segunda-feira, 18 de junho de 2007

Reforma política: CUT defende participação popular e controle social do Estado

Pensar em reforma política deve significar considerar o conceito de democracia, a democracia como valor. Uma nação, um estado-nação, somente terá instituições políticas fortes se exercer a democracia em sua plenitude. O Estado democrático garante instituições democráticas, participação de todos os setores sociais. Fortalecer a democracia significa, sobretudo, garantir que o Estado e as políticas públicas estejam a serviço do bem comum da população.
Foi a partir do conceito acima que a CUT orientou sua intervenção no Seminário Reforma Política, realizado na última quinta-feira (14) pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), em Brasília. O presidente da Central, Artur Henrique, participou de uma das mesas do debate, a que tratava do aperfeiçoamento da democracia representativa. Artur salientou que a luta por uma reforma política deve ir além do aspecto político-eleitoral e deve consolidar a democracia direta, tal como definido em resolução do 9º Concut.
“A democracia direta pressupõe o fortalecimento de mecanismos como plebiscitos, referendos e projetos de iniciativa popular. Nesse sentido, a CUT também defende que o orçamento participativo seja adotado nas três esferas de governo, como forma de combater fraudes, corrupção, acabar com as emendas pessoais de parlamentares e garantir que os recursos tenham destinação social”, afirmou Artur.
O presidente da CUT insistiu que a mídia também precisa ser objeto de um processo amplo de reforma política: “Mais do que nunca há a necessidade de democratizar os meios de comunicação”. Artur também destacou que a democratização da sociedade, essencial para uma reforma política, passa pela democratização das relações de trabalho.
Ao tratar das medidas para reestruturação do sistema eleitoral defendidas pela CUT, Artur destacou o financiamento exclusivamente público das campanhas.

CUT

Lula: Brasil vive seu melhor momento econômico desde proclamação da República

O Brasil vive o seu melhor momento econômico desde que a República foi proclamada. A avaliação é do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, em seu programa de rádio Café com o Presidente desta segunda-feira, lembrou que "finalmente" o país conseguiu combinar estabilidade econômica com crescimento.
"Todo mundo está percebendo que nós conseguimos combinar crescimento com controle da inflação. E, mais importante, todo mundo conseguiu perceber que nós estamos fazendo o crescimento das exportações e o crescimento das importações e o crescimento do mercado interno", destacou.
O presidente Lula comentou o crescimento de 4,3% do PIB (Produto Interno Bruto, soma de todas as riquezas produzidas no país) no primeiro trimestre de 2007 em relação ao mesmo período de 2006. Segundo ele, o aumento demonstra a possibilidade de crescimento do PIB nos próximos trimestres deste ano.
"Indica uma melhor situação para a economia brasileira, o que me deixa acreditando que a gente vai ter mais crescimento econômico, mais geração de emprego, mais distribuição de renda, mais exportação, mais importação. Portanto, mais riqueza será produzida neste país para o bem de todo o povo brasileiro", afirmou.
De acordo com o presidente, o crédito no país cresceu 21% nos últimos 12 meses. "Em 2003, o crédito estava por volta de R$ 300 bilhões e agora estamos com crédito de R$ 757 bilhões", ressaltou. Com relação à agricultura, o presidente destacou os R$ 12 bilhões destinados pelo governo federal para a safra 2007/2008.
"Se você pegar, por exemplo, a agricultura, nós partimos de R$ 2 bilhões e meio, chegamos a liberar R$ 8,5 bilhões na safra 2006/2007, e agora estamos colocando 12 bilhões para a safra 2007/2008. E é isso que conta para fortalecer o crescimento da economia", disse.
"Eu posso hoje dizer ao povo brasileiro, com muita tranqüilidade, que mesmo aqueles que são pessimistas ou mesmo aqueles que querem torcer contra o governo - porque a verdade é que tem gente que gosta que as coisas não dêem certo para eles poderem dizer que têm razão - é que o Brasil vive o seu melhor momento desde que a República foi proclamada. Eu não tenho dúvida de dizer isso", destacou o presidente Lula.

Agência Brasil

CAPITANIAS HEREDITÁRIAS


Gustavo emalou. Abre aspas. Ou clique aqui.

