terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Arruda diz que vai municiar o PT contra ex-partido

Segundo o jornal do Brasil, Arruda quer falar. E falar muito podre do DEM desde os tempos de PFL.Mas, claro que nada vai sair de graça...

Segundo o jornal, Arruda quer fechar um acordo com o PT de Brasília, para deixarem Leonardo Meia Cheia Prudente no cargo. Desde semana passada Arruda tem sido o anfitrião de reuniões com vários deputados em sua residência. Em contrapartida, vai municiar os petistas para a campanha. Contra quem? O DEM, seu ex-partido. Em suma, é aquela velha história: o pior inimigo é aquele que não tem nada a perder. Arruda se sente rifado pelo DEM.Vou ouvir o PT para saber se eles aceitaram a proposta

O povo não é bobo: Programa "Domingão do Faustão" perdeu 26% de ibope



Nos últimos sete anos, o programa "Domingão do Faustão" perdeu cerca de 26% de seu ibope, ou um em cada quatro telespectadores.

O surgimento de novas mídias e atrações, bem como a tendência de as classes B, C e D rumarem à diversão fora de casa podem ser alguns motivos que fizeram um programa popular como o de Fausto Silva cair de 24,5 pontos de média no ano de 2002, para 18,1 pontos em 2009. Os dados são do Painel Nacional de Televisão (PNT).

Na medição da Grande São Paulo, segundo dados obtidos pela coluna Ooops!, o programa dominical da Globo também teve queda semelhante: de 23,2% em 2002 para 17,2% no ano passado (-25,8% de ibope).

O volume de TV's ligadas que sintonizam o "Domingão" também caiu pela medição do share, que é a % de TV's ligadas que estão sintonizadas no programa: 44,3% das TV's ligadas no início da noite domingo, em 2002, estavam exibindo Faustão. Sete anos depois, são 35,0%, uma queda de 21%.

No ranking de credibilidade entre 27 personalidades selecionadas pelo Datafolha, em 14 e 16 de dezembro passados, Fausto Silva ficou com 16ª posição
TV Globo derrapou no ibope em 2009

A Globo não pode se gabar de 2009. Na Grande São Paulo, das 7h à 0h, o ibope da Globo derrapou e deve fechar o ano com 0 de crescimento..Leia

OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

Relatório não foi alterado, diz Aeronáutica



A Aeronáutica confirmou ontem que o seu comandante, Juniti Saito, formalizou na última quarta o envio do relatório do programa F-X2 para o ministro Nelson Jobim (Defesa), única autoridade civil a receber o material.Segundo a Força, só existe uma versão do relatório, que foi elaborado pela Copac (Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate) e aprovado pelo Alto Comando da Força Aérea no dia 18 de dezembro.Não houve recuo ou mudanças no texto, diz a FAB, que nega pressões políticas, como relata Eliane Cantanhêde em sua matéria na Folha de S.Paulo.

OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

NÃO FALEM DESSA M......... PERTO DE MIM!

Lula sanciona lei para fomentar o desenvolvimento da agricultura familiar


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta segunda-feira (11) a Lei de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER).

A nova lei institui a Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (PNATER), define os princípios e os objetivos dos serviços de ATER e cria o Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária (Pronater).

A PNATER permitirá a contratação de serviços de forma contínua, com pagamento por atividade mediante a comprovação da prestação dos serviços. O Ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, afirma que o Brasil ganha muito com a nova legislação. “Em primeiro lugar, ganha produção, porque vamos melhorar muito a assistência técnica, aumentando a produtividade e a produção de alimentos para todo o País”.

Cassel destaca que será fomentado o desenvolvimento rural sustentável da agricultura familiar e dos assentamentos da reforma agrária sem interrupções. “Vamos fazer isso de forma mais transparente, com a contratação, por meio de chamadas públicas, de entidades que sejam capazes de prestar os serviços. Também vamos ter mais celeridade, porque pagaremos por serviços prestados. Com isso, não haverá mais problemas de interrupção dos serviços para a celebração de novos convênios, gerando a falta de continuidade”.

Chamadas públicas, leia a matéria completa

Filme sobre Lula pode influenciar eleição presidencial, diz 'NYT'. Você concorda?

