segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

FSM 2011: Em Dacar, Brasil volta a pedir perdão por escravidão de africanos

Durante a abertura do 11º Fórum Social Mundial, em Dacar, no Senegal, o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, pediu oficialmente perdão pelo sofrimento causado aos povos africanos pela escravidão no Brasil.

Não foi a primeira vez que isso aconteceu. Em 2005, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve o mesmo gesto. As iniciativas, especialmente a atual vinda de um membro do novo governo, sinalizam a disposição do Brasil não apenas de reparar a história como de aproximar as nações fortalecendo a política Sul-Sul que vem sendo implementada desde o primeiro mandato de Lula.

"Eu venho, como já disse o presidente Lula, pedir perdão; perdão aos irmãos africanos por esse processo de escravidão”, afirmou Carvalho. Ao iniciar seu pronunciamento na Universidade Cheikh Anta Diop, onde acontece boa parte dos eventos do FSM, o ministro também destacou: "somos milhões de trabalhadores, operários, camponeses, estudantes, servidores públicos com a esperança de que outro mundo é possível". Carvalho também destacou que “para nosso orgulho, hoje os afrodescendentes já são maioria da nossa população."

A delegação brasileira, liderada por Gilberto carvalho, é composta ainda pela ministra de Direitos Humanos, Maria do Rosário, e pela ministra de Políticas de Promoção de Igualdade Racial, Luiza Helena de Bairros, além de 30 outros assessores.

Parceria Sul-Sul

Como parte da política de integração entre países em desenvolvimento, o Brasil fechou recentemente acordo na área alimentar com o Zimbábue, um dos países mais pobres da África. O Projeto de Cooperação Técnica consiste na aplicação do programa “Mais alimentos”, encabeçado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário.

“O Zimbábue tem uma estrutura que permitirá que a experiência africana do Mais Alimentos represente condições de êxito e para que o Brasil possa continuar a disponibilizar sua experiência e sua capacidade de produção de equipamentos para os países africanos e contribuir para a produção alimentar e melhoria de vida dos povos africanos”, disse o ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, ao definir o projeto.

O acordo foi firmado na semana passada durante encontro, em Brasília, entre o ministro e Ngoni Masoka, secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Mecanização e Desenvolvimento da Irrigação do Zimbábue.

Vermelho (www.vermelho.org.br)

Produção de veículos bate recorde cresce número de empregos em janeiro

Matéria também publicada no Blog do Hermano Queiroz
A produção de veículos no Brasil bateu recorde em janeiro, atingindo o melhor desempenho para o mês com a fabricação de 261.777 automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões e ultrapassando o volume contabilizado em 2008 (254,2 mil).
De acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira pela Anfavea (associação das montadoras), houve acréscimo de 6,4% no confronto com janeiro do ano passado, mas redução de 9,1% ante dezembro.
Já as exportações somaram 53.607 unidades, com alta de 10,7% ante janeiro e de 5,8% no confronto com dezembro.
Em vendas (244,9 mil), janeiro apresentou expansão de 14,8% na comparação com igual intervalo no ano passado. Já no confronto com dezembro, os licenciamentos tiveram queda de 35,8%.
O número de empregados nas montadoras somou 118.599 trabalhadores ao final do mês passado, superando o patamar contabilizado em dezembro (117.654). Levando em conta também os funcionários em fabricantes de máquinas agrícolas, a indústria empregava 137.291 pessoas, também acima dos 136.124 registrados no mês anterior.
Folha Online

A Batalha da Praça Tahrir - por Alan Woods

‘O céu se encheu de pedras. A luta ao meu redor era tão terrível que podíamos sentir o cheiro do sangue’.
Com as palavras acima, Robert Fisk descreve os dramáticos acontecimentos na Praça Tahrir, onde as forças da Revolução bateram de frente com as da contrarrevolução. Durante todo o dia e por toda a noite, uma feroz batalha assolou a Praça e as ruas ao redor.

