quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

EU AMO O PT

Por Amanda Nóbrega

Meu pai, ele é (um) assessor e trabalha na Assembléia Legislativa da Paraíba.
O partido do PT quer respeito como todos devemos ter com todo mundo, eu espero que todos entendam e, um bom dia para todos. Vocês adultos precisam ver o quanto esse PT é importante para todos e para nossas vidas, obrigada pela atenção , eu espero que vocês todos entendam, eu quero dizer para todos que eu amo o partido dos trabalhadores.

Eu quero que o PT vença para sempre.

Beijo para todos e para o partido também.
PS. Amanda tem apenas 9 anos de idade e já demonstra sua preocupação com o futuro da nação, a criadora de tão brilhante depoimento é minha filha.
Naza¹³

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Também sou farofeiro.

Um dia um senador disse: "Nos veremos livres dessa raça por pelo menos trinta anos", esse mesmo senador ariano, representante dessa elite fétida que só quer ver o pobre mergulhado num mar de merda, sem perspectivas de vida, sem um futuro promissor, sem esperanças.
Comumente os jornalões tentam desqualificar o presidente Lula, diminuir as conquistas do povo brasileiro, não reconhecem os avanços, pregam o caos, adeptos do quanto pior melhor.
O PIG fez repercutir para toda a nação o destempero de alguns parlamentares, representantes da direita golpista e rasteira. Mostrou sem nenhum constrangimento, como se isso fosse bonito. Deram luz e foco aos detratores de um dos homens mais respeitados no mundo. Tiro no próprio pé.
Experimentam do próprio veneno, não conseguem esconder nem sob o tapete de suas recalcadas incapacidades o preconceito e o nojo que sentem pelo povo brasileiro.
Chamar o presidente Lula de farofeiro, para mim é uma honra, pois o maior líder latino-americano tem uma vida tão comum como a minha, que tenho duas lindas filhas, menores e que se enchem de alegria quando estamos preparando a geladeira de izopor com lanches e sucos para uma saudável e esperada farofada.

sábado, 2 de janeiro de 2010

O DISCURSO DO PRECONCEITO E A ESCÓRIA DA MÍDIA TUPINIQUIM


Que saudades que a elite branca tem do distinto e culto Campos Salles...

por André Gustavo de Paula Eduardo

Os offs são mesmo um perigo, Boris Casoy que o diga. Podem eles desarmar qualquer padrão de comportamento supostamente “civilizado” e desmascarar todo um modus e uma rotina de pensamento.

Foi assim no vídeo que está circulando pela web, no qual Boris ofende verbalmente dois garis que aparecem em vinheta da Bandeirantes para desejar um feliz ano novo. “Do alto de suas vassouras”... “a escala mais baixa do trabalho”. Seu juízo diz muito acerca do modo de pensar de boa parte do jornalismo brasileiro, de vocação golpista e reacionária, enlatada em meia dúzia de famiglias e cujo preconceito de classe é amiúde o mote e sua razão de existência.

Ocorre que o caso de Boris não foi isolado. Graças a recursos como o Youtube, o Twitter e a explosão da blogosfera, as gafes desse padrão se multiplicam, deixando claro que comentários covardes e boçais como o do âncora “bandoleiro” são coisa corriqueira, e só agora há mecanismos para visualiza-los e entende-los.

Exemplo recente foi a histrionice da apresentadora e “atriz” Xuxa, avisando os twitteiros que não tinham pedigree para conversar com sua filha (aquela que tem nome de homem, a Sasha, ou Alexander na Rússia). Sasha cometera um erro ortográfico, pegaram no pé da guria e Xuxa bem justificou avisando que fora ela “educada em inglês”.

Outro caso, certamente mais perigoso e revelador, foi o do comentário indiscutivelmente racista de Danilo Gentili, um dos apresentadores do CQC, outro programa da Bandeirantes.

No caso, é de se notar que seu racismo, ainda que com a desculpa da “piada”, é plenamente consonante com sua atitude enquanto repórter / humorista do programa de Marcelo Tas. Gentili já humilhou uma senhora pobre que havia “furtado” seu celular, num contexto em que ela aparecia como a “típica brasileira, malandra e picareta”, além dos esteriótipos atribuídos a gente pobre.