O filme Lula, o Filho do Brasil, que conta a história da infância e da juventude do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que foi lançado na última semana, poderá ter um impacto sobre a eleição presidencial deste ano, segundo afirma reportagem publicada nesta terça-feira pelo diário americano The New York Times.

"A história para antes de a carreira política de Lula tomar rumo. Mas isso não impediu políticos e outros críticos de questionarem as intenções dos produtores, que lançaram o filme durante um ano de eleição presidencial", observa o jornal.

A reportagem observa que, apesar de Lula não poder disputar a reeleição, "ele espera transferir sua popularidade para sua chefe de Gabinete e sucessora escolhida, Dilma Rousseff".

"Além de qualquer ajuda para Rousseff, que tem lutado com a falta de reconhecimento de seu nome, os analistas políticos veem o filme como parte da renovação do 'mito do Lula', que poderia ajudá-lo a retornar ao poder em 2014", diz o texto do correspondente do New York Times no Brasil.

Popularidade
A reportagem relata que os produtores e o próprio Lula negam que o filme tenha um objetivo político. "Os produtores dizem que não pretendiam fazer um filme político, mas capitalizar sobre a popularidade de Lula, que mantém uma taxa de aprovação acima de 70% em seu último ano na Presidência", diz o jornal.

Mas a reportagem observa que os produtores foram criticados por suas supostas tentativas de "limpar" a história de vida do presidente, omitindo passagens como o abandono da então namorada Miriam Cordeiro, grávida de seis meses, quando ele tinha 29 anos.

Os produtores alegaram que deixaram de lado a passagem após a família de Miriam Cordeiro ter ameaçado processá-los.

Outro ponto criticado é a substituição da cachaça, a bebida alcoólica preferida de Lula, pela cerveja - resultado, segundo os produtores, do patrocínio da fabricante de cerveja AmBev.

Em uma entrevista ao New York Times antes do acidente de carro que o deixou em coma, no dia 19 de dezembro, o diretor do filme, Fabio Barreto, afirmou que o filme não é um documentário, e sim "baseado em fatos reais, mas com uma pitada de ficção".

Financiamento
O jornal observa ainda que os produtores do filme foram questionados sobre o financiamento da produção por grandes companhias como empreiteiras e concessionárias de serviços públicos, que bancaram os quase US$ 7 milhões do custo do filme, o mais caro já produzido no Brasil.

"Alguns críticos afirmaram que os patrocinadores podem estar buscando favores do governo no momento em que este entra em um intenso período de desenvolvimento de infraestrutura até os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio", diz a reportagem.

O jornal diz que o papel que o filme terá sobre a eleição deste ano ainda é incerto, já que, como observam os produtores, "apesar de ter uma população de mais de 190 milhões de pessoas, o Brasil tem apenas 2.300 salas de cinema, e 93% dos municípios não têm salas de cinema".

Apesar disso, como relata a reportagem, os produtores estão fazendo esforços para que o filme seja visto pelo maior número de pessoas, especialmente entre a camada mais baixa da população, com um plano de exibir o filme em cidades pequenas a partir de março usando telas portáteis.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

EU AMO O PT

Por Amanda Nóbrega

Meu pai, ele é (um) assessor e trabalha na Assembléia Legislativa da Paraíba.
O partido do PT quer respeito como todos devemos ter com todo mundo, eu espero que todos entendam e, um bom dia para todos. Vocês adultos precisam ver o quanto esse PT é importante para todos e para nossas vidas, obrigada pela atenção , eu espero que vocês todos entendam, eu quero dizer para todos que eu amo o partido dos trabalhadores.

Eu quero que o PT vença para sempre.

Beijo para todos e para o partido também.
PS. Amanda tem apenas 9 anos de idade e já demonstra sua preocupação com o futuro da nação, a criadora de tão brilhante depoimento é minha filha.
Naza¹³

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Também sou farofeiro.

