segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Justiça lança guerra contra o crack e às drogas

Combater o avanço das drogas, em especial do crack, foi um dos principais compromissos assumidos pelo atual ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. A primeira ação efetiva será a reunião agendada para sexta-feira, com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para se estabelecer ações conjuntas de tratamento de dependentes químicos.

A intenção, segundo recomendação da presidenta Dilma Rousseff, é promover uma aliança com governadores de todos os estados para a integração das das polícias Federal, Civil e Militar, e das áreas de inteligência. [
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Governo federal demitiu, em oito anos, 3 mil servidores por corrupção


Em oito anos do governo Lula, a Controladoria-Geral da União (CGU) expulsou quase 3 mil servidores públicos por corrupção. Do total de punições no período, as demissões somaram 2.544 casos. As destituições de cargos em comissão foram 247, e as cassações de aposentadorias, 178. As exonerações são uma resposta direta e certeira às indagações e acusações de grupos oposicionistas ao governo. Nesse caso, a alegação corriqueira da oposição de impunidade do governo não faz sentido algum, muito menos apresenta justificativa plausível.
Os dados constam do último levantamento realizado pela CGU, com informações sobre demissões, destituições de cargos comissionados e cassações de aposentadorias aplicadas a servidores públicos do Poder Executivo Federal. Somente em 2010, foram 521 os servidores penalizados por práticas ilícitas no exercício da função, o que representa um aumento de 18,94% em relação ao ano anterior. Em 2009, 438 servidores foram expulsos do serviço público. O principal tipo de punição aplicada em 2010 também foi a demissão, com 433 casos. Foram aplicadas ainda 35 penas de cassação de aposentadoria e 53 de destituição de cargo em comissão.

Zéca Dirceu

Dilma vai se mudar para o Palácio da Alvorada em fevereiro

Yara Aquino*
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Envolvida com a organização da equipe e das primeiras medidas de governo, a presidenta Dilma Rousseff adiou a mudança da Granja do Torto (que é a residência oficial de campo dos presidentes da República) para o Palácio da Alvorada (que é a residência oficial dos chefes de Estado). A partir da segunda quinzena de fevereiro, o Alvorada deve receber a nova inquilina.

A presidenta espera a conclusão de alguns reparos no palácio para se mudar. Ao ser eleita, ela avisou que passaria a viver no Alvorada acompanhada da mãe, Dilma Jane, e da tia, Arilda. Elas deixaram Belo Horizonte para morar com Dilma no Alvorada. A exemplo da Granja do Torto, o Alvorada terá um quarto reservado para a filha Paula, o marido Rafael Covolo e o neto Gabriel.

Desde o dia 15 de novembro, Dilma passou a morar na Granja do Torto e lá permaneceu durante todo o período de transição do governo. Os antecessores de Dilma, os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso afirmaram que o local era um dos mais agradáveis de Brasília, porque reunia beleza natural com uma arquitetura simples e acolhedora.

Os ex-presidentes também elegeram a Granja do Torto como o lugar para as reuniões ministeriais. Além de uma ampla sala, o local, que fica distante do centro de Brasília, dispõe de uma ampla área privativa. Ao se mudar para o Torto, Dilma repetiu o que fez o presidente Lula, em 2002, durante a transição.

Antes de Lula e Dilma, também moraram no Torto os ex-presidentes João Goulart e João Baptista Figueiredo. O local reúne obras de arte que pertencem ao acervo da Presidência da República.

De acordo com amigos e assessores, a mãe e a tia da presidenta tinham o costume de passar temporadas na casa dela em Brasília. Mas a pedido de Dilma ambas mudarão para o Alvorada para lhe fazer companhia.

*Colaborou Renata Giraldi

Edição: João Carlos Rodrigues

Dilma conversa com presidente da Ucrânia sobre projeto de lançamento de foguetes


Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff recebeu na manhã de hoje (10) telefonema do presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich. Eles conversaram, por cerca de 20 minutos, sobre a parceria na construção do projeto do foguete ucraniano Cyclone 4, que deverá ser lançado ainda este ano a partir do Centro de Alcântara (no Maranhão). Na Ucrânia, os cientistas dispõem de tecnologia para a fabricação de foguetes, mas não detêm centros de lançamentos.