Esse pogrom foi apresentado à opinião pública como uma resposta espontânea de cidadãos comuns, que já estariam fartos dos distúrbios. A mídia se encarregou de descrevê-lo como um conflito entre dois movimentos políticos rivais. Em ambos os lados dezenas de milhares de jovens lutavam, e ambos os lados cantavam o hino nacional e agitavam bandeiras egípcias. Isso foi descrito como “caos” e uma “batalha de egípcios contra egípcios”.

Mas há uma diferença fundamental. Em um dos lados estão os representantes dos trabalhadores e da juventude, dos democratas e da intelectualidade progressista, isto é, de todas as forças vivas do Egito. Do outro lado das barricadas estão os representantes de um regime reacionário e corrupto, da oligarquia e da burocracia, os gângsteres e os torturadores. Um dos lados luta pelo futuro, pela esperança e pela liberdade. O outro lado luta para preservar um passado vergonhoso e bárbaro.


A “classe perigosa”

Não houve nada de espontâneo nesse confronto malévolo e sangrento. Foi uma ação bem organizada e planejada, um último esforço desesperado para manter a ditadura de Mubarak. Imensos pôsteres de Mubarak foram distribuídos por membros do Partido Nacional Democrático (PND) e segurados por homens armados de porretes e bastões policiais. O uso indiscriminado de gás lacrimogêneo por estes últimos foi mais uma prova (se é que é preciso alguma) de que esses “manifestantes” pró-governo eram, na verdade, policiais à paisana.

A impressionante análise de Alan Wood, dos sangrentos acontecimentos no Egito emana passa. Você pode ler completa :::aqui::: 
Esquerda Marxista

Em Dacar, Lula toma café da manhã com secretária-geral do Partido Socialista da França

Eduardo Castro -Correspondente da EBC na África

Dacar (Senegal) - Antes de participar de uma mesa sobre o papel geopolítico da África no Fórum Social Mundial, o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva recebeu Martine Auby, secretária-geral do Partido Socialista da França, para um café da manhã no hotel.
Na saída, Auby, apontada como possível candidata na corrida presidencial francesa de 2012, disse ter ouvido de Lula que ele “gostaria de ver uma mulher na Presidência da França”. Lula não falou com a imprensa até o momento.
Além de Auby, que é prefeita de Lille e ex-ministra do trabalho, também disputam a indicação pelo partido Ségolène Roayal (que perdeu para Nicolas Sarkozy) e o diretor-geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn. O atual presidente pode concorrer à reeleição, pela União Pelo Movimento Popular.

Auby disse que também falaram sobre as relações África-Brasil, África-América Latina e Sul-Sul. “A África está se desenvolvendo, começa a dar certo, o que a Europa tem dificuldades de entender. China e Brasil já compreenderam isso”, afirmou.
Sobre o desenvolvimento econômico, disse que ambos esperam ver um “novo modelo de desenvolvimento, com mais regulação financeira”. Ela elogiou o caminho trilhado pelo Brasil para sair da crise internacional. “[O país] compreendeu que era necessário estimular o consumo para sair da crise. Hoje o Brasil tem 5% de desemprego, antes era bem maior. É essa reflexão que deve haver entre os dirigentes do mundo, ao mesmo tempo escutando o desejo do povo nas ruas, que me parece uma boa forma de avançar e construir um bom caminho.”
Segundo Auby, “não há líder hoje no mundo, especialmente na Europa, em condições de levar a uma mudança”. Ela disse que “ninguém se impõe hoje em dia”.
Lula também foi recebido pelo presidente senegalês Abdoulaye Wade, para um encontro no palácio presidencial.
Ao ser recepcionado, elogiou a aparência de Wade, de 84 anos, que disse que Lula também parecia estar bem. “A vida de ex-presidente é melhor que a de presidente”, brincou Lula. Wade está na Presidência do Senegal desde 2000. Ele vai se candidatar a um novo mandato nas eleições do ano que vem.
Lula também disse a Wade que a presidenta Dilma Rousseff “está bem, vai fazer um governo exitoso”, e que também deve visitar o Senegal.
Edição: Talita Cavalcante

