Em dois eventos diiferentes, a petista falou para o alto empresariado gaúcho e a correligionários
Após passar parte da terça-feira (11) em Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul, onde participou de um evento que discutiu o desenvolvimento da região, a pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, rumou para Porto Alegre para cumprir uma agenda noturna. Em dois eventos distintos, a petista falou para o alto empresariado gaúcho e a correligionários.
No primeiro compromisso, que contou com a presença da governadora Yeda Crusius (PSDB), Dilma foi recebida por empresários durante a posse da direção da Federasul (Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul), no clube Leopoldina Juvenil, o mais tradicional de Porto Alegre. Aos empresários, a ex-ministra falou sobre o que chamou de "conquistas econômicas" do governo Lula, salientando a distribuição de renda e a inclusão social.
Em seguida, Dilma participou do lançamento de um comitê suprapartidário, que contou com a presença de aliados, líderes, do ex-ministro Tarso Genro e do presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra. Para as centenas de pessoas presentes no encontro, que ocorreu no clube Farrapos, recanto bem mais popular que o do primeiro encontro, Dilma fez um discurso que rememorou os tempos de militância e o início da vida pública, em Porto Alegre.
Nesta quarta-feira (12) pela manhã, a pré-candidata deve conceder entrevista ao Grupo RBS na capital gaúcha.
A reunião de ontem à noite no diretório estadual do PT decidiu rejeitar a tese dos dissidentes e reafirmar a aliança do partido com o governador José Maranhão (PMDB). Além disso, ficou definida a convocação de um novo encontro estadual que será realizado no dia 12 de junho para definir "os nomes" que serão apresentados pelo partido como sugestões para compor a vice de Maranhão. O atual vice-governador, que desistiu de esperar pela decisão do PMDB, pediu que seu nome não fosse citado, mas a direção tende a mantê-lo na lista que será encaminhada ao governador.
Apesar das queixas do bloco coordenado pelo deputado federal Luiz Couto e pelo vice-presidente do partido, Anísio Maia, a maioria da executiva estadual definiu a votação com um placar de 11 a 3. Muitos militantes alegaram que não há mais possibilidade de o PT conseguir indicar a vice, depois que Luciano Cartaxo foi preterido. Mesmo assim, foram voto vencido e as decisões ficaram adiadas para 12 de junho.
Na próxima quinta-feira, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) completa 56 anos. Formado em Economia pela USP (Universidade de São Paulo) e mestre na ciência pela Unicamp (Universidade de Campinas), acredita estar preparado para administrar o maior Estado do País. Faz duras críticas ao PSDB, que venceu as quatro últimas eleições em São Paulo, e diz que o governo tem uma atitude "autista" ao não reconhecer os problemas ligados ao transporte coletivo, ao trânsito e segurança pública, entre outros.
Critica a educação, que classifica de desoladora, mas defende e mantém conversação com Gabriel Chalita, ex-secretário de educação de Alckmin, para concorrer a uma vaga ao Senado em sua chapa. Aposta na transferência de votos de Lula para levar o PT pela primeira vez ao governo do Estado. Vê em Dilma Rousseff um grande potencial de crescimento para a disputa à presidência da República e afirma que o excesso de praças de pedágio tira a competitividade de São Paulo. Mercadante recebeu a reportagem do Terra em sua casa, na zona oeste da capital paulista, na última segunda-feira. Leia os principais trechos da entrevista: AQUI
Concorrente pela oposição a Presidência da República, José Serra (PSDB-DEM-PPS) foi à rádio CBN (ontem) como foram as candidatas da situação, Dilma Rousseff (PT, governo e partidos aliados) e do PV, senadora Marina Silva (AC), mas com o tucano foi diferente: ele recebeu tratamento de candidato da casa. Os entrevistadores se comportaram como seus apoiadores.
Míriam Leitão e Lúcia Hipólito estavam divinas. Uma não foi capaz de responder à altura ao candidato, quando ele cortou pelo meio sua pergunta, praticamente a mandou calar a boca, e classificou de "grande bobagem" o questionamento que ela levantava sobre a autonomia do Banco Central (BC). A outra só faltou colocar a bola na marca do pênalti para Serra chutar - mas, mesmo assim ele errou.
