra ação prevista na Rede Cegonha direcionada às crianças será equipar as unidades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) para o transporte seguro do recém-nascido.

Educação e Planejamento reprodutivo e Aleitamento materno: O Programa terá campanhas públicas, nas escolas (nível médio e superior) e de mobilização da sociedade sobre a importância da educação sexual e reprodutiva, bem como do aleitamento materno. A alta taxa de gravidez entre adolescentes também contribui para risco para mãe e o bebê.

Charge do Tiago Recchia


Gazeta do Povo

domingo, 27 de março de 2011

Charge do Bessinha

Dilma vai abordar direitos humanos com Hu Jintao na China

Renata Giraldi, Agência Brasil

“A presidenta Dilma Rousseff deve abordar o tema dos direitos humanos com o presidente chinês, Hu Jintao, um tema delicado para o principal parcerio econômico do Brasil. Dilma deve listar as semelhanças que há entre China e Brasil e necessidade de concentrar nos interesses comuns. Assessores, que preparam a visita, negam que haverá contrangimento, pois situação semelhante ocorreu entre Hu Jintao e o presidente norte-americano, Barack Obama.

Para Dilma, a defesa de direitos humanos deve ser um discurso constante, segundo assessores. Na semana passada, o Brasil apoiou investigações por meio do Conselho de Direitos Humanos nas Nações Unidas sobre casos de violações no Irã.

Constantemente, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, repete que a defesa dos direitos humanos é um princípio e que não se trata de uma questão sobre um ou outro país.

Em janeiro, na Casa Branca, Obama recebeu Hu Jintao. Na conversa, Obama disse ter cobrado do presidente chinês ações na área de direitos humanos. Em resposta, Hu Jintao optou pelo tradicional discurso de que outros países não devem interferir nos assuntos domésticos da China.

Porém, o chinês admitiu que há ainda “muito a ser feito” e afirmou que houve avanços que devem ser reconhecidos. Segundo ele, o governo da China se dispõe a manter as discussões sobre direitos humanos desde que respeitadas as garantias de não interferência em assuntos internos.

Organizações não governamentais acusam a China de vetar a liberdade de expressão e individual, impedir as ações de grupos que não tenham vínculos diretos com o governo e proibir ativismo político contrário ao governo.”

Briga de 2014 ‘nacionaliza’ pleito de 2012

Partidos ensaiam projetos comuns para enfrentar PT, que tratará de maneira nacionalizada capitais estratégicas para aliança nacional


Christiane Samarco, O Estado de S.Paulo

As eleições municipais de 2012 devem romper a tradição segundo a qual a sucessão nas prefeituras é uma briga entre lideranças locais. Depois de três derrotas presidenciais, a oposição ensaia projetos comuns, num jogo eleitoral que pode ser de vida ou morte. O PT, por sua vez, que não quer ser apeado do poder central, vai "nacionalizar" a disputa em algumas capitais.

"O PT definiu que tratará de maneira nacionalizada capitais estratégicas para nossa aliança nacional", adianta o ex-deputado Virgílio Guimarães (MG), agora dirigente nacional petista. Ele avalia que 2012 pode ser "definidor para o projeto 2014", a partir de Belo Horizonte, onde a aliança nacional com o PSB será posta à prova, em disputas com o PMDB e o PC do B, todos da base do governo Dilma Rousseff.

Visto pela oposição como pré-candidato ao Planalto, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) já mostra preocupação, certo de que o resultado da briga mineira estará vinculado ao desempenho de lideranças nacionais - como ele. "Há sempre a leitura do quem ganhou e quem perdeu", diz Aécio, ao admitir que as eleições municipais ajudam a montar o tabuleiro da disputa presidencial de 2014.”
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BRASIL!BRASIL!

Meio mundo de gente armada

Ao desembarcar no aeroporto de Brasília nesta terça-feira passada, o motorista do táxi que me levou ao centro da cidade iniciou uma longa conversa cujo tema principal e único foi sobre a visita do presidente norte-americano Barack Obama à capital federal.


Eduardo Bomfim, Vermelho

Em linguagem popular e sábia ele relatou os diversos transtornos que passou a capital federal durante a visita presidencial. Disse que presenciou a chegada da equipe de apoio e segurança de Obama ao aeroporto Juscelino Kubitschek.