O CQC é o flerte constante com a escória e falta de escrúpulos, quase desnuda, não fosse seu baby doll de “inteligência” que permeia o programa e adviria da suposta credibilidade do mentor Marcelo Tas. CQC é política do começo ao fim, e política com propósito definidos.

Para quem acompanhou o programa em 2009 cansou de ver acintes à ministra Dilma Rousseff, frequentemente irritada com vacuidades a fim de promover cenas de destempero que os Gentili e cia. tanto almejam. Não conseguiram, mas pintaram Dilma como “sisuda”, “antipática”, “fugaz”.

Sim, o Serra também é “alvo” dos moleques da trupe. Mas com visível diferença de tratamento, visto que é um nome mais conhecido em âmbito nacional (o que não significa reflexo em votos) e a ele são reservadas brincadeiras que não o arranham. A questão é: o Serra pode parecer antipático, pra ele é status. Pra Dilma, é só uma forma de corrupção de sua imagem. Por que não fazer?

A imprensa brasileira há muito patina com exemplos os mais hediondos, de autoritarismo e malandragem, sobretudo com processos de radicalização ocorridos após as vitórias seguidas do presidente Lula. O preconceito de classe ainda grassa alto, motivando grupelhos de extrema-direita (como o Cansei) e até posturas mais radicais e assumidamente golpistas encontradas na revista Veja ou na Folha de S. Paulo.

Esse casamento imprensa / direita coincide, aliás, com as crises econômicas enfrentadas pelos grandes jornais, cada vez mais fechados num nicho conservador, paulicêntrico, com o mesmo discurso do medo que se mostra enferrujado – embora ainda vivo.

A Veja, última flor do fascismo, a revista “Boimate”, pregou abertamente o hino golpista contra Lula, publicou a existência de contas falsas, repetiu factóides por ela criados e atacou sistematicamente todos os programas do governo. A Veja, reduzida a um público de classe média e média-alta, cada vez mais se centra em seu nicho e radicaliza o discurso do preconceito e do medo.

A Folha tentou em editorial reescrever nossa história recente com a tese da “ditabranda”; publicou ficha criminal falsa de Dilma, acusando-a, fora de contexto, de ter planejado seqüestrar Delfim Netto (!!). Acasalou com o sórdido ao publicar fofocas de um ex-militante petista que insinuou que Lula “subjugava um menino” nos tempos de sua prisão – episódio definido por Nassif como a maior gafe do jornal desde o escândalo da Escola Base.

Estamos em 2010 e o ano promete muitas batalhas. O jogo sujo da imprensa de esgoto e os apelos do preconceito de classe voltaram – nunca se foram – ainda que tucanos, demos e cia. saibam do equívoco político que é desprezar o eleitorado amplamente contemplado pelas políticas do PT.

Episódios como os descritos acima bem demonstram um contexto de polarização – e sabemos que o preconceito de classe bem se coaduna com a tradição tucana, seu modus operandi supostamente “iluminista”, incapaz de maior percepção da complexidade brasileira, de estados tão complexos, de diversos segmentos marginalizados e com um contexto de pobreza urbana avassalador.

Talvez um bom conselho político aos tucanos seja “se vocês querem algum voto do povo, terão de mandar seus porta-vozes da mídia calarem a boca”. O discurso do medo e do preconceito estão ultrapassados – os Caetanos, Boris Casoy, Regina Duarte, Diogo Mainardi e Marcelo Tas terão de procurar subterfúgios e sofismas outros se o intuito for eleger José “Nosferatu” Serra. A ver – a batalha já começou.

Fonte: olhosdosertão

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Foi bom 2009, 2010 será DILMAIS.

Adeus 2009 de muitas conquistas e principio de muitas vitórias, 2009 será lembrado como o ano de muitas conquistas e avanços.
Consolidamos o PT como governo na Paraíba, fizemos a diferença e mostramos nossa competência.
Enfrentamos uma campanha pela direção do Partido dos Trabalhadores e vencemos. Venceu o PT ganhará todos os paraibanos.
2010 esta chegando cheio de energia, cheio de expectativas e com perspectivas de muito mais conquistas.
Aos meus companheiros e companheiras, aos militantes e simpatizantes do PT desejo muita saúde, paz, energia e sobretudo muita fé em DEUS e em nossas propostas para um Brasil cada vez melhor.
2010 será DILMAIS para todos nós.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

COVARDIA?

