sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Fátima Oliveira: Começa a reação das mulheres contra o “aiatolá” Serra
Eleições presidenciais 2010: em leilão, os ovários das mulheres!
Fátima Oliveira*
ESPECIAL PARA O VIOMUNDO
“Isso aqui”, o Brasil, não é um colônia religiosa, não é um Reino e nem um Império, é uma República! Dado o clima do segundo turno das eleições presidenciais brasileiras, parece que as urnas vão parir uma Rainha ou um Rei de Sabá, uma Imperatriz ou um Imperador, que tudo pode, manda em tudo e que suas vontades e ideias, automática e obrigatoriamente, viram lei! Não é bem assim…
Bastam dois neurônios íntegros para nos darmos conta que o macabro leilão de ovários (com os ovários de todas as brasileiras!), em que o aborto virou cortina de fumaça, objetiva encobrir o discurso necessário para o povo brasileiro do que significa, timtim por timtim, eleger Dilma ou Serra.
No tema do aborto a tendência mundial é, no mínimo, o aumento dos permissivos legais, que no Brasil são dois, desde 1940: gravidez resultante de estupro e risco de vida da gestante. Pontuando que legalização do aborto ou o acesso a um permissivo legal existente não significa jamais a obrigatoriedade de abortar, apenas que a cidadã que dele necessitar não precisa fazê-lo de modo clandestino, praticando desobediência civil e nem arriscando a sua saúde e a sua vida, cabe ao Estado laico e democrático colocar à disposição de suas cidadãs também os meios de acessar um procedimento médico seguro, como o abortamento.
Negá-lo, como tem feito o Brasil, que se gaba de possuir um dos sistemas de saúde mais badalados do mundo que garante acesso universal a TODOS os procedimentos médicos que não estão em fase de experimentação, é imoral, pois quebra o princípio do acesso universal do direito à saúde! Eis os termos éticos para o debate sobre o aborto numa campanha eleitoral. Nem mais e nem menos!
Então, o que estamos assistindo nas discussões do atual processo eleitoral é uma disputa para ver quem é a candidatura mais CAPAZ de desrespeitar os princípios do SUS, pasmem, em nome de Deus, num Estado laico! Ora, quem ocupa a presidência da República pode até ser carola de carteirinha, mas para consumo pessoal e não para impor seus valores para o conjunto da sociedade, pois a República não é sua propriedade privada!
Repito, não podemos esquecer que isso aqui, o Brasil, é uma República que se pauta por valores republicanos a quem todos nós devemos respeito, em decorrência, não custa nada dizer às candidaturas que limitem as demonstrações exacerbadas de carolice ao campo do privado, no recesso dos seus lares e de suas igrejas, pois não estão concorrendo ao governo de um Estado teocrático, como parece que acreditam. Como cidadã, sinto-me desrespeitada com tal postura.
As opções religiosas são direitos pétreos e questões do fórum íntimo das pessoas numa democracia. Jamais o norte legislativo de uma Nação laica, democrática e plural. Para professor uma fé e defendê-la é preciso liberdade de religião, só possível sob a égide do Estado laico, onde o eixo das eleições presidenciais é a escolha de quem a maioria do povo considera mais confiável para trilhar rumo a um país menos miserável, de bem-estar social, uma pátria-mátria para o seu povo.
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quinta-feira, 7 de outubro de 2010
PT pede investigação sobre panfleto contra Dilma
Por Andrea Jubé Vianna
"Queremos a responsabilização criminal de quem confeccionou o panfleto, isso é crime eleitoral", observou Dutra. O texto remete ao Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), lançado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva no fim do ano passado.
Num dos trechos, o texto diz que "o PNDH-3 é um projeto de lei que tem por objetivo implantar em nossas leis a legalização do aborto, acabar com o direito da propriedade privada, limitar a liberdade religiosa, perseguir cristãos, legalizar a prostituição (e onde fica a dignidade dessas mulheres?), manipular e controlar os meios de comunicação, acabar com a liberdade de imprensa. "É um decreto preparatório para um regime ditatorial."