EUA já revogaram 141 concessões de TV e rádio

A Administração Federal de Comunicações (FCC na sigla em inglês), um órgão do governo dos Estados Unidos, fechou 141 concessionárias de rádio e TV entre 1934 e 1987. Em 40 desses casos, a FCC nem esperou que acabasse o prazo da concessão.
Os dados foram levantados por Ernesto Carmona, presidente do Colégio de Jornalistas do Chile, no artigo intitulado "Salvador Allende se revolve em sua tumba: senadores socialistas comparam Chávez a Pinochet".
Casos citados pelo jornalista chileno: em julho de 1969 a FCC estadunidense revogou a concessão da WLBT-TV; em 1981, revogou a concessão da WLNS-T, em abril de 1999, a FCC Yanks Trinity License; em abril de 1998, revogou a concessão da rádio Daily Digest.
Só na década de 80 ocorreram dez casos de não renovação. E prossegue Carmona: "Na Inglaterra, o governo Margareth Thatcher cancelou a concessão de uma das maiores estações de TV do país, simplesmente por ter difundido notícias desagradáveis, embora absolutamente verídicas".
Argumentou, simplesmente, que "se tiveram a estação de TV por 30 anos, por que deveriam ter um monopólio?". Também no Reino Unido, a autoridade estatal decretou, em março de 1999, o fechamento temporário do MED TV, canal 22; em agosto de 2006, revogou a licença da ONE TV; em janeiro de 2004, a licença da Look 4 Love 2; em novembro de 2006, a da StarDate TV 24; e em dezembro de 2006, revogou o canal de televendas Auctionworld.
Do Canadá vem o exemplo da Country Music Television, que teve a concessão revogada em 1999. A Espanha revogou em julho de 2004 a concessão da TV Laciana (um canal a cabo) e, em abril de 2005, a das emissoras de rádio e TV de sinal aberto em Madri.
A seguir, em julho de 2005, determinou o fechamento da TV Católica. Na França, revogou a licença da TV& em fevereiro de 1987, e em dezembro de 2004 fez o mesmo com a Al Manar. Em dezembro de 2005, fechou a TF1, por ter colocado em dúvida a existência do Holocausto.
Já a Irlanda revogou em 1990 a licença para a TV3 iniciar suas transmissões. A Rússia, em agosto de 2000, fechou uma emissora de TV por divulgar publicidade subliminar. Já em março de 2006, fechou a TV6.
Carmona diz também que são muitos os exemplos que vêm de países do Terceiro Mundo, de Bangladesh à América Latina. No Peru, em abril passado, foram fechados dois canais de TV e três de rádio por não cumprimento da lei local.
O Uruguai revogou em dezembro de 2006 as concessões das emissoras de rádio 94.5 FM e Concierto FM, de Montevidéu. El Salvador fez o mesmo em julho de 2003 com a Salvador Network.
"E em nenhum destes países houve uma campanha como a da atual RCTV, cuja concessão durou 53 anos", ironiza Carmona.
Ele recorda ainda que "a União Internacional de Telecomunicações (UIT) reconhece em toda a sua amplitude o direito soberano de cada Estado a regulamentar suas telecomunicações, tendo em conta a importância crescente das telecomunicações para a salvaguarda da paz e do desenvolvimento econômico e social dos Estados".
Fecha aspas. É só o que eu tive tempo de fazer agora. Há braços...