Heródoto Barbeiro deixou passar batido a aliança do PSDB de Serra com o DEM e o peso desta. Não o questionou sobre o candidato a vice-presidente em sua chapa, nem quando ele deu uma resposta a respeito. Deixou encerrar o assunto, sem perguntar sobre os senadores Agripino Maia (DEM-RN) e Francisco Dornelles (PP-RJ) e o ex-presidente Itamar Franco (PPS), cotados como vice-presidenciáveis do tucano desde que o nome de sua preferência, o ex-governador de Brasília José Roberto Arruda (ex-DEM), acusado de corrupção, saiu do páreo e ficou dois meses preso na Polícia Federal.
Notívago inseguro
Serra demonstrou insegurança em suas respostas, deixando evidente seus hábitos de notívago. Sua assessoria o aconselhou a explicitar isso aos ouvintes e telespectadores, esclarecendo, inclusive, que ele não estava informado de que haveria TV. No fundo, era a perfeita síntese da oposição nessa campanha eleição e para o futuro: sem discurso, sem programa, sem propostas e sem rumo.
Ao responder ou propor saídas para questões, o candidato demonstrou uma certa irresponsabilidade. Como, por exemplo, diminuir a política educacional da administração Lula e sair pela tangente afirmando que educação universitária é atribuição do governo federal, mas que o problema é o ensino fundamental e médio que não vai bem porque nessa área não se fez nada.
Não é verdade. Primeiro, a administracão Lula triplicou os investimentos em educação. Segundo, o candidato caiu na mais evidente contradição já que a responsabilidade pelo ensino fundamental e médio é dos governos estaduais e dos municípios.
Mesmo assim, o governo Lula criou e implantou o FUNDEB em substituição ao FUNDEF instituído por FHC. De nomes e siglas parecidos, os dois programas têm diferenças fundamentais, dentre elas, o fato de que o FUNDEF não atendia o ensino infantil e supletivo, e praticamente não recebia recursos do governo federal, entre outras insuficiências.
Jorge Bornhausen: DEM está aberto a qualquer aliança para "derrotar o PT"
O ex-presidente dos Democratas, Jorge Bornhausen, destacou que qualquer aliança que tenha como objetivo "derrotar o PT" seria bem-vinda. Bornhausen participou de um evento que também serviu para oficializar o apoio do DEM catarinense à candidatura do tucano José Serra à sucessão presidencial.
"Estamos trabalhando na candidatura de José Serra e temos chances reais de conseguir a vitória após tantos anos".
Para o ex-senador, as alianças estão em aberto desde que os interessados cumpram um requisito. "Conversamos e estamos à disposição de todo e qualquer grupo que queira derrotar o projeto do PT a nível nacional", afirmou. "Nossa intenção é aglomerar o maior número de agremiações que possam combater o modelo petista de fazer política"
Só pra lembrar
Em 2005, quando a “imprensa golpista” aliado ao DEM e PSDB tentaram acabar com mandato do Presidente Lula, o então presidente do PFL (antiga sigla do partido DEM), Jorge Bornhausen, vaticinou o fim da “raça” do PT. “Nós vamos acabar com essa raça. Se referindo ao PT, a Lula e aos eleitores que votaram Lula Presidente... “Felizmente, a raça que está acabando é a dele e não a nossa”
Entre tantas pessoas que tem ajudado o presidente Lula a transformar o Brasil, Dilma destacou-se por sua competência e compromisso com a melhoria da qualidade de vida dos brasileiros e brasileiras. Por isso, Lula acredita que ela deve ser a próxima presidente do Brasil, para dar continuidade ao seu trabalho.
Ainda muito jovem, Dilma indiguinou-se contra a ditadura militar que se instalou no Brasil e engajou-se no combate a ela. Inteligente e corajosa, ela participou de uma série de ações de resistência. Presa e torturada, Dilma nunca traiu seus companheiros e companheiras e seu compromisso com a democracia.
Dilma sabe a diferença entre termos um país forte e um país fraco para a vida dos brasileiros e brasileiras. Por isso, ela defendeu sempre o fim das privatizações e trabalhou pelo fortalecimento das empresas públicas como a Petrobrás, que tanta riqueza gera para nosso país. Mais ainda, ela é uma árdua defensora da reconstrução do estado brasileiro e é uma das responsáveis pela realização dos inúmeros concursos públicos que aconteceram em nosso país nos últimos anos.
