quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Pé na estrada
Marco Aurélio Garcia; 'PSDB não é partido de direita, é da direita'
14 de janeiro de 2010
Presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra comparou a posição de seu partido em relação ao PT em entrevista à revista ''Veja'' desta semana. O senador revelou que, se a oposição chegar ao poder, haverá mudança na política econômica e que a ação será rápida e objetiva. Na entrevista, Guerra afirmou que o PT "já foi" de esquerda e se transformou "num partido populista".
Garcia disse que "dá até vontade de rir" ver o presidente do PSDB falar em redução da taxa de juros. Em relação ao câmbio, questionou: "A política cambial que ele (Guerra) defende vai ser diferente do Fernando Henrique Cardoso em oito anos de governo? O câmbio para nós não é âncora, está ligado ao câmbio flutuante. No governo Fernando Henrique, a desvalorização do real era um princípio fundamental."
O assessor internacional da Presidência destacou a prioridade do governo Lula para os programas sociais. "A grande verdade é que em nenhum momento do governo Lula foram sacrificadas políticas sociais em nome da estabilidade. Nas últimas eleições, Sérgio Guerra e seu partido se queixavam que o salário mínimo tinha subido demais. Sérgio Guerra deveria cuidar da reeleição dele, que está muito difícil", reagiu Garcia.
Programa de governo
As diretrizes do programa de governo da candidata do PT à Presidência da República, ministra Dilma Rousseff, serão reunidas, segundo Garcia, "em um documento enxuto" que terá entre 10 e 12 páginas e será levado ao congresso nacional do partido, a ser realizado em fevereiro, em Brasília. "Vai ser um programa apontando para o futuro, mas ressaltando as bases passadas em que ele se assenta. Agora dá para voltar a se falar em um projeto nacional de desenvolvimento", resumiu o coordenador do programa petista. Agencia Estado.
OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA.
Dilma,arranque até abril 14 de janeiro de 2010
14 de janeiro de 2010
É a chamada “fase da transferência”, onde o PT tentará arrebanhar o que puder da popularidade presidencial para a sua candidata.
Depois, no período que os comandantes petistas chamam de “lusco-fusco” — de abril até as convenções que lançam oficialmente os candidatos e funcionam como uma largada do tempo regulamentar de campanha —, Dilma percorrerá o país atendendo a convites que lhe chegam diariamente para palestras em escolas, centros de estudos, empresários e partidos aliados.
E tudo será feito com um foco em São Paulo, estado que hoje mais preocupa os petistas por ser a terra do candidato do PSDB José Serra, e onde estão concentrados 25% dos eleitores.
A reunião foi na casa da ministra, na noite de terça-feira, onde estiveram Gilberto Carvalho, chefe de gabinete do presidente Lula; Franklin Martins, ministro da Comunicação; o publicitário João Santana, já escolhido para a campanha; Fernando Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte; José Eduardo Dutra, presidente eleito do PT; e o deputado Antonio Palocci.
A avaliação geral do grupo é que Dilma se saiu muito bem desde que teve seu nome sob os holofotes. No início de 2009, ela apresentava 4% nas pesquisas de opinião e, agora, chega ao ano eleitoral no patamar de 20%. Mas, apesar da popularidade de Lula e dos bons ventos da economia, não dá para apostar que tudo serão flores. Por isso, é chegada a hora de chamar alguns personagens para conversas mais definitivas no que se refere a palanques, especialmente em São Paulo.
E lá o PT, embora conte com nomes conhecidos, não tem ninguém forte o suficiente para tirar o favoritismo do PSDB no estado. No que se refere a São Paulo, o grupo reunido na casa da ministra “jogou a toalha” quando alguém mencionou a candidatura de Ciro Gomes ao governo paulista.
A impressão dos presentes foi a de que Ciro até agora não moveu uma palha por esse projeto e nem moverá. Por isso, assim que Ciro voltar a Brasília, vão chamar o deputado e a cúpula do PSB para uma conversa olho no olho. O PT quer saber, por exemplo, como Ciro manterá uma candidatura presidencial, já que foi ultrapassado por Dilma nas pesquisas. E, de uma forma muito educada, para não melindrar o aliado, dirão que o PSB precisará escolher um caminho: ou elege um grupo de governadores com o apoio do PT ou busca um projeto presidencial.