Fonte: CARTEIRO DO POETA

Morre a cantora Núbia Lafayette


A cantora Núbia Lafayette faleceu às 13h30 desta segunda-feira (18). Núbia se encontrava hospitalizada desde o último dia 25 de maio no Hospital de Clínicas de Niterói (RJ) devido a um Acidente Vascular Cerebral (AVC).
Idenilde de Araújo Alves da Costa, nome verdadeiro de Núbia Lafayette, nasceu no município Açu (RN) em 21 de janeiro de 1937. Mudou-se para o Rio de Janeiro aos três anos de idade, com a mãe. Logo cedo demonstrou interesse pela música apresentando-se em programas infantis. Aos 12 anos, a pequena Idenilde Araújo fazia do cabo da vassoura um microfone para cantar as músicas de Vicente Celestino e Dalva de Oliveira - os maiores cantores da época.
A cantora potiguar desembarcou muito cedo no Rio de janeiro e começou sua carreira no fim dos anos 50, com o nome artístico de Nilde Araújo. Cantou em programas de calouros, foi crooner da boate Cave e estreou cantando Dalva de Oliveira.
Chegou a gravar um disco ainda como Nilde Araújo, e assumiu o nome definitivo de Núbia Lafayette em 1960, por sugestão do compositor Adelino Moreira, que a apresentou à gravadora RCA e encontrou em Núbia a intérprete ideal para suas canções.
Ainda em 1960, Núbia grava seu primeiro disco de carreira com a música "Devolvi" de Adelino Moreira, que logo passaria a tocar nas rádios de todo o País e exaustivamente no Nordeste, o que a projetou como uma cantora romântica e popular.
Fonte de inspiração - Nelson Gonçalves teve uma grande importância na carreira de Núbia Lafayette, tendo sido sua fonte de inspiração musical masculina e um grande professor. Nelson a ensinou como se comportar no palco.
Núbia, pela grande afinidade com o cantor, foi apontada por muitos de seus fãs como "Nelson Gonçalves de saia". Regravou muitos de seus sucessos, como 'Argumento' (Adelino Moreira), 'A volta do boêmio' (Adelino Moreira) e 'Fica comigo esta noite' (Nelson Gonçalves/Adelino Moreira). Logo vieram cair na boca do povo músicas como o bolero 'Seria tão diferente', 'Prece à lua' e 'Solidão'.
Nos anos 70, pela gravadora CBS, veio uma segunda fase de sucessos. Núbia volta às paradas com "Casa e Comida", de Rossini Pinto, que foi faixa título de um LP gravado em 1972. A música virou uma espécie de hino oficial das mulheres mal casadas e desprezadas pelo maridos infiéis - quase todas sabiam de cor o refrão "não é só casa e comida que faz a mulher feliz". Neste mesmo LP, 'Aliança com filete de prata' (Gloria Silva) também passou a fazer parte do seu repertório, como também as músicas que lançou nos anos seguintes, como 'Mata-me depressa' (Rossini Pinto), 'Quem eu quero não me quer' (Raul Sampaio/Benil Santos), 'Esta noite eu queria que o mundo acabasse' (Silvio Lima) e as recordistas de pedidos suplicantes nos eufóricos shows de Núbia Lafayette, a exemplol de 'Lama' (Aylce Chaves/Paulo Marques) e 'Fracasso' (Mario Lago), músicas que se tornaram célebres em sua voz.
Apesar dos modismos, Núbia sempre se manteve fiel ao romantismo das mágoas, da traição, do desconsolo e da fossa, que teve em Adelino Moreira seu grande profeta. Núbia ainda gravou outros especialistas da dor de cotovelo, como Lupcínio Rodrigues, Herivelto Martins, Raul Sampaio, Jair Amorim, Evaldo Gouveia e Othon Russo, dentre outros.
Muitos cantores que hoje fazem sucesso no cenário fonográfico nacional são confessadamente influenciados por essa musa do povo, que é Núbia Lafayette, a exemplo de Alcione, Fafá de Belém, Elymar Santos e Tânia Alves. Núbia cativou uma legião de fãs, dentro e fora do meio artístico. Cauby Peixoto, Adilson Ramos, Waldick Soriano, Cláudia Barroso, Paulo Gracindo, dentre outros, já puderam até exercitar sua tietagem, dividindo microfone com Núbia em gravações emocionadas, a exemplo de Alcione, Gonzaguinha, Nelson Gonçalves, Elymar Santos, Waldick Soriano, Noite Ilustrada, e Trio Irakitam.
Núbia morava em Maricá (RJ), onde também se dedicava ao gerenciamento do Centro Gastronômico Núbia Lafayette, além de fazer shows por todo o País.

Fonte: www.portalcorreio.com.br

Nesse momento de profunda dor, eu o Naza, que já não sou tão novo assim, sou um jovem meninão beirando os cinqüenta anos, tive o prazer de conhecer muitas de suas músicas, tive a grata satisfação de vê-la cantar e junto com tantos outros encher o coração de muita paz.
Por isso, em homenagem e um tributo a essa, que a meu ver, mesmo na grande viagem, é e sempre será a mais completa interprete do cancioneiro romântico e popular brasileiro, vou publicar a letra de uma das lindas canções que já ouvi em minha vida.

"Devolvi"

Núbia Lafayette

Composição: Adelino Moreira

Devolvi
O cordão e a medalha de ouro
E tudo que ele me presenteou
Devolvi suas cartas amorosas
E as juras mentirosas
Com que ele me enganou

Devolvi
A aliança e também seu retrato
Para não ver seu sorriso
No silêncio
Do meu quarto

Nada quis guardar como lembrança
Pra não aumentar meu padecer
Devolvi tudo
Só não pude devolver
A saudade cruciante
Que amargura meu viver

Também maravilhosamente interpretada pelo saudoso Nelson Gonçalves.

Sou o Naza, de volta, de casa nova e triste com essa perda.





Pesquisa APAVORA oposição 2

Ainda sobre a pesquisa recente feita pelo pesquisador tucano/pefelê/golpista.

domingo, 17 de junho de 2007

A idiotice da Folha chega em Paris

Luiz Felipe de Alencastro, conhecido professor brasileiro que reside e trabalha em Paris, autor de “O Trato dos Viventes” mantém o site “Seqüências Parisienses”, de onde dispara torpedos críticos contra a idiotice geral deixada no Brasil.