Ciente de que nosso país precisa de alicerces firmes, Dilma elaborou e conduziu a implementação do PAC - Programa de Aceleração do Crescimento. O PAC prevê, até 2010, um investimento de mais de 500 bilhões de reais em infra-estrutura, em áreas como geração de energia, transporte e saneamento.
Para resolver o déficit habitacional brasileiro, Dilma, ainda no âmbito do PAS, coordenou o desenvolvimento do programa "Minha Casa, Minha Vida". Serão 1 milhão de moradias entregues à população de baixa renda, prioritariamente às mulheres. São 34 milhões de investimento no programa, que é desenvolvido pela Caixa Econômica Federal.
Dilma é mulher, profissional, mãe e, em breve, será avó. Só alguém com esse perfil pode entender o que significa o esforço de uma mulher para conseguir das conta de todas as tarefas e responsabilidades que a sociedade delega a elas. Exemplo disso é o fato de que ela, pessoalmente, incluiu a construção de creches públicas como prioridade do PAC 2. Foi também Dilma que garantiu a ampliação da licença-maternidade de seis meses para todas as servidoras federais. Além disso, quando esteve à frente do Ministério das Minas e Energia, ela criou o Comitê Permanente de Gênero, estimulando as empresas ligadas ao orgão a desenvolverem ações no sentido de gerar igualdade nas condições de trabalho entre homens e mulheres.
O programa Farmácia Popular foi mais um dos que o governo Lula desenvolveu, através do Ministério da Saúde, e que Dilma ajudou a formatar. Através dele, a população passou a ter acesso à medicação de uso contínuo pagando preços reduzidos. As mulheres foram especialmente beneficiadas, já que o programa disponibiliza a baixíssimo custo, garantindo o fortalecimento do acesso a seus direitos sexuais e reprodutivos.
Em 2009 , quando o mundo inteiro passava por uma crise financeira, o Brasil, preventivamente, teve que contigenciar recursos de todos os seus órgãos. Dilma, entretanto, incidiu pessoalmente para que o orçamento da Secretaria de Políticas para as Mulheres fosse integralmente recomposto, garantindo que as ações de implementação da Lei Maria da Penha não sofressem descontinuidade.
A educaão será prioridade no governo Dilma. Seu objetivo é que cada criança brasileira possa ter assegurada a sua inclusão num processo de educação integral, público e de qualidade - prova disso é o muito que já foi feito, com a sua colaboração, durante o governo Lula. Nos últimos sete anos, foram criadas 10 novas universidades federais e 45 delas foram ampliadas. O Prouni levou milhares de jovens à formação universitária (aproximadamente 150 mil em 2009) e Reuni recuperou as nossas universidades públicas do sucateamento que lhes foi imposto na era FHC. Mais ainda, Dilma conduziu, junto com Lula, a construção de centenas de escolas técnicas e profissionalizantes - só em 2009 foram 100. Oestabelecimento do FUNDEB - Fundo de manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica - também é resultado de seu esforço.
Nos últimos sete anos, 23 milhões de brasileiros sairam da linha da pobreza no Brasil. Um dos fatores que mais contribuiui para este resultado foi a criação do Bolsa-Família e a estratégia de entregá-los prioritariamente às mulheres que chefiam as famílias beneficiadas. A atuação de Dilma foi fundamental para que essa importante decisão fosse tomada.
Durante o governo Lula, o salário mínimo teve uma aumento real de 54%: em 2003 ele correspondia a 63 dólares e hoje corresponde a 300. Esse aumento de renda beneficiou a população mais pobre, incrementando seu poder de compra e esuqentando a nossa economia. Além disso, os impostos sobre os produtos que compõe a cesta básica foram reduzidos. Com tudo isso, o Brasil é um dos países que teve maior mobilidade social ascendente nos últimos 5 anos. Vale lembrar que em 2002 parecia impossível que o nosso país saudasse algum dia as suas dívidas com o FMI (Fundo Monetário Internacional), adotando este método de crescimento econômico, que foi também um processo de distribuição de renda e de inclusão social, o Brasil não apenas pagou todas as suas dívidas ao FMI como hoje empresta dinheiro a ele. Como Ministra Chefe da Casa Cívil, Dilma Rousseff esteve à frente da coordenação de todo este processo.