Em outro trecho, o panfleto recomenda a visita ao site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, um dos fundadores da Sociedade Brasileira de Defesa de Tradição, Família e Propriedade (TFP), uma das mais conservadoras do País. Ao final, o documento aconselha que essas informações sejam divulgadas nas redes sociais da internet, como blogs, Orkut e Twitter. As assessorias do PSDB nacional e do candidato Serra afirmaram que não têm relação com a confecção do panfleto.
Ag. Estado
Imperdível: o primeiro programa eleitoral de Serra
O blog Seja Dita a Verdade tem feito vídeos imperdíveis sobre as inverdades ditas por Serra em seus programas eleitorais. Mentiras, como a de que há dois professores por sala de aula e de que o professor é uma das prioridades do governo tucano, são substancialmente desmascaradas. Sem dúvida, a educação nunca foi importante nos governos do PSDB. Até tentaram privatizar as universidades públicas na gestão FHC, mas foram impedidos pelos movimentos sociais.
Sergio Guerra: Nós vamos acabar com o PAC
. Vejamos o que disse Sergio Guerra na entrevista na Veja:
Isso é o PAC na realidade – e nós vamos acabar com ele.
Ah, e tem ainda o trecho em que o presidente dos tucanos anuncia que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), uma das meninas dos olhos do governo Lula, será riscado do mapa no caso de vitória do governador de São Paulo, José Serra, para presidente da República.... "Apenas os projetos eleitoreiros, os que têm padrinhos políticos, estão andando... Isso é o PAC, - e nós vamos acabar com ele", prometeu o presidente do PSDB.Sergio Guerra também disse:"Iremos mexer na taxa de juros, no câmbio e nas metas de inflação. Essas variáveis continuarão a reger nossa economia, mas terão pesos diferentes" Está tudo aqui na revista dos tucanos
OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Ricardo Coutinho da depoimento sobre Zé Maranhão
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Militancia petista a todo vapor.
Dezenas de dirigentes do PT de toda a Paraíba estiveram unidos hoje, vale aqui fazer justiça, pois companheiros de vários Diretórios do interior paraibano também fizeram questão de registrar suas presenças: Marcos Galeguinho de Rio Tinto, Edson e Enio de Sapé, Maria de Sobrado, Aguinaldo de Mamanguape, Gilberto de Itabaiana, Nelson Anacleto, grande e valoroso companheiro de Lagoa Sêca, Elias do município de Jacaraú, Joca e Fabiano de Cabedelo, Estoecio e Emmanuel de Teixeira e Maturéia respectivamente, Mano Lopes o nosso grande vereador em Baía da Traição e tantos outros, lembro também com muito carinho das candidatas, Ana Clara Maia, Lila e Socorro Pimentel, verdadeiras guerreiras e autênticas militantes do Partido dos Trabalhadores.
Na eleição de domingo, a vitória foi nossa
ImageNo momento em que deflagramos a batalha para o 2º turno, não podemos esquecer nem desprezar, de forma nenhuma, a imensa vitória que obtivemos no 1º turno. Vencemos não apenas pelos 47,7% de votos que nossa candidata, Dilma Rousseff (governo-PT-partidos aliados) obteve, mas pelos resultados nas eleições para o Congresso Nacional e para os governos estaduais. Pela terceira vez consecutiva, o PT foi o partido mais votado no país. Elegemos 88 deputados federais e 12 senadores. Junto com os partidos que compõem a base do governo Lula - PMDB, PC do B, PSB, PR, PDT - conquistamos 60% dos votos para a Câmara dos Deputados, o que nos dá uma ampla maioria. Ganhamos, também, 3/5 do Senado, derrotando praticamente todas as lideranças mais expressivas da aliança DEM-PSDB.