Fonte: http://sequenciasparisienses.blogspot.com/

Sobre a bizarrice do editorial da Folha de S. Paulo no “caso Lamarca” ele escreveu:

O "caso Lamarca" e o editorial da Folha

Lido aqui de manhã cedo, quando no Brasil ainda é alta madrugada, o editorial de hoje da Folha, “O caso Lamarca”, me deixa perplexo. Os argumentos avançados no texto, contrários à decisão de promover Lamarca e indenizar sua família, parecem coerentes. Mas em nenhum momento fazem referência à fundamentação jurídica seguida pela Comissão de Anistia.

Noutra página do jornal, vem resumido o histórico da decisão. “O primeiro reconhecimento da responsabilidade do Estado pela morte de Carlos Lamarca foi em 1996, quando a Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos do Ministério da Justiça determinou o pagamento de indenização à família.

A decisão foi inovadora, já que a lei vigente limitava o pagamento às famílias dos mortos em dependência policial. Morto em campo aberto, entendeu-se que Lamarca já estava sob o cerco de agentes do Estado, sem condição de reagir.

Em 2004, a lei foi alterada e as possibilidades de indenização, ampliadas. Anteontem (14), a Comissão de Anistia determinou o pagamento de pensão de R$ 12.152,61 à viúva. Os crimes ou a deserção do Exército não entraram em discussão porque, em 1979, o país aprovou a Lei da Anistia, que perdoou os crimes cometidos durante o regime militar.”

O julgamento dá lugar a controvérsias. Porém, o editorial da Folha enviesa o debate e termina com uma conclusão bizarra: “Por tratar-se de um prêmio à deserção, ademais, a equiparação de seus vencimentos ao de um general afronta os princípios de disciplina e subordinação, pilares das Forças Armadas”.

Comentário Básico: não se espante de qualquer vocês lerem na Falha de SP, oops Folha de SP ou no Estadão ou mesmo de um direitista por ai que os judeus do gueto de Varsóvia ou os guerrilheiros da resistência francesa eram criminosos por pegarem em armas e matarem "incocentes" alemães da segunda guerra mundial.

Morcego Vermelho

VAVÁ ESTÁ SENDO LINCHADO PELA MÍDIA GOLPISTA

De antemão, chamo a atenção para o fato de que o artigo aqui reproduzido não foi escrito por nenhum petista, mas por um jornalista insuspeito, que não vive de jabá, como Mainardi e Reinaldo Azevedo.

Do comentário de Élío Gaspari eu destaco:

"Lula tem 15 irmãos e algo como cem parentes. Desde que Tomé de Souza chegou a Salvador, nenhuma família de governante teve tão poucas relações com o Estado como a dos Silva. Mais: nenhuma veio de origem tão modesta e continuou a viver em padrões tão modestos".


ÉLIO GASPARI

Vavá está sendo linchado

Genival Inácio da Silva, o Vavá, está sendo covardemente linchado porque é irmão do presidente da República. Ele é acusado de tráfico de influência sem que até hoje tenha aparecido um só nome de servidor público junto ao qual tenha traficado qualquer pleito que envolvesse dinheiro do erário. Um fazendeiro paulista metido numa querela de terras queria reverter uma decisão unânime do Superior Tribunal de Justiça. Vavá recomendou-lhe um advogado. Isso não é tráfico de coisa alguma. Um empreiteiro queria obras e encontrou-se com ele num restaurante. Ninguém responde se Vavá conseguiu favorecer esse ou qualquer outro empreiteiro.

A divulgação cavilosa e homeopática de trechos de gravações telefônicas envolvendo parentes de LULA tornou-se um processo intimidatório e difamador capaz de fazer corar os generais do Serviço Nacional de Informações, o SNI da ditadura. No caso de Vavá, as suspeitas jogadas até agora no ventilador não guardam nexo com os fatos. Não há proporção entre as acusações que lhe fazem e o grau de exposição a que foi deliberadamente submetido.

A Polícia Federal vasculhou sua casa (um imóvel de classe média em São Bernardo do Campo). A diligência foi apresentada como parte de uma Operação Xeque-Mate, destinada a desbaratar uma quadrilha envolvida em contrabando, tráfico de drogas e máquinas caça-níqueis. Não era pouca coisa.
Pelo que se sabe até agora, coletaram cinco papéis. Entre eles, duas cartas que não foram entregues. Vavá tentou alavancar dois casos com empresas privadas (Vale e CSN). Nenhum dos pleitos chegou à direção das companhias.