O Luz para Todos e o Programa Cisternas são outras das ações do governo Lula que tiveram um impacto significativo na vida das mulheres. Sob a direção de Dilma, 11,2 milhões de brasileiros e brasileiras já foram beneficiados pelo Luz para Todos e, até o final de 2010, 1 milhão de cisternas terão sido construídas. Essas conquistas melhoram a qualidade do cotidiano das mulheres e conferem dignidade aos seus beneficiários(as).
A nossa democracia, que é fruto da luta de muitos brasileiros e brasileiras, só se completará quando mais mulheres ocuparem espaços de poder. Apesar de sermos 52% da população brasileira e de gerarmos mais de 40% das riquezas nacionais, ocupamos apenas 9% dos espaços onde as decisões são tomas. É preciso transformar imediatamente este cenário. Levar Dilma à Presidência da República é colocar a faixa presidencial em cada brasileira e mudar definitivamente a cara de nosso país!
"Parlamentares da bancada petista na Câmara manifestaram indignação com "mais uma tentativa" do jornal Folha de S.Paulo de tentar acobertar as falhas da gestão do PSDB no estado. Na edição impressa do jornal do último sábado (1º), apenas os leitores do estado de São Paulo tiveram acesso à notícia alarmante de que a taxa de homicídio na capital paulista cresceu 23% no primeiro trimestre do ano.
Isso porque, na edição que circulou no restante do país, o jornal simplesmente trocou a manchete principal optando por destacar notícia desfavorável ao Governo Lula.
No jornal que circulou nos outros 25 estados e no Distrito Federal, a manchete principal tratou do aumento de gastos do governo Federal frente à arrecadação de impostos. A edição impressa que circulou fora de São Paulo tinha duas páginas a menos.
"Isso é muito grave. Estamos falando da capital mais importante economicamente do país. Estamos em um ano político. Estão vendendo algo que não existe, que é a imagem do Serra (ex-governador José Serra) como bonzinho, omitindo informações para os leitores dos demais estados", denunciou o deputado Devanir Ribeiro (PT-SP), surpreso com a artimanha do jornal.
De acordo com o parlamentar, a atitude do jornal é mais uma iniciativa da imprensa golpista do país. "O jornalismo tem que resguardar os fatos mas, infelizmente, não é assim que tem ocorrido. A Folha é um dos jornais que mais cobram do poder público e da justiça brasileira a manutenção dos direitos da imprensa. Agora temos que cobrar deles o direito de o jornal informar corretamente", reclamou.” Matéria Completa,::Aqui::
"Ao Brasil interessa a prosperidade e a estabilidade de nossos vizinhos. Não nos convém ser uma ilha de prosperidade num oceano revolto. Nossa cooperação será fundamental para derrotar a criminalidade, tenha ela a cara que tiver...
... Ou fazemos a integração da produção, do trabalho, da educação e da saúde para todos, ou a integração será a da ilegalidade, do crime do tráfico de drogas e de armas", afirmou o presidente Lula em seu discurso no encerramento do seminário Brasil-Paraguai: Perspectivas de Comércio e Investimentos na Fronteira, realizado nesta segunda-feira (3/5) em Ponta Porã (MS).
Os presidentes Lula e Lugo (do Paraguai) negociaram o pagamento de preços mais justos, pela cessão da energia de Itaipu não usada pelo Paraguai, resultando no aumento da receita de US$ 125 milhões para US$ 300 milhões. Esse acordo depende da aprovação do Congresso brasileiro.
O Brasil negocia também financiamento e construção de uma linha de transmissão que permitirá transportar energia elétrica até Assunção, acabando com as interrupções do fornecimento na capital e estimulando a industrialização do país.
O Presidente Lula explicou, no programa de rádio Café com o Presidente, que essas iniciativas concretas vão contribuir para irradiar a riqueza e fomentar o progresso do Paraguai, mesmo nas regiões mais pobres e isoladas de seu território, como a fronteira com o Mato Grosso do Sul, reduzindo a também a influência da criminalidade.