Um dia um senador disse: "Nos veremos livres dessa raça por pelo menos trinta anos", esse mesmo senador ariano, representante dessa elite fétida que só quer ver o pobre mergulhado num mar de merda, sem perspectivas de vida, sem um futuro promissor, sem esperanças.
Comumente os jornalões tentam desqualificar o presidente Lula, diminuir as conquistas do povo brasileiro, não reconhecem os avanços, pregam o caos, adeptos do quanto pior melhor.
O PIG fez repercutir para toda a nação o destempero de alguns parlamentares, representantes da direita golpista e rasteira. Mostrou sem nenhum constrangimento, como se isso fosse bonito. Deram luz e foco aos detratores de um dos homens mais respeitados no mundo. Tiro no próprio pé.
Experimentam do próprio veneno, não conseguem esconder nem sob o tapete de suas recalcadas incapacidades o preconceito e o nojo que sentem pelo povo brasileiro.
Chamar o presidente Lula de farofeiro, para mim é uma honra, pois o maior líder latino-americano tem uma vida tão comum como a minha, que tenho duas lindas filhas, menores e que se enchem de alegria quando estamos preparando a geladeira de izopor com lanches e sucos para uma saudável e esperada farofada.

sábado, 2 de janeiro de 2010

O DISCURSO DO PRECONCEITO E A ESCÓRIA DA MÍDIA TUPINIQUIM


Que saudades que a elite branca tem do distinto e culto Campos Salles...

por André Gustavo de Paula Eduardo

Os offs são mesmo um perigo, Boris Casoy que o diga. Podem eles desarmar qualquer padrão de comportamento supostamente “civilizado” e desmascarar todo um modus e uma rotina de pensamento.

Foi assim no vídeo que está circulando pela web, no qual Boris ofende verbalmente dois garis que aparecem em vinheta da Bandeirantes para desejar um feliz ano novo. “Do alto de suas vassouras”... “a escala mais baixa do trabalho”. Seu juízo diz muito acerca do modo de pensar de boa parte do jornalismo brasileiro, de vocação golpista e reacionária, enlatada em meia dúzia de famiglias e cujo preconceito de classe é amiúde o mote e sua razão de existência.

Ocorre que o caso de Boris não foi isolado. Graças a recursos como o Youtube, o Twitter e a explosão da blogosfera, as gafes desse padrão se multiplicam, deixando claro que comentários covardes e boçais como o do âncora “bandoleiro” são coisa corriqueira, e só agora há mecanismos para visualiza-los e entende-los.

Exemplo recente foi a histrionice da apresentadora e “atriz” Xuxa, avisando os twitteiros que não tinham pedigree para conversar com sua filha (aquela que tem nome de homem, a Sasha, ou Alexander na Rússia). Sasha cometera um erro ortográfico, pegaram no pé da guria e Xuxa bem justificou avisando que fora ela “educada em inglês”.

Outro caso, certamente mais perigoso e revelador, foi o do comentário indiscutivelmente racista de Danilo Gentili, um dos apresentadores do CQC, outro programa da Bandeirantes.

No caso, é de se notar que seu racismo, ainda que com a desculpa da “piada”, é plenamente consonante com sua atitude enquanto repórter / humorista do programa de Marcelo Tas. Gentili já humilhou uma senhora pobre que havia “furtado” seu celular, num contexto em que ela aparecia como a “típica brasileira, malandra e picareta”, além dos esteriótipos atribuídos a gente pobre.

O CQC é o flerte constante com a escória e falta de escrúpulos, quase desnuda, não fosse seu baby doll de “inteligência” que permeia o programa e adviria da suposta credibilidade do mentor Marcelo Tas. CQC é política do começo ao fim, e política com propósito definidos.

Para quem acompanhou o programa em 2009 cansou de ver acintes à ministra Dilma Rousseff, frequentemente irritada com vacuidades a fim de promover cenas de destempero que os Gentili e cia. tanto almejam. Não conseguiram, mas pintaram Dilma como “sisuda”, “antipática”, “fugaz”.

Sim, o Serra também é “alvo” dos moleques da trupe. Mas com visível diferença de tratamento, visto que é um nome mais conhecido em âmbito nacional (o que não significa reflexo em votos) e a ele são reservadas brincadeiras que não o arranham. A questão é: o Serra pode parecer antipático, pra ele é status. Pra Dilma, é só uma forma de corrupção de sua imagem. Por que não fazer?