Brasil amplia parceria na produção de alimentos com países africanos

Ministro Afonso Forence cumprimenta o colega do Zimbábue Ngoni Masoka. Foto: Ubirajara Machado
Com o objetivo de ampliar parcerias na produção de alimentos com países africanos, o governo brasileiro firmou mais um Projeto de Cooperação Técnica, desta vez com o Zimbábue – um dos países mais pobres daquele continente. Coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), o programa “Mais Alimentos” visa se expandir para outros países.
“O Zimbábue tem uma estrutura que permitirá que a experiência africana do Mais Alimentos represente condições de êxito e para que o Brasil possa continuar a disponibilizar sua experiência e sua capacidade de produção de equipamentos para os países africanos e contribuir para a produção alimentar e melhoria de vida dos povos africanos”, disse o ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, ao definir o projeto.
O acordo firmado entre o ministro Florence e o secretário executivo do Ministério da Agricultura, Mecanização e Desenvolvimento da Irrigação do Zimbábue, Ngoni Masoka, alia assessoria técnica para estruturação da agricultura familiar e financiamento brasileiro para modernizar a infraestrutura produtiva dos agricultores familiares do país africano.
“O acordo vai atender à necessidade de máquinas para irrigação e ampliar a produção dos agricultores. Ele é fundamental para que os produtores possam usar a terra durante todo o ano”, ressaltou Masoka.

O acordo combina assessoria técnica e financiamento brasileiro para modernizar a infraestrutura produtiva dos agricultores familiares do Zimbábue, que solicitou ao Brasil um empréstimo de US$ 98 milhões para financiar a compra de máquinas e implementos agrícolas de indústrias brasileiras. As exportações serão realizadas em três etapas: junho e dezembro de 2011 e julho de 2012.
Este Projeto de Cooperação Técnica vai apoiar o Plano de Médio-Longo Prazo 2011–2030 desse país africano, que tem como objetivo garantir a segurança alimentar dos zimbabuanos por meio do aumento da produtividade da agricultura familiar e dos assentados da reforma agrária. O Plano tem como prioridade a mecanização, o desenvolvimento de esquemas de irrigação, o fortalecimento da assistência técnica e extensão rural e o crédito para a agricultura familiar.
Por meio de intercâmbio serão desenvolvidas ações de criação e manutenção de registros da agricultura familiar; desenho de sistemas e projetos de assistência técnica e extensão rural; criação de mercados institucionais para produtos da agricultura familiar; e treinamento para uso e manutenção das máquinas, equipamentos e dos esquemas de irrigação.
Sobre o Zimbábue

Localizado no sudeste da África, o Zimbábue tem 1,5 milhão de estabelecimentos familiares (97% do total de estabelecimentos agrícolas do país), distribuídos em 26 milhões de hectares (83% da área agrícola). A agricultura – espinha dorsal da economia do país – responde por entre 16% e 20% do PIB e a agricultura familiar, por 70% da produção de alimentos. As principais lavouras são milho, trigo, tabaco, algodão, chá, horticultura.
Acordo com Gana

Este é o segundo acordo firmado pelo MDA com países africanos como parte do Mais Alimentos África. Na semana passada, o ministro Afonso Florence assinou Termo de Cooperação Técnica que destina US$ 95 milhões para projetos de modernização da infraestrutura produtiva da agricultura familiar em Gana.