Trucidar
Os grampos policiais estabeleceram um vínculo entre Vavá e dois mercadores de casas de jogo e atravessadores de negócios. Um deles, Nilton Servo, ameaçou “trucidar” a família de um desafeto. O outro, Dario Morelli, compadre de Lula, julgava-se protegido pelas suas amizades e disse que a polícia pensaria “duas vezes em fazer qualquer coisa”. Foi preso. Os dois planejavam maracutaias e contavam com a ajuda do irmão do presidente, a quem dizem ter dado algo como R$ 15 mil nos últimos meses. Nas palavras de Servo, “o Vavá é para ser usado”.

Numa conversa, Vavá fez-lhe um pedido: “Ô, arruma dois pau pra eu?”.

Lula tem 15 irmãos e algo como cem parentes. Desde que Tomé de Souza chegou a Salvador, nenhuma família de governante teve tão poucas relações com o Estado como a dos Silva. Mais: nenhuma veio de origem tão modesta e continuou a viver em padrões tão modestos.

Vavá meteu-se por sua conta e risco com os negócios de Servo e do compadre Morelli. Desqualificá-lo por lambari, deseducado ou pé-de-chinelo é parte do linchamento. Ele é um cidadão, ponto. Seus atos vêm sendo investigados e serão levados à apreciação da Justiça.

Podia ser membro da Academia Brasileira de Letras, dava na mesma.

Antes da conclusão do inquérito policial, Vavá foi irremediavelmente satanizado a partir de indícios, suspeitas e manipulações. Seu linchamento não busca o cidadão metido com vigaristas. Busca a jugular do irmão.

Durante a última campanha eleitoral, quando o comissariado petista chafurdou na compra de um dossiê contra os tucanos, demonizou-se a figura de Freud Godoy, um assessor de Lula, conviva de sua panelinha. Durante três dias, ele pareceu encarnar toda a corrupção nacional.

Freud foi arrolado em dois processos, um criminal e outro eleitoral. Dizer que foi inocentado é pouco. Ele nem sequer foi indiciado.

O pessoal do século XXI sabe que Jimmy Carter é um ex-presidente dos Estados Unidos (1977-1981), Prêmio Nobel da Paz de 2002. Passará para a história como um exemplo de retidão. Isso agora. Quando estava na Casa Branca, Carter foi atazanado pela exposição de seu irmão Billy, um caipira alcoólatra que se tornou lobista (registrado) do governo líbio. Criou-se o neologismo Billygate. Morreu em 1988, aos 51 anos, falido. Virou poeira da História.

Ninguém quer a jugular de Vavá, como não se queria a de Billy Carter.
O negócio é outro.

PS.

É isso ai, a oposição golpista e mídia vendida não querem o sangue de Vavá, querem mesmo é derrubar Lula, e, se possível, com sangue.

TRISTE NAÇÃO QUE TEM UMA IMPRENSA DESTA.

DECEPÇÃO DOS TUCANOS .

Domingo, 17 de Junho de 2007

Tucanos muita calma nessa hora, olha o coração:PESQUISA INDICA SE TIVESSE NOVA ELEIÇÃO LULA VENCERIA NO PRIMEIRO TURNO

Pesquisa choca a oposição

Entao fizeram mais uma pesquisa eleitoral 6 meses depois da eleição oficial. Faz sentido? No Brasil faz.

Apesar dos escândalos, inclusive aquele que envolveu seu irmão Vavá, o presidente Lula permanece sem adversários eleitorais, segundo pesquisa do cientista político Antônio Lavareda, o favorito do PSDB e do Democratas.

Pela pesquisa, Lula até seria reeleito no primeiro turno para um terceiro mandato.


continua...
http://republicavermelha.blogspot.com/2007/06/tucanos-muita-calma-nessa-hora-olha-o.html

Recebido por e-mail de:Meryhellen Belle

sábado, 16 de junho de 2007

PARAFRASEANDO A PODEROSA.

VALE À PENA VER DE NOVO

Certamente muitos nem se lembram mais desse episódio, do dia em que a poderosa venus platinada teve que ler, mesmo que por força da justiça, como direito de resposta concedido ao senhor Leonel de Moura Brizolla, toda sua trajetória de bajulação e serventílismo aos interesses dos poderosos e da podre ditadura militar instalada no Brasil.
É bom navegar na net e, redescobrir essas pérolas da história recente dessa manipuladora.

Sou o Naza, estou de volta e agora em casa nova.


Ela tem sorte, pois está no Brasil que tanto busca destruir, já imaginou se fosse na Venezuela de Hugo Chaves?

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Tucano na mira do MPE da Paraiba.