Está nos jornalões de hoje,30/12: Contra "Comissão da Verdade", comandantes ameaçam sair
Os comandantes do Exército, general Enzo Martins Peri, e da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, ameaçaram pedir demissão caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não revogue alguns trechos do Plano Nacional de Direitos Humanos 3, que cria a "Comissão da Verdade" para apurar torturas e desaparecimentos durante o regime militar (1964-1985).
Eles não querem reconhecer a violação dos direitos humanos durante a ditadura militar. Não querem a retirada de nomes dos torturadores homenageados em locais públicos, como ruas, escolas, viadutos e praças. Temem que os locais onde se praticaram as torturas e atrocidades do regime militar sejam alvos de depredação ou invasão. Dizem que vai haver constrangimento no Exército com a retirada das homenagens a torturadores sanguinários.O que eles querem, de fato, é que a verdade permaneça escondida. Passados mais de 40 anos do golpe militar, eles sentem vergonha do que fizeram, dos crimes e barbáries que cometeram, das mentiras que contaram. Hoje eles temem responder na justiça pelos crimes cometidos, pelas torturas e mortes nos porões da ditadura, pelos cadáveres insepultos. Não é revanchismo, não é vingança, é o direito de a população saber a verdade, é o resgate da nossa história como ela aconteceu de fato. Isso inclui revelar os atos heróicos praticados pelos que lutavam contra o golpe, contra a ditadura militar, contra as atrocidades, contra a barbárie, contra a censura. Se hoje vivemos em democracia, devemos isso aos heróis que enfrentaram os ditadores e seus algozes, que foram torturados e mortos para que o Brasil se tornasse livre, soberano, um país de todos. As Forças Armadas só têm a ganhar se reconhecerem os erros do passado, se vierem a público pedir perdão ao povo brasileiro pelas barbáries cometidas. Isso só as engrandeceria. Pedir demissão, esconder-se para não participar do resgate fiel da história só demonstra omissão e covardia.
BLOG DASABAFO BRASIL

O que decidiremos em 2010?