A imprensa brasileira há muito patina com exemplos os mais hediondos, de autoritarismo e malandragem, sobretudo com processos de radicalização ocorridos após as vitórias seguidas do presidente Lula. O preconceito de classe ainda grassa alto, motivando grupelhos de extrema-direita (como o Cansei) e até posturas mais radicais e assumidamente golpistas encontradas na revista Veja ou na Folha de S. Paulo.

Esse casamento imprensa / direita coincide, aliás, com as crises econômicas enfrentadas pelos grandes jornais, cada vez mais fechados num nicho conservador, paulicêntrico, com o mesmo discurso do medo que se mostra enferrujado – embora ainda vivo.

A Veja, última flor do fascismo, a revista “Boimate”, pregou abertamente o hino golpista contra Lula, publicou a existência de contas falsas, repetiu factóides por ela criados e atacou sistematicamente todos os programas do governo. A Veja, reduzida a um público de classe média e média-alta, cada vez mais se centra em seu nicho e radicaliza o discurso do preconceito e do medo.

A Folha tentou em editorial reescrever nossa história recente com a tese da “ditabranda”; publicou ficha criminal falsa de Dilma, acusando-a, fora de contexto, de ter planejado seqüestrar Delfim Netto (!!). Acasalou com o sórdido ao publicar fofocas de um ex-militante petista que insinuou que Lula “subjugava um menino” nos tempos de sua prisão – episódio definido por Nassif como a maior gafe do jornal desde o escândalo da Escola Base.

Estamos em 2010 e o ano promete muitas batalhas. O jogo sujo da imprensa de esgoto e os apelos do preconceito de classe voltaram – nunca se foram – ainda que tucanos, demos e cia. saibam do equívoco político que é desprezar o eleitorado amplamente contemplado pelas políticas do PT.

Episódios como os descritos acima bem demonstram um contexto de polarização – e sabemos que o preconceito de classe bem se coaduna com a tradição tucana, seu modus operandi supostamente “iluminista”, incapaz de maior percepção da complexidade brasileira, de estados tão complexos, de diversos segmentos marginalizados e com um contexto de pobreza urbana avassalador.

Talvez um bom conselho político aos tucanos seja “se vocês querem algum voto do povo, terão de mandar seus porta-vozes da mídia calarem a boca”. O discurso do medo e do preconceito estão ultrapassados – os Caetanos, Boris Casoy, Regina Duarte, Diogo Mainardi e Marcelo Tas terão de procurar subterfúgios e sofismas outros se o intuito for eleger José “Nosferatu” Serra. A ver – a batalha já começou.

Fonte: olhosdosertão

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Foi bom 2009, 2010 será DILMAIS.

Adeus 2009 de muitas conquistas e principio de muitas vitórias, 2009 será lembrado como o ano de muitas conquistas e avanços.
Consolidamos o PT como governo na Paraíba, fizemos a diferença e mostramos nossa competência.
Enfrentamos uma campanha pela direção do Partido dos Trabalhadores e vencemos. Venceu o PT ganhará todos os paraibanos.
2010 esta chegando cheio de energia, cheio de expectativas e com perspectivas de muito mais conquistas.
Aos meus companheiros e companheiras, aos militantes e simpatizantes do PT desejo muita saúde, paz, energia e sobretudo muita fé em DEUS e em nossas propostas para um Brasil cada vez melhor.
2010 será DILMAIS para todos nós.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

COVARDIA?