Segundo ele “foram três imensos aviões carregados de materiais e desceram com vários veículos de todos os tipos e umas limusines, sendo que de um deles desembarcou meio mundo de gente armada que mais parecia que ia haver uma guerra em Brasília”.

Na realidade essa foi a imagem que os brasileiros presenciaram pela televisão, por onde ia o presidente Obama estava esse aparato bélico, além dos seguranças nacionais que garantiram a integridade física do presidente americano.

No Rio de Janeiro então os cuidados foram triplicados talvez pela tradição histórica de rebeldia e aguçada consciência crítica dos cariocas.

O fato é que reprimiram vários protestos contra a presença de Barack Obama no Rio, cancelaram o discurso que estava programado na Cinelândia, palco de grandes manifestações populares da História brasileira, pelas dificuldades de posicionar os atiradores de elite dos EUA nos prédios do centro da cidade.”
Artigo Completo, ::Aqui::

BRASIL! BRASIL!

Petista presidirá subcomissão do Senado para combater a pobreza

O senador Wellington Dias (PT/PI) foi indicado para presidir a Sub-Comissão Temporária de Erradicação da Miséria e Redução da Pobreza, no âmbito da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa.
Para ele, erradicar a miséria é dar qualidade de vida às pessoas. “Colocar a erradicação da miséria não só do ponto de vista da renda e da alimentação. Estive nessa semana com a Ministra Tereza Campelo, e com sua secretária executiva Ana Fonseca, mostrando que não basta dar renda. Você tem situações que a renda pode ser elevada, mas a pessoa não tem a qualidade de vida. Então a idéia é que a gente possa listar todos os itens que sejam necessários para que alguém tenha qualidade de vida, e então erradicar a miséria num conceito mais moderno, mais amplo”.
Wellington Dias comentou que vai reunir todas as propostas sobre o assunto, tanto no Senado Federal como na Câmara dos Deputados, para aprimorar as metas estabelecidas pelo Governo. (Bruno Costa – Portal do PT)
RádioPT – Clique aqui ou no player abaixo para ouvir a reportagem com o senador Wellington Dias.
Comissão do Senado vai combater a probreza
RádioPT - Clique no link a seguir para ouvir outras reportagens em áudio PTBrasil2

Piso salarial dos professores poderá ser julgado esta semana pelo STF

Na próxima semana o Supremo Tribunal Federal, STF, deve julgar a Ação Direta de Inconstitucionalidade sobre a Lei do Piso dos Professores. Para a presidente da Comissão de Educação da Câmara Federal, deputada Fátima Bezerra (PT/RN), a expectativa é de que o Supremo julgue a favor dos professores para que os estados cumpram integralmente o que foi sancionado em 2008.
A deputada afirma que o PT apoia a causa dos professores no Congresso. “Esse é um compromisso sagrado e há muito tempo o PT vem lutando pela expansão, fortalecimento e melhoria na qualidade da educação brasileira. O Partido tem consciência que um dos fatores essenciais para alcançar essa meta é investir tanto na formação dos professores quanto na melhoria salarial dos profissionais” disse Bezerra.
Além do aumento salarial, outro debate que promete movimentar o Congresso este ano é o novo Plano Nacional de Educação. “Temos que ter em vista que 20% das metas do Projeto de Lei que tramita no Congresso Nacional, dizem respeito a valorização salarial e profissional do magistério da educação básica. Temos que priorizar essa discussão no Congresso e temos disposição para isso” explicou a parlamentar.
Para a deputada Fátima Bezerra, uma das metas do novo Plano Nacional de Educação, que diz respeito à elevação do piso salarial do magistério, faz parte do investimento em educação e qualidade de vida para ajudar a erradicação da miséria, uma das bandeiras do governo Dilma Rousseff. (Janary Damacena – Portal PT)