MP Eleitoral pede a cassação do governador da Paraíba MPE/PB O Ministério Público Eleitoral na Paraíba apresentou ao corregedor regional eleitoral Carlos Eduardo Lisboa, alegações finais na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) nº 251, ajuizada em 30 de setembro de 2006, que imputa ao governador reeleito Cássio Cunha Lima (PSDB), e ao superintendente do Jornal A União, José Itamar da Rocha Cândido, a prática de abuso de poder político consistente no utilização irregular do mencionado veículo de comunicação. Na Aije, argumenta-se, em linhas gerais, que o jornal serviu de ferramenta para a promoção pessoal e eleitoral do então candidato a governador, bem como foi meio para a divulgação de publicidade institucional em pleno período eleitoral, o que configura conduta vedada ao agente público em campanha política. O MP Eleitoral considerou que, na maioria dos exemplares do periódico nos anos de 2005 e 2006, fica clara a permanente exaltação e divulgação da imagem de governador do estado, por meio de reportagens de capa e de matérias dispostas em páginas internas. Este fato configura violação ao artigo 37, parágrafo 1º da Constituição Federal, segundo o qual a “publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos”. Também, de acordo com o artigo 74, da Lei 9.504/90 (Lei Geral das Eleições), a violação àquele dispositivo constitucional configura abuso de poder político, nos termos do artigo 22 da Lei Complementar 64/90, podendo ensejar, portanto, inelegibilidade do candidato eleito. Além do abuso, caracterizou-se a conduta vedada ao agente público prevista no artigo 73, inciso VI, alínea b, da Lei Geral das Eleições, que proíbe (ressalvadas exceções restritas) a publicidade institucional no período eleitoral, para evitar vantagem eleitoral especialmente a candidatos à reeleição. Nas suas alegações finais, destaca o Ministério Público Eleitoral que o esforço de promoção pessoal do governador, contido naquele veículo de comunicação, culminou com a publicação de edições-extra no dia 2 de outubro de 2006 (data imediatamente após o primeiro turno) e no dia 29 de outubro (dia do segundo turno), fazendo propaganda eleitoral direta em favor daquele candidato. Publicidade institucional vedada - O MP Eleitoral argumenta ainda que o Jornal A União promoveu intensa e evidente publicidade institucional, ao longo de quase todo período eleitoral de 2006, disfarçada sob forma de matérias jornalísticas. Para se constatar tal fato, basta um exame superficial das manchetes de capa do período eleitoral, sendo que, apenas com o deferimento de medida liminar, pelo então corregedor Alexandre Targino Gomes Falcão, a pedido do MP Eleitoral, é que se modificou o foco das matérias veiculadas pelo jornal, isto já às vésperas da realização do segundo turno. A referida liminar aplicava multa para o caso de reincidência na veiculação de propaganda institucional, e não foi objeto de recurso dos investigados. Os advogados do governador e do superintendente chegaram a argumentar que as reportagens do Jornal A União constituiam, apenas, matérias jornalísticas isentas. No entanto, lembrou o MP Eleitoral, que o próprio governador, ao apresentar contestação sobre possível propaganda política extemporânea no Jornal a União, em outro processo, havia afirmado expressamente que o veículo em questão servia justamente para divulgação das ações administrativas do governo. A violação ao artigo 73, inciso VI, alínea b, enseja multa para os responsáveis e cassação do diploma do candidato beneficiado pela publicidade irregular. Potencialidade eleitoral - Para o Ministério Público Eleitoral, os fatos apurados na Aije tiveram potencialidade para comprometer a isonomia entre os candidatos ao pleito 2006, tendo em vista o alcance da distribuição do veículo de comunicação, custeado com recursos públicos. Pela prova trazida aos autos, o Jornal A União tem tiragem próxima a cinco mil exemplares diários, dos quais cerca de 80% são distribuídos gratuitamente, o que resulta num número próximo a um milhão de exemplares veiculadores de propaganda do governo do estado por ano, número este, inclusive, próximo à tiragem do jornal de maior circulação do estado da Paraíba. Precedentes do TSE - Para atingir tais conclusões, o Ministério Público Eleitoral se orientou por precedentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em que restaram punidas situações até menos graves. No Recurso Ordinário nº 688/SC (caso semelhante anteriormente ocorrido em Santa Catarina), a Corte Superior entendeu que a distribuição de jornais com tiragem expressiva (cinco mil exemplares distribuídos gratuitamente), exaltando a imagem do então candidato a deputado estadual Celso Matiollo, constituia abuso de poder econômico e de mídia. O TSE manteve a cassação do registro de deputado estadual. Em relação aquele candidato a deputado, foram analisados pelo TSE apenas nove exemplares do informativo, editado próximo às eleições, com recursos exclusivamente privados, nos quais constavam matérias enaltecedoras sobre o político cassado. No caso do Recurso Ordinário nº 12244/PB, referente ao ex-senador paraibano Humberto Lucena, o TSE entendeu configurar abuso de poder político o uso da gráfica do Senado Federal para a impressão e posterior distribuição de simples calendários com o nome e foto do político, no número de 130 mil, em ano eleitoral. Por este motivo, foi determinada a cassação do mandato de senador de Humberto Lucena. Para o MP Eleitoral, tendo em vista os dois casos apresentados como precedentes, é inegável a maior gravidade no tocante ao Jornal A União. Os autos agora seguem para julgamento pelo Plenário do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba.
Portal http://www.correiodaparaiba.com.br/

Copiado do blog: HELIO JAMPA.