Por Osvaldo Russo
Para o mundo da política e o projeto de nação que queremos, 2010 promete ser o ano das nossas vidas, estejamos nós no apoio ou na oposição ao governo Lula. Se for uma eleição polarizada, como tudo indica, escolheremos entre duas propostas que a mídia insiste em apresentar muito próximas, mas que na prática possuem sinais trocados.
Pela primeira vez, desde a redemocratização do país, com Lula não inscrito na cédula eleitoral, a oposição liderada pelo PSDB acha que se perder a oportunidade de desalojar o PT do governo federal, poderá ficar mais uns dezesseis anos fora do poder. Exagero ou não, é assim que o tucanato sente, por mais que não confesse.
De outro lado, com o presidente batendo recorde de aprovação, os petistas têm claro que se perderem a eleição, o que estará sendo derrotado não é figura do Lula, mas o nosso projeto de nação construído ao longo de 30 anos de história do PT e de seus aliados de esquerda e centro-esquerda. Exagero ou não, é assim que nós petistas sentimos.
Em relação à política econômica, os tucanos e a extrema esquerda irão dizer que Lula e o PT mantiveram a política de FHC e do PSDB. Ainda que não tenha havido ruptura com a política econômica anterior, progressivamente foram feitos ajustes e mudanças que consolidaram a estabilidade macroeconômica do país, mas com um diferencial fundamental: voltamos a crescer economicamente gerando empregos e distribuindo renda, o que quebrou um mito econômico propalado por economistas conservadores.
Além disso, ao contrário do passado, o Fundo Monetário Internacional não mais dita ou receita sobre o nosso destino enquanto nação soberana. Ao lado da credibilidade econômica, antes subtraída, a política externa brasileira, altiva e independente, coloca o Brasil como país que exerce liderança mundial, em especial na América Latina, aonde o receituário neoliberal vem sendo substituído por projetos nacionais e regionais de desenvolvimento. Nesse sentido, a liderança do presidente Lula tem favorecido as mudanças políticas e econômicas, consistindo em fator de estabilidade na região.
Não é à toa que Lula vem sendo homenageado e enaltecido pela imprensa mundial, como os jornais Le Monde e Financial Times. O jornal francês conferiu-lhe o título de personalidade do ano e o britânico elegeu o presidente brasileiro como uma das 50 personalidades que moldaram a década no mundo.
Em relação à política social, há flagrante diferença com a política tucana, por mais que FHC insista em afirmar que deu início às políticas atuais. A diferença não é só de escala, mas de conteúdo e, sobretudo, de institucionalidade. Os programas sociais estão se constituindo em políticas públicas permanentes garantidoras de direitos da cidadania.
No início, em 2003, o governo criou estruturas administrativas com status ministerial voltadas às políticas para as mulheres, os direitos humanos e a igualdade racial, priorizando as lutas sociais contra o preconceito, a discriminação e a violação de direitos. Ao mesmo tempo, recriou o Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea) que havia sido desfeito em 1995 pelo governo FHC. Em 2004, criou o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, com a responsabilidade de coordenar as políticas de segurança alimentar e nutricional, transferência de renda, à frente o Bolsa Família, e assistência social, à frente o SUAS implantado em 2005.
O SUS é uma conquista do povo brasileiro e nunca se investiu tanto em saúde pública, mas é preciso fazer mais e melhor. Na educação, criou-se o Fundeb e fixou-se o piso nacional dos professores. O Prouni garantiu aos estudantes de baixa renda o ingresso na universidade. A educação profissional foi retomada e ampliada, mas ainda precisamos fazer mais e melhor porque educação é direito de todos e passaporte para o futuro.
Essas políticas sociais juntamente com a geração de empregos, o aumento real do salário mínimo, o Luz para Todos e a ampliação do crédito para a agricultura familiar possibilitaram a redução da pobreza e da desigualdade social, favorecendo a melhoria da qualidade de vida da população, em especial dos mais pobres e residentes no campo.
O Censo Agropecuário do IBGE, pela primeira vez, revelou em 2006 a importância estratégica da agricultura familiar na produção de alimentos e na geração de empregos. Nesse sentido, a reforma agrária precisa ganhar idêntico impulso e centralidade, com a aprovação dos novos índices de produtividade e a ampliação das desapropriações das grandes propriedades improdutivas ou que não cumpram a sua função social.
O aquecimento do mercado interno é uma realidade, quer pela política de transferência de renda, redução dos juros e aumento do crédito, quer pela política de investimentos em infra-estrutura e habitação. Em 2010, as políticas públicas, a exploração das novas fontes de energia, o papel do Estado e o modelo de desenvolvimento sustentável estarão em disputa na sociedade. Como em 2006, o movimento sindical e os movimentos sociais serão interlocutores privilegiados nessa escolha política e no caminho que o Brasil precisa continuar trilhando para consolidar e aprofundar as mudanças.

Osvaldo Russo é estatístico e coordenador do Núcleo Agrário Nacional do PT

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Retrospectiva 2009



Em 2009, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi chamado de "o cara" por Barack Obama e aclamado como "o personagem do ano" pelo jornal espanhol "El País" e "homem do ano" pelo francês "Le Monde"
o Brasil aprofundou aliança com a França. Além disso, Lula fechou com o francês Nicolas Sarkozy uma proposta comum para a Conferência do Clima de Copenhague.
Como grande vitória do ano, o Rio de Janeiro ganhou de Chicago, Madri e Tóquio o direito de sediar a Olimpíada de 2016...
Quais foram as outras vitórias de Lula?...
Meus queridos leitores...participe deste post interativoVocê finaliza esse post...


OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

sábado, 26 de dezembro de 2009

Homenagem do Le Monde a Lula repercute no estadão


Gilles Lapouge, o veterano correspondente do Estado de S. Paulo em Paris, comenta no jornal paulista desta sexta-feira (25) a escolha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como 'personalidade do ano 2009' pelo jornnal Le Monde, que considera "o melhor periódico da França". Lapouge conclui, olhando a foto de Lula na capa do Monde, que a Providência desta vez "acertou em cheio", pois "valeu a pena". Veja o artigo. Lula no jornal: 'Figura simpática' O jornal Le Monde é o melhor periódico da França. Uma referência internacional. Na véspera do Natal, parte da sua primeira página foi ocupada por uma figura sorridente, simpática, simples - o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Este ano, com efeito, e pela primeira vez, o Le Monde nomeou o brasileiro "personalidade do ano", como faz na América Latina o Times. O diretor do jornal explicou as razões. "Barack Obama? Ele merecia essa indicação no ano passado, mais do que este ano. Putin? Ou Mahmoud Ahmadinejad? Não, Le Monde pretende ser um jornal de reconstrução e de esperança. Na linha do "positivismo de Auguste Comte", ele toma o partido dos "homens de boa vontade". Um retrato de Lula foi feito pelo correspondente do jornal no Brasil, Jean-Pierre Langellier. O fio condutor? O Brasil, que há tanto tempo tinha o rótulo interessante, mas deprimente de "país do futuro", encontrou finalmente o seu futuro. "Como um gigante por muito tempo adormecido, ele acorda, se endireita, se estica, descobre os seus músculos e olha longe, para além da sua própria imensidão, para o mundo, que aspira ser um dos principais protagonistas". No texto, ele ressalta a espontaneidade do presidente. "Sua autoridade natural, seu carisma, seu humor despertam simpatia e respeito. Tão à vontade nas favelas quanto nas sessões de foto na primeira fila ao lado de chefes de Estado seus pares, Lula é popular aqui e lá". Jean-Pierre Langellier destaca também a impressão que Lula provocou em outro homem fascinante, Barack Obama. Lula foi o primeiro dirigente americano a ir à Casa Branca e Obama recebeu-o, dizendo "ele é o cara". Mais adiante, acrescenta que "Lula foi o seu próprio herói. À força da inteligência, coragem e obstinação, ele se forjou um destino improvável que é um exemplo para os mais humildes". Langellier fala dos discursos de Lula. "Sua trajetória fora do comum é confirmada por suas palavras. Quando ele evoca o destino dos camponeses do Nordeste obrigados a beber água suja do rio, ou a epopeia dos migrantes, desenraizados como ele e que se tornaram metalúrgicos na periferia de São Paulo, sua palavra é legítima". Mesmos nos raros momentos em que Lula se autoriza ser mais vulgar, sua palavra ainda assim tem algum peso. Como quando disse "quero tirar o povo da merda onde ele se encontra". E Langellier continua com um desfile de sucessos e triunfos do Brasil, por exemplo em matéria econômica, mas insiste sobretudo na dimensão internacional que Lula quis, obstinadamente, se dar. Há muito tempo, Lula declarou: "Quero mudar a geografia política e econômica do mundo. O Brasil não pode ficar sentado na cadeira esperando ser descoberto". E seguem algumas etapas dessa subida do Brasil para as grandes cúpulas. A elevação do G-20, do qual Lula é um membro ativo, à condição de diretório informal da economia mundial e, depois, essa chacota de Lula: "Gostaria de passar à posteridade como o primeiro presidente brasileiro que deu dinheiro ao FMI. Emprestar para o FMI não é chique?". Em 2009, o Brasil emprestou US$ 1,3 bilhão ao Fundo Monetário Internacional. Quando terminamos de ler o longo artigo de Langellier, voltamos à primeira página. E olhamos longamente a foto do presidente brasileiro. E nos dizemos que a Providência ou o destino dos povos, tão cega, tão mal inspirada ou tão frívola no geral, desta vez acertou em cheio. Uma figura simpática como essa, realmente vale a pena. Fonte: O Estado de S. Paulo

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

"UNIR A OPOSIÇÃO": QUANDO ALIANÇA COM A DIREITA TEM OUTRO NOME


A felicidade de Efraim e a simpatia do Mago. Eles dois se merecem?
Foto de Haceldama Borba retirada do Blog do Clilson