Outro estado que Dilma passará a visitar com frequência é Minas Gerais. Lá, os petistas estão organizando homenagens à ministra e um encontro com jovens. A idéia é aproveitar a decepção mineira com a saída de Aécio Neves da disputa presidencial e mostrar as raízes de Dilma no estado onde nasceu.
A ministra intensificará essas viagens depois do congresso do PT, 18 de fevereiro, em Brasília, quando fará o discurso com as linhas gerais da campanha. Ela ficou de rascunhar o texto para levar à próxima reunião. Há dois dias, na solenidade de lançamento do Minha Casa Minha Vida para cidades com 50 mil habitantes, Dilma falou diversas vezes na necessidade de continuar o governo Lula e a expressão “sabemos como fazer”.
Chafuscando na lama, é o que faltava!
Agora eu deixo aqui uma pergunta, era nesse mar de lama, de nomeações descabidas, salários altos, benecis, mamatinhas e improbidade administrativa, tudo em nome de um projeto pessoal que o cidadão e cidadã pessoense confiaram no Mago?
Minha Casa Minha Vida - MCMV
Estiveram presentes no ato, junto com o Presidente Lula, a companheira Dilma, Ministra Chefe da Casa Civil e futura Presidente do Brasil, ministros e governadores, inclusive o tal governador do mensalão dos DEMonios, das meias, cuecas e panetones, que foi devidamente vaiado pelo público presente à solenidade, como se diz aqui no nordeste, o infitéto do Arruda.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Arruda diz que vai municiar o PT contra ex-partido
OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA
O povo não é bobo: Programa "Domingão do Faustão" perdeu 26% de ibope
A Globo não pode se gabar de 2009. Na Grande São Paulo, das 7h à 0h, o ibope da Globo derrapou e deve fechar o ano com 0 de crescimento..Leia
OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA
Relatório não foi alterado, diz Aeronáutica
OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA
Lula sanciona lei para fomentar o desenvolvimento da agricultura familiar
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta segunda-feira (11) a Lei de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER).
A nova lei institui a Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (PNATER), define os princípios e os objetivos dos serviços de ATER e cria o Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária (Pronater).
A PNATER permitirá a contratação de serviços de forma contínua, com pagamento por atividade mediante a comprovação da prestação dos serviços. O Ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, afirma que o Brasil ganha muito com a nova legislação. “Em primeiro lugar, ganha produção, porque vamos melhorar muito a assistência técnica, aumentando a produtividade e a produção de alimentos para todo o País”.
Cassel destaca que será fomentado o desenvolvimento rural sustentável da agricultura familiar e dos assentamentos da reforma agrária sem interrupções. “Vamos fazer isso de forma mais transparente, com a contratação, por meio de chamadas públicas, de entidades que sejam capazes de prestar os serviços. Também vamos ter mais celeridade, porque pagaremos por serviços prestados. Com isso, não haverá mais problemas de interrupção dos serviços para a celebração de novos convênios, gerando a falta de continuidade”.
Chamadas públicas, leia a matéria completa
Filme sobre Lula pode influenciar eleição presidencial, diz 'NYT'. Você concorda?
"A história para antes de a carreira política de Lula tomar rumo. Mas isso não impediu políticos e outros críticos de questionarem as intenções dos produtores, que lançaram o filme durante um ano de eleição presidencial", observa o jornal.
A reportagem observa que, apesar de Lula não poder disputar a reeleição, "ele espera transferir sua popularidade para sua chefe de Gabinete e sucessora escolhida, Dilma Rousseff".
"Além de qualquer ajuda para Rousseff, que tem lutado com a falta de reconhecimento de seu nome, os analistas políticos veem o filme como parte da renovação do 'mito do Lula', que poderia ajudá-lo a retornar ao poder em 2014", diz o texto do correspondente do New York Times no Brasil.