O escritório de engenharia ucraniano responsável pela produção do foguete é o Yuzhnoye. A série de foguetes Cyclone é considerada uma das mais bem-sucedidas entre as já desenvolvidas. Em 226 testes de lançamento, houve apenas seis falhas, segundo dados da assessoria do projeto.

Yanukovich afirmou ainda, na conversa com Dilma, que pretende visitar o Brasil em maio. O presidente convidou a brasileira para ir à Ucrânia e a parabenizou pela vitória nas eleições, desejando sorte durante o governo. Em 2011, serão comemorados 120 anos da chegada dos primeiros imigrantes ucranianos ao país.

Durante a conversa com Yanukovich, Dilma lembrou que o Brasil abriga a terceira maior comunidade de imigrantes ucranianos. A estimativa é que cerca de 1 milhão de descendentes de ucranianos vivam no Brasil, principalmente no Paraná. A Ucrânia até 1991 fazia parte da antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). É um país considerado berço cultural.

A Ucrânia é uma república que segue o sistema de governo semipresidencial – tendo presidente e um primeiro-ministro. Os Poderes Judiciário, Legislativo e Executivo são autônomos. Há eleições diretas para a escolha do presidente da República e dos 450 parlamentares. Mas o presidente da República e o primeiro-ministro indicam os governantes das 24 províncias.

Correios lançam selo em homenagem ao ex-presidente Lula

A Empresa Brasileira de Correios (ECT) colocou em circulação no dia 1º de janeiro deste ano um selo, de tiragem limitada com 900 mil exemplares, em homenagem ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O selo tem valor facial de R$ 2,00 e também é vendido na loja virtual dos Correios.

Segundo a Norma 500/05 do Ministério das Comunicações, entre os critérios para emissão de selo alusivo a pessoas vivas se enquadra homenagem a chefes de Estado, atletas que obtiveram a 1ª colocação em Jogos Olímpicos e ganhadores do prêmio Nobel.

O selo apresenta a foto oficial do segundo mandato do ex-presidente Lula nos jardins do Palácio da Alvorada. Em segundo plano, a imagem apresenta os arcos do Palácio da Alvorada, moradia oficial do Presidente da República.