Gleisi Hoffman (PT/PR) quer mudanças para eleições ao Senado Federal

A senadora petista Gleisi Hoffman está colhendo assinaturas para apresentar proposta de emenda a constituição limitando a reeleição de Senador a dois mandatos. A senadora afirma que as reeleições privilegiam quem está no cargo, pela possibilidade do uso da máquina em benefício próprio: "Quem vai para uma reeleição no Senado usa a TV Senado, usa a Rádio Senado, usa a assessoria, usa o gabinete, usa estrutura e cotas que tem de passagem, correio e demais recursos de mandato".
Gleisi Hoffman afirma ter ouvido diversas opiniões de senadores favoráveis à reeleição. Segundo a senadora, os favoráveis defendem que a instituição da reeleição ainda é jovem na democracia e merece uma análise. Baseada em opiniões diversas, a Senadora adota um discurso brando: "Vamos dar um prazo para realmente descobrir se ele (o instituto da reeleição) é perverso ou não", mas reforça a importância de um autocontrole da legislação no senado: "Vamos legislar para nós mesmos. Caso contrário não temos autenticidade. Dizemos aos outros o que fazer e não regulamos o que estamos fazendo".

Atualmente cada mandato de senador dura oito anos. A PEC da Senadora Gleisi Hoffman (PT/PR) limita os mandatos de senadores ao máximo de 16 anos. Gleisi Hoffman disse também que uma atitude correta, caso o senador esteja disposto a reeleição, seria sair do cargo seis meses antes das eleições para se candidatar sem privilégios. (Gustavo Serrate - Portal do PT)
TVPT - Clique aqui ou no player abaixo para assistir a entrevista com Gleisi Hoffman.

Nota sobre a intervenção militar estrangeira na Líbia

O Partido dos Trabalhadores manifesta seu repúdio e condenação aos ataques militares estrangeiros que estão sendo perpretados contra o território líbio, considerando-os uma verdadeira afronta aos princípios da soberania nacional e da autodeterminação dos povos.

Tais ataques, supostamente respaldados pela resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU -- que não contou com o apoio do Brasil --, só poderão resultar em mais perdas de vidas e mais destruição naquele Estado.

A garantia dos Direitos Humanos é fundamental, mas não pode servir de pretexto para o uso da força militar e para ações intervencionistas, que tendem a tornar ainda mais penosas as condições de vida das populações locais.

O PT soma-se assim aos que exigem a interrupção imediata da intervenção armada na Líbia, e reitera seu apoio às iniciativas que visam construir uma saída política pacífica e negociada para o conflito ali instalado.
O PT expressa ainda sua solidariedade ao povo líbio, convicto de que somente a ele deve caber o direito de decidir autonomamente sobre o futuro político daquele país.

Rui Falcão
Presidente Nacional (em exercício) do PT

Lélia Abramo, atriz do povo

Lélia Abramo, atriz do povo
Delúbio Soares (*)
Todo artista tem de ir aonde o povo está”
(Milton Nascimento)

Lélia Abramo, uma das mais admiráveis atrizes brasileiras
de todos os tempos, faria 100 anos em 8 de fevereiro. Deixou-nos em abril de 2004, depois de uma existência profícua vivida
intensamente, com profundo amor aos semelhantes e crença
inabalável em um mundo melhor e uma sociedade mais justa,
solidária e feliz. Filha de imigrantes italianos, Lélia nasceu em São
Paulo e foi viver na Itália entre 1938 e 1950. Lá conheceu de perto
os horrores do fascismo e a miséria da guerra. Irmã de dois de
nossos maiores jornalistas, Cláudio (o maior de sua geração) e
Perseu (meu companheiro petista), e de Livio, renomado artista plástico, desde muito cedo ela respirou arte e política, colocando a vida a serviço de suas idéias generosas.