Quanto ao tráfico de armas e drogas, o presidente disse, em entrevista, defender uma política de corresponsabilidade entre países produtores, de trânsito e consumidores de drogas ilegais.
Entre as medidas já tomadas, há dez dias, a Polícia Federal renovou os termos de cooperação policial com a Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad) por mais dois anos. O Brasil tem prestado apoio logístico à Senad na erradicação de plantações de maconha. No ano passado, foram destruídos 1 mil hectares de plantações em território paraguaio e com isso foram evitados que cerca de 2 mil toneladas da droga chegassem ao Brasil.
No ano passado, foi iniciada a Operação Sentinela, mobilizando a Receita e polícias federais e estaduais para intensificar a fiscalização de pessoas, veículos, embarcações e mercadorias que circulam nas fronteiras dos estados do Mato Grosso do Sul, Paraná e Amazonas.
O governo investiu e continua investindo na aquisição de aviões não tripulados e com equipamentos de alta tecnologia, como câmeras de alta definição com visão noturna, para a vigilância de fronteiras.
Os dados vão permitir que as forças de segurança brasileiras possam identificar movimentações suspeitas de pessoas, veículos, barcos e aviões e fazer a abordagem instantaneamente.
O ministro da Justiça, Luiz Paulo Teles Barreto, anunciou que a vigilância das fronteiras serão reforçadas 11 postos da fronteiras, cada um com um contingente de 46 homens da Força Nacional de Segurança, para ficarem de prontidão na região, a postos para executarem operações. O investimento adicional será cerca de R$ 56 milhões.
“A partir daí, uma integração nacional inédita que vamos começar, então a um combate mais sistemático, envolvendo inteligência com relação a estes delitos”, disse o ministro.
As medidas visam conter o avanço da violência e das ações ma região do Primeiro Comando da Capital (PCC), para evitar que se repita o que aconteceu em São Paulo: a facção criminosa foi criada e se expandiu dentro dos presídios de São Paulo, bem debaixo do nariz dos governos demo-tucanos de Covas, Alckmin e Serra. Por falta de uma política eficiente de Segurança pública naqueles governos, a organização criminosa só cresceu, expandiu-se para outros estados brasileiros e alcançou o Paraguai.
Segundo o ministro, a parceria com o Paraguai é a resposta rápida às expectativas das sociedade brasileira e paraguaia. “Com isso, vamos dar uma resposta muito concreta à entrada de ilegais nas nossas fronteiras. E aí, com as bases, o nosso interesse é em como empreender a cooperação com o país vizinho, a fim de combatermos, em conjunto, estes crimes que atingem os dois países”, disse.
Na semana passada, o senador paraguaio Roberto Acevedo, do Partido Liberal, foi alvo de um atentado na cidade de Pedro Juan Caballero, que fica na fronteira entre o Paraguai e o Brasil. Ele conseguiu escapar apenas com alguns ferimentos, mas dois de seus assessores morreram. Dois brasileiros supostamente membros do PCC foram presos acusados pelo crime.
É extremamente interessante que o brasileiro de maior destaque no mundo hoje seja um mestiço, nordestino, de origens paupérrimas e com déficit de educação formal. Para todos os segmentos das elites nacionais, nostálgicas de uma Europa que as rejeita, é como uma bofetada! E assim foi compreendida a lista do Time. Daí a resposta das elites: o silêncio! Francisco Carlos Teixeira - Professor Titular de História Moderna e Contemporânea da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Seguindo outros grandes meios de comunicação globais, a revista Time escolheu – na semana passada - o presidente Lula como o líder mais influente do mundo. A notícia repercutiu em todo o mundo, sendo matéria de primeira página, no jornalão El País. Elite e preconceito Na verdade a matéria o apontava como o homem mais influente do mundo, posto que nem só políticos fossem alinhados na larga lista composta pelo Time. Esta não é a primeira vez que Lula merece amplo destaque na imprensa mundial. Os jornais Le Monde, de Paris, e o El País, o mais importante meio de comunicação em língua espanhola (e muito atento aos temas latino-americanos) já haviam, na virada de 2009, destacado Lula como o “homem do ano”. O inédito desta feita, com a revista Time, foi fazer uma lista, incluindo aí homens de negócios, cientistas e artistas mundialmente conhecidos. Entre os quais está o brasileiro Luis Inácio da Silva, nascido pobre e humilde em Caetés, no interior de Pernambuco, em 1945, o presidente do Brasil aparece como o mais influente de todas as personalidades globais. Por si só, dado o ponto de partida da trajetória de Lula e as deficiências de formação notórias é um fato que merece toda a atenção. No Brasil a trajetória de Lula tornou-se um símbolo contra toda a forma de exclusão e um cabal desmentido aos preconceitos culturalistas que pouco se esforçam para disfarçar o preconceito social e de classe. Leia matéria completa no Blog da Dilma.