ANISTIA, JÁ.


UM ANO DEPOIS DA CPI DOS CORREIOS

Nos últimos dias, a mídia se dedicou a fazer um balanço bastante dirigido, bem típico dela, das medidas sugeridas pela CPI dos Correios e sobre a denúncia do Procurador Geral da República, que também já fez um ano.

O tom geral foi de uma falsa indignação pela impunidade e pelo risco de prescrição da denúncia, mesmo a mídia sabendo que o rito jurídico e as garantias constitucionais asseguram a todo acusado a presunção da inocência, e que o ônus da prova cabe ao acusador. Denúncia não é sentença. Acusação não é julgamento.

De uma maneira geral, todos os comentários, editoriais e matérias desconheceram, ao tratarem do meu caso, que nem a CPI dos Correios, nem o Procurador Geral da Republica apresentaram qualquer prova ou indício que me envolvessem nas denúncias, seja da CPI ou do Ministério Público.

Fui investigado também em duas denúncias paralelas. O chamado caso Valdomiro Diniz e as acusações do irmão do prefeito Celso Daniel. Em ambos, fui inocentado. No primeiro, depois de duas CPIs, dois inquéritos e duas investigações. Nada me envolve no caso Valdomiro Diniz. No segundo fui inocentado, em juízo, quando Francisco Daniel se retratou e a denúncia foi arquivada.

Minha vida pública e privada sofreu uma devassa, meus sigilos fiscal, bancário e telefônico foram quebrados e, depois de mais de um ano, nada foi provado contra mim. Em nenhum momento das investigações da CPI dos Correios fui envolvido em qualquer denúncia sobre os Correios. Toda acusação contra mim se baseou exclusivamente nas declarações do ex- deputado Roberto Jefferson, cassado pela Câmara dos Deputados, segundo o relatório, por ter mentido, por não ter provado que existia o mensalão, que denunciou.

VISITE O BLOG: http://anistiaja.blogspot.com/ e leia o manisfesto pela anistia de José Dirceu.

A GRANDE MÍDIA É IGUAL AOS CORRUPTOS.


Só com sangue de barata é possível aceitar passivamente a cobertura da grande imprensa à cassação da licença da emissora de televisão venezuelana de RCTV. Em mim produz a mesma repulsa que a corrupção nas instituições políticas. Aceitar que uma rede de TV como a CNN use imagens de um antigo protesto no México como se fossem na Venezuela é tão criminoso quanto o ato em si. Como pode essa imprensa ainda existir?

Não entendo a falta de revolta dos jornalistas. É alienação ou conivência? Para um jornalista, é vergonhoso em qualquer dos dois casos. Não há nada verdadeiro no noticiário sobre a Venezuela, a não ser um ódio incompreensível por Hugo Chávez. Talvez um ódio de solidariedade com o irmão americano W. Bush, eterno merecedor do escárnio de Chávez como de qualquer outro cidadão razoavelmente informado, tal e qual deve ser todo jornalista.

Porque se trata de mentir descaradamente para o público, negar-lhe informações importantes para julgar. Essa mentira foi desmascarada por vários blogues e pela imprensa alternativa. Está em todos os lugares. Em Londres, saiu um manifesto de apoio a Chávez, assinado por intelectuais, escritores, etc.

Chávez cassou legalmente uma concessão pública porque o detentor dessa concessão nada mais é do que o sujeito que tentou aplicar-lhe um golpe de estado e chegou até a declarar-se presidente. Só isso. Então, não é Chávez o golpista, mas esse magnata da comunicação. E o fez com base na lei – ou seja, quando o prazo da concessão pública expirou.

O pior é que ainda temos de ouvir alguns cretinos a dizer que as ideologias acabaram, só existem na cabeça de dinossauros como eu. Essa guerra pela informação tem alguma outra justificativa senão a luta de classes. A ascensão da esquerda na América do Sul precisa ser barrada, essa é a razão. Vão fazer de tudo para varrê-la do mapa, com a ajuda da grande imprensa.