Do G1
Ministro da Defesa disse que apoia instalação da comissão da verdade.
Ele convidou José Genoino para ser assessor especial da pasta.
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, durante
entrevista ao programa Bom Dia Ministro.
(Foto: Marcello Casal Jr/AB)
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, rebateu nesta sexta-feira (7) as críticas à presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e familiares no Forte dos Andradas, base do Exército no Guarujá, no litoral sul de São Paulo. Desde terça (4) Lula está no local para passar férias. "Considero [as críticas] ridículas, absolutamente ridículas", disse Jobim, durante entrevista ao programa Bom Dia Ministro.
"O presidente que já deixou o mandato e deseja passar momentos de lazer com a proteção necessária, o fará em ambiente do Exército. A decisão foi correta e eu acho as críticas absolutamente ridículas e sem fundamentação", afirmou.
O decreto que regulamenta os benefícios para ex-presidentes não prevê hospedagem gratuita em imóveis da União. Prevê apenas a cessão de seguranças, motoristas, assessores e carros. A Casa Civil informou que férias de ex-presidentes em instalações militares não são permitidas, exceto em caso de convite. De acordo com o Ministério da Defesa, Lula está no Forte dos Andradas a convite do ministro Jobim e as despesas serão pagas pelo Exército.
Durante o período em que esteve na presidência, Lula passou cinco períodos de descanso no local. A última vez foi em janeiro do ano passado. Uma suíte presidencial foi construída especialmente para ele.
Ditadura
Durante a entrevista, Nelson Jobim disse ser favorável à instalação da comissão verdade sobre os mortos e desaparecidos durante a ditadura e que não há divergências entre ele e a nova ministra de Direitos Humanos, Maria do Rosário. Ela afirmou na cerimônia de posse que defenderá a instalação da comissão durante sua gestão. "Estamos de acordo. Nós precisamos conhecer a verdade. Tem todo o apoio do Ministério da Defesa", disse o ministro.
O projeto de lei que cria a comissão foi enviado ao Congresso em maio de 2010 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aguarda aprovação. De acordo com o projeto de lei, a comissão, que tem por objetivo “promover a reconciliação nacional”, terá a função de “promover o esclarecimento circunstanciado dos casos de torturas, mortes, desaparecimentos forçados, ocultação de cadáveres e sua autoria, ainda que ocorridos no exterior”.
Jobim ressaltou que a comissão não pode ser utilizada para retaliar os militares. "O que não pode ter é retaliação. Estamos cobertos pela Lei de Anistia. Queremos o conhecimento do passado para construir o futuro, e não para retaliar", afirmou.
Em abril de 2010, o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou ação proposta pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que questionava a concessão de anistia a agentes de Estado envolvidos em crimes como tortura, assassinatos e desaparecimentos durante o regime militar. Na avaliação da maioria da Corte, a anistia "ampla, geral e irrestrita" foi responsável pela transição pacífica entre o regime autoritário militar e o regime democrático atual. A Lei de Anistia foi aprovada há 30 anos.
Assessor
Jobim disse que convidou o ex-deputado e ex-presidente nacional do PT José Genoino para assessorá-lo. "Convidei o deputado José Genoino para ser meu assessor. Ele teve uma atuação destacada no Congresso e nos ajudou no debate das questões relativas à Defesa", disse. "Tenho relações estreitas com ele [Genoino] e fiz um convite. Ele não respondeu. Ficamos de conversar em fevereiro. Seria uma função de assessor direto do ministro", afirmou.
Genoino participou da Guerrilha do Araguaia e foi preso e torturado pelos militares na década de 70. Ele passou cinco anos preso. Em 2005, Genoino deixou o comando do PT por estar envolvido no escândalo do mensalão. Ele é um dos réus no processo que tramita no STF. Genoino nega as acusações.
Caças
A respeito da compra dos caças para renovar a frota da Força Aérea Brasileira, Nelson Jobim afirmou que a questão deve ser resolvida ainda neste semestre. "Esse assunto terá que ser resolvido neste ano e ela [presidente Dilma Rousseff] sabe disso, pelo menos neste semestre, no mínimo, uma vez que em 2016 começam a vencer os ciclos de vida dos Mirage 2000", disse.
Em declarações anteriores, Jobim afirmou que a França tem vantagem na disputa pelo fornecimento de caças para a Força Aérea Brasileira (FAB). O Brasil abriu concorrência internacional para comprar 36 caças. Estão na disputa os caças Grippen, da Suécia; os F-18, dos Estados Unidos; e os Rafale, da França.

Estilo Dilma de governar só aparecerá em três meses, dizem analistas

Redação, Correio do Brasil / ABr

“A presidenta Dilma Rousseff se dedicou na primeira semana do seu governo a reuniões com ministros e assessores, conversas com líderes partidários e representantes do Judiciário, além de audiências com autoridades estrangeiras. A rotina foi semelhante à dos antecessores os ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso. No próximo dia 14, Dilma faz a primeira reunião ministerial.

Cientistas políticos afirmam que somente dentro de três meses será possível fazer as distinções entre o estilo de Dilma, Lula e Fernando Henrique. Para os especialistas, a primeira etapa de governo é sempre dedicada às negociações e a aplacar as tensões entre os partidos da base aliada.

– Mais atrás, no governo Fernando Henrique Cardoso, houve a mesma coisa. O presidente tem que, primeiro, compor o grupo executivo, o segundo e terceiro escalão. Essa negociação fica tensa quando os partidos começam a dividir o micro-espaço, o que começa a acontecer agora – afirmou o cientista político Antônio Flávio Testa, que é pesquisador em várias instituições acadêmicas.

O cientista político da Universidade de Brasília (UnB) Leonardo Barreto disse que negociar é a palavra de ordem.