O argumento do prefeito Ricardo Coutinho, que tenta justificar sua aliança com o DEM (ex-UDN, ex-ARENA, ex-PDS, ex-PFL), buscando estabelecer um sinal de igualdade entre as alianças estaduais ou nacionais e as alianças que os partidos fazem nas pequenas cidades do interior da Paraíba, com suas particularíssimas especificidades políticas, é uma maneira de reduzir e empobrecer mais ainda o debate sobre o sentido da política e das alianças partidárias.
Coutinho, ao que parece, entrou no perigoso terreno viscoso do vale tudo retórico, onde o embate de idéias se converte em mero jogo de palavras, e onde a busca de convencer com a solidez do argumento se desfaz num sofrível palavreado que tem clara intenção diversionista. A finalidade é uma só: desviar a atenção do cidadão comum com informações e dados aparentemente coerentes para apresentar uma tese com ares de axioma, mas cujo resultado pretende evitar o debate de fundo sobre as motivações para mudança tão abrupta no comportamento político do atual Prefeito de João Pessoa.
Quando Coutinho argumenta que a atual aliança do PSB com o DEM na Paraíba se justifica porque, em várias cidades do interior uma diversidade de partidos se uniu numa diversidade de alianças, ele está propondo que a lógica estadual e nacional se inverta, para ser ajustada à lógica paroquialista, localista, onde os embates estabelecidos se desenvolvem exclusivamente ao sabor de contingências locais e, em muitos casos, as diferenças e opções partidárias não tem qualquer relação com posturas programáticas. Mais ainda, que o debate a respeito da natureza e dos projetos antagônicos dos partidos se ajustem aos projetos pessoais e as conveniências de cada um.
Por que essa aliança feita com do PSB com o DEM é impossível nacionalmente? E por que o PT, a priori, rejeita tão enfaticamente esse ajuntamento com PSDB e DEM? Porque, nesse âmbito, discutem-se modelos de país e se confrontam projetos de hegemonia, ou será que Coutinho concordaria em estabelecer um sinal de igualdade entre o governo de FHC e Lula?
O PSDB e o Dem não são meros adversários contingenciais, são adversários históricos. Eles representam a trajetória de um embate que não começou agora, nem há 20 anos. Nos termos de hoje, esse embate começou desde que Getúlio Vargas iniciou seu segundo governo e começou a confrontar os interesses do capital estrangeiro e das classes a ele associadas; ele se reforçou na campanha pelas Reformas de Base, no governo Jango, e se cristalizou no Golpe Militar de 1964, se prolongando nos 20 anos que se seguiram, quando o Brasil foi dividido entre os que o amavam e os que deveriam deixá-lo – muitos à força, assassinados que foram pela tortura nos porões da ditadura.
Diante do que disse o alcaide sobre sua aliança com o Dem (“aliança se faz entre os diferentes”, mais uma dessas obviedades inúteis que ultimamente povoam a política paraibana), foi impossível impedir a sensação de túnel do tempo, acompanhado de um desejo incontrolável de rir que só quem militou na esquerda nos anos 80, e no movimento estudantil, em particular, sabe do que eu estou falando. O que gente como Ricardo Coutinho falava a respeito de alianças naqueles anos, inclusive a que foi feita para derrotar a ditadura, destoa de tal maneira com o que ele defende hoje, mas é, ao mesmo tempo, tão coerente, que pode representar um giro de 360 graus. O tempo talvez seja mesmo o senhor da razão, mas nesse caso ele exagerou.
Ricardo Coutinho, com sua propensão ao comportamento de autolouvação, que marcou muitos petistas desde esses tempos, parece acreditar que existe sobre si um manto da idolatria que o torna impermeável à crítica e, ao mesmo tempo, torna todas as suas atitudes justificáveis em si mesmas. Não são. E o motivo é que Ricardo Coutinho representa algo mais do que ele pensa sobre si mesmo ou sobre sua visão messiânica de se colocar acima dos partidos e dos grupos que o apóiam. Ele representa (ou representou) uma tradição, um esforço conjunto de pessoas e gerações que tornou possível que alguém como ele, de classe média e, portanto, sem posses ou prestígio social para tornar possível sua ascensão política, a não ser pelo esforço pessoal e dedicação a uma causa – e foi por isso que tantos se juntaram a ele nessa empreitada, arrebatados por um projeto maior, – galgasse a posição de liderança incontestável na política paraibana que ele tem hoje.
Por isso, "Unir a oposição", como ele chama a aliança do PSB com o DEM e o PSDB, é um eufemismo para justificar a ausência de debate sobre o conteúdo dessa aliança que Coutinho deseja realizar para 2010, e reduzir ao mínimo as diferenças – se é que elas existem mesmo – não apenas ideológicas e políticas, mas programáticas: que projeto Ricardo Coutinho vai apresentar que possa ter a concordância de Efraim Morais? No final das contas, ou tudo será considerado tinta no papel que, como sempre, aceita tudo, ou eles sempre falaram a mesma língua, só que em tom e em termos diferentes. Vamos ver

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

PIG e associados se sentem aliviados.