Está nos jornalões de hoje,30/12: Contra "Comissão da Verdade", comandantes ameaçam sair
Os comandantes do Exército, general Enzo Martins Peri, e da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, ameaçaram pedir demissão caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não revogue alguns trechos do Plano Nacional de Direitos Humanos 3, que cria a "Comissão da Verdade" para apurar torturas e desaparecimentos durante o regime militar (1964-1985).
Eles não querem reconhecer a violação dos direitos humanos durante a ditadura militar. Não querem a retirada de nomes dos torturadores homenageados em locais públicos, como ruas, escolas, viadutos e praças. Temem que os locais onde se praticaram as torturas e atrocidades do regime militar sejam alvos de depredação ou invasão. Dizem que vai haver constrangimento no Exército com a retirada das homenagens a torturadores sanguinários.O que eles querem, de fato, é que a verdade permaneça escondida. Passados mais de 40 anos do golpe militar, eles sentem vergonha do que fizeram, dos crimes e barbáries que cometeram, das mentiras que contaram. Hoje eles temem responder na justiça pelos crimes cometidos, pelas torturas e mortes nos porões da ditadura, pelos cadáveres insepultos. Não é revanchismo, não é vingança, é o direito de a população saber a verdade, é o resgate da nossa história como ela aconteceu de fato. Isso inclui revelar os atos heróicos praticados pelos que lutavam contra o golpe, contra a ditadura militar, contra as atrocidades, contra a barbárie, contra a censura. Se hoje vivemos em democracia, devemos isso aos heróis que enfrentaram os ditadores e seus algozes, que foram torturados e mortos para que o Brasil se tornasse livre, soberano, um país de todos. As Forças Armadas só têm a ganhar se reconhecerem os erros do passado, se vierem a público pedir perdão ao povo brasileiro pelas barbáries cometidas. Isso só as engrandeceria. Pedir demissão, esconder-se para não participar do resgate fiel da história só demonstra omissão e covardia.
BLOG DASABAFO BRASIL

O que decidiremos em 2010?

Por Osvaldo Russo
Para o mundo da política e o projeto de nação que queremos, 2010 promete ser o ano das nossas vidas, estejamos nós no apoio ou na oposição ao governo Lula. Se for uma eleição polarizada, como tudo indica, escolheremos entre duas propostas que a mídia insiste em apresentar muito próximas, mas que na prática possuem sinais trocados.
Pela primeira vez, desde a redemocratização do país, com Lula não inscrito na cédula eleitoral, a oposição liderada pelo PSDB acha que se perder a oportunidade de desalojar o PT do governo federal, poderá ficar mais uns dezesseis anos fora do poder. Exagero ou não, é assim que o tucanato sente, por mais que não confesse.
De outro lado, com o presidente batendo recorde de aprovação, os petistas têm claro que se perderem a eleição, o que estará sendo derrotado não é figura do Lula, mas o nosso projeto de nação construído ao longo de 30 anos de história do PT e de seus aliados de esquerda e centro-esquerda. Exagero ou não, é assim que nós petistas sentimos.
Em relação à política econômica, os tucanos e a extrema esquerda irão dizer que Lula e o PT mantiveram a política de FHC e do PSDB. Ainda que não tenha havido ruptura com a política econômica anterior, progressivamente foram feitos ajustes e mudanças que consolidaram a estabilidade macroeconômica do país, mas com um diferencial fundamental: voltamos a crescer economicamente gerando empregos e distribuindo renda, o que quebrou um mito econômico propalado por economistas conservadores.
