Por: Helena
Os amigos da presidente Dilma

Essa foi uma das posições manifestadas durante encontro de uma das tendências internas do PT, chamada Movimento PT, realizado durante o final de semana, no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Lagoa Seca, com a presença de cerca de cem militantes petistas, presidentes municipais do PT, três vereadores e lideranças dos movimentos sociais ligados a terra, a exemplo de Comissão Pastoral da Terra e Pastoral Operária, de 13 municípios da Borborema.
“As lideranças entendem que a CPMI do MST é uma perseguição contra um movimento legítimo, criminaliza os movimentos sociais, é contra o governo Lula e visa desestabilizar a candidatura de Dilma Roussef, nas eleições do próximo ano. Aqueles que assinaram a CPMI estão a serviço dos latifundiários que concentram cem milhões de hectares de terras improdutivas que existem no país e já estão se declarando inimigos do governo Lula, assim como contra a continuidade desse governo que está conduzindo o Brasil tão bem. Dos paraibanos que assinaram, o único que recuou foi o deputado Wellington Roberto (PL)”, disse Frei Anastácio que foi convidado para falar sobre o assunto durante o encontro.
Segundo o ex-deputado estadual e fundador do Movimento PT na Paraíba, participaram da reunião, o deputado estadual Rodrigo Soares (PT), petistas dos municípios de Lagoa Seca, Campina Grande, Lagoa de Roça, Pocinhos, Areial, Esperança, Arara, Montadas, Araçagi, Algodão de Jandaíra, Casserengue, Barra de São Miguel, representantes do Movimento PT da cidade de Sapé, além das lideranças dos movimentos sociais ligados a terra da cidade de Campina Grande.
Eleições diretas do PT - Frei Anastácio disse ainda que o encontro também apontou a necessidade urgente de uma reformulação na prática de gestão desenvolvida pela atual direção estadual do PT na Paraíba. “Queremos uma divisão equitativa dos cargos internos da direção do PT, sem a concentração do poder nas mãos de uma única força interna. E isso será feito nas eleições de novembro, com a vitória de Rodrigo Soares”, disse Frei Anastácio.
O encontro também definiu que o PT deve manter e fortalecer a coalizão de forças com os partidos aliados ao governo Lula, com vistas à eleição de Dilma Roussef à presidência da República, em 2010. “Nós vamos manter a aliança com os partidos aliados e buscar o fortalecimento dessa base de sustentação do governo Lula, para que Dilma seja eleita e leve à frente esse programa de governo que está mudando o Brasil”, destacou Frei Anastácio.
O pré-compromisso firmado entre PT e PMDB, os cenários para a disputa de 2010 nos Estados e outros temas ligados às eleições do ano que vem estão no centro da entrevista concedida ao Uol News pelo presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, postada nesta quinta-feira 22 na página daquele site.
Em entrevista concedida ao jornal Folha de São Paulo, publicada nesta quinta-feira (22, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou sobre política, economia, eleições 2010, decisões e projetos do governo, além de questões internacionais.
"Além de extraordinária gestora, a Dilma é um extraordinário quadro político. Tem firmeza ideológica, tem compromisso, tem lealdade, sabe de que lado está", emendou.
Leia a íntegra da entrevista:
FOLHA - É correto classificar de marolinha uma crise que gerou desemprego, redução de investimentos e derrubou o crescimento da economia de 5% ao ano para 1% em 2009 no cenário mais otimista?
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA - Foi correto. Temos que separar a crise em dois momentos. Até setembro de 2008, discutíamos a crise do subprime quando ainda não havia o problema dos bancos. Até esse momento, o Brasil sentiria muito pouco a crise por várias razões. A economia estava sólida. Havíamos diversificado nossas exportações. Os bancos brasileiros tinham maior solidez e havia maior controle do Banco Central. Quando veio o Lehman Brothers [quebra do banco americano de investimentos em setembro de 2008], aconteceram duas coisas graves. O dinheiro desapareceu. Uma empresa como a Petrobras passou a pegar empréstimos na Caixa que seria destinado a pequenas empresas brasileiras.