A coligação representada pelo PCC/CV/PIG agora estA tranquilA com relação a uma candidatura que possa representar o sonhos e anseios golpistas para essa quadrilha, não que a candidatura do Menino Neves do Rio representasse algo diferente aos seus planos, mas como nunca soube que bandido preserva amigo, Zé Serralho tratou de fazer valer a máxima. Tome rasteira Mané.
Esse meu comentário não é para mostrar e nem tão pouco insinuar que a próxima eleição será entre o bem e mal, longe disso. Quero apenas dizer que a candidatura do tucano nada mais é que a candidatura que representa a volta do caos, de transformar os movimentos socias em movimentos criminosos, que representa a total entrega de todas as nossas riquezas, nossas conquistas o nosso respeito.
Os escândalos envolvendo gestores dos Tucanos e Demos, só me faz pensar que se trata de uma orquestração e condução oriunda dos mais intransponiveis presídios brasileiros, coisa de criminoso mesmo.
Faltam 13 dias para o fim de 2009, que venha 2010 - O Brasil será DILMAIS.

Dilma vai intensificar agenda em SP para polarizar com Serra


Petistas avaliam que agora será mais fácil trabalhar por eleição plebiscitária

Diante da desistência do governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), de tentar se viabilizar como candidato à Presidência em 2010, o PT vai se lançar o quanto antes em um plano para intensificar a polarização com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Apesar de garantir que já trabalhava com a certeza de que o paulista seria o candidato tucano ao Palácio do Planalto, o comando partidário esperava só para janeiro o anúncio de que Aécio está fora do páreo.

Agora, avaliam petistas, será mais fácil trabalhar para viabilizar uma eleição plebiscitária entre Serra e a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, modelo sonhado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a corrida de 2010. Em conjunto com o Planalto, o PT já havia começado a desenhar uma agenda intensa para Dilma em São Paulo, prevista para ter início na segunda quinzena de janeiro. O objetivo é trazê-la para o maior número possível de eventos no Estado comandado pelo tucano, de preferência na companhia de Lula.”
Matéria Completa, ::Aqui::


www.dilmais.blogspot.com

Segurança Nacional - Lula garante reaparelhamento das Forças Armadas

Do Blogue: NOVA ERA.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou hoje (14) o compromisso de reaparelhar as Forças Armadas. Até 2030, destacou ele, o país vai adquirir 3 mil viaturas blindadas de combate. Segundo o presidente, a compra dos caças de combate deve ser anunciada no início de 2010.

“Na semana passada, soube que o Exército recebeu o primeiro lote de 34 viaturas blindadas de combate. Até 2030, serão 3 mil”, disse Lula. Ele destacou ainda a importância que o submarino nuclear terá para o país, assim como os caças de combate.

“A decisão sobre a compra dos caças deve ser tomada no início de 2010”, afirmou, após participar da cerimônia de apresentação dos novos oficiais-generais no Clube do Exército, em Brasília.

Na cerimônia, Lula agradeceu o trabalho feito pelas Forças Armadas e de seus engenheiros em diversas obras – como rodovias, ferrovias, portos, poços, hospitais e no canal do Rio São Francisco – e no combate à dengue, além do apoio dado à realização das provas do Enem.

Por Pedro Peduzzi

Dupla Serra / Kassab mente e enrola para deixar o povo na merda

A dupla Serra / Kassab diz que a culpa dos alagamentos no Jardim Romano, na Zona Leste em São Paulo é devido à moradias irregulares na área de várzea do Tietê.


Mas a mentira não resiste a 15 segundos.

O bairro pode até estar em área baixa, mas boa parte das ruas alagadas (foto abaixo) tem IPTU, portanto tem cadastro legal na prefeitura. Tem asfalto - feito pela prefeitura - tem rede de água e esgoto feito pela SABESP do governo do estado (de José Serra). Tem pontos de ônibus, definidos pela prefeitura. Tem escola (CEU) da prefeitura. Tem conjunto habitacional financiado, o que exigiu licenciamento da prefeitura.



Pode haver moradias irregulares nos extremos, mais próximo à margem do Rio, mas não onde está completamente urbanizado, como na rua abaixo:



A quem Serra e Kassab querem enganar, quando dizem que removerão moradores de áreas de várzea do rio, e com isso as enchentes acabarão?

Na quinta-feira foi informado que comportas de uma barragem de controle de enchentes no rio Tietê foram fechadas para proteger a Avenida Marginal Tietê, rentendo o escoamento de água e fazendo o nível do rio subir na zona leste e alagar.