– (A presidenta) tem de negociar primeiro para depois aparecer nas cerimônias. Existe uma espécie de instituição informal de que há uma lua-de-mel que dura 100 dias e, dependendo do que se faz, isso fica marcado para o resto do mandato. Existe uma parte de planejamento e execução de medidas para mostrar resultados o mais rápido possível – afirmou.”
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Nogueira Jr.

Oposição a Dilma encolhe na Câmara e no Senado

Diante da nova derrota, todos concordam que os partidos contrários ao Governo precisam repensar sua atuação

Mário Coelho e Edson Sardinha, Congresso em Foco / MidiaNews

O resultado das eleições de outubro para a Câmara dos Deputados e para o Senado encolheu ainda mais a oposição ao Governo Federal. A partir de 1º de fevereiro, quando os novos parlamentares tomam posse, a base aliada à presidenta Dilma Rousseff (PT) será formada por 402 deputados (de 513) e 59 senadores (de 81).

A ampla vantagem númerica pode transformar a relação de Dilma com o Congresso mais tranquila, mas forçará os integrantes da oposição a olhar para os erros do passado e buscar novas formas de atuação.

No dia da posse de Dilma, em 1º de janeiro, o Congresso em Foco ouviu integrantes da oposição. A maior parte dos entrevistados considerou que os oposicionistas devem ter uma postura mais firme contra o governo federal. Eles chegam a apontar erros de atuação durante os oito anos de governo Lula. “Tolerância com o Governo em razão da popularidade do presidente. Muitos não fizeram oposição com medo disso. E acabaram se estrepando inclusive nas suas próprias candidaturas”, disse o senador Demóstenes Torres (DEM-GO).
Colega de partido do senador goiano, o deputado José Carlos Aleluia (BA) é mais duro na autoavalição. Diz que a oposição se equivoca no seu papel. Para ele, os opositores ajudam o governo criticando e apresentando novos caminhos.

“Nós estamos no caminho errado. A oposição tem o dever de mostrar que temos caminhos diferentes”, disse o parlamentar baiano. Para ele, Lula deixa uma herança maldita para Dilma Roussef. “Ele montou uma máquina de um país que é um dos que mais arrecada no mundo e um dos que menos investe”.
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Mercadante nomeia o sociólogo Glauco Arbix para comandar a Finep

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O sociólogo Glauco Arbix será o novo presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Ele foi nomeado pelo novo ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante.

Glauco Arbix é professor da Universidade de São Paulo (USP) e integrante do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia. De 2003 a 2006, ele presidiu o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Paulista de Americana, Arbix fez pós-doutorado em renomadas universidades dos Estados Unidos, como o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, sigla em inglês) e a Universidade de Columbia, além da London School of Economics, no Reino Unido.

Arbix irá substituir o cientista político Luis Fernandes. A Finep é uma empresa pública, ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, que financia e fomenta projetos de inovação no setor empresarial.

Assim que assumiu o ministério, Mercadante disse que estuda transformar a Finep em uma espécie do banco para financiar a pesquisa científica e a inovação no país, semelhante ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo o novo ministro, a ideia é que a Finep disponha de recursos além dos provenientes do Tesouro Nacional. Em 2010, o orçamento da empresa foi de R$ 4,2 bilhões.

Edição: Lana Cristina

sábado, 8 de janeiro de 2011

O PIG está de volta. A todo o vapor

Reproduzo matéria de Rodrigo Monteiro, publicada no blog Viomundo:

É mole? Esse PIG só pode estar de brincadeira. Dilma tomou posse no sábado. Teoricamente hoje, 07.01, é o 5º dia de governo da presidenta. Pois Merval Pereira já soltou essa pérola: “está sendo tão difícil para Lula desencarnar do papel de presidente da República quanto para Dilma assumir integralmente a função para a qual foi eleita”.

Como bem percebo o PIG não é feito de colunistas ou articulistas, mas sim de juizes, “sentenciadores”. Eles olham e decidem “o que é”, “do que se trata”. Pois com a incrível velocidade de 5 dias Merval já decidiu que “está sendo difícil para Dilma assumir integralmente a função para a qual foi eleita”. O cara é um gênio.