Além disso, ao contrário do passado, o Fundo Monetário Internacional não mais dita ou receita sobre o nosso destino enquanto nação soberana. Ao lado da credibilidade econômica, antes subtraída, a política externa brasileira, altiva e independente, coloca o Brasil como país que exerce liderança mundial, em especial na América Latina, aonde o receituário neoliberal vem sendo substituído por projetos nacionais e regionais de desenvolvimento. Nesse sentido, a liderança do presidente Lula tem favorecido as mudanças políticas e econômicas, consistindo em fator de estabilidade na região.
Não é à toa que Lula vem sendo homenageado e enaltecido pela imprensa mundial, como os jornais Le Monde e Financial Times. O jornal francês conferiu-lhe o título de personalidade do ano e o britânico elegeu o presidente brasileiro como uma das 50 personalidades que moldaram a década no mundo.
Em relação à política social, há flagrante diferença com a política tucana, por mais que FHC insista em afirmar que deu início às políticas atuais. A diferença não é só de escala, mas de conteúdo e, sobretudo, de institucionalidade. Os programas sociais estão se constituindo em políticas públicas permanentes garantidoras de direitos da cidadania.
No início, em 2003, o governo criou estruturas administrativas com status ministerial voltadas às políticas para as mulheres, os direitos humanos e a igualdade racial, priorizando as lutas sociais contra o preconceito, a discriminação e a violação de direitos. Ao mesmo tempo, recriou o Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea) que havia sido desfeito em 1995 pelo governo FHC. Em 2004, criou o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, com a responsabilidade de coordenar as políticas de segurança alimentar e nutricional, transferência de renda, à frente o Bolsa Família, e assistência social, à frente o SUAS implantado em 2005.
O SUS é uma conquista do povo brasileiro e nunca se investiu tanto em saúde pública, mas é preciso fazer mais e melhor. Na educação, criou-se o Fundeb e fixou-se o piso nacional dos professores. O Prouni garantiu aos estudantes de baixa renda o ingresso na universidade. A educação profissional foi retomada e ampliada, mas ainda precisamos fazer mais e melhor porque educação é direito de todos e passaporte para o futuro.
Essas políticas sociais juntamente com a geração de empregos, o aumento real do salário mínimo, o Luz para Todos e a ampliação do crédito para a agricultura familiar possibilitaram a redução da pobreza e da desigualdade social, favorecendo a melhoria da qualidade de vida da população, em especial dos mais pobres e residentes no campo.
O Censo Agropecuário do IBGE, pela primeira vez, revelou em 2006 a importância estratégica da agricultura familiar na produção de alimentos e na geração de empregos. Nesse sentido, a reforma agrária precisa ganhar idêntico impulso e centralidade, com a aprovação dos novos índices de produtividade e a ampliação das desapropriações das grandes propriedades improdutivas ou que não cumpram a sua função social.
O aquecimento do mercado interno é uma realidade, quer pela política de transferência de renda, redução dos juros e aumento do crédito, quer pela política de investimentos em infra-estrutura e habitação. Em 2010, as políticas públicas, a exploração das novas fontes de energia, o papel do Estado e o modelo de desenvolvimento sustentável estarão em disputa na sociedade. Como em 2006, o movimento sindical e os movimentos sociais serão interlocutores privilegiados nessa escolha política e no caminho que o Brasil precisa continuar trilhando para consolidar e aprofundar as mudanças.