Mais Alimentos

Linha de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) criada em 2008, o Mais Alimentos promove a modernização produtiva das unidades familiares agrícolas de todo o Brasil. O Programa atende projetos individuais (até R$ 130 mil) e coletivos (até R$ 500 mil), com juros de 2% ao ano, até três anos de carência e prazo de pagamento do empréstimo de até dez anos. A linha de crédito financia tratores, máquinas, implementos agrícolas, colheitadeiras, veículos de transporte de carga, projetos para construção de armazéns e silos, cerca elétrica para isolamento do rebanho, melhoramento genético, correção de solo, formação de pomares e melhoria da logística administrativa das propriedades rurais, como a informatização dos estoques, entre outras ações.
A implantação do Mais Alimentos África é resultado do Diálogo Brasil – África sobre Segurança Alimentar, Combate à Fome e Desenvolvimento Rural, realizado em maio de 2010 em Brasília. A Câmara Brasileira de Comércio Exterior (Camex) já aprovou uma linha de crédito para países africanos de US$ 640 milhões (US$ 240 milhões para 2011 e US$ 400 milhões para 2012) para financiar exportações brasileiras de máquinas e equipamentos agrícolas para a agricultura familiar para países do continente.

Blog do Planalto

Refugiados do Brasil têm novo instrumento para a proteção dos seus direitos

Os cerca de 4,3 mil refugiados de 75 nacionalidades diferentes que encontraram abrigo no Brasil já podem se sentir mais seguros. O Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados), em parceria com o Ministério da Justiça, tornou disponível duas cartilhas sobre a questão dos refugiados no país: “Direito Internacional das Refugiados: Programa de Ensino” e “Direitos e deveres de solicitantes de refúgio no Brasil”.
As publicações definem, por exemplo, quem são os refugiados como “todos os homens e mulheres (incluindo idosos, jovens e crianças) que foram obrigados a deixar seus países de origem por causa de um fundado temor de perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, por pertencer a um
determinado grupo social ou por suas opiniões políticas”.
“A legislação brasileira sobre refúgio (Lei 9.474 de 22 de julho de 1997) também reconhece como refugiadas as pessoas que foram obrigadas a sair de seus países devido a conflitos armados, violência e violação generalizada de direitos humanos. Ais adiantes pessoas que cometeram crimes contra a humanidade, de guerra, contra a paz e crimes hediondos ou que participaram de atos terroristas ou de tráfico de drogas não poderão se beneficiar da condição de refugiado.”
Na mesma cartilha, foram expostas definições de migrantes como sendo “todas as pessoas que deixam seus países de origem com o objetivo de se estabelecer em outro, de forma temporal ou permanente”. Isso teve por objetivo melhor separar as duas condições de cidadãos como forma de auxiliar pessoas que buscam abrigo no Brasil.
“Os migrantes têm, em geral, motivações sociais e econômicas, pois fogem da pobreza ou do desemprego e buscam melhores condições de vida, como melhor acesso a trabalho, saúde e educação.”
A cartilha explica que o “Brasil assumiu o compromisso internacional de fornecer proteção a refugiados que, como qualquer cidadão brasileiro, buscam integração e sustento”. E explica mais adiante: “A solicitação formal de refúgio regulariza, temporariamente, a permanência do solicitante no Brasil, garantindo o direito ao trabalho e o acesso aos serviços públicos de saúde e educação. Se o pedido for negado, o estrangeiro deverá regularizar sua permanência nos, solicitando um visto. Caso o visto seja negado, deve-se abandonar o território nacional.”
O Acnur trabalha em parceria com universidades e centros de pesquisa da América Latina em defesa dos diretos dos refugiados em todo o mundo e acredita que essa parceria serve de incentivo à integração dos refugiados e promoção e desenvolvimento de seus direitos, além de divulgar o tema nos meios acadêmicos.
Para capacitar e orientar formadores de opinião, profissionais e acadêmicos sobre o Direito Internacional dos Refugiados, o Acnur e Ministério da Justiça publicaram a cartilha “Direito Internacional das Refugiados: Programa de Ensino”, que já havia sido criada no idioma espanhol para a América do Sul e agora foi adaptada para a língua portuguesa.
Já a cartilha “Direitos e deveres de solicitantes de refúgio no Brasil”, publicada em quatro línguas (português, francês, espanhol e inglês), foi desenvolvida para as pessoas com interesse em solicitar refúgio e as orienta sobre os procedimentos legais a serem seguidos e sobre seus direitos e deveres como refugiados legais no país. Além disso, a cartilha ainda informa os contatos (telefones e e-mails) de importantes com órgãos governamentais e organizações da sociedade civil que prestam assistência aos refugiados.