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De Eliane Cantanhêde, a musa da febre amarela e da massa cheirosa, misturando o governo Dilma com chuvas e desmoronamentos:

“Depois da ira dos italianos por causa do Battisti, das provocações do PMDB, da suspensão das nomeações de segundo escalão, do veto a um mínimo superior a R$ 540, do general Elito dizendo que “não há vergonha” nos desaparecimentos da ditadura… Dilma Rousseff conseguiu finalmente criar ontem um factoide, ops!, uma notícia positiva para saciar a imprensa e a sociedade neste início de ano e de governo com chuvas, desmoronamentos, confusões e rebeldias de aliados”.

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De Ricardo Melo, na Folha, confundindo a emissão de passaportes para filhos de Lula com o “rouba mas faz”:

“Claro, muitos vão dizer que o assunto é miudeza diante de realizações da gestão Lula. Mas, queira-se ou não, no fundo, no fundo, o que está por trás de tal comportamento é a mesma matriz ética que consagrou o antigo “rouba, mas faz”. O problema não é o montante envolvido, mas a filosofia de um governo. Para dissipar fantasmas, a presidente tem uma ótima oportunidade para mostrar que não é um clone. Basta cassar o privilégio e mandar os Cláudios pegarem a fila como qualquer brasileiro”.

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Além da miudeza dos passaportes, teve também a mixaria das férias de Lula em área do Exército, em Guarujá. Pelo menos eu acho: é mixaria.

PS do Viomundo: E tem mais gente no governo Dilma louquinho para sair no PIG que qualquer outra coisa…

Fonte: Blog do Miro
Uma trincheira na luta contra a ditadura midiática

Dilma se encontra com presidente da Argentina no próximo dia 31 de janeiro


 SRDZ

“Dilma Rousseff deve fazer sua primeira viagem internacional como presidente no próximo dia 31 de janeiro. O destino é a Argentina. Apesar de a data não ter sido confirmada pelo governo brasileiro, o jornal argentino "La Nación" divulgou que o encontro entre a presidente Cristina Kirchner e a petista vai acontecer neste dia.

Dilma vai tratar da demarcação da América do Sul como prioridade para a política externa do Brasil. Além da Argentina, ela deve passar, também, pelo Uruguai e Paraguai.

Já em fevereiro, Dilma vai até o Peru, para participar de reuniões com os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Colômbia, Juan Manuel Santos, para definir a data de visita da presidente aos dois países.

Até o mês de abril, Dilma pretende ir ao Chile.



Já é o começo do Golpe

Rui Martins, Correio do Brasil

“Se você faz parte dos 87% que apoiavam o governo Lula, fique alerta – no mais escondido covil de serpentes e escorpiões trama-se um golpe institucional contra o governo de Dilma, mesmo se esse governo começou com 62% de aprovação popular.

Desta vez, ao contrário do golpe de 1964 não se trama nos quartéis com o apoio declarado dos Estados Unidos. A trama é bem mais sutil – não se acena com a paranóia do perigo vermelho, mas com base em pretensos arrazoados jurídicos se quer desmoralizar e desautorizar o ex-presidente Lula e se colocar no ridículo a presidenta Dilma, que será destituída do poder de decisão.

O golpe não parece financiado só por dólares americanos, como no passado, mas igualmente por euros vindos da Itália. Aparentemente trata-se da extradição ou não extradição de um antigo militante italiano, Cesare Battisti, condenado num processo italiano fajuto à prisão perpétua, mas a verdade submersa do iceberg é bem outra.

Quem leu as revelações do Wikileaks quanto as opiniões dos EUA sobre Lula, considerado suspeito, e Celso Amorim, considerado antiamericano, e que acompanhou a campanha contra a eleição de Dilma, sabe muito bem haver interesses de grupos internacionais em provocar uma crise institucional no Brasil.