Osvaldo Russo é estatístico e coordenador do Núcleo Agrário Nacional do PT

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Retrospectiva 2009



Em 2009, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi chamado de "o cara" por Barack Obama e aclamado como "o personagem do ano" pelo jornal espanhol "El País" e "homem do ano" pelo francês "Le Monde"
o Brasil aprofundou aliança com a França. Além disso, Lula fechou com o francês Nicolas Sarkozy uma proposta comum para a Conferência do Clima de Copenhague.
Como grande vitória do ano, o Rio de Janeiro ganhou de Chicago, Madri e Tóquio o direito de sediar a Olimpíada de 2016...
Quais foram as outras vitórias de Lula?...
Meus queridos leitores...participe deste post interativoVocê finaliza esse post...


OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

sábado, 26 de dezembro de 2009

Homenagem do Le Monde a Lula repercute no estadão


Gilles Lapouge, o veterano correspondente do Estado de S. Paulo em Paris, comenta no jornal paulista desta sexta-feira (25) a escolha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como 'personalidade do ano 2009' pelo jornnal Le Monde, que considera "o melhor periódico da França". Lapouge conclui, olhando a foto de Lula na capa do Monde, que a Providência desta vez "acertou em cheio", pois "valeu a pena". Veja o artigo. Lula no jornal: 'Figura simpática' O jornal Le Monde é o melhor periódico da França. Uma referência internacional. Na véspera do Natal, parte da sua primeira página foi ocupada por uma figura sorridente, simpática, simples - o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Este ano, com efeito, e pela primeira vez, o Le Monde nomeou o brasileiro "personalidade do ano", como faz na América Latina o Times. O diretor do jornal explicou as razões. "Barack Obama? Ele merecia essa indicação no ano passado, mais do que este ano. Putin? Ou Mahmoud Ahmadinejad? Não, Le Monde pretende ser um jornal de reconstrução e de esperança. Na linha do "positivismo de Auguste Comte", ele toma o partido dos "homens de boa vontade". Um retrato de Lula foi feito pelo correspondente do jornal no Brasil, Jean-Pierre Langellier. O fio condutor? O Brasil, que há tanto tempo tinha o rótulo interessante, mas deprimente de "país do futuro", encontrou finalmente o seu futuro. "Como um gigante por muito tempo adormecido, ele acorda, se endireita, se estica, descobre os seus músculos e olha longe, para além da sua própria imensidão, para o mundo, que aspira ser um dos principais protagonistas". No texto, ele ressalta a espontaneidade do presidente. "Sua autoridade natural, seu carisma, seu humor despertam simpatia e respeito. Tão à vontade nas favelas quanto nas sessões de foto na primeira fila ao lado de chefes de Estado seus pares, Lula é popular aqui e lá". Jean-Pierre Langellier destaca também a impressão que Lula provocou em outro homem fascinante, Barack Obama. Lula foi o primeiro dirigente americano a ir à Casa Branca e Obama recebeu-o, dizendo "ele é o cara". Mais adiante, acrescenta que "Lula foi o seu próprio herói. À força da inteligência, coragem e obstinação, ele se forjou um destino improvável que é um exemplo para os mais humildes". Langellier fala dos discursos de Lula. "Sua trajetória fora do comum é confirmada por suas palavras. Quando ele evoca o destino dos camponeses do Nordeste obrigados a beber água suja do rio, ou a epopeia dos migrantes, desenraizados como ele e que se tornaram metalúrgicos na periferia de São Paulo, sua palavra é legítima". Mesmos nos raros momentos em que Lula se autoriza ser mais vulgar, sua palavra ainda assim tem algum peso. Como quando disse "quero tirar o povo da merda onde ele se encontra". E Langellier continua com um desfile de sucessos e triunfos do Brasil, por exemplo em matéria econômica, mas insiste sobretudo na dimensão internacional que Lula quis, obstinadamente, se dar. Há muito tempo, Lula declarou: "Quero mudar a geografia política e econômica do mundo. O Brasil não pode ficar sentado na cadeira esperando ser descoberto". E seguem algumas etapas dessa subida do Brasil para as grandes cúpulas. A elevação do G-20, do qual Lula é um membro ativo, à condição de diretório informal da economia mundial e, depois, essa chacota de Lula: "Gostaria de passar à posteridade como o primeiro presidente brasileiro que deu dinheiro ao FMI. Emprestar para o FMI não é chique?". Em 2009, o Brasil emprestou US$ 1,3 bilhão ao Fundo Monetário Internacional. Quando terminamos de ler o longo artigo de Langellier, voltamos à primeira página. E olhamos longamente a foto do presidente brasileiro. E nos dizemos que a Providência ou o destino dos povos, tão cega, tão mal inspirada ou tão frívola no geral, desta vez acertou em cheio. Uma figura simpática como essa, realmente vale a pena. Fonte: O Estado de S. Paulo

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

"UNIR A OPOSIÇÃO": QUANDO ALIANÇA COM A DIREITA TEM OUTRO NOME


A felicidade de Efraim e a simpatia do Mago. Eles dois se merecem?
Foto de Haceldama Borba retirada do Blog do Clilson