Para Marco Aurélio Garcia, sanções como as aplicadas ao Irã não fortalecem a paz

Marco Aurélio Garcia é assessor-chefe da Assessoria Especial da Presidenta da República. Foto: arquivo pessoal
Relações Exteriores
No terceiro post da série “Relações Exteriores”, o assessor-chefe da Assessoria Especial da Presidenta da República, Marco Aurélio Garcia, falou sobre a III Reunião de Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da América do Sul e de Países Árabes (Aspa), que será realizada no próximo dia 16/2, em Lima/Peru, e sobre a questão nuclear do Irã. Para ver os outros posts da série clique no selinho ao lado.
Num momento em que o Egito enfrenta grave crise política interna e que a Tunísia sofreu intensas mudanças em seu governo, a Aspa será uma oportunidade – disse Marco Aurélio – para os países sul-americanos e árabes estreitarem a aproximação já iniciada em um processo “irreversível”. Na opinião do assessor da presidenta, se a dinâmica de democratização no mundo árabe continuar ganhando corpo e se aprofundar, as condições de interlocução com a América do Sul, em especial com o Brasil, serão facilitadas.
“Nós esperamos evidentemente que, até a realização da Aspa, muitas dessas situações já estejam resolvidas, cristalizadas, de tal maneira que garanta, entre outras coisas, uma presença mais expressiva de dirigentes árabes”, afirmou.

Sobre a possibilidade de o Brasil continuar intermediando o diálogo com o Irã no tocante aos assuntos nucleares, Marco Aurélio Garcia explicou que o Brasil optou, conjuntamente com a Turquia, por mediar a questão que, naquele momento, apontava riscos à paz mundial. Entretanto, enfatizou, é preciso que se esclareça que o Brasil não possui qualquer tipo de relacionamento privilegiado com o Irã, nem de apoio ao formato político-institucional do país.
“É importante dizer que não houve uma preocupação do Brasil de estabelecer uma aliança privilegiada com o Irã. Nós temos relações com o Irã como nós temos com outros países do mundo, e naquele momento nós entendíamos que o tema da nuclearização para fins pacíficos ou não do Irã era um tema que tinha uma reverberação muito importante sobre a paz mundial (…). Os resultados não foram tanto na direção que nós gostaríamos que fossem, mas a política nem sempre produz resultados imediatos”, explicou.
Marco Aurélio lembrou, ainda, que apesar de o Brasil não ter sido favorável às medidas internacionais aplicadas ao Irã pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, já que “sanções não fortalecem a paz, pelo contrário, elas dificultam o relacionamento”, seguirá as orientações do Conselho da ONU, mesmo tendo votado contra elas.

Blog do Planalto

AGUINALDO LEMOS - Rumo as Eleições 2012, com um Projeto Popular e Democrático

Em Mamanguape, o PT já definiu só acredita nele mesmo, e por isso terá um projeto de desenvolvimento para o municipio, a partir da construção coletiva de um Programa de Governo Transparente e Democrático, e já tem 04 nomes para disputar pelo PT, a prefeitura da cidade em 2012, entre eles o do atual Presidente Municipal Aguinaldo Lemos, do Presidente Estadual da legenda Rodrigo Soares, do Professor da UFPB Emmanuel Falcão e o do Gerente da Caixa Economica Federal daquela cidade Rivaldo Lopes.

Sizenando Leal: “Ricardo Coutinho, economiza as custa do sofrimento de quem trabalha”

Políticas da Paraíba
sizen.jpgEm nota sindicalista acusa o governo de Ricardo Coutinho, de realizar economia as custa da miséria dos trabalhadores, ele lamenta ainda que o atual governador desconheça que o no mês de janeiro os professores tenham direito a férias coletivas.