Popularidade
A reportagem relata que os produtores e o próprio Lula negam que o filme tenha um objetivo político. "Os produtores dizem que não pretendiam fazer um filme político, mas capitalizar sobre a popularidade de Lula, que mantém uma taxa de aprovação acima de 70% em seu último ano na Presidência", diz o jornal.
Mas a reportagem observa que os produtores foram criticados por suas supostas tentativas de "limpar" a história de vida do presidente, omitindo passagens como o abandono da então namorada Miriam Cordeiro, grávida de seis meses, quando ele tinha 29 anos.
Os produtores alegaram que deixaram de lado a passagem após a família de Miriam Cordeiro ter ameaçado processá-los.
Outro ponto criticado é a substituição da cachaça, a bebida alcoólica preferida de Lula, pela cerveja - resultado, segundo os produtores, do patrocínio da fabricante de cerveja AmBev.
Em uma entrevista ao New York Times antes do acidente de carro que o deixou em coma, no dia 19 de dezembro, o diretor do filme, Fabio Barreto, afirmou que o filme não é um documentário, e sim "baseado em fatos reais, mas com uma pitada de ficção".
Financiamento
O jornal observa ainda que os produtores do filme foram questionados sobre o financiamento da produção por grandes companhias como empreiteiras e concessionárias de serviços públicos, que bancaram os quase US$ 7 milhões do custo do filme, o mais caro já produzido no Brasil.
"Alguns críticos afirmaram que os patrocinadores podem estar buscando favores do governo no momento em que este entra em um intenso período de desenvolvimento de infraestrutura até os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio", diz a reportagem.
O jornal diz que o papel que o filme terá sobre a eleição deste ano ainda é incerto, já que, como observam os produtores, "apesar de ter uma população de mais de 190 milhões de pessoas, o Brasil tem apenas 2.300 salas de cinema, e 93% dos municípios não têm salas de cinema".
Apesar disso, como relata a reportagem, os produtores estão fazendo esforços para que o filme seja visto pelo maior número de pessoas, especialmente entre a camada mais baixa da população, com um plano de exibir o filme em cidades pequenas a partir de março usando telas portáteis.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
EU AMO O PT
O partido do PT quer respeito como todos devemos ter com todo mundo, eu espero que todos entendam e, um bom dia para todos. Vocês adultos precisam ver o quanto esse PT é importante para todos e para nossas vidas, obrigada pela atenção , eu espero que vocês todos entendam, eu quero dizer para todos que eu amo o partido dos trabalhadores.
Eu quero que o PT vença para sempre.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Também sou farofeiro.
sábado, 2 de janeiro de 2010
O DISCURSO DO PRECONCEITO E A ESCÓRIA DA MÍDIA TUPINIQUIM

por André Gustavo de Paula Eduardo
Os offs são mesmo um perigo, Boris Casoy que o diga. Podem eles desarmar qualquer padrão de comportamento supostamente “civilizado” e desmascarar todo um modus e uma rotina de pensamento.
Foi assim no vídeo que está circulando pela web, no qual Boris ofende verbalmente dois garis que aparecem em vinheta da Bandeirantes para desejar um feliz ano novo. “Do alto de suas vassouras”... “a escala mais baixa do trabalho”. Seu juízo diz muito acerca do modo de pensar de boa parte do jornalismo brasileiro, de vocação golpista e reacionária, enlatada em meia dúzia de famiglias e cujo preconceito de classe é amiúde o mote e sua razão de existência.
Ocorre que o caso de Boris não foi isolado. Graças a recursos como o Youtube, o Twitter e a explosão da blogosfera, as gafes desse padrão se multiplicam, deixando claro que comentários covardes e boçais como o do âncora “bandoleiro” são coisa corriqueira, e só agora há mecanismos para visualiza-los e entende-los.
Exemplo recente foi a histrionice da apresentadora e “atriz” Xuxa, avisando os twitteiros que não tinham pedigree para conversar com sua filha (aquela que tem nome de homem, a Sasha, ou Alexander na Rússia). Sasha cometera um erro ortográfico, pegaram no pé da guria e Xuxa bem justificou avisando que fora ela “educada em inglês”.