Por isso eu digo, parem com as drogas. Deixem de ler a Veja, a Falha, o Estrago, o Globo e seu similares. A melhor informação não está nesses veículos. Se é para ler e ouvir mentiras, é melhor que seja de graça. Só o leitor tem o poder de virar do avesso essa mídia brasileira ordinária.

Por Dom Quixote de la Prensa
A MÁSCARA CAIU!

NUNCA ANTES NESTE PAÍS !

Jornais, TVs, rádios, sites noticiosos na internet, enfim, em todos os meios de comunicação deste país vejo, há vários dias, um assunto predominando ininterruptamente : as acusações contra Vavá, irmão do presidente da República.

Noto, também, que não faltam insinuações de que naquilo em que Vavá parece estar envolvido, o presidente Lula também estaria.

Tudo isso é motivo de comemoração. Um país em que o presidente da República tem um parente tão próximo encurralado pela Polícia que ele (o presidente) tem poder para determinar se e como atuará, é um país em que a democracia se consolida a passos largos.

No passado recentíssimo, outro presidente teve parentes bem menos próximos envolvidos em escândalo financeiro bilionário envolvendo um dos maiores bancos do país e não houve 1% da repercussão que está tendo o caso Vavá.

O Brasil está no rumo certo, ainda que tentem convencer a sociedade de que “nunca antes neste país” houve tanta corrupção. A verdade verdadeira é a de que “nunca antes neste país” se investigou tanto os poderosos.

Por Eduardo Guimarães
A MÁSCARA CAIU!

Preservação das tartarugas marinhas

A Assembléia Legislativa da Paraíba realiza, nesta sexta-feira (15), às 11 horas, no Plenário José Mariz, uma sessão especial para discutir o Projeto de Preservação das Tartarugas Marinhas no Litoral da Paraíba.

A propositura é do deputado estadual Rodrigo Soares (PT), que para justificar a sessão, afirma que na América Latina, a Paraíba é o maior santuário de desova das tartarugas da espécie “Pente” e a mesma encontra-se em extinção. A sessão ainda tem a parceria da Ong Guajiru, que desenvolve pesquisa e monitora as tartarugas urbanas no litoral paraibano.

“Além das muitas dificuldades naturais enfrentadas, a exemplo dos peixes que se alimentam delas, as degradações produzidas pelo homem, com pescas predatórias e ações de vandalismo, destroem seus ninhos ao longo do litoral do nosso Estado. Essa situação precisa ser solucionada urgente. Por isso, a necessidade urgente de se discutir o tema”, justificou.

Para o debate, além de ambientalistas, foram convidados representantes das secretarias estadual e municipal de Meio Ambiente; de Planejamento e de Finanças; Sudema (Superintendência Estadual de Meio Ambiente), Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), Ministério Público Federal (MPF); Ministério Público Estadual (MPE), Universidade Federal da Paraíba (UFPB); e Prefeitura de Cabedelo.

(Mais informações com: Raymundo Neto – (83) 8883 0913)


SERVIÇO:
Sessão Especial para debater o Projeto de Preservação das Tartarugas Marinhas no Litoral Paraibano
Local: Plenário José Mariz – Assembléia Legislativa
Hora: 11 horas
Data: 15 de junho de 2007 – sexta-feira
Procurar: Deputado estadual Rodrigo Soares (PT)

Adja Brito - Assessora de Imprensa

quinta-feira, 14 de junho de 2007

5º CONGRESSO DO MST

BRASÍLIA – O capital tem atacado primeiro. Esta, grosso modo, é a avaliação do dirigente nacional do MST, João Pedro Stedile, sobre a essência dos embates entre os movimentos sociais e os setores econômicos hegemônicos, no sentido de que os movimentos têm tido que adequar suas lutas e resistências aos avanços do capital nacional e internacional sobre direitos e recursos dos trabalhadores.

Retomando o período histórico a partir da Era Vargas, Stedile lembrou que até os anos 1970 a reforma agrária no Brasil visava o assentamento dos pobres para que se inserissem, com o tempo, no modelo de produção econômica de um país que vivia um crescimento de mais de 6% ao ano e um desenvolvimento exponencial da indústria nacional. Na época, afirma o dirigente, havia um projeto claro para o país que incluía ou definia o papel do campesinato como parte do processo produtivo.

A partir dos anos 1980, no entanto, houve uma estagnação econômica que teria levado a elite brasileira a optar pela subordinação do setor produtivo do país ao capital internacional, dando início a um processo de liberalização que se manifestou de forma aguda nos oito anos de governo de Fernando Henrique Cardoso.

Leia matéria completa: Agência Carta Maior