Leia a integra da nota:
Governador Ricardo Coutinho tenta justificar cortes de salários, mas medida foi para economizar as custa do sofrimento de quem trabalha. Começou mal!
O Secretário estadual da Juventude, Esporte e Lazer, Fábio Maia, tenta justificar através da lei de responsabilidade fiscal uma medida que penaliza milhares de funcionários que vinham cumprindo com o seu dever. Para mim fica claro que o governo tem a responsabilidade de identificar quem trabalha e quem não trabalha.
Somente  uma cegueira política levaria ao desconhecimento da existência de muitos funcionários fantasmas  no estado da Paraíba, pessoas contratadas pelos ex-governadores, Maranhão, Cássio C. Lima que atualmente é aliado do Governador Ricardo Coutinho e de outros que governaram a Paraíba de acordo com os interesses das classes sociais dominantes. Fico estarrecido quando escuto e vejo os secretários e o próprio governador dizer que não pagará os salários dos protempories no mês de janeiro porque ninguém trabalhou em janeiro.
Será que Ricardo Coutinho não sabe que  as férias coletivos dos professores acontece no mês de janeiro e que a maioria  dos funcionários trabalhou no mês de janeiro fazendo matriculas? Concordo com o Secretário Fábio Maia quando diz que já tinha virado costume os desmandos no estado, mesmo que muita gente como eu ainda não tinha incorporado as praticas irregulares como “normais ou costumeiras”. 
O grande problema não foi fazer um cadastro para selecionar quem vai trabalhar ou não e sim não pagar aos servidores que trabalharam e contavam com os salários do mês de janeiro, porque achavam que não iriam pagar pelos erros dos governos que não realizaram concurso público que é a única maneira democrática de contratação. Essas medidas não vieram para moralizar a situação, foram adotadas apenas para economizar dinheiro a custa de muita injustiça e de muito sofrimento de pessoas que não eram fantasmas.
Quero saber quando o governo vai realizar um concurso geral para resolver de uma vez por todas. O SINTEP está convocando para o dia 16 de fevereiro, as 15 horas, no auditório da Associação Comercial, uma assembléia dos trabalhadores em educação do estado de Campina Grande e Região.

Espero que os professores e funcionários das escolas estaduais compareçam massivamente para que pressionar o governo e exigir respeito com todos que trabalham na educação pública, realização do concurso publico para o magistério e para servidores não docentes, atualização do piso salarial e pagamento de forma integral, aprovação de um plano de cargos para os funcionários das escolas e pagamento do mês de janeiro para os servidores protempories que trabalharam no mês de janeiro.

O Governo Ricardo Coutinho não deveria criminalizar os trabalhadores em educação e sim punir os verdadeiros culpados e os oportunistas. Como sempre tem acontecido, o pau quebrou nas costelas dos mais fracos. Se continuar assim, não é preciso ter bola de cristal para ver que o governo vai enfrentar muitos movimentos e greves no magistério.

Sizenando Leal Cruz

Dilma conversa hoje com enviado de Obama para a área econômica

Renata Giraldi - Repórter da Agência Brasil

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff se reúne hoje (7) à tarde com o enviado da área econômica do governo dos Estados Unidos. O secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, ficará apenas um dia no Brasil, mas terá tempo para conversar com Dilma, empresários e economistas em São Paulo. Ele vem ao país um mês antes de o presidente Barack Obama fazer sua primeira viagem às Américas do Sul e Central.

Geithner ocupa cargo equivalente ao de ministro da Fazenda no governo norte-americano. A previsão é que Obama desembarque no Brasil em meados de março, quando irá também ao Chile e a El Salvador.

Assessores norte-americanos informaram que Geithner quer conversar com as autoridades brasileiras sobre acordos de cooperação financeira e também sobre as negociações do G20 (grupo que reúne as 20 maiores economias mundiais).

Os líderes políticos dos países desenvolvidos e em desenvolvimento estão determinados a buscar alternativas que levem ao crescimento econômico mundial equilibrado. No final do ano passado, durante as reuniões do G20, os líderes também incluíram na ordem de prioridades a reforma das instituições financeiras.