Outro caso, certamente mais perigoso e revelador, foi o do comentário indiscutivelmente racista de Danilo Gentili, um dos apresentadores do CQC, outro programa da Bandeirantes.
No caso, é de se notar que seu racismo, ainda que com a desculpa da “piada”, é plenamente consonante com sua atitude enquanto repórter / humorista do programa de Marcelo Tas. Gentili já humilhou uma senhora pobre que havia “furtado” seu celular, num contexto em que ela aparecia como a “típica brasileira, malandra e picareta”, além dos esteriótipos atribuídos a gente pobre.
O CQC é o flerte constante com a escória e falta de escrúpulos, quase desnuda, não fosse seu baby doll de “inteligência” que permeia o programa e adviria da suposta credibilidade do mentor Marcelo Tas. CQC é política do começo ao fim, e política com propósito definidos.
Para quem acompanhou o programa em 2009 cansou de ver acintes à ministra Dilma Rousseff, frequentemente irritada com vacuidades a fim de promover cenas de destempero que os Gentili e cia. tanto almejam. Não conseguiram, mas pintaram Dilma como “sisuda”, “antipática”, “fugaz”.
Sim, o Serra também é “alvo” dos moleques da trupe. Mas com visível diferença de tratamento, visto que é um nome mais conhecido em âmbito nacional (o que não significa reflexo em votos) e a ele são reservadas brincadeiras que não o arranham. A questão é: o Serra pode parecer antipático, pra ele é status. Pra Dilma, é só uma forma de corrupção de sua imagem. Por que não fazer?
A imprensa brasileira há muito patina com exemplos os mais hediondos, de autoritarismo e malandragem, sobretudo com processos de radicalização ocorridos após as vitórias seguidas do presidente Lula. O preconceito de classe ainda grassa alto, motivando grupelhos de extrema-direita (como o Cansei) e até posturas mais radicais e assumidamente golpistas encontradas na revista Veja ou na Folha de S. Paulo.
Esse casamento imprensa / direita coincide, aliás, com as crises econômicas enfrentadas pelos grandes jornais, cada vez mais fechados num nicho conservador, paulicêntrico, com o mesmo discurso do medo que se mostra enferrujado – embora ainda vivo.
A Veja, última flor do fascismo, a revista “Boimate”, pregou abertamente o hino golpista contra Lula, publicou a existência de contas falsas, repetiu factóides por ela criados e atacou sistematicamente todos os programas do governo. A Veja, reduzida a um público de classe média e média-alta, cada vez mais se centra em seu nicho e radicaliza o discurso do preconceito e do medo.
A Folha tentou em editorial reescrever nossa história recente com a tese da “ditabranda”; publicou ficha criminal falsa de Dilma, acusando-a, fora de contexto, de ter planejado seqüestrar Delfim Netto (!!). Acasalou com o sórdido ao publicar fofocas de um ex-militante petista que insinuou que Lula “subjugava um menino” nos tempos de sua prisão – episódio definido por Nassif como a maior gafe do jornal desde o escândalo da Escola Base.
Estamos em 2010 e o ano promete muitas batalhas. O jogo sujo da imprensa de esgoto e os apelos do preconceito de classe voltaram – nunca se foram – ainda que tucanos, demos e cia. saibam do equívoco político que é desprezar o eleitorado amplamente contemplado pelas políticas do PT.
Episódios como os descritos acima bem demonstram um contexto de polarização – e sabemos que o preconceito de classe bem se coaduna com a tradição tucana, seu modus operandi supostamente “iluminista”, incapaz de maior percepção da complexidade brasileira, de estados tão complexos, de diversos segmentos marginalizados e com um contexto de pobreza urbana avassalador.
Talvez um bom conselho político aos tucanos seja “se vocês querem algum voto do povo, terão de mandar seus porta-vozes da mídia calarem a boca”. O discurso do medo e do preconceito estão ultrapassados – os Caetanos, Boris Casoy, Regina Duarte, Diogo Mainardi e Marcelo Tas terão de procurar subterfúgios e sofismas outros se o intuito for eleger José “Nosferatu” Serra. A ver – a batalha já começou.
Fonte: olhosdosertão