Em entrevista concedida pelo Presidente Lula ao jornal Correio do Estado, do Mato Grosso do Sul, o presidente arrasou ao explicar como se dá a transferência de votos:
Jornalista: Por que o senhor acha a ex-ministra Dilma Rousseff a melhor pessoa para presidir o Brasil? No primeiro turno das eleições de 2006, o senhor obteve 35% dos votos no Estado. A última pesquisa publicada no Correio do Estado (em 19/04/2010) mostra que, hoje, 74% dos sul-mato-grossenses aprovam seu governo. O senhor acredita que pode transferir essa popularidade a Dilma?
Presidente: Como você mostrou muito bem, o índice de aprovação do nosso governo vem crescendo consideravelmente.
O que precisa ficar claro é que eu não sou o responsável único por essa popularidade. Há uma equipe excelente trabalhando comigo para implementar as políticas que, pela primeira vez nos últimos cinqüenta anos, estão combinando crescimento econômico com distribuição de renda e democracia política.
E a pessoa que mais contribuiu para a implementação das nossas políticas, foi exatamente a ex-ministra Dilma Rousseff. O seu desempenho foi uma coisa excepcional. Ela foi meu braço direito no governo.
Portanto, não é uma questão de transferência de popularidade, já que ela ajudou, e muito, a construir essa popularidade, pela sua dedicação, pelo seu trabalho e pelo seu compromisso com esse projeto que está transformando o Brasil.
Trata-se, isto sim, de fazer chegar essa informação a todos os eleitores, uma vez ela sempre procurou agir e fazer a máquina andar e nunca se preocupou com os holofotes, em mostrar o quanto era importante o seu trabalho.
A possibilidade de Dilma Rousseff vencer já no primeiro turno tem deixado os tucanos desorientados. Pois, além dos já declarados eleitores de Dilma existem um número maior daqueles que dizem votar em quem o presidente Lula indicar. Portanto, qualquer aparição do Presidente é vista como propaganda antecipada – é o medo de que o povo comece a cristalizar o seu voto na candidata do Presidente antes do início do pleito.
A estratégia é a do jogo sujo, da baixaria e da tentativa de calar o Presidente. Por isso, segunda-feira, o PSDB de José Serra estará entrando com mais duas representações contra o presidente Lula (até agora já foram 13): uma delas é alegação de que houve uso de recursos públicos nas comemorações do Dia do Trabalhador organizadas pela CUT e pela Força Sindical.
Entretanto, num evento evangélico que José Serra participou no mesmo dia, segundo matéria da Agência Folha, o governo do estado de Santa Catarina e Prefeitura administrados pelo PSDB destinaram R$ 540 mil ao ato. “Onde os pastores trataram o tucano como ‘futuro presidente’ e disseram que fiéis da igreja ‘não só oram como votam’.” (Aqui)
Veja agora o que os tucanos falaram:
“O dinheiro público não aguenta mais desaforos — disse Ricardo Penteado, advogado do PSDB.”
“Para o presidente nacional do partido, senador Sérgio Guerra (PE), o governo tem ignorado a legislação eleitoral recorrentemente e “sem cerimônia”: — Todos têm a convicção de que o limite da lei deve ser respeitado. Se a seis meses da eleição já fazem isso, imagine até onde podem chegar.”