Nos próximos dias 18 e 19, há reuniões de ministros da Fazenda e de bancos centrais do G20. Paralelamente, a França, que comanda o grupo e mais o G8 (Estados Unidos, Japão,  Alemanha, Grã-Bretanha, França, Itália, Canadá e Rússia) também promove reuniões.

Edição: Graça Adjuto

Dilma põe executivos de dois bancos para remodelar aviação civil

“A presidente Dilma Rousseff escolheu executivos de bancos para comandar a remodelação do setor brasileiro de aviação civil, chave para o país, que organizará a Copa-14 e, dois anos depois, os Jogos Olímpicos.
Safra, Rossano Maranhão, para ser ministro da Secretaria de Aviação Civil.

Ele havia sido sondado anteriormente para dirigir a Infraero. Diante da recusa, Dilma chamou o diretor de Liquidação do Banco Central, Gustavo Matos do Vale, para chefiar a estatal que administra os aeroportos do país.

Os dois convidados ainda não deram resposta definitiva. Têm, primeiro, que se desvencilhar das atuais atribuições. Mas Dilma já disse a eles que quer mudanças rápidas e deu carta branca para montagem de equipe -com a ressalva de que prefere "técnicos" nos cargos.

O governo calcula que terá de investir R$ 5,5 bilhões nos aeroportos que servirão as 12 sedes da Copa.”
Matéria Completa, ::Aqui::

Fórum Social Mundial começa em Dacar com marcha popular

RASÍLIA - Uma marcha popular com a participação de milhares de pessoas deu início neste domingo à 11ª edição do Fórum Social Mundial (FSM) que, durante seis dias, vai reunir em Dacar, Senegal, cerca de 450 mil participantes de 120 países. Os organizadores do FSM já anunciaram a chegada a Dacar do presidente da Bolívia, Evo Morales, do recém-eleito chefe de estado da Guiné-Conacri, Alpha Conde, assim como do ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. Lula já chegou a Dacar onde participa nesta segunda-feira de uma mesa sobre o futuro da África. No encontro ainda vão estar presentes o presidente da Comissão da União Africana, Jean Ping, e representantes de grupos de esquerda de vários países e do movimento contra a globalização. Dedicado ao tema "Resistência e Luta dos Povos de África", os trabalhos do FSM em Dacar vão estar concentrados nas atuais preocupações políticas, econômicas, sociais, culturais e ambientais. As manifestações, as conferências e os debates serão sediados na Universidade Cheikh Anta Diop, em Dacar, e na ilha de Gorée. Os organizadores esperam gastar 1,5 milhão de euros com o encontro, um orçamento financiado principalmente por organizações não-governamentais integrantes do FSM. A reunião do Fórum Social Mundial ocorre pela segunda vez na África. Em 2007, o evento foi realizado em Nairobi, no Quênia. Representante do governo brasileiro lembra evento em Porto Alegre - O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, chefia a delegação brasileira que participa do Fórum Social Mundial, que começou neste domingo na capital do Senegal. Além dele, também estão no Senegal a ministra da Secretaria de Direitos Humanos Maria do Rosário, e a da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial Luiza Helena de Barros. No discurso de abertura, Gilberto Carvalho lembrou que o país abrigou as primeiras edições do fórum, em Porto Alegre (RS), em 2001, onde se discutiram alternativas que, depois, se mostraram úteis no combate, por exemplo, à crise mundial. A crise nos levou a fugir do caminho imposto pelo FMI [Fundo Monetário Internacional] e outros órgãos, que levou à recessão e miséria, disse Carvalho. - Era a fórmula da derrota. Mas vimos que nós podíamos encontrar o caminho verdadeiro, deixando de lado a cartilha neoliberal. Preferimos apostar no financiamento à produção e no consumo interno, que nos tirou da crise antes dos outros.
Carvalho disse que o Brasil compareceu ao fórum para ouvir e partilhar experiências. De acordo com ele, "governo nenhum salva país algum" sem ouvir a sociedade.