Será também a maneira de grupos econômicos estrangeiros impedirem a atual emergência do país como potência mundial. A Itália neofascista de Berlusconi com seu desejo de recuperar um antigo militante esquerdista é apenas uma providencial pretexto para os grupos políticos e econômicos internacionais incomodados com o Brasil líder do G-20 e vitorioso contra os EUA na OMC.

O que se quer agora, com o caso Battisti, é subverter as instituições brasileiras, mergulhar-se o país numa confusão entre o poder do Executivo e o poder do Judiciário, anular-se uma decisão do ex-presidente Lula para se abrir o caminho a que governança do Brasil seja sujeita à aprovação do STF. Para isso conta-se, como em 1964, com os vendilhões da nossa soberania e com os golpistas da grande imprensa.”
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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Marisa Leticia Lula da Silva: as palavras que precisavam ser ditas


Foram oito anos de bombardeio intenso, tiroteio de deboches, ofensas de todo jeito, ridicularia, referências mordazes, críticas cruéis, calúnias até. E sem o conforto das contrapartidas. Jamais foi chamada de "a Cara" por ninguém, nem teve a imprensa internacional a lhe tecer elogios, muito menos admiradores políticos e partidários fizeram sua defesa. À "companheira" número 1 da República, muito osso, afagos poucos. Ah, dirão os de sempre, e as mordomias? As facilidades? O vidão? E eu rebaterei: E o fim da privacidade? A imprensa sempre de olho, botando lente de aumento pra encontrar defeito? E as hostilidades públicas? E as desfeitas? E a maneira desrespeitosa com que foi constantemente tratada, sem a menor cerimônia, por grande parte da mídia? Arremedando-a, desfeiteando-a, diminuindo-a? E as frequentes provas de desconfiança, daqui e dali? E - pior de tudo - os boatos infundados e maldosos, com o fim exclusivo e único de desagregar o casal, a família? Ah, meus queridos, Marisa Letícia Lula da Silva precisou ter coragem e estômago para suportar esses oito anos de maledicências e ataques. E ela teve.


Começaram criticando-a por estar sempre ao lado do marido nas solenidades. Como se acompanhar o parceiro não fosse o papel tradicional da mulher mãe de família em nossa sociedade. Depois, implicaram com o silêncio dela, a "mudez", a maneira quieta de ser. Na verdade, uma prova mais do que evidente de sua sabedoria. Falar o quê, quando, todos sabem, primeira-dama não é cargo, não é emprego, não é profissão? Ah, mas tudo que "eles" queriam era ver dona Marisa Letícia se atrapalhar com as palavras para, mais uma vez, com aquela crueldade venenosa que lhes é peculiar, compará-la à antecessora, Ruth Cardoso, com seu colar poderoso de doutorados e mestrados. Agora, me digam, quantas mulheres neste grande e pujante país podem se vangloriar de ter um doutorado? Assim como, por outro lado, não são tantas as mulheres no Brasil que conseguem manter em harmonia uma família discreta e reservada, como tem Marisa Letícia. E não são também em grande número aquelas que contam, durante e depois de tantos anos de casamento, com o respeito implícito e explícito do marido, as boas ausências sempre feitas por Luís Inácio Lula da Silva a ela, o carinho frequentemente manifestado por ele. E isso não é um mérito? Não é um exemplo bom?
 
Leia matéria completa .::aqui::. é excelente, vale a pena.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Dilma convoca reunião ministerial para debater economia e governo