ImageNo momento em que deflagramos a batalha para o 2º turno, não podemos esquecer nem desprezar, de forma nenhuma, a imensa vitória que obtivemos no 1º turno. Vencemos não apenas pelos 47,7% de votos que nossa candidata, Dilma Rousseff (governo-PT-partidos aliados) obteve, mas pelos resultados nas eleições para o Congresso Nacional e para os governos estaduais.
Pela terceira vez consecutiva, o PT foi o partido mais votado no país. Elegemos 88 deputados federais e 12 senadores. Junto com os partidos que compõem a base do governo Lula - PMDB, PC do B, PSB, PR, PDT - conquistamos 60% dos votos para a Câmara dos Deputados, o que nos dá uma ampla maioria. Ganhamos, também, 3/5 do Senado, derrotando praticamente todas as lideranças mais expressivas da aliança DEM-PSDB.
Elegemos a maioria dos governadores, sem desconsiderar a vitória tucana em São Paulo, Minas e Paraná, o que exigirá de nós um esforço redobrado nestes Estados, nesta campanha do 2º turno. Para contrabalançar, vencemos as eleições presidenciais no Sudeste graças ao Rio e a Minas, onde devemos consolidar esta posição. Temos de retomar a dianteira no Espírito Santo e em São Paulo, onde perdemos por pouco e avançamos em comparação com as eleições anteriores.
As nossas condições para vencer no 2º turno
Nossa vitória para os governos estaduais no Rio, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Bahia, Ceará e Pernambuco nos dá condições de vencer neste 2º turno no Sudeste, retomar o Sul e ampliar a vitória que já temos no Nordeste, Norte, e no Centro Oeste. Neste último caso temos que retomar e vencer em Brasília. Para o êxito de todo este trabalho é indispensável ter presente que a candidata presidencial do PV, senadora Marina Silva (AC) ampliou, e muito, seu eleitorado - e reconhecer, as razões desta ampliação.
Não há aí nenhum fenômeno extraordinário. Também em 2002, o candidato a presidente Anthony Garotinho fez 17,86% dos votos no 1º turno, em grande parte evangélicos. E naquela eleição o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) teve 11,97% dos votos, grande parcela disto entre os jovens e pelo fato dele ter - e representar - então, uma agenda alternativa ao PT-PSDB, à polarização com o então candidato Lula.
Também em 2006 o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) teve 2,64% e a senadora Heloísa Helena (PSol-AL), 6,85% uma votação que o PSol perdeu perdeu praticamente toda para Marina, já que seu candidato a presidente, Plínio de Arruda Sampaio não chegou a 1% agora no 1º turno.
Votação de Serra não cresceu de 2002 para cá
Junte-se a isto o fato de que o candidato da coligação conservadora PSDB-DEM-PPS, José Serra, praticamente não cresceu. Em 2002 ele fez 23,19% dos votos no 1º turno, percentual muito inferior aos 41,64% obtidos por Geraldo Alckmin em 2006. O presidente Lula venceu a ambos no 2º turno. Vale lembrar que o presidente Lula fez 46,47% no 1º turno de 2002 e 48,61% no de 2006 - percentuais muito próximos dos obtidos por Dilma agora.
Assim vamos ter um 2º turno com grandes, com as maiores chances de ganhar. A vitória vai depender só do debate político, da mobilização dos partidos - PT e aliados - e do envolvimento da militância. O que definirá o vencedor neste 2º turno, repito, será o debate e as propostas para o país, a capacidade de cada candidato de expor seus programas, responder aos ataques e, principalmente, responder, a tempo e a hora, com agilidade, às campanhas difamatorias.
Este é o caminho para, até 31 de outubro, ganhar os corações e mentes dos milhões de brasileiros que apoiam o presidente Lula e seu governo, deram agora uma expressiva vitória à sua coligação parlamentar e colocaram Dilma no 2º turno.