Cumprindo a sina e o destino das grandes mulheres, Lélia Abramo foi muito mais do que dela se poderia esperar. Ao Invés de ter-se acomodado no alto de sua fama, no inegável prestígio angariado ao lado de uma carreira irretocável construída graças ao imenso talento cênico aliado a um caráter admirável, ela foi uma guerreira das melhores causas do povo brasileiro. Gritou quando muitos se calaram. Lutou pela liberdade de expressão nos tempos do obscurantismo e da ditadura. Não se acovardou, não temeu, com a mesma garra com que iluminava os palcos desfilou em passeatas estudantis, lutou pelas diretas, foi companheira solidária e destemida dos que sofriam a opressão do regime totalitário. Que mulher admirável!
Lélia havia comandado a primeira chapa de oposição sindical após o golpe militar de 1964 no sindicato de sua categoria em São Paulo. De forma surpreendente, diante da incredulidade geral, a grande atriz assume a presidência de sua entidade de classe, promove profundas mudanças, enfrenta os patrões e denuncia abusos. Mas paga um preço altíssimo: é ignorada por algumas das principais redes de TV durante muitos anos. Foi uma luta de titãs: de um lado os grandes empresários da comunicação, de outro, uma mulher só. Para Lélia isso não era quase nada. Ou nada, mesmo. Quanto mais dura a parada, mais forte ela se tornava. Minha saudosa companheira era um admirável exército de uma mulher só.
Conheci Lélia em fins dos anos 70, quando juntos participamos da fundação do Partido dos Trabalhadores. Chegado de Goiás, professor da rede pública de ensino e dirigente sindical, olhava admirado para aquela figura de mulher carismática e ao mesmo tempo de impressionante simplicidade. Só a conhecia das telas das TVs, em um sem número de papéis, sempre de destaque, quase sempre dramáticos, encarnando mulheres do povo, mães de família, pessoas comuns e sofridas. E pessoalmente a grande atriz não era muito diferente disso: simples, afável, disponível para o trabalho, absolutamente despojada de qualquer ambição política ou vaidade pessoal.
Já lá se vão mais de três décadas e parece que foi ontem. As imagens continuam vivas e me recordo de Lélia ao lado de Sérgio Buarque de Hollanda e de Mário Pedrosa, entre tantos outros artistas e intelectuais, participando da fundação do PT. Orgulho-me de tê-los conhecido e com eles fundado um partido que mudaria a história do Brasil para melhor.
Ao comemorar seu centenário, com certeza a justa homenagem que podemos prestar à grande artista e corajosa militante das causas populares é recordar seu exemplo luminoso. Colocou seu talento a serviço de ideais generosos, como o genial Picasso nas artes plásticas, exilado na França e combatendo o regime criminoso do ditador Franco em sua Espanha natal. Como Charles Chaplin, o gênio que levou Hitler ao escárnio com sua inigualável sátira do líder nazista em “O Grande Ditador” e depois seria perseguido pelo macarthismo nos anos 50, saindo dos EUA e indo viver na Suiça. Como Mercedes Sosa, a fabulosa artista argentina que usou de seu imenso prestígio internacional para denunciar o regime militar que praticava verdadeiro genocídio em seu país. Como Melina Mercouri, a grande atriz de “Zorba, o grego”, inimiga visceral da ditadura dos coronéis na Grécia e depois brilhante Ministra da Cultura de seu país. Como Vanessa Redgrave, artista célebre que brilhou no cinema e foi tão premiada por suas atuações quanto presente nas lutas sociais dos trabalhadores britânicos. Mas Lélia foi, também, pessoas anônimas, visionárias, guerreiras, empreendedoras, inconformadas, dessas que giram a roda da vida e fazem a história acontecer.

Sem ser uma líder feminista, ela abriu caminho para as mulheres num tempo de imenso preconceito e discriminação machista. Firmou-se pelo talento, impôs-se pela competência, venceu pelo trabalho. Hoje, depois que o partido que ela ajudou a fundar e construir chegou ao poder em 2003 e mudou profundamente as estruturas sociais e econômicas do país, quase 11 milhões de mulheres brasileiras decretaram sua independência econômica e partiram para um empreendimento, seja ele um salão de cabeleireiros ou uma empresa financeira, esteja num bairro da periferia de Goiânia ou na Avenida Paulista. Praticamente metade dos estudantes que chegam às universidades através dos programas iniciados no governo do presidente Lula e continuados no da presidenta Dilma, notadamente o Pro-Uni, são jovens brasileiras, que, no geral, apresentam médias de aprovação altíssimas em todas as faculdades cursadas. Quando Lélia brilhava nos palcos, gritava nas passeatas ou prestava depoimento nos calabouços da ditadura, o Brasil não tinha nenhum ministério ocupado por uma mulher. Hoje, governado pelo partido fundado por Lélia Abramo, nove são as ministras escolhidas por uma presidenta.


O Brasil de hoje, democrático, mais justo e que avança a largos passos para um lugar privilegiado entre as Nações mais desenvolvidas, é fruto da dedicação, da crença e do idealismo de mulheres e de homens que se doaram ao longo de décadas à luta para que pudéssemos chegar até aqui. Lélia Abramo, atriz do povo, brilhou nos palcos e na vida, hoje brilha na história.
(*) Delúbio Soares é professor