A primeira reunião ministerial do governo da presidente Dilma Rousseff será no próximo dia 14, sexta-feira, no Palácio do Planalto. A decisão foi tomada na noite da segunda-feira (3) durante a reunião da coordenação política do governo. O tema principal será a economia. Também se discutirá sobre normas e procedimentos de governo.
De acordo com o ministro de Relações Institucionais, Luiz Sérgio, o encontro servirá para situar o primeiro escalão do governo sobre a conjuntura econômica mundial e interna. Dilma pediu ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, que prepare uma exposição sobre o tema.
Quando foi anunciado no cargo, Mantega adiantou que os primeiros anos do governo Dilma Rousseff terão um caráter mais sóbrio, economicamente. O responsável pelas contas do governo anunciou corte de gastos e uma política anti-cíclica que prevê maior contenção. No dia da posse, Mantega desenhou um cenário internacional com um crescimento menor das economias emergentes.
Luiz Sérgio disse que a reunião ministerial servirá também para que os novos ministros possam se conhecer e tomar ciência das normas e procedimentos do cargo. “Vamos unificar o time”, resumiu. “Há muitos ministros que ainda não se conhecem”.
Na reunião desta segunda não houve discussão sobre as medidas de contenção de gastos que deverão ser adotadas pelo governo ou cortes no Orçamento. Segundo Luiz Sérgio, esses assuntos serão tratados somente após a reunião ministerial. “O pessoal do Planejamento é muito competente, mas apenas um dia de trabalho não é suficiente para definir esse assunto”, disse.
A eficiência do setor público, fator que a presidente tem defendido como um dos mecanismos responsáveis pelo desenvolvimento social, deverá, por sua vez, ser discutida em uma reunião ainda esta semana, quando Dilma convocará os ministros da área social para traçar metas específicas. Nesta pauta, é possível que já sejam analisados os mecanismos para um reajuste do programa Bolsa Família ainda neste semestre, conforme anunciado pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior.
Em relação à discussão sobre a divisão de cargos no segundo escalão do governo, Luiz Sérgio negou que haja crise entre o PT e o PMDB. De acordo com ele, a relação dos dois partidos “é muito tranquila”. “Não estamos vendo o que alguns órgãos estão noticiando. Não existe crise. A relação está muito tranquila. O PMDB é parte importante desse projeto, que está colocando o Brasil em outro patamar. Esse debate sobre cargos vai se dar de forma muito tranquila. A relação com o PMDB está muito boa”, afirmou o ministro.
Perguntado se já tinha agendado algum encontro, como ministro das Relações Institucionais, com algum líder do PMDB, Luiz Sérgio disse apenas que as conversas vêm acontecendo, mas citou apenas o vice-presidente Michel Temer, ex-presidente do PMDB.
Da reunião da coordenação política, participaram além de Luiz Sérgio, os ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral), Helena Chagas (Secretaria de Comunicação), Guido Mantega (Fazenda), Miriam Belchior (Planejamento), José Eduardo Cardozo (Justiça), Antonio Palocci (Casa Civil) e o chefe-de-gabinete de Dilma, Gilles Carriconde Azevedo.
Durante a tarde, Dilma recebeu, em audiências separadas, para conversas institucionais, os chefes dos demais poderes da República: o presidente do Congresso, José Sarney (PMDB-AP); e o do Supremo Tribunal Federal, César Peluso, além de Marco Maia, que exerce a Presidência da Câmara dos Deputados e é candidato a permanecer no cargo por força de um acordo entre o PT e o PMDB.

Site Vermelho

Argentina será o primeiro país visitado por Dilma Rousseff

A Argentina será o primeiro país visitado pela presidenta Dilma Rousseff, confirmou o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota. Ainda em janeiro, o país será representado pelo próprio Patriota, em visita agendada para o próximo dia 10 e, na sequência, no dia 16, pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim.
“Conversei com a presidente Dilma Rousseff e ela tem intenção de ir a Buenos Aires logo no início do ano, antes da Cúpula América do Sul Países Árabes”, afirmou Patriota. A cúpula ocorrerá em Lima, no Peru, em meados de fevereiro. Segundo o chanceler argentino, Héctor Timerman, a data da visita de Dilma ainda está em negociação porque a presidenta argentina, Cristina Kirschner, tem uma viagem programada para o Oriente Médio

Mais cedo, o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia havia dito que, além da Argentina, outros países que deverão ser visitados em breve por Dilma Rousseff são o Uruguai, os Estados Unidos e a China. Patriota e Timerman lembraram que a boa relação de ambos vem desde os tempos em que foram embaixadores nos Estados Unidos. “Vou com a satisfação de saber que a amizade entre mim e Antonio é a mesma amizade entre o Brasil e a Argentina, países que caminham juntos e integrados”, destacou Timerman

 - Guerrilheiros Virtuais