“Na opinião do presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Demóstenes Torres (DEM – GO), está na hora de o Ministério Público agir também: — Mais uma vez estamos assistindo ao uso do dinheiro público para promover a pré-campanha de Dilma.”(Aqui)
Dessa forma, as críticas dos tucanos cabem perfeitamente aos governos do PSDB. São vômitos de hipócritas desesperados que já perceberam a vitória de Dilma Rousseff – com grandes chances de ser eleita ainda no primeiro turno.
Marcílio Moreira
terça-feira, 27 de abril de 2010
O PSDB por seus candidatos, dirigentes, líderes e acólitos na mídia pode dizer o que quiser, alardear ao máximo que está unido em sua principal base, São Paulo, mas não está. Pelo contrário, parece irremediavelmente dividido. Sonhou com o apoio do PTB e por um desses estranhos desfechos da política, os petebistas podem aliar-se ao PP dos deputados Paulo Maluf e Celso Russomano.
A chapa majoritária da coligação tucana no Estado continua Geraldo Alckmin governador/Orestes Quércia senador(PMDB) e só, porque a outra vaga para o Senado está sendo disputada pelos deputados federais tucanos Aloysio Nunes Ferreira Filho, José Aníbal e Mendes Thame.
Mesmo a candidatura a senador já definida na chapa, a de Quércia não tem espaço para uma vitória. Muitos prefeitos e lideranças do PMDB não aceitam o acordo que Quércia fez com seus adversários históricos, os tucanos, depois que estes viveram e faturaram por duas décadas em São Paulo em cima do antiquercismo.
O deputado Aloysio Nunes (PSDB-SP), caso os governadores José Serra e Alberto Goldman consigam fazê-lo candidato, tem que conquistar voto, porque por enquanto é o lanterninha nas pesquisas eleitorais. O prefeito paulistano, Gilberto Kassab, com ficha de filiação no DEM mas há muito tempo ancorado no barco tucano, não apoia Alckmin - que se impôs como candidato a governador - e está mal em São Paulo. Sua situação piora a cada rodada de pesquisa.
Chapa Mercadante-Marta é para 2º turno e para vencer
Nesse quadro em que os adversários afundam o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), candidato a governador numa chapa que tem também a ex-prefeita Marta Suplicy (PT) concorrendo ao Senado, pode ir para o 2º turno e vencer. Os petistas têm o melhor e mais forte palanque e aliança desde as eleições de 1982. E há um esgotamento, praticamente paupável até, da hegemonia tucana em São Paulo.
Assim, saímos bem na largada em São Paulo onde a campanha é estratégica para todos os nossos candidatos, principalmente majoritários a governador, senador e presidente da República. Trata-se da retaguarda do candidato da oposição ao Planalto, José Serra. São Paulo é seu principal colégio eleitoral - dele e do país.
Um avanço do PT e de sua candidata a presidenta Dilma Rousseff no Estado, decide a eleição. E isso é possível, está ao alcance de nossas mãos. O lançamento da chapa Mercadante-Marta (feito em ato da militância sábado pp) mostrou um PT unido e aguerrido ao contrário do PSDB-DEM-PPS-PMDB.
Neste 1º de Maio de 2010, a CUT, a CTB e o Movimento Social da Paraíba convidam aos trabalhadores e trabalhadoras a irem para às ruas para garantir a defesa do emprego e dos direitos trabalhistas. Vamos cobrar dos nossos parlamentares a defesa da aprovação da PEC 231/95, que tramita no Congrasso Nacional e que é uma das nossas principais bandeiras de lutas para 2010. Trata-se de uma ementa que prevê reduzir de 44 para 40 a quantidade de horas trabalhadas (bandeira também deste blog) por semana no Brasil e que pode criar em torno de 4,5 mil empregos na Paraíba e dois milhões em todo o país. A redução da jornada de trabalho possibilita que os trabalhadores tenham tempo para estudarem mais e fazer novos cursos, resultando numa melhor qualificação. Bem como procura evitar doenças ocupacionais, como estresse, além de criar mais tempo para o trabalhador ficar com a sua família. A Redução da Jornada só será garantida com uma AMPLA e CONSCIENTE mobilização de toda a classe trabalhadora.