O argumento do prefeito Ricardo Coutinho, que tenta justificar sua aliança com o DEM (ex-UDN, ex-ARENA, ex-PDS, ex-PFL), buscando estabelecer um sinal de igualdade entre as alianças estaduais ou nacionais e as alianças que os partidos fazem nas pequenas cidades do interior da Paraíba, com suas particularíssimas especificidades políticas, é uma maneira de reduzir e empobrecer mais ainda o debate sobre o sentido da política e das alianças partidárias.
Coutinho, ao que parece, entrou no perigoso terreno viscoso do vale tudo retórico, onde o embate de idéias se converte em mero jogo de palavras, e onde a busca de convencer com a solidez do argumento se desfaz num sofrível palavreado que tem clara intenção diversionista. A finalidade é uma só: desviar a atenção do cidadão comum com informações e dados aparentemente coerentes para apresentar uma tese com ares de axioma, mas cujo resultado pretende evitar o debate de fundo sobre as motivações para mudança tão abrupta no comportamento político do atual Prefeito de João Pessoa.
Quando Coutinho argumenta que a atual aliança do PSB com o DEM na Paraíba se justifica porque, em várias cidades do interior uma diversidade de partidos se uniu numa diversidade de alianças, ele está propondo que a lógica estadual e nacional se inverta, para ser ajustada à lógica paroquialista, localista, onde os embates estabelecidos se desenvolvem exclusivamente ao sabor de contingências locais e, em muitos casos, as diferenças e opções partidárias não tem qualquer relação com posturas programáticas. Mais ainda, que o debate a respeito da natureza e dos projetos antagônicos dos partidos se ajustem aos projetos pessoais e as conveniências de cada um.
Por que essa aliança feita com do PSB com o DEM é impossível nacionalmente? E por que o PT, a priori, rejeita tão enfaticamente esse ajuntamento com PSDB e DEM? Porque, nesse âmbito, discutem-se modelos de país e se confrontam projetos de hegemonia, ou será que Coutinho concordaria em estabelecer um sinal de igualdade entre o governo de FHC e Lula?
O PSDB e o Dem não são meros adversários contingenciais, são adversários históricos. Eles representam a trajetória de um embate que não começou agora, nem há 20 anos. Nos termos de hoje, esse embate começou desde que Getúlio Vargas iniciou seu segundo governo e começou a confrontar os interesses do capital estrangeiro e das classes a ele associadas; ele se reforçou na campanha pelas Reformas de Base, no governo Jango, e se cristalizou no Golpe Militar de 1964, se prolongando nos 20 anos que se seguiram, quando o Brasil foi dividido entre os que o amavam e os que deveriam deixá-lo – muitos à força, assassinados que foram pela tortura nos porões da ditadura.
Diante do que disse o alcaide sobre sua aliança com o Dem (“aliança se faz entre os diferentes”, mais uma dessas obviedades inúteis que ultimamente povoam a política paraibana), foi impossível impedir a sensação de túnel do tempo, acompanhado de um desejo incontrolável de rir que só quem militou na esquerda nos anos 80, e no movimento estudantil, em particular, sabe do que eu estou falando. O que gente como Ricardo Coutinho falava a respeito de alianças naqueles anos, inclusive a que foi feita para derrotar a ditadura, destoa de tal maneira com o que ele defende hoje, mas é, ao mesmo tempo, tão coerente, que pode representar um giro de 360 graus. O tempo talvez seja mesmo o senhor da razão, mas nesse caso ele exagerou.
Ricardo Coutinho, com sua propensão ao comportamento de autolouvação, que marcou muitos petistas desde esses tempos, parece acreditar que existe sobre si um manto da idolatria que o torna impermeável à crítica e, ao mesmo tempo, torna todas as suas atitudes justificáveis em si mesmas. Não são. E o motivo é que Ricardo Coutinho representa algo mais do que ele pensa sobre si mesmo ou sobre sua visão messiânica de se colocar acima dos partidos e dos grupos que o apóiam. Ele representa (ou representou) uma tradição, um esforço conjunto de pessoas e gerações que tornou possível que alguém como ele, de classe média e, portanto, sem posses ou prestígio social para tornar possível sua ascensão política, a não ser pelo esforço pessoal e dedicação a uma causa – e foi por isso que tantos se juntaram a ele nessa empreitada, arrebatados por um projeto maior, – galgasse a posição de liderança incontestável na política paraibana que ele tem hoje.
Por isso, "Unir a oposição", como ele chama a aliança do PSB com o DEM e o PSDB, é um eufemismo para justificar a ausência de debate sobre o conteúdo dessa aliança que Coutinho deseja realizar para 2010, e reduzir ao mínimo as diferenças – se é que elas existem mesmo – não apenas ideológicas e políticas, mas programáticas: que projeto Ricardo Coutinho vai apresentar que possa ter a concordância de Efraim Morais? No final das contas, ou tudo será considerado tinta no papel que, como sempre, aceita tudo, ou eles sempre falaram a mesma língua, só que em tom e em termos diferentes. Vamos ver