PÓLVORA ALHEIA: Ricardo diz que vai iniciar obras que já foram feitas por Maranhão

Ricardo Coutinho anda bebendo na fonte de Fernando Henrique Cardoso e quer levar a melhor usando só o gogó ou no lero-lero.
Percebam que de súbito ele teve que vir a público gastar sua saliva para explicar o tumultuado início de governo.
Deveria ter vindo para apresentar macro-estratégias administrativas, mas fincou pé na ladainha do retrovisor replicado e fez grande esforço para tentar convencer que a violência está sobre controle.
Na Assembléia o governador repetiu um mungango de quase todos os políticos ao anunciar que realizará obras quase concluídas pelo antecessor Zé Maranhão como se fosse começar do zero.
Ricardo disse, e nos anais daquele poder estão gravados e taquigrafados para depois sua assessoria não vir dizer que estou inventando, que iria construir e inaugurar nos próximos 100 dias a estrada que liga Sumé a Congo e a que liga São Bento a divisa com o Rio Grande do Norte.
Exagero do governador, a estrada que liga Sumé a Congo tem uma extensão de 30 quilômetros e já está pronta e sinalizada, restando apenas um trecho de oito quilômetros, que na verdade é o que Ricardo vai executar.
No que se refere à estrada que liga São Bento a divisa, o blá, blá, blá foi ainda maior, pois ela está prontinha e o máximo que sua excelência pode se dignar a fazer é sinalizar horizontal e verticalmente.
As duas obras foram realizadas na gestão de dois anos do ex-govenador José Maranhão, que também deixou assegurado os recursos para conclusão.
Acho que o governador já percebeu que o buraco é mais embaixo e que talvez sua receita de gestão não consiga lhe devolver a popularidade em tempo hábil para não sofre duro revés nas eleições de prefeitos.
A velha raposa de Araruna anota tudo e se prepara para o revide.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Secretário do Tesouro dos Estados Unidos chega ao Brasil neste domingo

Da Agência Brasil
Brasília – O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, desembarca em São Paulo amanhã (6) à noite. Na segunda-feira (7) tem encontro com líderes empresariais na Fundação Getulio Vargas (FGV). Em seguida, embarcará para a capital federal, onde terá reuniões com a presidenta Dilma Rousseff e ministros.
Com a presidenta e com os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e das Relações Exteriores, Antonio Patriota, ele pretende definir a pauta de negociações para a visita oficial que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fará ao Brasil no mês de março.
De acordo com material divulgado pela embaixada norte-americana, o secretário do Tesouro (cargo equivalente ao de ministro da Fazenda no Brasil) deve ressaltar a importância da cooperação econômica e financeira entre os dois países. Na pauta também a discussão de questões bilaterais e de objetivos comuns do G-20, além do esforço conjunto para retomada da Rodada de Doha, no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Edição: Fernando Fraga

Rumo as eleições de 2012, com um Projeto Popular e Democratico, Mamanguape da a largada!


Em Mamanguape/PB, o PT já definiu, só acredita nele mesmo e, é por isso que defende um projeto de desenvolvimento para o município, a partir da construção coletiva de um Programa de Governo Transparente e Democrático, e já tem quatro nomes para disputar pelo PT a prefeitura da cidade em 2012, entre eles o do atual Presidente Municipal Aguinaldo Lemos, do Presidente Estadual da legenda Rodrigo Soares, do Professor da UFPB, Emmanuel Falcão e o do Gerente da Caixa Econômica Federal daquela cidade Rivaldo Lopes.
Todos os nomes citados são de enorme potencial e significa que Mamanguape sai na frente para estabelecer sua real importância política, igualando-se assim a João Pessoa, Campina Grande, Santa Rita, Bayeux e Cabedelo entre outros municipios paraibanos.
Os rumos já determinados pelos militantes e membros do Diretório Municipal do PT estão sendo amplamente debatidos em reunião que acontece nesse momento na sede do partido.