Em tempo: O Jardim Romano, além de alagado pelas águas da chuvas e do rio, sofreu contaminação com vazamento da rede de esgoto da SABESP.

Matéria completa no: AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

Decisão de Aécio surpreende só pela data, não pelo conteúdo

A decisão do governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), de desistir da disputa presidencial de 2010 surpreendeu o mundo político mais pela antecedência do anúncio do que propriamente pela decisão em si.

Cláudio Gonzalez, Vermelho.org

Esperava-se que Aécio fosse anunciar sua desistência em janeiro. Mas ele antecipou o anúncio em pelo menos quinze dias. As verdadeiras razões desta antecipação é que ainda não foram totalmente esclarecidas. Seria um blefe? Uma estratégia para pressionar Serra e a cúpula tucana? Só Aécio e seus aliados mais próximos é que podem dizer. Mas que ele iria anunciar a desistência já era fato conhecido nos bastidores de Brasília há muitos dias.

Aliás, Aécio já havia comunicado sua decisão informalmente à cúpula tucana na semana passada. Vários órgãos de imprensa chegaram a noticiar isso. O anúncio de hoje foi apenas uma formalização, ocorrida após alguns dias de conversas de bastidores onde acertou-se o tom e os termos da renúncia à pré-candidatura. E pela carta que Aécio tornou pública, é de se supor que as conversas de bastidores não foram nada cordiais.

A carta de Aécio não cita nem uma vez o nome de seu adversário na disputa, José Serra. À primeira vista, isso pode não parecer tão importante, mas é altamente revelador da indisposição do governador mineiro com seu colega paulista. Além disso, boa parte da carta é dedicada a mostrar que Aécio seria um candidato melhor do que Serra para o projeto tucano. O texto revela ainda um rancor contido de Aécio em relação à própria cúpula do PSDB, que negou-se até o último momento a atender os apelos dele em prol da realização de prévias para escolher o candidato do partido. As críticas que Aécio faz ao governo Lula e à estratégia governista de transformar a eleição de 2010 numa disputa plebiscitária estão sendo tratadas como ponto central do documento pela mídia, mas uma leitura atenta revela que trata-se mais de uma demarcação de terreno com vistas à disputa estadual mineira do que propriamente em relação à contenda nacional.”
Artigo Completo, ::Aqui::

A decisão de Aécio Neves

Mauro Santayana, JB Online

“Quando, instado por importantes personalidades da sociedade brasileira, entre elas líderes políticos regionais, a candidatar-se à sucessão presidencial, Aécio Neves sugeriu consultas prévias às bases partidárias. Seria a forma mais democrática de escolha. Não deveria o partido, que surgiu da dissidência do PMDB, em oposição ao mando do governador de São Paulo, Orestes Quércia, ficar submetido à vontade de duas ou três personalidades paulistas, como vinha ocorrendo desde a Presidência de Fernando Henrique.

Em uma Federação, os diretórios regionais devem ter o direito de expor suas ideias e suas preferências, de acordo com as condições políticas locais. Não podem transformar-se em caudatários resignados de um diretório em particular. O problema não houve em 1995, porque o PSDB não elegeu o sociólogo; quem o elegeu foi Itamar Franco. O PSDB não o elegeria, sem o claro apoio do presidente da República, que dispunha de prestígio equivalente ao do atual chefe de Estado.

Os paulistas, com Fernando Henrique à frente, se opuseram às prévias, ao perceber que o governador mineiro as venceria facilmente. Aécio, nas visitas esporádicas aos estados, reunia poderosas alianças regionais, em torno dos diretórios de seu partido. Se realizadas, as consultas confirmariam a tendência já registrada. Por isso, Serra, Fernando Henrique e Geraldo Alckmin não aceitaram a consulta.

Não aceitaram a consulta, nem tiveram a coragem de dizer ao governador de Minas que pretendiam impor a candidatura paulista. Interessava-lhes manter as coisas bambas até o prazo final para a filiação partidária, de maneira a impedir que, se o desejasse, Aécio aceitasse disputar a Presidência por outras legendas, que lhe eram oferecidas – entre elas, a do próprio PMDB. Mas ele preferia que sua candidatura se fizesse de baixo para cima, e contava com as prévias.”
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