Em outro evento de fundamental importância para a classe trabalhadora na Paraíba, o Deputado Estadual Rodrigo Soares PT/PB convida para Sessão Especial, com o objetivo de comemorar o Dia do Trabalhador. - São com ações dessa importância que nós iremos mostrar aos opositores dos direitos trabalhistas, ao senhor Serra que votou contra os trabalhadores na constituinte de 88 que nós estamos mobilizados pela consolidação da jornada de trabalho e pelas políticas inclusivas do Presidente Lula.
É claro que o PIG, porta voz dos demo-tucanos do núcleo duro do neo-liberalismo do sul e sudeste continuarão pregando uma menor participação do governo no desenvolvimento do Brasil. Estão ressuscitando antigos fantasmas contra o progresso, passados 30 anos o modelo alcançado para a construção da usina vai mostrar toda a mazela que os lacaios entreguistas da privataria de FHC fizeram no período das privatizações selvagens, vão ficar evidentes, só não é ainda porque o PIG não quer, mas cabe a cada um de nós defendermos essas obras que serão essenciais para a geração de energia, como uma matriz energética limpa e mais barata, basta ver os custos do megawatt em relação às usinas termoelétrica, eólica e a gás.
Novo presidente do TSE está preocupado com “judicialização da política” e afirma que a Justiça Eleitoral deve deixar o papel de protagonista da disputa para os candidatos
Fotos: Kleber Lima/CB/D.A Press
A cerimônia de posse de Ricardo Lewandowski e de Cármen Lúcia lotou o plenário do Tribunal Superior Eleitoral: desafio de comandar as eleições
O novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o ministro Ricardo Lewandowski, afirmou ontem durante a cerimônia de posse que não cabe à Justiça protagonizar o processo eleitoral. Preocupado com o que chama de “judicialização da política”, o novo mandatário do TSE disse esperar que os atores do pleito resolvam as disputas “na arena que lhes é própria”, desde que dentro dos limites da legalidade. Na mesma sessão, a ministra Cármen Lúcia assumiu a vice-presidência do TSE.
No discurso para uma plateia repleta de autoridades, Lewandowski disse que comandará a mais alta instância eleitoral do país com o “máximo rigor” contra ilegalidades, e ressaltou sobre a importância do voto. A democracia, segundo ele, se reflete na garantia de um voto livre de pressões de qualquer espécie. O ministro comparou as eleições com uma festa, na qual todos os brasileiros podem participar sem restrição de “sexo, raça, rendimento, instrução ou ideologia”, com direitos iguais, de voto “direto e secreto”.
Carioca, que viveu a maior parte da vida em São Paulo, o bacharel em direito Ricardo Lewandowski ressaltou o protagonismo do Brasil na área de tecnologia eleitoral. A livre manifestação da vontade do eleitor vai prevalecer, segundo o ministro, a partir do “arsenal de medidas legais, das quais não hesitará fazer uso com o máximo rigor”. Lewandowski citou que vai trabalhar para coibir o financiamento ilegal de campanhas, a propaganda eleitoral indevida, o abuso do poder político e econômico e qualquer outra irregularidade que coloque em desigualdade as oportunidades entre os candidatos.
“A missão fundamental que a nossa Constituição comete à Justiça Eleitoral é a de garantir que a vontade popular possa expressar-se da forma mais livre possível. Para isso, ela conta com sofisticados mecanismos de coleta e apuração dos votos, a exemplo da urna eletrônica e da identificação biométrica dos eleitores, que, dentro em breve, será estendida a todos os votantes”, discursou. Lewandowski fez questão também de assegurar a “segurança e a confiabilidade” das urnas eletrônicas.
Relações internacionais
No discurso, o presidente do TSE recorreu à Grécia Antiga para lembrar o surgimento da democracia. “O ideal democrático de igualdade de todos perante à lei e de ampla participação dos cidadãos na gestão da coisa pública, desenvolvido pelos antigos gregos, permaneceu imutável em sua essência até os dias atuais”, resgatou, no começo do discurso.
Considerado um ministro liberal e pouco disposto a embates, Lewandowski é bem-visto pelos advogados que frequentam os tribunais superiores. Nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) em março de 2006, ele acumula a função com o cargo que exerce no TSE. Ele se graduou em 1973 na Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo (SP), é mestre em relações internacionais pela Tufts University, nos Estados Unidos, e também concluiu mestrado e doutorado em direito pela Universidade de São Paulo (USP).